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Bootlegs favoritos: Radiohead (01)

A Kiss The Stone Records (KTS) é considerada por muitos o melhor selo de bootlegs de todos os tempos. Nos anos 90, os caras aproveitaram uma brecha da lei italiana, que permitia que a empresa comercializasse gravações ao vivo, desde que colocasse royalties para os artistas em uma conta de garantia, e lançaram quase 600 discos durante o tempo que o selo existiu. Apesar de muita gente acreditar que e empresa, inclusive, era pirata, a KTS era parceira de diversões órgãos e agências da indústria, incluindo ASCAP, GEMA e IMC, e prensava seus CDs na fábrica da Polygram, em Milão. Por vários anos, a KTS publicou anúncios na revistas Rolling Stone e Spin. O rótulo era sinônimo de qualidade (se os artistas receberam realmente a grana é outro assunto).

Eu tenho diversos KTS em casa, e um dos meus favoritos para abrir essa série é “Planet Acoustic”, do Radiohead. Lançado em 1997, “Planet Acoustic” (ao contrário do que o título antecipa) tem como principal destaque 14 faixas de um show absolutamente matador da turma de Thom Yorke no T In The Park, na Escócia, em 1996 (esse foi um dos motivos de pesou no desejo de ir ao festival na minha primeira vez na Europa em 2008 – claro que R.E.M. no line-up pesou mais), com a banda ao vivo já ultrapassando a fronteira que separaria “The Bends” de “Ok Computer” nos arranjos. Além das 14 há duas faixas acústicas (desde que ouvi “Black Star” pela primeira vez nessa versão nervosa, nunca mais ouvi a versão de estúdio) e um cover delicioso para “Nobody Does It Better”, de Carly Simon, de uma session perdida em 1995.

Nunca tive esse KTS original. Porém, da metade dos anos 90 para frente, havia em Taubaté (ali pertinho da Faculdade de Medicina, caminho para a minha Faculdade de Comunicação) uma… locadora de CDs. Sim, isso existiu. E vou dizer que aluguei diversos CDs deles, e fiz uma cópia caprichada em CDR pra mim dessa preciosidade do Radiohead. Foi assim que esse “Planet Acoustic” veio parar em casa, mas ainda guardo os MP3 ripados daquele KTS original (acabei de ver um anúncio de venda desse disco no Ebay por 500 Queiroz) e, sempre que a saudade bate, retorno em pensamento para o meu quartinho em Taubaté ouvindo esse discaço que inexiste na discografia oficial da turma de Thom Yorke.

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