Category — Música
Agenda: Mais 11 festivais pelo mundo

Nublu Jazz Fest, em São José dos Campos e São Paulo
15 a 17 de março de 2018
Informações: https://www.sescsp.org.br/

Back To The Beach, em Huntington Beach, Califórnia
28 e 29 de abril de 2018
Informações: http://backtothebeachfest.com/

Beale Street Music Festival, em Memphis, EUA
De 04 a 06 de maio de 2018
Informações: www.facebook.com/bealestreetmusicfestival

Festival Bananada, em Goiânia, Brasil
De 07 a 13 de maio de 2018
Informações: http://festivalbananada.com.br/

Secret Solstice, em Reykjavik, Islândia
De 21 a 24 de junho de 2018
Informações: http://secretsolstice.is/

Bilbao BBH Live, Espanha
De 12 a 14 de julho de 2018
Infos: https://www.facebook.com/bilbaobbkliveoficial/

Forecast Music, Art & Activism, Louisville, EUA
De 13 a 15 de julho de 2018
Infos: https://forecastlefest.com/

Heavy Montreal, Canadá
28 e 29 de julho de 2018
Infos: https://www.heavymontreal.com/en

Psycho Las Vegas, Las Vegas, EUA
De 17 a 19 de agosto de 2018
Infos: https://www.facebook.com/psychoLasVegas/

Festival Number 6, Portmeirion, Reino Unido
De 06 a 09 de setembro de 2018
Infos: http://festivalnumber6.com/

Lollapalooza Berlin, Alemanha
Dias 08 e 09 de setembro de 2018
Infos: https://www.lollapaloozade.com/
Confira o line-up de outros grandes festivais de música
fevereiro 26, 2018 No Comments
Os 32 anos da London Calling Discos

Localizada desde 1986 no primeiro piso da Galeria Presidente, em São Paulo, um prédio icônico quase ao lado da Galeria de Rock e exatamente em frente ao novo SESC 24 de Maio, a London Calling completa 32 anos em 2018. Para rememorar algumas das boas histórias acontecidas dentro da loja, o proprietário Walter Thiago conversou e contou histórias para o pessoal do Canal Snake Pit TV, entre elas as mais de 50 tardes de autógrafos (Marky Ramone, Stiff Little Fingers, Buzzcocks, Mudhoney, New Model Army e muito mais) que movimentaram a galeria e a loja neste período. Assista abaixo!
fevereiro 26, 2018 No Comments
Dylan com Café, dia 6: Highway 61

Bob Dylan com café (defumado) da tarde, dia 6: a revolução havia sido iniciada com “Bringing It All Back Home” (o café de ontem), e não havia mais como parar ou voltar atrás. Dylan estava decidido, mas a primeira tentativa de gravar o novo disco com uma banda eletrificada (formada por Eric Clapton e outros Bluesbreakers) não deu muito certo, tendendo mais ao blues do que ao rock que Bob procurava. Ele então chamou o guitarrista Michael Bloomfield, da Butterfield Blues Band, para tocar a guitarra solo em sua próxima sessão. O guitarrista Al Kooper acabou se esgueirando para o teclados no meio da sessão, e assim nascia, meio que sem querer, o riff clássico da canção que sepultaria o Dylan da primeira fase e bateria no número 2 do ranking de singles da Billboard no verão de 1965: “Like a Rolling Stone”.

“Highway 61 Revisited”, lançado em agosto de 1965, foi gravado em meio a tempestade da apresentação elétrica de Dylan no Newport Folk Festival, e reflete o clima do momento. Segundo Dylan, o embrião de “Like a Rolling Stone” foi o riff da canção “La Bamba”, que por sua vez é baseada numa música tradicional de salão mexicana. A primeira tomada teve soou como uma valsa, mas a banda conseguiu evoluir o arranjo, e se encontrar dentro desta obra prima de Bob. Segundo resumiu um dos biógrafos de Dylan, “Like a Rolling Stone” é um “amálgama caótico de blues, impressionismo, alegoria e franqueza intensa”. Mas “Highway 61 Revisited” não se resume apenas a “Like a Rolling Stone”, ainda que ela tenha sido um single de sucesso e impulsionado o álbum e a carreira de Bob.
“Tombstone Blues”, amparada pelo riff de guitarra blues de Michael Bloomfield, é um desfile absurdo da América da época com o criminoso Belle Starr, a sedutora Dalila, Jack, o Estripador (representado como um empresário de sucesso), o evangelista João Batista (descrito como torturador) e a cantora de blues Ma Rainey, a quem Dylan humoristicamente sugere compartilhar um saco de dormir com Beethoven. Há mais: da assustadora, crítica e incrível “Ballad of a Thin Man” passando pelo seis versos e nenhum refrão de “Just Like Tom Thumb’s Blues” e chegando a “Desolation Row”, um épico ao mesmo tempo belo e grotesco que une Einstein e Nero, Noé a Caim e Abel, as figuras shakespearianas de Ofélia e Romeu, além de TS Eliot e Ezra Pound. A Melody Maker descreveu: “Highway 61 Revisited” é um álbum incompreensível e, também, um absoluto nocaute.
fevereiro 25, 2018 No Comments
Dylan com Café, dia 5: All Back Home

Bob Dylan com café, dia 5: É aqui que começa a revolução. Lançado no primeiro semestre de 1965, “Bringing It All Back Home”, ao menos no lado A do vinil, coloca as guitarradas, o baixo e a bateria em destaque, o que foi o início de uma das mais furiosas viradas na carreira de um artista pop na história da música. A explicação do homem: “As minhas músicas eram unidimensionais, agora tento faze-las mais tridimensionais. Há mais simbolismo”. As gravações experimentais foram conduzidas por Tom Wilson, que recrutou um time de músicos de estúdio, mas foi Bob quem trouxe o guitarrista Bruce Langhorne, que tinha uma boa reputação em Greenwich Village, para solar em “Subterranean Homesick Blues”, a faixa que abriria o novo disco, dividido num lado elétrico e em outro acústico.
Outro sinal de que Bob encarava “Bringing It All Back Home” como um álbum revolucionário (ao menos para si próprio, num primeiro momento) é a foto de Daniel Kramer para a capa (hoje icônica), cuja produção demandou três horas de trabalho: na imagem psicodélica, Dylan traz um gato persa (chamado Rolling Stone) no colo com a esposa de Albert Goldman, Sally, ao fundo numa pose totalmente cool. A foto é repleta de referências culturais: há uma revista Time com o presidente Lyndon Johnson na capa, a placa de um abrigo nuclear, um álbum de Lord Buckley, um exemplar raro da revista de literatura bear Gnaoua, além de uma série de discos (The Impressions, Robert Johnson, Lotte Lenya, Eric Von Schmidt). Na contracapa, fotografias de Barbara Rubin acariciando Dylan, ele com Joan Baez, uma imagem de Allen Ginsberg de Chapeleiro Maluco, entre outras.
Duas canções são referência para “Subterranean Homesick Blues”, e Dylan assume uma: “Acho que ‘Too Much Monkey Business’, de Chuck Berry, está ali em algum lugar”, assume. A outra é “Takin’ It Easy”, de Woody Guthrie. Neste álbum, os clássicos brotam e se atropelam: “She Belongs To Me” (“Dylan canta suavemente, temperando doçura com acidez”, descreve o biógrafo Brian Hilton), “Maggie’s Farm” (uma revisitação da Guerra da Secessão, “com o Norte dando uma estilingada no Sul”, pontua Hilton), “Love Minus Zero/No Limit”, “Mr. Tambourine Man” (inspirada por, entre outras coisas, “A Estrada”, de Fellini), “It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding)” (usada para acompanhar os créditos do revolucionário filme “Easy Rider”, de 1969) e “It’s All Over Now, Baby Blue” (que ganhou uma versão elétrica dos Bunnymens circa 1985, no bootleg “On Strike”, emocionante, e foi gravada por Gal Costa como “Negro Amor”).
fevereiro 24, 2018 No Comments
News: Breeders, Parquet Courts, Vaccines

O novo disco do Vaccines chega ao mercado só no dia 30 de março, mas eles já liberaram a versão de estúdio do single “Nightclub” nas plataformas de streaming e agora mostram a canção ao vivo no vídeo abaixo.
“Wide Awake!”, o novo disco do Parquet Courts, já tem data de lançamento oficial: 18 de maio via Rough Trade Records. Quem assina a produção é Danger Moouse! Ouça abaixo “Almost Had to Start a Fight/In and Out of Patience”, o primeiro single!
De Aix-en-Provence, na França, o quarteto de pós-hardcore Dawn of 7th Sky surge com o vídeo de “Cut You Out”, do compacto que lançaram no final de 2016. De lá pra cá eles já lançaram mais coisas. Ouça no Bandcamp dos franceses.
“Lost My Phone” é o segundo single do álbum “Fake Leather”, que o The Crispies lança em março. Eles são de Viena, na Áustria, e o disco sairá pelo selo Seayour Records.
“Nervous Mary” é a segundaa faixa inédita do primeiro álbum do Breeders em 10 anos. “All Nerve”, o tal disco, conta com Kim e Kelley Deal, Josephine Wiggs e Jim Macpherson – a formação que gravou o clássico “Last Splash” em 1993 – e tem data de lançamento oficial para 02 de março. Ouça as duas novas!
fevereiro 23, 2018 No Comments
Dylan com Café, dia 4: Another Side

Junto ao sucesso e ao pedestal em que foi colocado como símbolo de toda uma geração vieram as cobranças e as cópias, e já na sessão de gravação de “Another Side of Bob Dylan” (um título óbvio que adianta que um novo Bob Dylan está surgindo), numa única noite de junho de 1964, o homem conta aos amigos que o acompanharam ao estúdio da Columbia: “Vamos fazer uma boa sessão essa noite! Não há canções acusatórias. Há muita gente fazendo canções acusatórias agora. Não quero escrever para as pessoas. Não quero mais ser um porta-voz”.
Bob Dylan tenta se afastar das convicções que marcaram seus dois álbuns anteriores (e o catapultaram a fama) e o resultado é um disco poético, mas bem humorado, que valoriza canções que se tornaram grandes sucessos como “My Back Pages” (regravada por The Byrds, Ramones, Jackson Browne e Joan Osborne, entre muitos outros), “It Ain’t Me Babe” (que ganhou registros de Johnny Cash, Nancy Sinatra, Joan Baez, Brian Ferry e Kesha), “Chimes of Freedom” (entre tantos, Bruce Springsteen gravou uma versão dessa canção) e “To Ramona”, que Lucinda Williams considera a “canção de amor definitiva”.
fevereiro 23, 2018 No Comments
Dylan com Café, dia 3: Are A-Changin’

Bob Dylan no café, dia 3: “The Freewheelin’ Bob Dylan” saiu no final de 1963 e transformou Bob Dylan em um ícone. Em agosto ele voltou aos estúdios da Columbia, novamente escudado por Tom Wilson, e gravou cinco canções que viriam a estar neste terceiro álbum – as demais saíram de sessões em outubro (e “Restless Farewell” em novembro). Lançado em janeiro de 1964,“The Times They Are A-Changin” mantém o mesmo tom do disco anterior. Bob entrou para gravar dizendo que “precisava de canções acusatórias” e a capa, muito mais séria que as dos dois discos anteriores, dá o tom. Bob também diz que “The Times They Are A-Changin” foi bastante influenciado pelas apresentações que assistiu em cafés em Nova York. Refletindo sobre o conteúdo das letras, Dylan contou: “Não penso quando escrevo. Apenas reajo e transcrevo isso para o papel. O que aflora na minha música é um chamado para a ação”.
“The Times They Are A-Changin”, a faixa título, abre o disco e Bob conta que a influencia dessa canção vem das baladas irlandesas e escocesas. “Talvez tenha sido as únicas palavras que consegui encontrar para separar vida de morte. Não tem nada a ver com idade”, esclareceu. Esse disco causou “uma mudança sísmica no meu gosto musical”, contou Billy Bragg, descendente direto do Dylan desta fase. Para Grant Lee Phillips, a canção “The Lonesome Death of Hattie Carrol” (que Bob diz ter escrito em um caderninho num restaurante na 7ª Avenida, em Nova York) é “como um segredo americano guardado a sete chaves que se recusa a ser revelado. É um fantasma que sinaliza a verdade a ser conhecida”, confabula. A faixa “When The Ship Comes On”, com imagens do Velho Testamento, dá um aceno para a fase cristã do músico, mas ainda faltam muitos cafés para chegarmos até lá (mas lembre-se dela).

fevereiro 22, 2018 No Comments
A música de protesto se encontra com Rimbaud

“A Hard Rain’s A-Gonna Fall”. A música de protesto se encontra com Rimbaud. As imagens poéticas transformam o terror pessoal em apocalipse. Como Dylan disse na época, “não é chuva atômica… eu me referi a algum tipo de fim que simplesmente vai acontecer”. Depois se recordaria: “Eu a compus durante a crise dos misseis cubanos. Estava na Bleecker Street, em Nova York. As pessoas se sentavam e indagavam se aquele seria o fim, e eu pensei na mesma coisa. É uma música de desespero. Pensava se seria possível controlar os homens a ponto de nos riscarem do mapa. Os versos vieram rápido, muito rápido. É uma canção de terror. Verso após verso tento capturar a sensação de vazio”. A música – e a estrutura básica – foi tirada da canção tradicional “Lord Randall”, em estilo pergunta e resposta entre um jovem e sua mãe, que revela gradualmente que ele está morrendo por envenenamento. A genialidade de Dylan a transformou em um pesadelo contemporâneo. Tanto Leonard Cohen quanto Joni Mitchell afirmaram que ouvi-la despertou neles o desejo de se tornarem compositores. Dylan afirmou que “cada verso é na verdade o início da música. Mas quando a escrevi acreditava que não viveria tempo bastante para escrever muito mais, então coloquei tudo o que pude nela”.
Trecho do livro “Bob Dylan: Gravações Comentadas & Discografia Completa”, de Brian Hinton
fevereiro 22, 2018 No Comments
Dylan com Café, dia 2: The Freewheelin’

Bob Dylan com café, dia 2: Incomodado com o resultado do primeiro disco (antes mesmo dele ter sido colocado nas lojas), Bob Dylan quis se dedicar mais ao seu segundo álbum, cujo título provisório era “Bob Dylan’s Blues”. O processo de gravação foi bem mais tortuoso do que na estreia. As primeiras sessões aconteceram em abril de 1962, mas Bob voltou ao estúdio ainda em julho, outubro, novembro e dezembro, sempre acompanhado do “padrinho” John Hammond.

Porém, na última gravação, já em abril de 1963, Tom Wilson assumiu o controle, e o resultado, lançado em maio de 1963, foi “The Freewheelin’ Bob Dylan”, o álbum que catapultou Bob à fama. Na clássica foto da capa, que tem o poder de registrar o brilho da adolescência, Bob caminha abraçado com a então namorada Suze Rotolo em uma Jones Street, quase esquina com a 4th Street, coberta de neve.
“Blowin’ In The Wind” foi elevada à hino pela luta dos direitos civis (e inspirou Sam Cooke a escrever “A Change Is Gonna Come”) enquanto “Masters of War” traz Dylan “lutando pela liberdade das pessoas”. Ou como ele disse: “Não protesto por protesto. E não canto músicas em que se espera que pessoas morram, mas não pude fazer nada nessa”. Esta pequena pérola da música pop ainda traz “Don’t Think Twice, It’s All Right” (“Não é uma canção de amor”, avisa Dylan), “Girl From The North Country” e a obra prima “A Hard Rain’s A-Gonna Fall” (ou “a música de protesto encontro Rimbaud“), que inspirou Joni Mitchell e Leonard Cohen a se tornarem compositores e ganhou uma interpretação comovente de Patti Smith quando da entrega a Bob do Prêmio Nobel de Literatura.
fevereiro 21, 2018 No Comments
“The Queen Is Dead, Deluxe Edition”

Obra prima incontestável dos Smiths, “The Queen is Dead”, lançado oficialmente em 16 de junho de 1986, retornou ao mercado em edição quádrupla imperdível com nova arte, dois discos bônus (um de raridades, outro ao vivo) e um DVD áudio (dispensável). No vídeo abaixo falo sobre o relançamento!
fevereiro 21, 2018 No Comments

