Category — Cervejas
De Campos do Jordão, Baden Baden (1)

Posso até estar errado, mas acredito que a primeira cerveja brasileira independente, com rótulos diferentes das tradicionais, a circular com força no mercado, foi a Baden Baden. A cervejaria foi criada por quatro amigos em 1999, na cidade de Campos de Jordão, inspirados no restaurante de um deles na cidade, datado de 1985, que servia chopp artesanal de excelente qualidade. Este chopp acabou se tornando a primeira cerveja da casa, em 2000.
De lá pra cá, a Baden Baden cresceu muito até serem adquiridos pela Schincariol em 2007 pela pequena fortuna de R$ 30 milhões. Muita gente temia que os novos donos mexessem na boa receita original, mas vários relatos apontam, inclusive, melhoras em alguns rótulos, que hoje em dia são oito: Pilsen Cristal, Lager Bock, Golden Ale, Red Ale, 1999, Dark Stout e Weiss além da sazonal Celebration Inverno. Vou dividir em dois posts de quatro cervejas.
O passeio pela Baden Baden começa pela Weiss, que traz as notas frutadas com acentuação de banana características de uma cerveja do estilo além de um pouco de cravo e fermento (tudo aquilo que você já sabe e que é obrigatório). O paladar, um bocadinho sem corpo, segue a risca o que o aroma adianta: notas persistentes de banana, mínimo de malte e lúpulo comportado (mas presente) numa cerveja que impressiona (e merece crédito) pela sua leveza.
A 1999, por sua vez, é inspirada nas bitter ale inglesas, o que o aroma extremamente maltado corrobora assim que o freguês abre a garrafa. Há, ainda, sugestões de ameixa, melaço, cereja e malte tostado. É no paladar, porém, que a 1999 decepciona um pouco (ou, vendo por outro lado, conquista aqueles que não são atraídos pelas inglesas): o amargor é suave demais (embora deixe um rastro no final) em um conjunto adocicado que deixa o lúpulo na retaguarda. Mas tem bala pra conquistar muitos corações.
Seguimos com a Stout da casa. O malte torrado não deixa dúvidas em relação ao estilo desta negra intensa que nasceu em Campos do Jordão, mas tem descendência irlandesa. O aroma ainda traz sugestão de café, chocolate amargo e madeira, tudo replicado com louvor no paladar, cujo amargor é muito mais arte do malte torrado do que do lúpulo – o que também a torna levemente adocicada (mas muuuuito longe de uma Malzbier, por favor). Gostosa e bem interessante.
Já a Red Ale é a Barley Wine da casa, uma das preferidas dos fãs da cervejaria, não indicada para quem está começando no paraíso das cervejas especiais, porque sua intensidade pode inibir o bebedor acostumado às cervejas de balcão. E bota intensidade: são 9,2% de álcool muito bem distribuídos num conjunto cujo aroma maltado de caramelo (levemente tostado) e a sugestão de frutas vermelhas bailam com o álcool numa dança convidativa de dulçor e amargor. Não só uma das melhores da Baden Baden, mas na elite das cervejas brasileiras.
Com boa distribuição da Schincariol, a Baden Baden pode ser encontrada com facilidade em diversos supermercados entre R$ 10 e 12 (a garrafa de 600 ml), e valem o investimento. Há um tour – que não fiz ainda, mas já estou planejando – pela microcervejaria em Campos de Jordão, que parece cuidadoso e interessante. É preciso agendar via telefone, e as informações estão todas no site oficial. Enquanto isso, vou preparando as próximas quatro garrafas…
Baden Baden Weiss
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,2%
– Nota: 2,89/5
Baden Baden 1999
– Produto: Bitter Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 6%
– Nota: 3,03/5
Baden Baden Stout
– Produto: Stout
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 2,95/5
Baden Baden Red Ale
– Produto: Barley Wine
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 9,2%
– Nota: 3,08/5

Leia também:
– Top 700 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
agosto 28, 2012 No Comments
São Paulo: Cervejaria Nacional

“Para mim, um bom bar/boteco/restaurante tem que ter três coisas: atendimento prestativo (sem ser inconveniente), bom cardápio de pratos e/ou petiscos e uma carta de bebidas interessante. O bar perfeito, que me faz querer voltar, tem que cumprir os três quesitos. Mas existem vários que cumprem ou outro, e pela excelência deste item isolado, eu volto” Marcelo Costa
Inaugurada em maio de 2011, já fazia um bom tempo que eu me devia uma visita à Cervejaria Nacional, uma fábrica-bar que produz cerveja artesanal em um prédio de três andares no bairro de Pinheiros: no térreo ficam os barris de produção de cerveja (totalmente à vista do público) enquanto o primeiro e o segundo piso abrigam os frequentadores com uma lotação máxima de 160 pessoas.

Fui conhecer o local sozinho, num sábado à noite, e a primeira impressão foi ótima: o atendimento me fez sentir-me à vontade. As mesas estavam todas ocupadas (o que é perfeitamente compreensível pelo horário que cheguei, 22h), mas há um extenso balcão que estrategicamente atravessa o bar, e pode ser um bom local para solitários e/ou casais.
A Cervejaria Nacional trabalha com cinco cervejas próprias: Domina (Weiss), Sa’Si (Stout), Mula (IPA), Kurupira (Ale) e Y-Iara (Pilsen), e você pode prova-las em um sampler como o da foto. Além das cinco tradicionais, eles oferecem regularmente duas sazonais especiais, que neste dia eram uma Bock e uma XPA (mistura de IPA com Ale). As campeãs, para mim, foram a IPA e a Pilsen, deliciosas.

Além das cervejas de torneira da casa há uma geladeira com boas cervejas de garrafa da Brew Dog (Punk IPA, 5Am Saint, Hardcore IPA, Trashy Blonde e Nany State), uma Extra Special Bitter, da Anderson Valley, mais as três belgas da Rochefort, três rótulos da Rogue (Mom Hefeweizen, Irish Style Lager e Chipotle Ale) e três da Anchor (Liberty Ale, Anchor Steam e Old Foghorn Barley Wine).
No quesito petiscos, muita coisa boa. Encarei uma meia porção (200 gramas) de calabresa com erva doce acompanhada de pão de bagaço de malte e porções de manteiga de cerveja ale e um ótimo molho de pimenta-verde. Fiquei curioso pelos sanduiches, pela alheira, pelos acepipes e pelo pão de alho da casa (e pelos pratos: desde picanha, feijoada e galeto até rabada com agrião e risoto de costelinha).

O preço (11/08/2012) do sampler com cinco cervejas foi R$ 19,90, a porção de calabresa saiu por R$ 26 e o pão de bagaço de malte (com os acompanhamentos) foi R$ 9. Bebi ainda uma Brew Dog para fechar a noite (R$ 16 a garrafa – os chopps da casa variam de R$ 8,90 a R$ 15,90). Importante: às terças e quintas tem pockets de bandas de jazz e blues, e de segunda a sexta, de 17h às 20h, double drink: pedi um chopp, ganha outro. Vou voltar.
Atendimento: Ótimo
Petiscos: Excelente
Bebidas: Excelente

Endereço
Avenida Pedroso De Morais, 604, Pinheiros
Telefone para informações e reservas: (011) 3628-5000
Site oficial: www.cervejarianacional.com.br
Horário de funcionamento
De segunda a quarta das 17hà 00h
Quinta das 17h à 01h30
Sexta e sábado das 12h à 01h30
Domingo – Fechado

agosto 13, 2012 No Comments
Três cervejas: Gülmen, 77, Valentins

A cervejaria Gülmen é de uma cidadezinha de 50 mil habitantes chamada Viedma, às margens do Rio Negro, na Argentina, cerca de 11 horas distante de Buenos Aires. Eles fabricam artesanalmente seis estilos de cerveja (a Barley Wine da casa é muito bem cotada) e este exemplar da Gülmen Dorada Patagonica chegou a minhas mãos como um presente do amigo Nevilton, que em algum de seus roteiros de shows (quem conhece a banda sabe que eles tocam muito e em todo o lugar) a viu na prateleira e me trouxe de presente.
A Gülmen Dorada Patagonica é uma belíssima surpresa. Da família das Pale Ale, a Dorada mistura lúpulos colhidos na região patagônica do El Bolsón com os famosos Säaz da República Tcheca. Não à toa, o aroma é caprichadamente lupulado, mas traz sugestão de trigo, guaraná e melaço. O paladar reforça o que o aroma adianta: bastante lúpulo, mas com um amargor comportado, que deixa um rastro interessante de caramelo. Bem gostosa, o que faz planejar uma busca pelas demais cervejas da Gülmen.

A Parkbrauerei (Cervejaria Park) surgiu em Pirmasens, uma cidadezinha alemã de pouco mais de 40 mil habitantes, em 1888, e sua especialidade, desde sempre, foi a cerveja dos namorados, a Valentins Hefeweissbier. Isso continuou mesmo após a Parkbrauerei fundir-se com a Bellheimer (que nasceu em 1865) mais de um século depois, em 1995, criando um poderoso conglomerado cervejeiro que, hoje, conta com mais de 50 rótulos no cardápio (de Bellheimer a Frankenthaler, de Germania a Goldhand e muitas outras).
As famosas cervejas de trigo alemãs são típicas da Bavária, no sul do país, por isso surpreende esta bela representante do estilo sair do sudoeste, quase na fronteira com a França. Tudo aquilo que faz brilharem os olhos dos apaixonados por cervejas de trigo está aqui: o aroma traz notas de banana, trigo e cravo. O paladar não complica e cumpre o que o aroma propõe em uma cerveja bem gostosa, mas inferior às campeãs do estilo – leia-se Weihenstephaner. Ainda assim, é uma substituta de respeito e o bom preço (R$ 7 a latinha de 500 ml) ajuda.

A BrewDog é uma cervejaria escocesa que tem apenas seis anos de vida, mas já garantiu um lugar no lado esquerdo do peito cervejeiro devido a rótulos disputados (e caríssimos) como a Paradox (uma stout de 10% de graduação alcoólica envelhecida em velhos barris de uísque escocês), a Tokyo (uma Imperial Stout de… 18,2%), a Tactical Nuclear Penguin (32% de álcool), a Sink The Bismarck, uma IPA Quadrupel de 41%, e, a exótica The End of History, cerveja de 55% de álcool embalada em esquilos de pelúcia (?). Isso fora as tradicionais. São muitas…
Desta forma, aproveitando uma promoção no meu empório predileto, trouxe duas latinhas da Brew Dog 77 Lager pra casa. Pra amigos, a apresentei (após a primeira latinha) como o que as cervejas brasileiras de balcão deveriam ser, se fossem cervejas de verdade (das “nossas”, a que mais aproxima aqui é a Serra Malte). O aroma da 77 traz o lúpulo em primeiro plano, mas o malte marca presença. O paladar segue a risca a tradição: o malte carameliza até onde deve caramelizar e o lúpulo amarga até onde tem que amargar. Linha clássica caprichada.
Gülmen Dorada Patagonica
– Produto: Pale Ale
– Nacionalidade: Argentina
– Graduação alcoólica: 5,3%
– Nota: 3,35/5
Valentins Hefeweissbier
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 5,2%
– Nota: 3,01/5
Brew Dog 77 Lager
– Produto: German Pilsner
– Nacionalidade: Escócia
– Graduação alcoólica: 4,9%
– Nota: 3,47/5
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– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
agosto 7, 2012 No Comments
Opinião do Consumidor: Blanche de Brabant

Fundada em 1909 em Merchtem, uma cidadezinha de pouco mais de 15 mil habitantes na região flamenga de Brabant, na Bélgica, a cervejaria John Davis segue ainda sobre o controle da família, mas em 1993, ao adquirir a Timmermans Brewery, cervejaria criada em uma vila na região dos Flanders, passou a utilizar esse nome (e quadruplicar o número de rótulos). Dentre vários títulos, um dos que andam viajando pelo mundo é a Blanche de Brabant, que homenageia um herói do século 12 que pertenceu à dinastia real francesa
A cor e o aroma cítrico da Blanche de Brabant não enganam: estamos diante de uma tradicionalíssima witbeer belga. No nariz, notas frutadas e cítricas que remetem a limão, laranja, maçã, trigo e coentro – e também certa doçura. No paladar, bastante leveza. O trigo surge mais presente com as mesmas notas do aroma (limão, caramelo, maçã e especiarias – com ênfase no coentro) marcando o paladar. Segundo algumas peças publicitárias, ela pede compania de uma rodela de limão, o que dispenso: para mim, ela é ótima ao natural.
Concorrente da bastante conhecida (e popular até no Brasil) Hoegaarden (e, agora, da nacional Wäls Wit), a Blanche De Brabant perde no fiel da balança devido ao preço. A bela garrafa rolhada de 750 ml pode ser encontrada no Brasil entre R$ 40 e R$ 55 em bons empórios, o que torna seu custo beneficio elevado em comparação às concorrentes. Ainda assim, eis uma cerveja refrescante, que merece uma chance, principalmente em terras belgas, onde custa cerca de 4,50 euros a mesma garrafa de 750ml.
Blanche de Brabant
– Produto: Witbier
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 2,87/5
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julho 31, 2012 No Comments
Opinião do Consumidor: Amarcord

Mais uma leva adquirida no Bácaro Pub, em Veneza, a Amarcord já conquista o apaixonado por cinema por seu nome reconhecível: sim, estamos diante de uma turma de amigos que decidiu homenagear Federico Fellini, não só no nome da cervajeria, mas também no de vários rótulos da casa, que tomam emprestados para si nomes de personagens de filmes do diretor. A paixão é praticamente local, pois a Birra Amarcord Artigianale foi fundada na segunda metado dos anos 90 em Rimini, cidade que foi pano de fundo para um dos filmes mais sensacionais de Fellini, e da história do cinema, o mítico “Oito e Meio”.
O sucesso da pequena cervejaria artesanal criada por amigos fãs de cinema fez com que os sócios procurassem uma cidade para uma fábrica maior, e a escolhida foi a medieval Apecchio, cidadezinha de pouco mais de 2 mil habitantes. O próximo passo: conquistar o coração de um dos brewmasters mais respeitados do mundo, Garrett Oliver, o norte-americano que estudou no Reino Unido e transformou a Brooklyn Brewery em referência mundial. Junto com os italianos, Garrett Oliver desenhou uma linha de cervejas especiais com inspiração belga, que chegou ao mercado em 2012, ainda é pouco conhecida, mas encanta.
Garrett Oliver caprichou na receita da Ama Bionda, uma cerveja que leva três tipos de lúpulo, maltes aromáticos e casca de laranja em sua receita. O aroma delicioso traz notas cítricas e florais (um pouco de coentro, talvez limão e hortelã, levemente mel) que remetem diretamente à escola belga. O paladar é bastante interessante, com um toque caprichado no cítrico em meio ao malte de trigo, mas a festa do lúpulo, com o amargor dançando com coentro, pimenta do reino e laranja num conjunto bastante refrescante. Final seco que pede mais.
Como não se apaixonar: ela é ruiva, italiana e se chama Bruna. E é tão novinha que pouca informação existe sobre ela, além de uma medalha de bronze no International Beer Challenge 2012. A Bruna, da Amarcord, segue novamente a escola belga – dubbel aqui. O aroma dança entre tostado (intenso) e adocicado (suave), mas o álcool escapa e se junta às sugestões de nozes e passas. O açúcar mascavo, presente no conjunto, é bastante perceptível no paladar, que remete mais ao álcool do que o aroma pressupõe, acompanhado de nozes, passas e café. Conforme a temperatura vai subindo, ela fica ainda melhor. Como uma belga.
Fechando o trio apaixonante da Amarcord, a deliciosa Mora, uma duplo malte que traz café e cana de açúcar do Malawi em sua formulação. No aroma, há notas dispersas de caramelo e avelã, mas quem comanda é o café (que lembra, e muito, o café italiano de botequim). Para quem esperava um café gelado, a Mora surpreende devido à cana de açúcar, que torna o conjunto adocicado, mas nem um pouco enjoativo. Pelo contrário: as notas de café são bastante nítidas, mas o melaço aconchega o amargo e o final balança entre o suave da cana de açúcar e o denso marcante do café. A questão que fica: cadê os 9% de álcool? Foda!
Onde encontrar no Brasil? Não tem… ainda. Após a chegada das Del Ducatto não deve demorar para que distribuidores brasileiros descubram essa linha especial da Amarcord (a linha tradicional – das garotas Gradisca, Tabachéra, Volpina e Midòna – não é tão elogiada nos sites especializados), mas é quase certo que ela não custará no Brasil os 4 euros (aproximadamente R$ 10) que custa em uma boa cantina, um bom pub ou mesmo um boteco de respeito na Itália. Ou seja, além do Coliseu, de Michelangelo, das massas e de Veneza (entre 10 mil outras coisas), você tem mais um bom motivo para conhecer a Itália. Vale a pena.
Amarcord AMA Bionda
– Produto: Belgian Ale
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 6%
– Nota: 3,37/5
Amarcord AMA Bruna
– Produto: Belgian Abbey Ale
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,53/5
Amarcord AMA Mora
– Produto: Coffee Flavored Beer
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 9%
– Nota: 3,76/5

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– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Itália: Um conto cervejeiro em Veneza (aqui)
julho 26, 2012 No Comments
Opinião do Consumidor: Witbier Taperebá

A única cervejaria 100% artesanal do Pará volta a atacar. Após a boa repercussão da Bacuri Beer, os paraenses da Amazon Beer apostam novamente em uma fruta da região combinada com maltes em sua nova produção. Desta vez a fruta é o Taperebá, conhecido no sudeste como Cajá, que entra numa fórmula que pede benção às witbiers belgas, cervejas medievais bastante leves que eram feitas a partir do malte de trigo, e que tem como carro chefe a popular e especialíssima Hoegaarden.
A Witbier Taperebá segue a risca o caminho aberto pela Bacuri Beer. O aroma é bastante cítrico, tendendo a limão e laranja lima, com o próprio cajá marcando presença. O paladar, por sua vez, segue outro caminho: há um azedinho que remete a limão, mas que logo é vencido pelo agridoce da fruta, embora o amargor retorne levemente no final seco. Eis uma cerveja bem leve – cuja publicidade é voltada para o público feminino – e interessante da linha “produto nacional”, ou seja: essa você só bebe aqui.
Assim como as demais Amazon Beer, a Witbier Taperebá pode ser encontrada no formato chopp no bar da cervejaria na Estação das Docas, em Belém (na beira do rio Guajará), e acompanhada de petisco e amigos deve render uma boa tarde (embora fique a dúvida se a terceira dela deva descer tão bem quanto a primeira – o que no bar pode ser resolvido com uma rodada de Vienna Lager). Nos outros Estados, a Witbier Taperebá pode ser encontrada em garrafa 330 ml entre R$ 7 e R$ 9, ou seja, mais cara que a Hoegaarden, mas vale para sair da rotina.
Dois adendos: a Amazon Beer irá exportar suas cervejas para Estados Unidos, Asia e Europa, uma grande notícia, já que são cervejas com um toque bem brasileiro. Eles investem bastante no paladar feminino, e podem conquistar norte-americanas e francesas (que tem uma boa escola de fruit beers), mas pra não ficarem marcados como uma cervejaria apenas de menininhas seria de bom grado eles cravarem uma IPA caprichada. O segundo adendo: você pode fazer um tour virtual pela Estação das Docas, em Belém. Aqui.
Witbier Taperebá
– Produto: Witbier
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 2,87/5

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– Que tal uma cerveja de banana? E de manga? (leia aqui)
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julho 19, 2012 No Comments
Duas cervejas trapistas da Westmalle

Por duas vezes, nos séculos 18 e 19, os Monges Cistercienses da Estrita Observância foram proibidos e perseguidos (assim como as demais ordens monásticas). Em 1791, o mestre da Abadia de La Trappe, Augustinus de Lestrange Dubosc, temendo a perseguição causada pela Revolução Francesa, deixou o país e decidiu enviar monges para lugares distantes (como Itália e Espanha), pensando em novos assentamentos. Um terceiro grupo deveria ser enviado para o Canadá, mas parou na Antuérpia, onde o bispo local fez um convite: “Fiquem aqui”.
Não era só um convite. O bispo arranjou uma fazenda para o grupo nos Flanders, e nascia assim, em 1974, a Abadia Trapista de Westmalle (cujo nome original é Abdij Onze-Lieve-Vrouw van het Heilig Hart van Jezus), que só foi elevada ao posto de abadia em 1836, mesmo ano em que o abade Dom Martinus começou a construção de uma pequena cervejaria, com a primeira produção abastecendo o almoço dos monges em 10 dezembro de 1836. Nascia uma das mais famosas cervejas trapistas.
A cervejaria foi ampliada e reconstruída em 1865, com base em uma planta usada pelos monges trapistas de Forges (perto de Chimay). As vendas no local já haviam sido iniciadas em 1856 (além de cerveja, os monges faziam – e fazem até hoje – pão e queijo), mas a Westmalle só passou a ser vendida comercialmente em 1921. Hoje em dia, a Abadia Trapista de Westmalle, com cerca de 20 monges e 40 funcionários, produz 45 mil garrafas por hora de três tipos de cerveja: Dubbel, Trippel e a sazonal Westmalle Exttra.
A Westmalle Dubbel já mostra sua potência no aroma, extremamente alcoólico, parecendo inclusive mais do que os 7% que o rótulo antecipa. Assim que o nariz se acostuma com o álcool, notas adocicadas de frutas vermelhas (morango, cerveja) se misturam com melaço e caramelo num conjunto sedutor. Na língua, o conjunto é adocicado e cativante, remetendo primeiramente a cereja, depois a caramelo e licor. O finalmente e extremamente seco, mas deixa um rastro de frutado pelo caminho. Uma experiência.
Apelidada de “mãe de todas as Tripel”, a Westmalle Tripel, por sua vez, é uma porrada. O álcool é bem perceptível desde o primeiro momento, mas o aroma é muito mais que isso: é uma festa com notas de laranja, mel, floral, canela, lúpulo, malte e o que a sua imaginação sugerir. Na boca, há um rastro de amargor com toques de cítrico (principalmente laranja e um pouco de abacaxi) banhados levemente em álcool, que vão se aclimatando de forma majestosa. Ainda a acho intensa demais, mas, sem dúvida, é impressionante.
Hoje em dia é facilmente encontrar as duas Westmalle em bons empórios no Brasil, e embora os preços praticados aqui ainda sejam excessivos (entre R$ 15 e R$ 21 a garrafa de 330ml), o retorno do investimento é plenamente satisfatório. Vale, ainda, pensar em uma visita ao mosteiro. O site oficial dá todas as informações sobre visitas e até estadias mais longas, em que o visitante adentra a trilogia que comanda a abadia (da qual a cerveja é apenas para manter a congregação): viver para rezar, viver para a comunidade, viver para o trabalho. Quem sabe…
Westmalle Dubbel
– Produto: Belgian Dubbel
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 7%
– Nota: 4,58/5
Westmalle Tripel
– Produto: Belgian Tripel
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 9,5%
– Nota: 4,75/5

Bebendo Westmalle no Belgo, pedaçinho da Bélgica em Londres
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julho 17, 2012 No Comments
Brasil: as três cervejas da St Gallen

A história da St. Gallen remonta ao começo do século passado, quando em 1912, a cervejaria Claussen & Irmãos produzia em Teresópolis uma cerveja que seguia uma receita de antepassados dinamarqueses. A cervejaria fechou as portas pouco depois da Primeira Guerra Mundial, devido a dificuldade de importar matéria-prima, mas a cerveja voltou a ser fabricada em 2006, seguindo três estilos: Stout Porter, Weissbier e Red Ale (além da linha Therezópolis).
A versão Weissbier da casa fluminense surpreende (apesar da imensa dificuldade no descarte da rolha) com sua fidelidade ao estilo. As notas características de banana e cravo recebem um pequeno acento frutado no aroma, bastante interessante. O paladar segue o traço do aroma, quedando um pouco em demasia para o adocicado, o que não prejudica o conjunto, mas pode ser melhorado.
Já a Stout Porter da casa fluminense é uma bela surpresa. O aroma traz bastante fermento (que remete a pão e biscoito) além, claro, do malte tostado pagar tributo ao chocolate e ao café. O paladar, por sua vez, é adocicado no primeiro toque na língua, mas assim que a cerveja se aconchega, notas de café e chocolate amargo surgem escondendo bem os 8% de graduação alcoólica. O final é longo e saboroso. Muito boa.
Esqueça a citação irlandesa da St. Gallen Irish Red Ale, pois o amargor, é baixo e de pouco destaque. O aroma é levemente adocicado, tendendo a frutado (morango) e caramelado, com o álcool elevado (9.2%) se apresentando de forma tímida. No paladar, as notas adocicadas de malte assumem a frente e vencem com facilidade o lúpulo, com o álcool pedindo atenção, sem incomodar. O final deixa um leve rastro de álcool. Melhor que a Weiss, inferior a Stout.
A bela apresentação da St. Gallen (uma linda garrafa rolhada de 750 ml com rótulo exuberante, que, no entanto, mostrou problemas em duas das três rolhas, que partiram e dificultaram a abertura) aumenta a expectativa e a cobrança do freguês, e a cervejaria consegue entregar um bom produto, que varia de rótulo para rótulo, mas mostra que a cervejaria fluminense está no caminho certo. Vale conhecer.
St. Gallen Weissbier
– Estilo: Weiss
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,5%
– Nota: 3,22/5
St. Gallen Irish Stout Porter
– Estilo: Stout
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 8%
– Nota: 3,32/5
St. Gallen Red Ale
– Produto: Irish Red Ale
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 9,2%
– Nota: 3,25/5

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julho 15, 2012 No Comments
Três Filmes: Cinema, Cerveja e Política

“Um Retrato de Woody Allen” (Wild Man Blues, 1998)
Woody Allen costuma rejeitar comparações com seus personagens, mas basta colocar Jerry, personagem que ele encena em “Para Roma com Amor” (que rememora muitos outros), ao lado do Woody Allen deste documentário para percebermos que a linha que os separa é praticamente invisível. E isso é um dos vários pontos interessantes de “Wild Man Blues”, filme de Barbara Kopple (lançado agora no Brasil pela Flashstar – com uma leva de outros filmes do diretor) que flagra a turnê europeia da banda de jazz de Woody Allen em 1997, passando por 18 cidades em 23 dias: “É típico de mim”, comenta ele em certo momento. “Eu sonhava com essa turnê, e agora que estou nela não vejo a hora de acabar”. O humor afiado do diretor avança sobre prefeitos, fãs e paparazzos, mas o retrato que Kopple faz do cineasta é tão honesto que comove. Filmado logo após o longo processo que Mia Farrow e Woody Allen enfrentaram pela guarda dos filhos, e da união do diretor com a filha adotiva de Mia, Soo-Yi, “Wild Man Blues” expande seu território avançando além da banda (sem perder a boa música de foco) para o novo casamento e até para a relação do cineasta com sua família. Nettie, a mãe, responde na frente da nora que preferia uma filha judia a uma oriental enquanto o pai, já bastante idoso, parece ainda não aceitar a carreira escolhida pelo filho, passagens que mitificam (e explicam) um dos maiores cineastas vivos.

“Cerveja Falada” (2010)
Em um momento em que a produção de cerveja artesanal começa a despontar em vários cantos do País, este documentário de 15 minutos dirigido por Guto Lima, Luiz Henrique Cudo e Demétrio Panarotto, da produtora Exato Segundo, resgata com méritos um personagem mítico que ficou a frente de uma das mais antigas cervejarias artesanais do país. Rupprecht Loeffler viveu boa parte de seus 93 anos dedicando-se a produção de cerveja, e é apontado por muitos como um dos mais antigos mestres cervejeiros do país, tocando a cervejaria Canoinhense, de Canoinhas, em Santa Catarina, por mais de cinco gerações (até seu falecimento, em fevereiro de 2011). Fundada em 1908 pelo pai de Rupprecht, a Canoinhense produz cerveja e chope artesanais com receita que segue a Lei da Pureza Alemã. Os tonéis de carvalho foram trazidos da Alemanha há mais de um século. “Meu pai trouxe a fórmula de Munique”, conta Rupprecht, que diz que, na falta de leite, a “piazada” tomava cerveja quando era criança. O mestre-cervejeiro lembra como estocou lúpulo na Segunda Guerra Mundial e conta outras histórias divertidas em um registro carinhoso que já recebeu vários prêmios, e está disponível para download no site Filmes Que Voam (aqui). Ainda assim vale ir atrás do DVD, que traz o ótimo média metragem “Histórias da Cerveja em Santa Catarina”. Bate na porta da Exato Segundo.

“Ao Sul da Fronteira” (South of The Border, 2009)
Disposto a mostrar ao mundo – e especialmente aos norte-americanos – a verdadeira América Latina (já que nós aqui debaixo conhecemos bem quase todas as histórias presentes no filme), Oliver Stone entrevistou Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Néstor e Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador), Raúl Castro (Cuba) e Lula buscando mostrar a força de um continente que quer olhar os EUA de igual para igual. Em “Ao Sul da Fronteira”, o diretor busca suavizar a imagem difícil de Hugo Chávez, temido presidente da Venezuela, e tropeça em lacunas e na falta do traquejo dramatúrgico e cômico que transformam filmes de Michael Moore em epopeias mundiais, mas, ainda assim, soa educativo ao mostrar como a mídia norte-americana transforma países que dificultam as relações com os EUA em grandes vilões. “Obama trouxe da reunião com os países latinos um aperto de mão e uma camiseta do Che”, reclama um ancora, que pinta o presidente venezuelano como um monstro. “É tudo por petróleo”, retruca Chávez, que surge abraçando criancinhas, andando de bicicleta (Stone faltou às aulas de populismo barato) e, comicamente, perguntando aos membros da ONU se eles sentiam o cheiro de enxofre no palanque após um discurso de Bush, o demônio. O grande mérito do filme (que está inteiro no Youtube) é explorar com destreza o tema “manipulação da mídia”. A verdade é simples (para TODOS os lados): duvide de tudo que você vê na TV e lê em jornais. Tudo. Se não existe mais bobo no futebol (e existe), a política ainda está com as salas cheias. Uma boa dose de ceticismo faz bem para a razão, mas, se preciso for, viva a América… do Sul.
julho 11, 2012 No Comments
Itália: Um conto cervejeiro em Veneza

Texto e fotos: Marcelo Costa
É quase um conto cervejeiro. Semanas atrás estive em Veneza. Era minha segunda visita ao arquipélago, sendo que na primeira caminhei e me perdi bastante entre Santa Croce e Dorsoduro. Desta vez, tracei com meta me perder no bairro atrás da Piazza San Marco caminhando ainda nos bairros Castelo e Cannaregio. Neste segundo, após passar pelas igrejas San Barnaba e Santa Maria Dei Miracoli, segui em frente totalmente sem destino, quando, na Fondamenta Ormesini, vejo um quadro: “Birre da Tutto il Mundo (O Quasi)”. Tive que parar.

O Bacaro Pub é de Aldo Campalto, um italiano corpulento que, assim que você pede a carta de birre, avisa: “As (quatro) geladeiras estão a sua disposição. É só pegar”. Há mesas ao lado do canal e variedades de crostinis viciantes no balcão. Era quase 13h, sol a pino. Ficar bêbado não estava nos planos, por isso abri os serviços com uma alemã leve e refrescante, a Augustiner Weissbier, mas quando vi já estava com uma Amacord de 8% na mesa, cerveja artesanal italiana cuja linha extensa homenageia o cineasta Federico Fellini.

De brasileiras no cardápio, o Aldo só tinha Brahma e Skol, mas a linha de italianas artesanais era surpreendente. Fui ao balcão papear com o cara, e separar algumas para trazer para o Brasil. “Você não acha melhor, ao invés de levar a linha inteira de uma cerveja, levar metade dela e metade de outra? Acho que deveria experimentar as Del Ducato”, orientou. Segui o conselho, separei três Amarcord e três Del Ducato, e Aldo ainda me presenteou com uma Oatmeal Stout, Del Ducato da linha moderna.

Fundada em 2007, a Del Ducato é uma microcervejaria da cidade de Fiorenzuola d’Arda, na Emília Romana (uma hora de Milão, duas horas de Veneza), com pouco mais de 13 mil habitantes. Com apenas cinco anos de existência, a Del Ducato já é apontada por muitos como a melhor cervejaria italiana, tendo ganhado prêmios em diversos festivais, com uma produção dividida em 22 rótulos separados em três linhas: a clássica (das quais eu trouxe a Winterlude, a A.F.O. e a Chimera), a moderna e a especial.

A Oatmeal Stout da Del Ducato, cerveja da linha moderna (que ainda tem outros cinco rótulos) já se define no aroma intenso de malte torrado, o que também remete a chocolate amargo e também café moído na hora. O paladar segue as notas do aroma, mas perde no corpo. Estão ali o café moído (ainda mais intenso no paladar), o malte torrado e o mesmo chocolate amargo, mas a Oatmeal Stout é aguada demais, o que prejudica o conjunto. Ainda assim, a definição do site oficial merece citação: “ela evoca finais felizes”.

A Winterlude integra a linha de cervejas clássicas da Del Ducatto (que traz mais sete rótulos), e é absolutamente perfeita. Isso mesmo: perfeita. Os italianos seguiram a risca a tradição das maravilhosas Tripel belgas, da refermentação na garrafa ao uso de lúpulo especial, no caso importado de uma fazenda da cidade de Poperinge, na região dos Flanders Orientais – área famosa pela cultura do lúpulo, que fornece 80% do material usado na produção belga (e também nesta surpreendente Winterlude).

O encantamento começa no aroma, frutadíssimo, que remete a laranja, abacaxi e melaço (e, honrando a escola belga, álcool). O paladar é riquíssimo. Primeiro uva, depois laranja, abacaxi, talvez pêssego e mel. A tonelada de álcool (com 8,8%, essa é a cerveja mais forte da Del Ducatto) não intimida: o frutado acaricia o céu da boca enquanto o álcool passeia pela língua. O final fica entre o adocicado e o alcoólico. Apaixonante. Pra fechar: o nome é de uma canção de Bob Dylan…

Indo por uma linha completamente diferente, a das ales norte-americanas, a A.F.O. (Ale for Obsessed), segundo rótulo lançado pela Del Ducato (em 2006), leva bastante a sério o que o nome propõe: eis uma ale para obcecados em lúpulo. Aqui são 10 tipos diferentes, três deles norte-americanos (Chinook, Cascade e Simcoe). O aroma é levemente frutado, com algo que remete a pimenta e a madeira. O paladar é amargo e incrivelmente saboroso, com o lúpulo distribuindo notas cítricas, que terminam com um leve toque de mel. Ótima.

Por fim, chegamos à última Del Ducato que veio na mala direto de Veneza, a Chimera, uma Belgian Dark Strong Ale de responsa. O aroma fica entre o alcoólico (são 8% de graduação, que intimidam no início) e o adocicado, com o melaço de caramelo e açúcar queimado marcando presença de forma intensa. O primeiro toque na língua remete à ameixa e uva passa, e a sugestão se estende até a garganta, com o álcool aparecendo de forma suave no final em um conjunto que surpreende. “É um pouco como perseguir uma ilusão”, diz o site oficial.

No pub do Aldo, em Veneza, cada uma das Del Ducato clássicas saiu por 4 euros (cerca de R$ 10) enquanto a Oatmeal Stout custava 3 euros. No Brasil, com importação da Tarantino, as cervejas da linha moderna saem a partir de R$ 19, da linha clássica a partir de R$ 39 e da linha especial a partir de R$ 90 (a garrafa de 330 ml). Então, recomendável que, em uma viagem à Itália, você procure pelas Del Ducato. O endereço do Bacaro Pub, do Aldo, em Veneza, é Fondamenta Ormesini Cannaregio, 2710. E o cartão avisa: “Aperto tutti i giorni fino alle 2:00”. Vale a pena.

Del Ducato Oatmeal Stout
– Produto: Oatmeal Stout
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 4,5%
– Nota: 3/5
Del Ducato Winterlude
– Produto: Belgian Tripel
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 8,8%
– Nota: 4,25/5
Del Ducato A.F.O. (Ale for Obsessed)
– Produto: American Pale Ale
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 5,2%
– Nota: 3,30/5
Del Ducato Chimera
– Produto: Belgian Dark Strong Ale
– Nacionalidade: Itália
– Graduação alcoólica: 8%
– Nota: 3,62/5

Leia também
– Diário de Viagem: Europa 2012 (aqui)
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Cinco fotos: Veneza (aqui)
– Diário 2009: Veneza, Veneza, Veneza, Veneza e Ryanair (aqui)
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julho 7, 2012 1 Comment

