Category — Cervejas
Combinando cervejas e pop rock stars

Tô indicando a Urbana Refrescado de Safadeza pra Rihanna, a Backer Tommy Gun para o AC/DC e mais oito cervejas (pra Katy Perry, pro Michael Stipe, pro Paul…) na Rolling Stone que acaba de chegar às bancas (com Bowie na capa)
fevereiro 19, 2016 No Comments
Melhores de 2015 na Cerveja brasileira

Votos gerais: https://osmelhoresde2015.wordpress.com/
Meus votos: https://osmelhoresde2015.wordpress.com/2016…
janeiro 25, 2016 No Comments
Quatro perguntas sobre cervejas
Você tem uma marca de cerveja favorita?
Não. Minha preferida é sempre a cerveja que não bebi e, de preferência, local. Se eu estiver em Minas, vou de Wäls, Três Lobos e alguma das Inconfidentes. Se eu estiver em POa, Coruja, Abadessa ou Tupiniquim; se estiver em São Paulo, alguma da linha da Cervejas Sazonais…
Qual é a relação que você tem com o universo craft?
Sou beer sommelier e escrevo sobre cervejas tanto no Birrinhas quanto no Scream & Yell. É um universo que me interessa bastante.
Você costuma ser fiel a uma marca de cerveja?
Não. Existem marcas que me agradam, mas meu interesse é sempre em descobrir uma cerveja nova, inédita. Então se estou em um bar e existem 10 cervejas crafts que já bebi e gosto, e uma que não bebi, vou nessa última.
Onde você compra cerveja e onde bebe?
Meu local preferido para comprar em São Paulo hoje é a loja da Beer4U no Sumaré. Para beber ainda acho o EAP imbatível, mas gosto de dar uma passada na Brewdog SP vez em quando.
agosto 28, 2015 No Comments
Cinco drinks com Berliner Weiße

Uma cerveja mítica (e, para muitos, difícil) produzida apenas em Berlim, a Berliner Weiße já foi a bebida alcoólica mais popular da Alemanha, entre os séculos 16 e 19, com cerca de 700 fábricas a produzindo para abastecer o mercado. Após duas grandes guerras, que devastaram a cidade, e a chegada de cervejas concorrentes (menos agressivas) da Baviera, a produção da Berliner Weiße caiu vertiginosamente a ponto de, hoje em dia, apenas duas fábricas em Berlim a produzirem seguindo as receitas tradicionais. Porém, basta chegar o verão para que a Berliner Weiße retorne aos supermercados e a mesa dos bares berlinenses. Quando estive em Berlim em 2013 decidido a prova-la, fui solenemente criticado por um garçom sérvio fã de cervejas belgas num bar em Potsdamer Platz: “É horrível”, ele disse, mas me serviu, primeiro na forma tradicional, depois com xaropes de frutas.

Isso mesmo, xaropes de frutas. A produção da Berliner Weiße inclui a adição de bactérias (Lactobacillus) na segunda fermentação com o intuito de deixa-la ácida e efervescente (como um champanhe), e o resultado é uma cerveja de trigo de ataque violentamente seco e amargo, mas com um final levemente frutado. Bastante arisca e agressiva para o bebedor não acostumado, popularizou-se em Berlim misturar xaropes de frutas e/ou ervas para abrandar seu ataque, criando uma espécie de drink, que pode tanto ser feito na hora como vendido pronto em supermercados (como nestas versões vendidas no Brasil). Além destes drinks, a Berliner Weiße também caí bem com outras bebidas, e foi nessa toada que a turma da distribuidora Bier & Wien, que traz as Berliner para o Brasil, me convidou a testar algumas receitas. Fui além e criei outras duas receitas minhas.

O primeiro drink que preparei se chama Spectrall 555 e é uma receita chef Onur K?ksal, do Harry’s New York Bar, de Berlim, que junta suco de maçã, vodka (abri uma Absolut novinha pra mistura), pepino, gelo e pimenta do reino. A mistura amacia o ataque da Berliner Weiße sem apaga-lo completamente enquanto pepino e pimenta do reino criam um interessante contraponto de sabor, que encontra maciez do suco de maçã, formando um conjunto bastante agradável, que passou no teste, com louvor. Modéstia às favas, minha replicação da receita do chef Onur ficou muito boa e é bem fácil de preparar em casa. Vale a pena.
SPECTRALL 555, por Onur Köksal
01 MIXcup de Maçã Verde (ou 14 ml de suco concentrado e adoçado de maçã verde)
40 ml de Vodka
01 Pepino fresco pequeno
01 Berliner Kindl Weisse Original
Gelo
Fatias fina de pepino fresco
Pimenta do reino
Bata o pepino com o gelo, a vodka e o MIXcup. Sirva coado, complete com a Berliner Kindl Weisse Original e finalize com as fatias de pepino e um pouco de pimenta.

O segundo drink, este com receita minha, chamarei de Petróleo do Futuro e é extremamente simples, resultado da junção de 150 ml de Berliner Original (azeda, acética e salgada), 150 ml de Petroleum (alcoólica, torrada e caramelada), duas doses de suco de tangerina e raspas de chocolate. Minha ideia era amaciar duas cervejas extremas, e o conjunto ficou supimpa, descendo de forma refrescante (com destaque para o cítrico). A ideia da tangerina foi inspirada num blend do Monks Cafe, de Estocolmo, que colocou cerejas numa Russian Imperial Stout, alcançando um belíssimo resultado.
PETRÓLEO DO FUTURO, por Marcelo Costa
80 ml de suco concentrado de tangerina
150 ml de Berliner Original
150 ml de Petroleum (Wäls ou Dum)
Raspas de chocolate
Colocar as duas doses de tangerina e misturar em doses iguais (de 150 ml) as cervejas Berliner Original e Petroleum. Pincelar com raspas de chocolate.

O terceiro drink, outro assinado por mim, é o Carimbó Berlinense: duas doses de tequila (usei a José Cuervo Black para acrescentar cor e calor), uma doses de licor de Cupuaçu (para textura e doçura) e uma dose de suco de maçã (leve acidez frutada) mais uma pitada de pimenta do reino e semente de cravo (para destacar o salgado da Berliner) e duas folhas de manjericão. Completar com 150 ml de Berliner, e ir abastecendo a taça com a garrafa conforme for bebendo. Ficou… caliente. A tequila se sobrepõe, mas o licor tenta amacia-la. O paladar vai mudando conforne vai se adicionando Berliner na taça.
CARIMBÓ BERLINENSE, por Marcelo Costa
40 ml de suco de maçã
80 ml de tequila
40 ml de licor de cupuaçu
Manjerição
Semente de cravo moída
Pimenta do Reino
Uma garrafa de Berliner Original
Gelo
Colocar três pedras de gelo triturado no fundo da taça e, sobre ela, o suco de maçã, a tequila, o licor de cupuaçu e 150 ml de Berliner Original. Acrescentar duas folhas de manjericão e uma leve pitada de semente de cravo e pimenta do reino. Conforme for bebendo, acrescentar a Berliner Original que ainda está na garrafa, até finaliza-la.

Além destes três drinks acima há outros dois feitos pelo chef Onur:
HIMALAYAN HIGHWAY, por Onur Köksal
01 MIXcup de Ruibarbo (ou 14 ml de suco concentrado e adoçado de Ruibarbo)
40 ml de licor de Ruibarbo Azedo
40 ml de purê de morango
01 Berliner Kindl Weisse Original
Gelo triturado
Bata o licor, o purê de morango e o MIXcup. Em seguida, sirva sobre o gelo triturado e complete com a Berliner Kindl Weisse Original. Mexa delicadamente e decore.

THE SHADDOCK, por Onur Köksal
01 MIXcup de Grapefruit (ou 14 ml suco concentrado e adoçado de Grapefruit)
Gengibre fresco ralado
20 ml de Aperol
20 ml de Suco de Limão
01 Berliner Kindl Weisse Original
Gelo
Bata todos os ingredientes exceto a cerveja e sirva numa taça sobre algumas pedras de gelo. Complete com a Berliner Kindl Weisse Original, misture e decore com cascas de Grapefruit.

Leia também
– Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Leia sobre outras cervejas (aqui)
abril 20, 2015 No Comments
Melhores de 2014 na Cerveja brasileira

Roberto Fonseca, o Bob, é colunista cervejeiro do Estadão e mantém um ótimo blog sobre cerveja na Veja Online, e organiza desde 2009 uma enorme enquete com centenas de mestres-cervejeiros, cervejeiros, produtores caseiros, blogueiros, donos de bares e restaurantes que trabalham com a bebida, sommeliers e degustadores. Neste ano tive o prazer de fazer parte da família cervejeira colaborando com meus votos e opiniões aqui. ![]()
janeiro 25, 2015 No Comments
Kulminator, o melhor bar do mundo

A Antuérpia é a segunda maior cidade da Bélgica, a maior da região dos Flanders (não chega a 600 mil habitantes), e além de ter um dos maiores portos do planeta e, sem dúvida, uma das estações de trens mais belas de toda a Europa, a cidade também é conhecida por abrigar o melhor bar do mundo (eleito duas vezes como tal pelo conceituado Ratebeer): o Kulminator. Reforço a opinião que outros cervejeiros tarimbados tiveram ao visitar a casa, um misto de antiquário, brechó e pub que guarda em sua adega cerca de 40 anos de história cervejaria.

Não é força de expressão: no cardápio, que mais parece um livro, existem garrafas de Liefmans Kriek datadas de 1974 e 1975 (50 euros), uma Villers Triple de 1977 (15 euros) e uma Chimay Blue de 1981. A Chimay Blue, inclusive, é responsável por um dos destaques da seleção da casa: por 25 euros você pode fazer uma degustação vertical de três versões do rótulo trapista: 2014, a Chimay Blue mais nova, é viva e arisca; a versão de 2004, com guarda de 10 anos na adega, é a mais comportada e suave das três, mas o destaque é a garrafa de 1994…

Para aqueles que desconfiam da resistência de uma cerveja ao tempo, a Chimay Blue 1994 é um deleite. A garrafa, com traços de envelhecimento de adega (um pouco de barro aqui, um desgastado acolá), traz um rótulo que recomenda bebe-la até 2000. E não é que 14 anos depois ela continua excelente? O aroma frutado é mais intenso reforçando ainda mais a sugestão de frutas escuras (ameixa) e melaço. O amargor do lúpulo desaparece, mas o álcool toma a função. O fundo da garrafa é uma borra de café. A experiência é lúdica e incrível.

Não para por ai. Comandado por Dirk van Dick, um senhor grisalho que lembra o cientista interpretado por Christopher Lloyd na trilogia “De Volta Para o Futuro” e passa boa parte do tempo no bar atento a um jornal (impresso), e pela esposa Leen, que costumamente atende as mesas, o Kulminator traz em uma lousa as “novidades” do mês (“maand”, em holandês), da semana (“week”) e aquelas que sabem se lá quanto tempo vão durar na casa, cujo destaque no dia era uma Black Mikkeller 2011 (de 18% de álcool) e a já mítica La Trappe Quercus.

Os monges trapistas holandeses testaram envelhecer uma versão da La Trappe Quadrupel em barris de vinho. O primeiro lote teste (três barris) foi armazenado em barris de vinho do Porto e o segundo lote em barris de vinho branco. Consta que os 10 barris do segundo lote foram oferecidos ao mercado norte-americano, que declinou da compra. Dirk van Dick não: comprou os 10 barris únicos do segundo lote da La Trappe Quercus e o disponibilizou no Kulminator ao preço de 7 euros a taça de 250 ml. Foi apenas a melhor cerveja da noite (e da viagem). E só existe no Kulminator (e, ainda assim, não custa uma fortuna).

Falando em viagem, a ida ao Kulminator foi uma pequena esticada de Amsterdam: três horas de ida de trem para a Antuérpia, três horas de volta (com troca de trem em Roosendaal). Vale sempre conferir no facebook do bar os horários de abertura e fechamento para não dar com a cara na porta, mas o trecho da estação central de trens até o bar é sossegado (pedi informação no setor de atendimento ao turista do local, que me deu um mapa e traçou a rota simples que eu precisava fazer para chegar até o bar, e foi bastante fácil).

Digo isso porque alguns amigos preferiram dormir na cidade para conhecer o bar, o que é uma escolha sensata (como poderemos ver a seguir), mas é possível fazer um bate e volta de várias cidades da região para conferir a casa e, se sua vontade de enfrentar a cara fechada de Dick permitir, bater um papo com o homem, que segundo os amigos Leonardo Dias (que levou a ele de presente uma cerveja artesanal brasileira) e Luiz Alberto, é bastante atencioso depois que a barreira da apresentação é transposta.

No meu caso, já “levemente alcoolizado” e não muito certo do destino da estação de trens após beber a quinta cerveja da noite, um exagero alcoólico chamado Black Mikkeller (que um norte-americano decidiu abrir o serviço com ela: coitado), decidi apenas admirar apaixonadamente o lugar, com suas dezenas de caixas de madeira de Westvleteren vazias (que em São Paulo são vendidas por R$ 300 em alguns bares) empilhadas e a adega sonhadora que não guarda apenas cervejas, mas histórias num trabalho de dedicação de um casal que merece aplausos.

Na Bélgica existem vários outros bares que podem concorrer ao posto de melhor do mundo (falei de alguns aqui), mas o que faz do Kulminator um local especial é a sensação de volta no tempo, de encontrar uma joia bruta, não lapidada, que resiste ao tempo, aos modismos e, por que não, ao capitalismo. Mais do que um bar, o Kulminator é um templo para amantes da cerveja – um templo em que o monge permite que você fique bêbado, mas exigirá que você saiba o que está bebendo, afinal, ele não guardou uma cerveja por 40 anos à toa. Iguais a esse existem poucos no mundo. Vale uma (duas, várias) visita(s).
Ps. Comida não é o forte da casa, mas os queijos são bastante recomendados. Eu, por sinal, recomendo forrar bem o estômago antes de se aventurar no melhor bar do mundo… porque é difícil beber “só” três cervejas ali…

agosto 20, 2014 No Comments
Nos Systembolagets de Estocolmo

Criado em 1955 na Suécia, o Systembolaget é uma empresa controlada pelo Governo, a única autorizada a vender bebidas com teor alcoólico superior a 3,5% (bares, pubs e restaurantes também são liberados, mas apenas para consumo no local, não para o comprador levar para casa). São 426 lojas na Suécia, e, segundo o site oficial, “os funcionários são especialistas em comida e bebida” além de que, nas lojas, o trabalho de marcas (e promoções) inexiste.
O interessante do conceito de Systembolaget é que, segundo o site oficial, a ideia da empresa é “vender bebidas alcoólicas de maneira consciente, sem fins lucrativos”. Ou seja, de forma antagônica, com o Governo não lucrando um centavo que seja (hipoteticamente) sobre a venda de bebidas alcoólicas, as mesmas tendem a chegar mais em conta ao consumidor final (apesar dos ditos impostos elevados aos produtores).
O que pude perceber nos quatro Systembolaget que visitei em Estocolmo foi que os preços são tabelados, mas o estoque é particular de cada loja. As cervejas básicas (belgas, inglesas e algumas americanas) são encontradas praticamente em todas as lojas assim como um número elogiável de rótulos locais. Porém, na loja mais afastada da área central, em Hammarby, onde estamos hospedados, encontrei mais itens raros do que nas lojas centrais.
Ainda assim, numa das lojas centrais encontrei boa parte da linha da Monks Café (não a Number 5, o Chanel da casa, nona melhor cerveja sueca do Top 50 do Ratebeer – acabei pegando a no.2, a no.4 e a no.14), e no maior (e mais completo) Systembolaget que visitei, no número 44 da Regeringsgatan, havia mais Monks tanto quanto edições especiais de algumas cervejarias, como a Brooklyn Wild Streak, envelhecida em barril de Bourbon.

Na primeira visita optei apenas por comprar cervejas suecas visando me aprofundar no mercado “local”. Da pré-lista com 10 rótulos que eu havia feito no Brasil, encontrei apenas a Oppigårds Thurbo Double IPA (12ª na lista do Ratebeer), mas peguei (sob recomendação da vendedora, que reforçou que os suecos “preferem cervejas amargas”) uma Electric Nurse DIPA (38ª) e duas outras Oppigårds: Amarillo (21ª) e Indian Tribute (48ª).
No segundo passeio (em que passei por três Systembolaget centrais e próximos um do outro) busquei as suecas da lista, mas acabei me rendendo as Del Ducato (minha cervejaria italiana preferida) e a tal Brooklyn Wild Streak, que eu havia devolvido na gondola, mas alguém desistiu da compra deixando uma ao lado do caixa, e não resisti. Junto a Brooklyn 1/2 Ale (falei dela aqui), a mala já soma 16 garrafas… e é só o primeiro trecho da viagem.
Uma questão: como consegue um dos países mais caros do mundo, em que o transporte público custa R$ 11 (o passe único vale por 1h15m), vender cervejas a um preço menor do que o Brasil? A italiana La Luna Rossa, que encontrei em Estocolmo por R$ 25, chegou a ser vendida entre R$ 75 e R$ 90 em São Paulo. A Brooklyn Wild Streak custa quase R$ 170 na capital paulista (R$ 50 na capital sueca). Será só imposto que encarece a cerveja no Brasil?
Abaixo segue a lista das 15 cervejas que comprei em Estocolmo (até o momento), com os devidos preços e a triste conclusão: em São Paulo, com o mesmo dinheiro que gastei em Estocolmo, eu provavelmente compraria apenas a Wild Streak e a La Luna Rossa…

– Sigtuna & Shepherd Neame Barley Wine: kr 71 (R$ 24)
– Oppigårds Thurbo Double IPA: kr 26,30 (R$ 8,70)
– Oppigårds Indian Tribute: kr 22,50 (R$ 7,50)
– Oppigårds Amarillo: kr 19,90 (R$ 6,50)
– Electric Nurse DIPA: kr 29,90 (R$ 10)
– Södra IPA: kr 23,30 (R$ 7,70)
– S:t Eriks Rauchbier: kr 24,20 (R$ 8 )

– Birrificio del Ducato La Luna Rossa: kr 73,90 (R$ 25)
– Birrificio del Ducato Wedding Rauch: kr 32 (R$ 11)
– Monks Café Blend no.2 Superior Sour: kr 69,40 (R$ 23)
– Monks Café Blend no.4 Vigorous: kr 69,40 (R$ 23)
– Monks Café Blend no.14 Bavarian Hero: kr 38,90 (R$ 13)
– Omnipollo Mazarin: kr 32,90 (R$ 11,20)
– Omnipollo Leon: kr 49,90 (R$ 16,50)
– Brooklyn Wild Streak: kr 149 (R$ 50)

Ps. A apresentação das cervejas é padronizada em todas as Systembolagets. “Beska” significa amargor; “Fyllighet” é corpo e “Sötma”, doçura. Além existem as figuras que simbolizam o que combina com determinada cerveja. No caso da Electric Nurse DIPA, ela combina com carne de ovelha, vaca e porco (além de ser uma ótima bebida social). Já a Del Ducato La Nuna Rossa combina com pato e porco, e é também é uma boa bebida social.
agosto 2, 2014 No Comments
Rock das Cervejas no Correio Braziliense
A Juliana Figueiredo, junto a Marina Vieira, fez uma reportagem bem bacana para o Correio Braziliense sobre a proximidade das cervejas e das bandas de rock no Brasil – publicada na terça-feira, 18/03. Contribuo com a minha opinião “polêmica” sobre o tema…
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março 20, 2014 No Comments
Visitando o Brewdog Bar São Paulo

Todas as fotos: Instagram ScreamYell
Na terça-feira, 21/01, a Brewdog Bar São Paulo abriu as portas em uma festa para convidados, e contrariando o conselho de amigos, que diziam existir filas para entrar no bar nos dias seguintes, decidi ir conhecer a nova casa cervejeira paulistana no começo da tarde de sábado, 25/01, por volta das 17h. Primeiro ponto positivo: nada de filas. Rapidamente peguei meu cartão e fui para o balcão conferir a oferta de cervejas da casa. E gostei do que vi.

A rigor, a casa tem 15 torneiras disponíveis e no quadro negro eram ofertadas 8 cervejas da Brewdog e 3 convidadas. Entre as oito da Brewdog estão Dead Pony Club (American Pale Ale, 3,8%), Fake Lager (Pilsner, 4,7%) 5 a.m. Saint (American Amber Ale, 5%), Punk IPA (India Pale Ale, 5,6%), Electric India (Saison, 7,2%), Hoppy Christmas (India Pale Ale, 7,2%), Jack Hammer (India Pale Ale, 7,4%) e Hardcore IPA (Double India Pale, 9,2%).

Entre as convidadas estavam (neste sábado) a WayDog, uma Session Pale Ale de 3,8% feita exclusivamente pela cervejaria curitibana Way para o Brewdog Bar São Paulo (e fixa no cardápio da casa), a Double Viena da Morada e a nova Wäls, Niobium, uma Double IPA com 9% de teor alcoólico, que esgotou antes mesmo das 19h, sendo substituída por outra brasileira. Isso sem contar a oferta de garrafas, que além de rótulos da casa ainda destaca uma boa variedade de Mikellers.

Quanto aos preços, eles vão de R$ 16 (Dead Pony Club e Fake Lager) até R$ 22 (Hardcore IPA) o meio pint (268 ml), o que mantém as cervejas da casa no padrão das ofertadas em garrafa no país. Complicado comparar os preços praticados na Europa (veja a tabela de preços da Brewdog Pub Camden, em Londres), onde um bar da Brewdog vende um pint de Dead Pony Club por R$ 17 e o meio pint de Hardcore IPA por R$ 15, mas, como saída, há a boa oferta do pint da WayDog, que sai por R$ 17.

Ou seja, houve a preocupação da casa paulistana em ter uma cerveja com preço igual ao rótulo mais em conta das filiais europeias. Já em garrafa existem preços para todos os gostos e bolsos (veja algumas aqui). Antes de entrar no bar eu já havia bebido 22 Brewdogs diferentes, mas das oito em torneira ali, três ainda eram inéditas para mim! Hora de resolver a contenda.

Quando sai do bar, às 21h, tinha bebido seis cervejas (e dividido mais uma com uma amiga): comecei pelo pint da WayDog, e fiquei felizmente surpreso pela bela Session Pale Ale dos curitibanos. Passei então por outra nacional, a excelente Double Viena da Morada (apostando na economia: R$ 12 o meio pint) e encarei na sequencia a primeira das Brewdog no dia: Electric India, uma belíssima Saison que recebe casca de laranja fresca, mel de urze, grãos de pimenta preta esmagados e lúpulos Amarillo e Nelson Sauvin. A melhor da noite.

Ainda encarei a novíssima Wäls Niobium, levemente amanteigada, mas sem contudo prejudicar o bom conjunto, e a boa Brewdog Fake Lager além de duas garrafas de Mikeller: uma sensacional Monks Brew (Quadrupel de 10%) e uma Milk Stout (uma Sweet Stout de 6%) – cada uma delas, R$ 24. Saldo final da noite, incluindo os 10% (e sem comida): R$ 107, 50. Ou seja, não é para ir todo dia – no meu caso, nem toda semana: uma vez por quinzena, e olhe lá. A experiência, no entanto, foi bastante válida.

janeiro 29, 2014 No Comments
A volta do podcast Qualquer Coisa

Gravado no último domingo, 11/01, a edição 145 do grande podcast Qualquer Coisa, de Paulo Terron e José Flávio Júnior, foi ao ar nesta semana quebrando um silêncio de quase dois anos. Os convidados desta edição do Qualquer Coisa foram eu e Nevilton, que tocou “Porcelana”, uma das grandes músicas de 2013, no violão, além de trechos de outras faixas do álbum “Sacode”. A metódica desta edição foi repassar destaques do ano e cada um escolheu músicas e debateu, ainda, cinema além de degustar a sidra neozelandesa 8 Wired, cortesia do Zé Flávio. Ouça abaixo (e baixe em MP3 aqui).
janeiro 16, 2014 No Comments


