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Scream & Yell apresenta Cérebro Eletrônico
Um dos nomes mais celebrados da nova cena musical brasileira, o quinteto paulistano Cérebro Eletrônico faz uma pausa nas gravações de seu terceiro disco para tocar na 2ª edição da Festa Scream & Yell, no dia 16 de abril, na Casa Dissenso.
Formado por Tatá Aeroplano (voz e brinquedos), Fernando Maranho (guitarra), Fernando TRZ (teclado), Renato Cortez (baixo) e Gustavo Souza (bateria), o Cérebro Eletrônico ganhou notoriedade com seu segundo disco, “Pareço Moderno”, lançado em 2008, com a mistura da Tropicália de Caetano Veloso, o romantismo de Roberto Carlos e a irreverência de Sérgio Sampaio. “Pareço Moderno” figurou em várias listas de melhores discos de 2008.
No momento, a banda prepara o disco Deus e o Diabo no Liquidificador, que deve ser lançado no final de junho. Para registrar o processo de gravação, o Cérebro colocou no ar um hot site com vídeos dos ensaios (http://cerebroeletronico.com/site/), áudio das versões demos das músicas e um blog onde os músicos contam bastidores do estúdio. O destaque do novo repertório é a música “Cama”, com uma melodia que remete à força de “Como dois e dois”, de Caetano Veloso.
A festa integra o calendário de comemorações de dez anos do site Scream & Yell (https://screamyell.com.br/), que começou em março com show do grupo Charme Chulo na Casa Dissenso, e discotecagem com o melhor do pop, rock e indie. Desta vez, uma pitada de sons brasileiros deve ser jogada no caldeirão de sons que sairá das pick-ups comandadas pelos jornalistas e dublê de DJs Marcelo Costa e Tiago Agostini.
A Casa Dissenso fica na Rua dos Pinheiros, 747, quase esquina com a Rua Mourato Coelho. Com ambiente intimista, seu diferencial é a qualidade de som de primeira para as bandas, garantida com a aquisição de novos e potentes equipamentos. O bar se destaca por oferecer uma variada carta de cervejas nacionais e importadas, atendendo aos numerosos amantes da bebida. Durante a festa, a Loja Dissenso estará aberta vendendo artigos relacionados à cultura pop. E não deixe de experimentar o delicioso sorvete da casa.
SERVIÇO
Festa Scream & Yell #2
Sexta 16/04
Abertura da casa: 22h
Show: Cérebro Eletrônico às 00h em ponto (transmitido via web)
Discotecagem: DJ Set Scream & Yell (Marcelo Costa e Tiago Agostini)
$15
Local: Casa Dissenso, Rua dos Pinheiros, 747, São Paulo, SP
abril 7, 2010 No Comments
Festa Scream & Yell #1 na Casa Dissenso
Ok, me desculpem, estava devendo um relato sobre a primeira edição da Festa Scream & Yell, na Casa Dissenso, com show do Charme Chulo, mas foi tudo tão corrido nos últimos dez dias que fui adiando, adiando e adiando, mas estou aqui. O embalo da festa começou na quinta-feira, quando a Casa Dissenso abriu às portas para convidados que presenciaram um show excelente do Soundscapes (foto abaixo) e discotecagem minha e do Agostini.

Na sexta, novamente djset screamyell. Abri os trabalhos, e o Agostini assumiu as pick-ups entre o show competente do Soundscapes (ainda melhor que na quinta) e o inferno do Herod Layne (foto abaixo). Tudo nos trilhos para a estréia da festa no sábado: a casa é extremamente aconchegante, a variedade de cervejas impressiona e o som é simplesmente foda. Foda. E ainda teríamos link ao vivo. Bacana.

No sábado, uma chuvinha, uma chuvinha. Na passagem de som, o pessoal do Charme Chulo brincou com uma versão divertidíssima de “Tic Tic Nervoso”, de Kid Vinil, e deixou o som ajeitado elogiando a casa. “Esse é um dos melhores sons que a gente já tocou”, comentavam. A lista amiga estava extensa, mais de 170 nomes para um lugar que cabe 80. No fim da noite, aproximadamente 60 pessoas passaram pelo local.

Agostini abriu os trabalhos com uma discotecagem mais suingada, com muita coisa nacional, mas teve que acelerar a pista pois fomos obrigados a atrasar o show. Batemos o martelo que o show deveria começar às 23h, mas pouca gente tinha chego ao lugar nesse horário. Uma pena. Começamos meia noite em ponto, e o Charme Chulo fez um show emocionante, daqueles bastante especiais, que eu fiz questão de apresentar, nos moldes de Bill Graham apresenta…

Uma turma acompanhou o show online, no link ao vivo da Casa Dissenso. Fiquei aqui e ali resolvendo pendengas, cumprimentando umas três dezenas de amigos que marcaram presença no lugar enquanto o Charme Chulo encavalava uma grande canção atrás da outra no show. Assumi as pick-ups assim que a banda deu o último acorde, e ainda não lembro de quase nada.
Fiz um set bem pop, para a galera dançar, dançar e dançar. Passei vontade umas três ou quatro vezes de enfiar um sambinha ali no meio, mas abortei a idéia por acreditar na paixão pelas guitarras de quem estava na pista. Ali pelas duas da manhã chegou mais uma galera e a festa seguiu até umas três e meia da manhã. Alma lavada: as comemorações dos dez anos do Scream & Yell começaram.

Fazer uma primeira festa ajudou a gente a entender a mecânica de produzir um show, se preocupar com a qualidade da discotecagem, do som da casa, com a proposta do lance todo (aliás, no telão deixamos passando “Stardust Memories”, o “8 ½” de Woody Allen enquanto a discotecagem rolava). Demos nosso primeiro passo, tomamos prejuízo (faz parte, né), mas vamos repetir a história nos próximos meses. Torce pela gente. A gente ainda sonha em mudar o mundo, ou, no mínimo, colocar música boa pra tocar. Aguarde.
Fotos do Charme Chulo e Mac: Liliane Callegari (mais aqui)
Fotos do Soundscapes, Herod Layne e Casa Dissenso: Joaquim Prado
março 28, 2010 No Comments
A defesa de uma brasilidade esquecida

por Tiago Agostini
“Não tenho mais vergonha em me passar por mim.” Formado em Curitiba, mas com a origem remontando à infância em Maringá, no norte do Paraná, o Charme Chulo parece ter atingido a certeza do seu papel dentro da nova cena de rock independente no Brasil: ser a voz do interior, do povo simples que sai de suas pequenas cidades em busca da tão sonhada e prometida vida melhor nos grandes centros.
Os primos Igor Filus (voz) e Leandro Delmonico (guitarra, violão e viola) eram fãs do rock britânico dos anos 80. Durante algum passeio pelo calçadão da rua XV de Novembro, em Curitiba, olharam as dezenas de mendigos, artistas de ruas simples e fizeram a conexão deles com a música das rádios AMs que embalaram sua criação no interior do estado. Foi um passo para Leandro aprender a tocar viola e o Charme Chulo surgir, com a inusitada mistura de Tonico e Tinoco e Smiths, Tião Carreiro e Pardinho e Violent Femmes. Tudo fazendo muito sentido.
Em tempos de valorização da cultura nacional, o Charme Chulo toma para si a defesa de uma brasilidade facilmente esquecida por boa parte da população. Com o discurso da metrópole sendo dominante, é fácil considerar o samba como linguagem universal do brasileiro. Mas, como diz a letra manifesto da música “Nova Onda Caipira”, “o carnaval é quatro dias, a viola é durante o ano inteiro”. Não poderiam estar mais certos esses curitibanos.
Tomando a bandeira dos caipiras, eles se alinham ao Cidadão Instigado como cronistas dos migrantes nos grandes centros. Mas, enquanto Fernando Catatau maneja com propriedade a sofisticação da mistura de Odair José com Pink Floyd para tratar de temas românticos e de questões mais pontuais desta vida, sempre de forma lírica, o Charme Chulo é mais direto na abordagem, resvalando na crítica política e social, quase um punk da roça – graças, muito, à bateria precisa de Rony Carvalheiro – completa a banda o recém-admitido baixista Luciano Assumpção.
Quantas pessoas vivem longe de suas famílias, seus lares? É só observar a lotação e o caos das grandes rodoviárias em feriados para perceber que somos muitos. O Charme Chulo funciona como uma lembrança doce de nossas raízes, resgatando o melhor do cancioneiro popular que acompanha as manhãs de domingo com o pai assando um churrasco ou a mãe fazendo o almoço. Nostalgia brega, charme chulo, mas sincero.
Espertamente dançante como poucas bandas no Brasil, o Charme Chulo une a bateria marcante com dedilhados suaves e riffs simples, que ora remetem ao pós-punk inglês ora ao melhor do cancioneiro country norte-americano. Apesar de ser uma banda de rock, é quando Leandro assume a viola que a banda consegue os melhores resultados de sua alquimia. Virtuose do instrumento, mesclando acordes cheios com solos minimalistas, ele cria diálogos cheios de emoção como um Johnny Marr do sertão. Ao vivo, a equação é amplificada. O vocalista Igor Filus parece ser possuído por alguma entidade no palco, fazendo as vezes de um Ian Curtis caipira.
“Eu nasci no Norte e fui pro Sul, deixei muita alma pra trás.” Charme Chulo faz rock para dialogar com as grandes massas. Não estariam deslocados tocando em alguma grande feira popular, como o a Festa do Peão de Barretos. O discurso é simples, a melodia é pegajosa. Sobra humildade e noção de contexto histórico, porém. “Certas coisas não se podem escolher, eu sei onde é o meu lugar.” É por sempre lembrar e valorizar suas raízes que o Charme Chulo consegue dosar corretamente o retrô e o contemporâneo. Soa universal com um pé no passado e nas tradições, mas sem deixar de mirar o futuro.
Clique na imagem para ver o flyer numa versão maior
Festa Scream & Yell #1
Sábado: 20/03
Abertura da casa: 22h
Show: Charme Chulo às 23h (transmitido via web)
Discotecagem: DJ Set Scream & Yell (Marcelo Costa e Tiago Agostini)
$20 na porta $15 na lista (screamyell@gmail.com)
Local: Casa Dissenso, Rua dos Pinheiros, 747, São Paulo, SP
Leia também:
– Entrevista: Charme Chulo fala da moda caipira, por Murilo Basso (aqui)
– A caprichada carta de cervejas e mais seis coisas da Festa S&Y #1 (aqui)
março 17, 2010 No Comments
7 coisas sobre a Festa Scream & Yell #01
1) A banda que vai tocar na primeira festa está fechada. Para a segunda festa, em abril, estamos sondando dois nomes…
2) A festa vai começar às 22h, e o show está marcado pontualmente para às 23h, com áudio transmitido ao vivo pela “rede mundial de computadores”, como diz aquele grupo de televisão.
3) Aproveitando o gancho da transmissão ao vivo, vamos selecionar os melhores momentos de cadaum dos shows para lançar o “Scream & Yell Sessions”, modelo John Peel.
4) A carta de cervejas da casa é grande. Nacionais: Skol, Brahma, Sol, Heineken, Stella, Eisenbahn e outras de fabricação artesanal. Importadas: Warsteiner, Erdinger, 1790, Guiness, Chimey e Isenbeck.
5) A loja da Casa Dissenso estará aberta, e vamos colocar à venda badulaques do site, de botons a camisetas.
6) O DJ Set Scream & Yell vai ser variado, mas de bom gosto. Música pra ser feliz na pista.
7) Essa primeira festa marca o início das comemorações de 10 anos do site. Muita coisa legal virá pela frente, mas o agito começa dia 20/03.
março 6, 2010 No Comments
Discotecando a Festa Urbanaque

Discotecagem nunca é uma coisa previsível. Não adianta fazer um set list fechadinho em casa. Eu tinha listado 15 canções para tocar numa prévia do set list. Depois estendi para 30 canções, e dentre essas eu tiraria 15. Na última hora, saindo de casa, peguei uns cinco CDs, entre eles os três últimos da discotecagem.E por que tudo isso muda de uma hora pra outra? Por vários fatores. O clima da balada. O clima da própria pessoa que está tocando. Os amigos presentes. E quem tocou antes. No caso deste sábado, era um grande amigo com gostos muito parecidos. Não tocou as músicas que eu ia tocar, mas outras de bandas que eu pretendia.
Isso acaba fazendo com que a gente acabe improvisando o set, o que no fundo é extremamente legal. Assim, comecei com Franz para dar sequencia ao que o Tiago vinha tocando e puxei pra frente o meu set anos 60 revisited. Depois, só improviso, mas é bom demais começar o ano tocando no último volume “Milez iz Ded”, “Be My Baby” e “Smells Like a Teen Spirit”….
Franz Ferdinand – This Fffire
Ramones – Do You Remember Rock N Roll Radio?
Backbeat – Please Mr. Postman
The Beatles – It Won’t Be Long
Manic Street Preachers – Can’t Take My Eyes off You
We Are Scientists – Be My Baby
Nancy Sinatra – Day Tripper
Pixies – Debaser
Gang of Four – Damaged Goods
New Order – Regret
Depeche Mode – Personal Jesus
Afghan Whigs – Milez iz Ded
Smashing Pumpkins – Bullet With Butterfly Wings
Nirvana – Smells Like a Teen Spirit
Faith No More – Falling To Pieces
janeiro 3, 2010 No Comments
A marca do Zorro

Nada como um fim de semana para colocar as coisas em seu devido lugar. Teve orkontro da comunidade da Bizz e festa de aniversário da Capitu e da Carla no Copan. Assumi as pick-ups nesta última e como a festa foi à fantasia, tirei a capa preta do armário e me vesti de Zorro. Lili foi de espanhola (na verdade, ela parecia a menina do azeite, mas estava linda demais). Não sei dizer quem estava mais estiloso na festa. As aniversariantes, uma de Cleópata e outra de Joaninha, estavam ótimas. Teve Emília, diabinhas, garis, tiozão do rock, Branca de Neve, várias mortes, Jason, serial killers, Nietzsche, Harry Potter, árabes, sambistas, romanos e até um Marcelo Costa…
O set list, essencialmente de samba, foi esse:
Mamãe Natureza, Caetano Veloso
Samba a Dois, Los Hermanos
Que Pena, Gal Costa
Mas Que Nada, Jorge Ben
Diz Que Fui Por Ai, Nara Leão
Eu Canto Samba, Paulinho da Viola
Vou Deitar e Rolar, Elis Regina
Samba do Grande Amor, Paulinho da Viola
Tiro ao Alvaro, Elis e Adoniran
Kid Cavaquinho, Maria Alcina
Orora Analfabeta, Jards Macalé
Pecado Capital, Paulinho da Viola
Não Vou Ficar, Roberto Carlos
Minha Menina, Os Mutantes
Chocolate, Tim Maia
16 Toneladas, Funk Como Le Gusta
Ereção, Orquestra Imperial
Quero Te Encontrar, Claudinho e Buchecha
O Que Que Nego Quer, De Leve
Dark and Lovely, Beck
Crazy, Gnars Barkley
Down By The Water, PJ Harvey
John, I’m Only Dancing, David Bowie
Rocks (Remix), Primal Scream

março 16, 2008 No Comments
Noitada divertida

Com a chuva insistente, poucas pessoas se arriscaram a ir ao Studio SP nas noite de ontem, e perderam uma balada pra lá de divertida. No palco, garotas semi nuas, o mestre Loop B dando uma aula de batucada em peças de lata e Aguilar comandando a bagunça. Assumo que eu tinha medo desse show, e quer saber: ele está correndo um sério risco de integrar a minha listinha de Top 5 de Shows Nacionais deste ano.
No repertório, canções oitentistas como “Você Escolheu Errado Seu Super-Herói” e “Monsieur Duchamp” e coisas novas como “Come Chocolate” e “A Dama do Cyber-Espaço”. Show divertido, garotas bonitas, me arrependi de não ter levado a digital. Na discotecagem o set foi totalmente desencanado. Do que lembro foram as canções abaixo. Com meia dúzia de Bohemias correndo nas veias, voltei pra casa por volta das duas (acho) caminhando pelas ruas de São Paulo. Tava com saudade disso…
Rolling Stones – Rain Fall Dawn
Kaiser Chiefs, Flowers In The Rain
Radiohead – Bodysnatchers
Mika – Can’t Stand Losing You
Beck – New Pollution (Remix)
Interpol – Slow Wands (Brit Remix)
Bloc Party – Banquet (Remix)
Calexico – Love You Tears Us Apart
The Doors – Alabama Song
The Rolling Stones – Get Off Of My Cloud
Grant Lee Bufallo – The Shining Hour
Morphine – Cure For Pain
Corinne Bailey Rae – Steady, As She Goes
Guillemots – Made Up Love Song #43
Wilco – A Shot in the Arm
Teenage Fanclub – About You
Afghan Whigs – Somethin’ Hot
dezembro 13, 2007 No Comments







