Carnaval, carnaval, carnaval
Já entrei no clima: estou de camisa florida e bermudão na redação às duas da tarde de quinta-feira, pois a cobertura do iG começa hoje, e a capa já entra em horário especial. Faz um solarão lá fora e sei que passarei a próxima semana alternando com a equipe horários na capa (madrugada, inclusive), mas tudo bem, o bom humor surge de algum lugar que eu não sei explicar e a gente não pergunta: apenas sorri.
Como segue a tradição deste espaço - já faz uns cinco anos - nesta data criada para “homenagear o esculacho”, dois textos indispensáveis para entrar (ou não) no clima de folia. E bom carnaval. Domingo deve ter churrasco gaúcho (feito por uma paulista) e pode ter certeza que passo aqui no interim, mas fica a dica: beba com moderação, mas beba. \o/
- “Curta o Carnaval que esse pode ser o seu último verão”
André Forastieri
“Acredite se quiser: eu já adorei carnaval. Adorava mesmo. De detonar sexta à noite, dormir duas horas, acordar, encher a cara de novo e sair vestido de mulher – coisa de caipira. Eu ia atrás do trio elétrico. Claro que a primeira vez que vi um trio elétrico de verdade, no interior da Bahia, cai para trás. Perto da moçada de lá, meu pique de festeiro era de um amadorismo acachapante. Os baianos pulavam a tarde inteira atrás dos trios, jantavam um caldo de mocotó e depois pulavam nos clubes até o sol nascer…” - continuo lendo aqui
E outro:
- Blog do Gringo no Samba, por Matthew Exell da BBC
“Minha primeira experiência em um bloco foi no Carmelitas, em Santa Teresa, na sexta-feira antes do carnaval. Eu me sentia como um virgem: animado, mas um pouco nervoso. “E se eu me perder na multidão?”, pensava. Um gringo solteiro no Rio de Janeiro? Os perigos parecem óbvios. Não que essa seja minha condição, mas é melhor ficar previnido. Felizmente meus novos amigos brasileiros se ofereceram para prender uma etiqueta em meu pescoco – “por favor, devolvam este gringo idiota para…”.
Antes do bloco, no entanto, tem uma coisa que eles chamam “concentração”. Nao sei se tenho paciência para isso. Eu sei que carnaval é coisa séria para as pessoas daqui, mas de onde eu venho não é preciso se concentrar muito para aproveitar uma festa! Talvez eu pule essa parte, dê uma deitada, tome um banho um pouco mais longo. Estou aqui para a festa, nao para alguma reunião chata antes de a festa começar…
Pouco sabia eu. Como poderia? Mas eu aprendo rápido…
A casa da concentração fica no alto de uma ladeira. Para chegar é fácil e eu, desavisadamente, não prestei muita atenção nos traiçoeiros degraus. A vista é da Baía da Guanabara, dá para ver os aviões pousando no aeroporto Santos Dummont. E, segundo me disseram, para chegar ao bloco, basta descer a ladeira. É fácil.
Depois da terceira caipirinha, começo a rir sozinho. Afinal de contas, a concentração é divertida, penso eu. Já na sexta caipirinha começo a achar que a concentração é a melhor idéia que já encontrei no Brasil. Todo mundo balança a cabeça, aquiescendo. Eles já sabiam disso. Mas isso não impede que eu tente convencê-los da minha mais nova conclusão.” - Leia todas as colunas aqui






















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