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Category — Música

Download: Scream & Yell 04 (Junho 1999)

Na quarta edição do fanzine Scream & Yell, lançada originalmente em junho de 1999 com o intuito de comemorar o dia dos namorados (sério!), já nos flagra surfando na onda que os elogios aos primeiros fanzines trouxeram. Nessa época já tínhamos uma rede de grandes amigos fanzineiros e não havia um dia que fosse que o carteiro não deixava em casa um novo fanzine de algum canto do Brasil. Já bastante enturmado, utilizamos o Scream & Yell para provocar o meio e, por isso, decidimos fazer um fanzine inteiro falando de… amor. Tem poesias minhas, do Alexandre e do Drummond; indicação para se ouvir o clássico punk brega “Baladas Sangrentas”, de Wander Wildner; e um texto muito bacana (“Romance com Alma Rock and Roll”) do Thales de Menezes que saiu numa coluna da Folhateen em que ele cobria férias do Álvaro Pereira Jr. Gosto da imagem da capa (uma imagem que retirei de um single do U2) e principalmente da arte do miolo, um coração perfurado por uma bala (que tirei do CD da trilha sonora do filme “A Life Less Ordinary”) emoldurando o texto “Uma garota, colo e Smashing Pumpkins” (tudo eu que eu mais queria naquele momento – risos) e ainda que o ombudsman do Scream & Yel (sim, nós tivemos um Ombudsman, o grande Fidel!) fosse reclamar na edição seguinte que o uso do coração com o texto o circundando dificultasse a leitura, gosto dela até hoje (e, claro, fica muito melhor colorida). Acho que a tiragem se manteve entre os 400 exemplares, mas essa edição nos conectou com muita gente de poesia (não à toa, eu participei do sarau na Mostra de Cultura Independente, na Funarte, em 2000) e abriu umas portas legais. Como padrão, no arquivo que você irá baixar há duas versões: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 4_01 na frente e a 4_02 no verso do A4; a 4_03 na frente e a 4_04 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Atenção: nessa edição eu vou ainda mais longe na piração de numerar as páginas com… o número de coraçõeszinhos relativos a página (risos). Divirta-se.

BAIXE AQUI O SCREAM & YELL – FANZINE 04

Baixe os fanzines anteriores também!

 

maio 9, 2017   No Comments

Festival Magnéticos 90 no Sesc Pompeia

Entre a geração anos 80 do rock nacional e a turma que surgiu nos anos 90 existe uma lacuna, exatamente na virada da década, em que as gravadoras deixaram de apostar no rock. Paralelamente, as bandas de rock não deixaram de existir. Longe dos holofotes da grande mídia, um enorme contingente de jovens em todos os cantos do país – munidos de baixo, guitarra e bateria – seguiam fazendo música e registrando suas canções em fitas cassete, conhecidas popularmente como “Fitas Demo” (diminutivo para “Fita de Demonstração”), que tanto servia para apresentar um grupo para um chefão de grande gravadora quanto para um fã levar aquelas músicas que tinha conhecido num show para ouvir em casa, já que era mínima a chance de ouvir aquelas canções no rádio. Internet, MP3 e redes P2P seriam ferramentas do novo século. Para a molecada dos anos 90, o lance era magnético.

À frente do Little Quail and Mad Birds e depois dos Autoramas, Gabriel Thomaz colecionava fitas-demo nos anos 90 e escreveu o livro “Magnéticos 90” (ilustrado por Daniel Jucá), lançado pela Edições Ideal, buscando registrar no papel a história daquelas fitas-demo, pois muitas não tiveram registros oficiais, só nas fitas cassete, e corriam o risco de se perderem no tempo, apagando um importante e interessante momento da música brasileira. Com essa preocupação, Gabriel se juntou a Marcelo Costa, do site Scream & Yell, a Rafael Cortes, do selo Assustado Discos, a Agência Alavanca e ao SESC Pompeia para realizar o Festival Magnéticos 90, com uma série de shows que buscam rebobinar a memória das fitas demos dos anos 90 e coloca-las para tocar novamente. A ideia não é só reviver e valorizar este período, mas mostrar que, mesmo longe da grande mídia, existe gente batalhando pela música. Foi assim nos anos 90. É assim hoje.

INGRESSOS À VENDA E MAIS INFORMAÇÕES

18/05 – 21h30: Maskavo Roots e Autoramas
O Autoramas surgiu no Rio em 1998 das cinzas do Little Quail and Mad Birds, banda que Gabriel Thomaz havia formado no final da década de 80 em Brasília. Gabriel havia gravado uma fita demo do Little Quail com três músicas em que tocava todos os instrumentos, e as usou no primeiro registro magnético dos Autoramas, lançado em K7 com três canções. Hoje o Autoramas está prestes a completar 20 anos de carreira com 7 discos e turnês elogiadas ao redor do mundo. Já a Maskavo Roots conseguiu seu contrato com o selo Banguela, dos Titãs e Carlos Eduardo Miranda, em 1994 através de uma fita demo. Também de Brasília, a Maskavo Roots lançou seu álbum de estreia em 1995, e o disco conquistou tantos fãs no cenário independente que foi reeditado em vinil em 2015 pelo selo Assustado Discos. Neste show, a Maskavo Roots se reencontra especialmente para o festival Magnéticos 90.

Autoramas: Gabriel Thomaz (voz e guitarra), Érika Martins (guitarra, moog, pandeirola e vocais), Fabio Lima (bateria) e Jairo Fajersztajn (baixo)

Maskavo Roots: Marcelo Vourakis (vocal), Joana Duah (vocal e percussão), Quim (teclados e backing vocal), Prata (guitarra), Pinduca (guitarra), Marrara (baixo) e Txotxa (bateria)


19/05 – 21h30: Comunidade Nin-Jitsu e Gangrena Gasosa
Surgida em Porto Alegre em 1995, a Comunidade Nin-Jitsu inovou e gravou um CD demo com suas canções divertidas para abrir espaço no meio musical nos anos 90. Com uma sonoridade que mistura rock, reggae, funk carioca e rap, o grupo cravou de cara um sucesso nacional, “Detetive”, que na época ganhou até prêmio de Demo-Clip na MTv Brasil. Hoje, a Comunidade Nin-Jitsu exibe uma discografia com 8 discos e segue na estrada fazendo todo mundo dançar. Já a Gangrena Gasosa, do Rio de Janeiro, é a primeira e única banda de Saravá Metal do Brasil, uma mistura de metal com hardcore e pontos de umbanda. O grupo surgiu em 1990 e lançou três fitas demo (no caso deles, vale o duplo sentido) magnéticas até lançar o hoje clássico disco “Welcome to Terreiro” (1993) e, depois, o não menos antológico “Smells Like a Tenda Spírita” (2000). Ao vivo são responsáveis por um dos shows mais divertidos e barulhentos do país.

Comunidade Nin-Jitsu: Mano Changes (voz), Nando Endres (baixo e vocais), Fredi “Chernobyl” (guitarra, vocais e programações) e Gibão Bertolucci (bateria)

Gangrena Gasosa: Zé Pelintra e Omulu (voz), Exu Caveira (guitarra), Exu Mirim (bateria), Pombagira Maria Mulambo (percussão), Exu Tranca Rua das Almas (baixo)

20/05 – 21h30: Graforreia Xilarmônica
Responsáveis por duas fitas magnéticas clássicas do período – “Com Amor, Muito Carinho” (1988) e “The Best of Graforréia Xilarmônica” (1994) –, a Graforréia assinou contrato com o selo Banguela Records que, em 1995, lançou o disco de estreia do grupo, “Coisa de Louco II”, que traz alguns clássicos do cancioneiro gaúcho como “Amigo Punk” (regravada por Wander Wildner) e “Nunca Diga” (regravada pelo Pato Fu – os mineiros também gravaram “Eu”, do segundo disco da Graforréia, que se tornou um grande sucesso radiofônico). Sem se apresentar em São Paulo desde 2013, quando foi uma das atrações do Lollapalooza Brasil, a Graforréia retorna à capital paulista com o mesmo trio que registrou as primeiras fitas demo da banda: Frank Jorge, Alexandre Birck e Carlo Pianta.

Graforréia Xilarmônica: Frank Jorge (vocal, baixo), Carlo Pianta (guitarra, vocal), Alexandre Birck (bateria)

21/05 – 0h30: Pato Fu
Uma das principais bandas do rock nacional surgida nos anos 90, o Pato Fu também gravou uma fita magnética, a “Pato Fu Demo” (1992), registrada no quarto de ensaio da casa dos pais do guitarrista John Ulhoa. Essa fita demo foi enviada para gravadoras e redações de jornais e revistas, sempre acompanhada de um bom queijo mineiro, uma estratégia divertida para chamar a atenção do destinatário. A “Pato Fu Demo” abriu muitas portas para o grupo que estreou de maneira independente com o disco “Rotomusic de Liquificapum” (1993) pelo selo mineiro Cogumelo Records e, depois, foi contratado pela gravadora BMG, que lançou “Gol de Quem?” (1995). Hoje o Pato Fu soma 12 álbuns (dois deles ao vivo) e 5 DVDs lançados numa carreira recheada de hits como “Antes que Seja Tarde”, “Depois”, “Made in Japan”, “Perdendo Dentes” e “Eu” (da Graforréia Xilarmônica), entre muitos outros sucessos.

Pato Fu: Fernanda Takai (voz, violão e guitarra rítmica), John Ulhoa (guitarra solo, violão, programação, vocal de apoio, voz e cavaquinho), Ricardo Koctus (baixo, vocal de apoio e pandeir, Glauco Nastacia (bateria e percussão) e Lulu Camargo (teclado, piano e acordeão)

21/05 – 18h: Autoramas e Pato Fu
O Autoramas surgiu no Rio em 1998 das cinzas do Little Quail and Mad Birds, banda que Gabriel Thomaz havia formado no final da década de 80 em Brasília. Gabriel havia gravado uma fita demo do Little Quail com três músicas em que tocava todos os instrumentos, e as usou no primeiro registro magnético dos Autoramas, lançado em K7 com três canções. Hoje o Autoramas está prestes a completar 20 anos de carreira com 7 discos e turnês elogiadas ao redor do mundo. Uma das principais bandas do rock nacional surgida nos anos 90, o Pato Fu também estreou com uma fita magnética, a “Pato Fu Demo” (1992), registrada no quarto de ensaio da casa dos pais do guitarrista John Ulhoa. Essa fita demo foi enviada para gravadoras e redações de jornais e revistas, sempre acompanhada de um bom queijo mineiro. A “Pato Fu Demo” abriu muitas portas para o grupo que, hoje, soma 12 álbuns e 5 DVDs lançados numa carreira recheada de sucessos.

Autoramas: Gabriel Thomaz (voz e guitarra), Érika Martins (guitarra, moog, pandeirola e vocais), Fabio Lima (bateria) e Jairo Fajersztajn (baixo)

Pato Fu: Fernanda Takai (voz, violão e guitarra rítmica), John Ulhoa (guitarra solo, violão, programação, vocal de apoio, voz e cavaquinho), Ricardo Koctus (baixo, vocal de apoio e pandeir, Glauco Nastacia (bateria e percussão) e Lulu Camargo (teclado, piano e acordeão)

maio 8, 2017   No Comments

Scream & Yell Discos: Jack White

O final do ano passado viu o lançamento de uma coletânea dupla e bacanuda de Jack White focando em seu lado acústico com canções retiradas de discos do White Stripes, Raconteurs, carreira solo, trilhas de filme e até comercial da Coca-Cola. Essa belezinha ganhou edição nacional e serviu de tema para o Scream & Yell Discos número 7 – que teve direito até ponta de citação de Greil Marcus! Assista!

maio 8, 2017   No Comments

Zero Hora elogia álbum “Sem Palavras”

O álbum “Sem Palavras”, que reúne “dez bandas instrumentais brasileiras e uma argentina recriando canções de artistas tão opostos quanto Astor Piazzolla e Ramones”, lançado pelo Scream & Yell em abril com produção de Leonardo Vinhas, foi destaque no caderno de cultura do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Leia a reportagem aqui e ouça/baixe o disco gratuitamente aqui.

maio 3, 2017   No Comments

Tributo ao Skank no Hoje em Dia

O álbum tributo “Dois Lados”, em homenagem ao Skank, que o Scream & Yell lança em junho com produção de Pedro Ferreira, foi destaque no caderno de cultura Almanaque, do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Leia a reportagem aqui e saiba mais sobre o tributo aqui.

maio 3, 2017   No Comments

Scream & Yell Discos: Sigur Rós

Existem bandas que a gente ama na primeira ouvida. E existem aquelas outras que a gente odeia na primeira ouvida. Ou na primeira vez que vê ao vivo. Aconteceu comigo com o Sigur Rós, quando os vi pela primeira vez naquele Free Jazz Festival 2001 junto com Grandaddy e Belle & Sebastian. Eu achei aquele show chaaato demais, mas, na verdade, o chato era eu. Ou na verdade eu ainda não estava pronto para o som dos islandeses. O lance é que quando os reencontrei em 2008 ao vivo, foi paixão a primeira guitarrada com arco de violino. No vídeo mea culpa do Scream & Yell Discos abaixo eu conto essa história…

maio 1, 2017   No Comments

Algumas palavras sobre… Airbag

A convite do Luís Fernando Manzoli, do jornal Correio Popular, escrevi algumas linhas sobre a canção “Airbag”, que abre o clássico “Ok Computer”, do Radiohead, prestes a completar 20 anos de lançamento. O texto integra um faixa a faixa que você pode ler aqui.

abril 30, 2017   No Comments

Scream & Yell Discos: Meno

Assim que ouvi “Barriga de 7 Janta”, segundo disco solo de Meno Del Picchia, pela primeira vez, pensei: tenho que fazer algo! Tipo bater um papo com ele pra render uma entrevista, comentar com amigos sobre o disco, essas coisas que você faz quando se apaixona por um disco. O tempo passou… e, enfim, ele está aqui. Assista ao programa número 5 da série Scream & Yell Discos.

abril 28, 2017   No Comments

Festivais: Áustria, Brasil, França e Suíça

Red Bull Music Academy Festival, São Paulo
Dias 02 a 11 de junho de 2017
Infos: http://sp.redbullmusicacademy.com/

Eurockeennes, França
De 6 a 9 de julho de 2017
Infos: https://www.facebook.com/Eurocks/

Ahoi! The Full Hit of Summer, Áustria
Dias 11 e 12 de julho de 2017
Infos: Noite 1Noite 2

Paléo Festival, Suiça
De 18 a 23 de julho de 2017
Infos: http://yeah.paleo.ch/

Circadélica, Sorocaba
De 20 a 24 de julho de 2017
Infos: https://www.facebook.com/circadelica/

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

abril 25, 2017   No Comments

Tributo ao Skank no jornal A Crítica

O álbum tributo “Dois Lados”, em homenagem ao Skank, que o Scream & Yell lança em junho com produção de Pedro Ferreira, foi destaque no caderno de cultura do jornal A Crítica, de Manaus. Leia a reportagem aqui e saiba mais sobre o tributo aqui.

abril 21, 2017   No Comments