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Category — Música

Disco do dia: Gui Amabis

Disco da noite: “Miopia”, quarto álbum de Gui Amabis, que surge acompanhado (novamente, assim como “Ruivo em Sangue”, o disco anterior de 2015) por Regis Damasceno (baixo), Dustan Gallas (guitarra), Samuel Fraga (bateria) e Richard Ribeiro (vibrafone). O disco ainda conta com participações especiais de Juçara Marçal, Thiago França, Rodrigo Campos e Tulipa Ruiz. São nove faixas, sete delas inéditas mais “Contravento” (parceria de Gui com Lucas Santtana que Céu registrou no álbum “Caravana Sereia Bloom”) e “O Inimigo Dorme”, música de Siba presente no álbum “De Baile Solto”.

julho 3, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 68: George Harrison

Bob Dylan com café, dia 68: No dia 01 de maio de 1970, Bob Dylan entrava no estúdio B da Columbia Records, em Nova York, para dar início ao processo de gravação de um novo disco, “New Morning”, que seria lançado em outubro do mesmo ano. Naquele dia, porém, Bob tinha um acompanhante especial no estúdio: George Harrison. “Let It Be”, o disco derradeiro dos Beatles, seria lançado uma semana depois, no dia 08 de maio, mas George – tanto quanto Paul e John – já estava dedicado a carreira solo, preparando o vindouro disco triplo “All Things Must Pass”, que sairia em novembro de 70. Bob e George estavam em pleno processo de pesquisa e construção de novos discos (George entraria no estúdio Abbey Road no dia 26 de maio para começar a gravar), mas o encontro de 01 de maio visava uma primeira grande aproximação, que aumentaria em “The Concert For Bangladesh” (1971, vídeo abaixo) e se concretizaria nos anos 80, com o Traveling Wilburys.

Em três horários de gravação (14h30 às 17h30; 18h30 às 21h30 e 22h30 às 01h30 do dia seguinte) somando 12 horas de estúdio, a dupla – escudada por Charlie Daniels (baixo) e Russ Kunkel (bateria) com Bob Johnston no teclado em três faixas – registrou 26 músicas em 37 execuções, com foco no trabalho em faixas como “Sign on the Window” e “If Not for You”, ambas com cinco takes, e “Time Passes Slowly”, tocada quatro vezes. A grande maioria do set, porém foi de relaxamento com Dylan na guitarra, piano e voz e George Harrison na guitarra e backing tocando canções de Carl Perkins (“Matchbox” e “Your True Love”), Everly Brothers (“All I Have to Do Is Dream”), Sam Cooke (“Cupid”) e Phil Spector (“Da Doo Ron Ron”) além de canções de Dylan (“Just Like Tom Thumb’s Blues”, “Gates of Eden”, “Rainy Day Women#12 & 35” e “One Too Many Mornings”, entre outras) e até “Yesterday”, de Lennon & McCartney, cantada por Bob. Era para ser uma sessão secreta, mas eis que a revista Rolling Stone que chegou às bancas no dia 28 de maio entregava o encontro dizendo que “Dylan e Harrison se deram bem, e passaram a maior parte do tempo com Dylan cantando canções dos Beatles e George cantando canções de Dylan”.

A reportagem ainda avisava que o destino do material era desconhecido, e pouco dessas sessões apareceram oficialmente nos últimos 50 anos: um dos takes de “If Not for You” marcou presença no primeiro volume (triplo) das Bootleg Series, do começo dos anos 90. Outros dois números, “Working on a Guru” e “Time Passes Slowly”, apareceram em “The Bootleg Series Vol. 10 – Another Self Portrait” (2010). E só (ainda que alguns acreditem que a versão de “Sign on the Window” usada em “New Morning” seja dessa sessão com George não creditado). Dylan continuaria trabalhando no material antes mesmo do polêmico “Self Portrait” chegar às lojas em junho enquanto George iria levar “If Not for You” e uma parceria com Dylan, “I’d Have You Anytime”, para o álbum “All Things Must Pass“. Se nunca circulou oficialmente, o conteúdo das sessões ganhou dezenas de versões em bootlegs (ainda que 14 das 37 gravações tenham sido liberadas) e é facilmente encontrável na web transformando-se num item bastante interessante para fãs (de Dylan e dos Beatles).

Especial Bob Dylan com Café

julho 1, 2018   No Comments

Papeando com Bruno Kayapy

Programa Passagem de Som, do SESC TV

Na companhia do guitarrista Bruno Kayapy e da chefe de cozinha Helena Rizzo, seguimos até o “Pico do Macaco”, base que sedia o grupo na cidade de São Paulo. É lá que o guitarrista nos aproxima da história da banda que foi fundada em 2004, em Cuiabá (MT), mas depois de algumas mudanças se estabeleceu em São Paulo com uma nova formação.

O Macaco Bong nasceu a partir de um coletivo chamado “Espaço Cubo”, no qual os integrantes trabalhavam. Fundado em 2002 por produtores culturais, o coletivo organizava festivais como o Calango e o Grito Rock. O álbum de estreia, “Artista Igual Pedreiro”, foi lançado em 2008 e ganhou o prêmio de melhor disco do ano pela revista Rolling Stone Brasil. Depois vieram “Verdão e Verdinho EP” (2011), “This is Rolê” (2012), “Macumba Afrocimética” (2014) e “Macaco Bong” (2016).

Já no bairro Consolação, no centro da cidade, conhecemos o espaço do curador musical Marcelo Costa. Com prateleiras de discos até o teto, Bruno Kayapy troca várias ideias com o criador do Scream and Yell, site de cultura pop dedicado a entrevistas, críticas de discos e divulgação de novas bandas. Mas é sobre o palco do Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, que os músicos trazem um pouco mais da ideia de fazer a releitura e de interpretar o álbum “Nevermind”, do Nirvana.

junho 29, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 67: Woodstock 94

Bob Dylan com café, dia 67: Não é segredo que os produtores do primeiro Woodstock, em 1969, desejavam ardentemente a participação de Bob Dylan no festival. Porém, Dylan vivia uma fase tranquila e familiar na época (representada pelo álbum “New Morning”) e, desde o acidente de moto de 1966 (e o final antecipado e turbulento daquela turnê), evitava grandes audiências. Já em 1994, o cenário era outro. Visando festejar 25 anos do primeiro Woodstock, os organizadores foram atrás de Bob, que havia recuperado o olhar carinhoso da crítica com o excelente “Oh Mercy” (1989), mas sentia suas novas canções próprias tão frágeis que decidiu embarcar em uma série de discos de covers de countrys rurais (“Good as I Been to You”, de 1992, e “World Gone Wrong”, de 1993), ainda que o establisment pop começasse uma série de homenagens (as “The Bootleg Series” se iniciam em 1991 e o grande show “The 30th Anniversary Concert Celebration” é de 1993). Porém, feliz surpresa, Bob aceitou o convite da produção do Woodstock 1994, deu uma pausa na Never Ending Tour e preparou um show especial, que, das 12 canções, traz apenas duas músicas “recentes”: a abertura com “Jokerman” (do álbum “Infidels”, de 1983) e “God Knows” (de “Under the Red Sky”, de 1990).

Entre as outras 10 faixas, apenas clássicos sessentistas do quilate de “Just Like a Woman”, “Masters of War”, (uma versão lenta de) “It’s All Over Now (Baby Blue)”, “Rainy Day Women” e “Don’t Think Twice”, entre outras. A execução é boa, ainda que Bob, como de praxe, não exiba tanta paixão na execução. Aliás, nas três primeiras faixas, ele canta apressado, como se tivesse prestes a perder o último trem para o paraíso, mas depois e o show flui bem e agradavelmente. Registrada em diversos álbuns ao vivo de Dylan (de “Before The Flood” a “Live at Budokan”, de “Real Live” a “MTV Unplugged”), “All Along the Watchtower” surge novamente hendrixiana (Bob sempre disse que a versão de Jimi Hendrix, lançada seis meses após sua gravação original, era sua predileta e desde então toca a música no arranjo do guitarrista) num bom DVD que faz uma ponte interessante entre os demais registros ao vivo de Dylan, e que, devido ao sucesso da apresentação, abriu as portas para o “Unplugged MTV” em 1995. O homem (que nunca foi embora) estava de volta.

Especial Bob Dylan com Café

junho 27, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 66: Tom Petty

Bob Dylan com café, dia 66: Antes de decidir ignorar as turnês temáticas de álbum formando uma banda para uma Never Ending Tour em junho de 1988, Bob Dylan foi para o palco dezenas de vezes acompanhado pelos músicos mais variados e é possível encontrar facilmente bootlegs em vídeo de todas as suas turnês pós 74. A de 1986, que levou o nome de “True Confessions Tour”, tinha que banda de apoio Tom Petty & The Heartbreakers, e se os discos do período (“Empire Burlesque” / “Knocked Out Loaded”) mostravam um Dylan musicalmente completamente perdido, nos shows as coisas ainda funcionavam (dependendo da noite, dependendo do humor do homem).

Transmitido pela HBO em 20 de junho de 1986, o material que compõe o DVD “Hard to Handle” saiu de dois shows em Sidney (o quinto e sexto de seis shows naquela cidade em fevereiro de 1986), na primeira perna da turnê (Nova Zelândia, Austrália e Japão), e reduz o set de, em média, 30 canções (com direito a quatro números solo de Tom Petty e cerca de quase três horas de duração), para apenas 10 cavalos de batalha, hinos do quilate de “Just Like a Woman”, “Like a Rolling Stone”, “Ballad of a Thin Man”, “It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding)“, “Knockin’ on Heavens Door” e “Girl From The North Country”. O DVD é aberto com a cristã “In The Garden”, do álbum “Saved” (1980), e Dylan provoca: “Essa música é sobre o meu herói. Cada pessoa tem um herói e qual seria o herói de vocês? Mel Gibson? Michael Jackson? Bruce Springsteen?”.

Do material então recente Dylan saca “I’ll Remember You” e “When the Night Comes Falling from the Sky”, num poderosa versão com um coral soul de arrepiar. As imagens são básicas, mas o som é bom e dá uma perfeita ideia da evolução de Dylan no palco e comparação com os shows do DVD “The Other Side of The Mirror – Live at Newport 1963 / 1965”, da turnê “Hard Rain” (1976) e do vindouro “Woodstock 94”, o próximo café. A boa dica é ir atrás dos bootlegs oficializados dessa turnê, como “Across The Borderline, Austrália” ou “This Land Is Your Land: The Classic 1986 Buffalo, New York, 04 July” (os dois com 31 canções).

Especial Bob Dylan com Café

junho 18, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 65: Don’t Look Back

Bob Dylan com café, dia 65: 50 anos se passaram e “Don’t Look Back” continua sendo não só o melhor documentário sobre Bob Dylan, mas um dos melhores documentários de rock já feito em todos os tempos (para o British Film Institute, é um dos 10 documentários de rock essenciais na história). Lançado em 1967, “Don’t Look Back” traz o cineasta DA Pennebaker acompanhando Dylan na turnê britânica de maio de 1965, sua última turnê acústica antes da tempestade sônica que iria começar no Festival de Newport, em junho, e se alastrar por todos os lugares, culminando novamente em uma turnê inglesa (e no grito de “Judas” em Manchester, 1966). Ou seja, “Don’t Look Back” flagra Bob Dylan pré-celebridade pop, tendo que lidar com jornalistas despreparados (é famoso o trecho do filme em que ele desanca um repórter da Time Magazine) num meio musical que ainda carecia de profissionalismo (chega a soar cômico ver seu manager, Albert Grossman, tendo que improvisar em cima da hora teatros para os shows e aceitar cachês abaixo de valores de mercado). A cena de abertura do filme serviu como uma espécie de videoclipe (que se tornaria um clássico) para a música “Subterranean Homesick Blues”, na qual Bob exibe e descarta uma série de cartões contendo palavras e frases selecionadas das letras (incluindo erros intencionais e trocadilhos) com Allen Ginsberg fazendo uma aparição. Joan Baez também é vista no filme (numa situação que soa um rompimento do casal) além de Marianne Faithfull, Donovan e John Mayall, entre outros.

“Trata-se de um documentário sobre fama e como ela ameaça a arte. Também é sobre a imprensa e como ela categoriza, aprisiona, esteriliza, universaliza ou convencionaliza de maneira vaga um original com Dylan”, observou a crítica da Newsweek na época. “Muito poucas pessoas mudam o mundo”, pontou Joseph Baldassare, curador de uma exposição em Londres sobre o filme em 2016. “Para mim há antes de Elvis e depois de Elvis, antes de Cassius Clay e depois de Muhammad Ali, e antes de Bob Dylan e depois de Bob Dylan. Em ‘Don’t Look Back’, temos o raro ponto de vista de ver esse momento um pouco antes”, opina. “O filme é magnético”, classificou o Guardian. “Ao mesmo tempo em que apresenta trechos fascinantes de um músico tocando no auge de seus poderes, o drama fora do palco é igualmente cativante”, compara, e explica: “Chegando à Inglaterra, Dylan é todo polido e charmoso diante de um circo da mídia com a intenção de transformá-lo em algo fácil de entender. Mas à medida que a turnê caótica continua, ele se torna cada vez mais irritado e agressivo”, conclui. Documentário essencial, “Don’t Look Back” foi relançado em 2015 dentro da série The Criterion Collection numa versão 4K restaurada com trechos extras e muitos bônus em um segundo DVD com mais de uma hora de imagens inéditas.

Especial Bob Dylan com Café

junho 13, 2018   No Comments

Scream & Yell Vídeos: Programa 83

O programa número 83 da série é daqueles que mapeiam lançamentos e, neste em especial, reúne um disco (“Taurina“, de Anelis Assumpção), um DVD (a caixa com três discos e seis filmes “O Cinema de Jean-Luc Godard”) e um livro (“Canções Iluminadas de Sol: Entre Tropicalismos e Manguebeats“, de Carlos Gomes).  Assista abaixo!

Mais Scream & Yell Videos

junho 12, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 64: Minneapolis Tape 2

Bob Dylan com café, dia 64: Robert Allen Zimmerman nasceu em Duluth, Minnesota, em 24 de maio de 1941. Em 1947, os Zimmermans mudaram-se para um bairro de classe média na vizinha Hibbing, uma cidade de 16 mil habitantes a beira da maior mina de ferro a céu aberto do mundo. Na escola, Bob formou algumas bandas e, após a formatura do ensino médio em 1959, frequentou a Universidade de Minneapolis, onde encontrou uma cena boêmia florescendo na quadra conhecida como Dinkytown. Inspirado pela leitura da autobiografia de Woody Guthrie, “Bound for Glory”, Dylan abandonou a faculdade no primeiro ano e partiu para Chicago (já assistiu a “Inside Llewyn Davis”, filme de 2013 dos irmãos Coen?), depois Madison, no Wisconsin, antes de chegar ao Greenwich Village nova-iorquino num inverno frio e cheio de neve. A vinda para Nova York, no entanto, tinha como intuito principal uma visita ao doente Woody Guthrie, que estava internado em um hospital em Nova Jersey para tratar da coreia de Huntington, doença hereditária que causa a morte das células do cérebro (Guthrie iria morrer em 1967). Bob se aproximou de Guthrie e, também, da cena folk do Greenwich Village, e se fixa em Nova York em janeiro de 1961.

Durante o ano de 1961, porém, Bob visitaria a família em Hibbing algumas vezes, sempre passando por Minneapolis, onde encontrava Bonnie Beecher, uma garota que ele conheceu na faculdade (e que inspirou a canção “Girl from the North Country”). Numa dessas passagens, em maio de 1961, Bob teria se apresentado em um café, onde foi gravada uma fita caseira hoje conhecida como “The Minneapolis Party Tape”. Em novembro, Bob gravou nos estúdios da Columbia o repertório que iria compor seu álbum de estreia (que só sairia em março de 1962), e em dezembro (sete meses após a primeira sessão em Minneapolis), Bob estava de volta a Dinkytown, e uma segunda fita foi registrada, desta vez no apartamento de Bonnie – por isso conhecida como “The Minneapolis Hotel Tape”. A evolução musical de Bob entre a primeira fita (em maio) e a segunda (em dezembro) é imensa e intensa. Nesta sessão de final de ano, Bob está cantando muito melhor e dominando violão e gaita, incandescente num repertório de canções tradicionais que destacam o quarteto de covers de Woody Guthrie “VD Blues”, “VD Waltz”, “VD City” e “VD Gunner’s Blues”, cujo tema central é doença venérea (VD). Nesta edição bootleg autorizada via lei de direitos autorais do Reino Unido há, ainda, a inclusão de seis músicas de um show no Gaslisgh Café em setembro de 1961 – outro show, mas de 1962, será lançado pela Columbia em 2005 em parceria com o Starbucks – que traz algumas das primeiras composições autorais de Bob (“Man on The Street”, “Talking Bear Mountain Picnic Massacre Blues” e “Song to Woody”) em outro documento histórico. Imperdível.

Especial Bob Dylan com Café

junho 11, 2018   No Comments

Festival Circadélica: Programação por dia

Festival Circadélica, Sorocaba, SP
Dias 28 a 29 de julho de 2018
Infos: https://www.facebook.com/circadelica/

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

junho 9, 2018   No Comments

Festivais 2018: mais 7 line-ups

PicniK Festival, Brasília
Dias 23 e 24 de junho de 2018
Infos: https://www.facebook.com/PicniKBsB/
Experiência Scream & Yell: Ocupando a cidade!


Paléo Festival 2018, Suiça
De 17 a 22 de julho de 2017
Infos: http://yeah.paleo.ch/

Pitchfork Music Festival Chicago, EUA
De 20 a 22 de julho de 2018
Infos: http://pitchforkmusicfestival.com/

Traveler’s Rest Festival, Montana, EUA
Dias 04 a 05 de agosto de 2018
Infos: http://travelersrestfest.com/

Coma Festival 2018, Brasília
De 10 a 12 de agosto de 2018
Infos: https://www.facebook.com/FestivalCoMA/

Louder Than Life, Louisville, EUA
De 28 a 30 de setembro de 2018
Infos: https://louderthanlifefestival.com/

Shiiine On Weekender 2018, West Somerset, Inglaterra
De 16 a 18 de novembro de 2018
Infos: https://www.shiiineon.com

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

junho 8, 2018   No Comments