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Category — Música

Reedição: “Carnaval na Obra” em vinil duplo

A Polysom anuncia o lançamento do absolutamente clássico “Carnaval na Obra” (1998), do Mundo Livre S/A, em vinil duplo de 180 gramas pela coleção “Clássicos em Vinil”. O álbum, que completa seus 20 anos e foi o terceiro do grupo de Fred 04, teve quatro grandes produtores daquela geração: Carlos Eduardo Miranda, Eduardo Bid, Apollo 9 e Edu K!

Na edição número 2 do fanzine Scream & Yell, de janeiro/fevereiro de 1999 (baixe ou leia online aqui), um apaixonado Marcelo Costa cravava: “Carnaval na Obra” é o melhor disco lançado no Brasil na década de 90″.  E durante anos usei como assinatura a frase “minha mãe não pariu nenhum punk, no entanto aqui estou eu”, da canção “Compromisso de Morte” <3

Mais: Na votação de Melhores Discos dos Anos 90 no Scream & Yell, “Carnaval na Obra” ficou em segundo lugar, um ponto atrás do vencedor e um ponto na frente do terceiro lugar. “Samba Esquema Noise” ficou em sexto…

Esse é o segundo álbum do Mundo Livre S/A reeditado em vinil. O primeiro foi o “Samba Esquema Noise”, que ganhou uma edição bacanuda pela Assustado Discos, do parceiro Rafael Cortes.  Agora só falta o também obrigatório “Guentando a Ôia”…

julho 23, 2018   No Comments

Dylan com café, 71: Greil Marcus

Bob Dylan com café, dia 71: Robert Allen Zimmerman nasceu em 1941; Greil Marcus, 1945. A pouca diferença de idade permitiu ao jornalista acompanhar a carreira do músico in loco, atento das mudanças de comportamento à proliferação de bootlegs ainda nos anos 60 (quando escreveu na Rolling Stone o artigo “Bob Dylan: Breaking Down The Incomplete Discography”) e até os discos ruins (é dele a famosa abertura de resenha “Que merda é essa?” sobre “Self Portrait”, em 1970). Dylanólogo famoso, Greil já havia escrito “Invisible Republic” (1998), um mergulho nas “Basement Tapes” de Dylan & The Band, e retornou ao reportório do homem em 2005 quando lançou “Like a Rolling Stone: Bob Dylan na Encruzilhada”, editado no Brasil pela Companhia das Letras. A rigor, é isso que você está pensando, e um pouco mais: sim, é um livro de 250 páginas sobre uma canção pop, mas não qualquer canção, e sim aquela que, segundo Greil, mudou todas as demais canções. O jornalista mergulha na criação da música em 15 de junho de 1965 (ela lançada um mês depois como single e na sequencia no álbum “Highway 61 Revisited”), que nasceu de uma brincadeira com o hit “La Bamba”, de Ritchie Vallens, e foi ganhando contornos dramáticos com o uso de metáforas ao narrar a história de uma socialite que perdia tudo e ficava totalmente pobre.

O grande trunfo de Greil, porém, não é apenas a tentativa de desvendar a canção, mas de encaixa-la em um espaço / tempo e mostrar o quão importante ela foi para a época, o quão esse espaço / tempo influenciou a música e Dylan (e vice-versa) e o quão atual “Like a Rolling Stone” continua sendo hoje. Desta forma, Greil embarca numa máquina do tempo com o leitor a tiracolo para explicar como era o período sócio, cultural, politico e econômico nos EUA quando “Like a Rolling Stone” foi criada, e tudo que veio depois. Chegando ao número 2 da parada da Billboard (um feito para uma canção de seis minutos – Dylan se recusou a cortar a música e ela foi dividida em duas partes, uma em cada lado do compacto), “Like a Rolling Stone” é muito mais do que a canção que tirou Dylan do gueto folk e o apresentou ao mundo. Greil explica o motivo neste livro. Excelente.

Ps. De lá pra cá, “Like a Rolling Stone” foi regravada por centenas de artistas, e a lista inclui nomes como Jimi Hendrix, Rolling Stones, David Bowie, Sixto Rodriguez, The Wailers e Green Day, entre outros.

Ps2. Dica boa do Thiago Busse no Facebook: em 2010 foi lançada a compilação “Bob Dylan by Greil Marcus: Writings 1968-2010“, que reúne textos escritos pelo jornalista sobre Dylan por mais de 40 anos – inclusive os que citei nesse post!

Especial Bob Dylan com Café

julho 23, 2018   No Comments

Disco do dia: João Donato

Discos do dia: Box quádruplo lançado recentemente pelo selo Discobertas (que continua seu trabalho de resgate maravilhoso, premiado com o prêmio APCA em 2017), “A Mad Donato” reúne três álbuns gravados por João Donato no Brasil entre 1977 e 1989, mas nunca lançados. Junta-se ao pacote um imperdível álbum de raridades com oito gravações entre 1973 e 1978 e uma longa entrevista em texto perpassando os quatro discos: “Raridades (Anos 70)”, “Gozando a Existência” (1978), “Naquela Base” (1988) e “Janela da Urca” (1989). Item obrigatório!

julho 23, 2018   No Comments

Disco do dia: “Breu”, Lestics

Foi amor à primeira ouvida desde que a luz do laser bateu sobre os discos “9 Sonhos” e “Les Tics” em um distante 2007. Me senti de certa forma representado pela poesia melancólica deste baita grupo paulistano que sabe muito bem que, como diz a faixa título de seu novo álbum, “até um certo ponto é tudo início / passado esse limite é tudo fim”. De 2007 para cá, o Lestics soma uma discografia bonita com oito grandes discos, todos disponíveis para download gratuito no site deles (www.lestics.com.br), e também no seu portal de streaming favorito. Não sabe bem por onde começar? Ouça aqui uma seleção minha de oito músicas favoritas da discografia deles (uma de cada álbum). Ou vá de peito aberto ouvir este “Breu” (2018), que chega acompanhado de um fanzine caprichado com participação de música gente legal fazendo arte (incluindo o parceiro Leonardo Vinhas) inspirando-se nas letras do disco. E o que elas dizem? “O batom, a gravata, o crachá do serviço / é preciso que exista algo mais do que isso”, deseja uma canção; em outra, o vocalista e letrista Olavo Rocha canta: “Eu vou me sentar no fundo do bar / E pedir num sussurro gentil / Garçom, deixe o mundo acabar / Mas não deixe o meu copo vazio”. Ou essa declaração apaixonada a algo tão especial que merece ser dividido: “Eu sou sincero quando digo / Que ficar sozinho nunca me aborrece / Mas melhor seria ter, ás vezes me parece / Alguém pra estar na solidão comigo”. Foi amor à primeira ouvida… e continua sendo amor.

julho 17, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 70: Howard Sounes

Bob Dylan com café, dia 70: A vida de Bob Dylan é um mistério que centenas de biografias ainda não conseguiram dar conta. Na verdade, quando mais se descobre sobre Bob Dylan, menos se sabe sobre Bob Dylan. Vários bons biógrafos deitaram-se sobre o tema e, como observou um crítico do New York Times, se “Bob Dylan: An Intimate Biography” (1971), de Anthony Scaduto, falhava no estudo do personagem e no exagero; “No Direction Home” (1986), se beneficiava da amizade de Robert Shelton com Dylan, mas não dos atributos críticos de Shelton; enquanto “Bob Dylan” (1991), de Bob Spitz, também pecava na formulação crítica; e “Bob Dylan: Behind the Shades” (1991), de Clinton Heylin, falhava tentando encontrar um real “Dylan” em meio às máscaras que o definem. Em 2001, quem decidiu se lançar sobre a vida de Robert Zimmerman foi o jornalista britânico Howard Sounes, que em 1998 colocara nas lojas “Vida e Loucuras de um Velho Safado”, bio de Charles Bukowski (lançada no Brasil pela Editora Conrad). Ao contrário de Robert Shelton e Bob Spitz, Howard Sounes carrega as tintas na crítica, algumas vezes com ranço, o que, inclusive, dificulta bastante confiar em outros livros do autor como “A Intimidade de Paul McCartney” (em que por vários trechos ele compara Macca com Dylan visando diminuir o ex-beatle) e o polêmico “Two lives of Lou Reed: Notes from the Velvet Underground” (2015). Este “Down The Highway – The Life of Bob Dylan”, de 2000 (lançado no Brasil em 2001 como “Dylan, a Biografia” pela Editora Conrad), porém, é um dos livros mais equilibrados do autor – pese provavelmente o fanatismo que faz com Sounes diminua todos os demais perante Bob. Na época, Sounes se vangloriava de corrigir equívocos de nascimentos dos filhos de Dylan, de descobrir um casamento e um filho não divulgados pela imprensa e de mapear seus imóveis ao redor do mundo, dados que acrescentam ainda mais lenha na confusão do mito. O ponto alto desta boa biografia, porém, é o tempo que o escritor se dedica às sessões de alguns álbuns (em conversas com diversos músicos que acompanharam Bob): “Shot of Love” (1981) e “Empire Burlesque” (1985) são dissecados com o mesmo carinho que “Blood on The Tracks” (1975) e a mítica trilogia “Bring It All Back Home” (1965), “Highway 61 Revisited” (1965) e “Blonde on Blonde” (1966). Em alguns momentos, o texto escorrega para a fofoca (e o The Sun sorri) e a especulação como quando Bonnie Beecher (namorada e Bob Dylan dos tempos do colégio em Minneapolis – época da qual saíram duas fitas famosas, “The Minneapolis Party Tape” e “The Minneapolis Hotel Tape”) tentou falar com Bob em um show nos anos 90, mas teria sido ignorada por Bob e pelos seguranças e sentiu-se humilhada (“O marido de Bonnie – e amigo de Bob – tentou faze-la sentir-se melhor dizendo que Bob havia passado direto por George Harrison da mesma maneira”; Sounes acrescenta: “Bob pode nem tê-la visto: sem seus óculos, que ele se recusa a usar no palco por pura vaidade, Bob é praticamente cego”). Tendo discernimento para avaliar as opiniões de Sounes e de muitos (ex-)amigos do homem, “Bob Dylan, a Biografia”, é um passatempo bastante agradável que ajuda o leitor a se situar na obra de Bob, e se perder sobre quem ele realmente é.

Trecho de “Dylan – A biografia”, de Howard Sounes

O ontem se foi, mas o passado continua vivo. O homem tinha uma nadar estranhamente lépido, como uma marionete manipulada por cordas invisíveis. Sua cabeça parecia se mover com um ritmo próprio. Ele usava roupas mal-ajambradas que o faziam parecer um peixe fora d’água em uma área elegante de Manhattan, tendo quase a aparência de um sem-teto. Contudo, vistas mais de perto, as roupas pareciam novas. Ao ser olhado mais próximo ainda, o rosto pálido, a barba por fazer, esse homem de meia-idade e corpo franzino parecia familiar. Sob o chapéu, o nítido nariz adunco, as feições delicadas emolduradas por um filete de barba. Ao coçar o nariz, notam-se as unhas compridas e sujas. Ao olhar para atravessar a rua, os olhos que se via eram de um azul quase tão intenso quanto o dos ovos do tordo norte-americano.

—”É o Bob Dylan!”

As pessoas freqüentemente o reconheciam, berrando animadamente saudações, quase não acreditando que estavam vendo uma lenda na rua. Bob odiava quando elas o agarravam, mas ele era, no fundo, um educado cidadão do interior e não se importava em dar um alô. Quando falava — talvez somente para dizer algo como “Aí, cara, como é que é?” – sua voz era tão característica, com as palavras saindo aos trancos do diafragma e então parecendo deslizar através do nariz quase cômico, enfatizando a palavra errada na frase e encurtando outras palavras, que só podia ser Bob Dylan. Bob foi até a esquina da 57″‘ Street com a Lexington Avenue e entrou em um pequeno bar, o Irish Pavilion. Tommy Makem, o dono, era um velho amigo do início dos anos 1960 – quando Bob era aprendiz em seu ofício -, um irlandês de fala mansa que tinha tocado canções folk tradicionais com os Clancy Brothers nos bares de Greenwich Village, em Nova York. Makem não via Bobby – como o conhecia – há muitos anos. “Não havia ninguém com ele, nenhum motorista, nenhuma companhia, ninguém. Estava só”, relembra ele. Makem acomodou Bob em uma mesa reservada, onde ele não seria visto por outros fregueses. Depois foi buscar seu banjo e subiu ao palco para o show. Makem tocou as antigas baladas que Bob adorava, canções vigorosas como “Brennan on the moor” e a melancólica “Will you go, Lassie, go”. Houve um intervalo antes da segunda parte e ele foi até onde Bob estava comendo e bebendo alguma coisa. “Se estiver a fim de cantar uma música, me avise”, disse. Mas Bob preferiu ficar sentado em silêncio, sozinho. Ele estava se divertindo imensamente. O Irish Pavilion o fazia lembrar de seus primeiros dias em Nova York e das pessoas que lá conhecera, artistas como John Lee Hooker, “Cisco” Houston e “Big” Joe Williams. Para ele, esses homens eram monumentais: tinham inspirado e influenciado toda a sua carreira. Depois que a platéia se dispersou, Makem puxou uma cadeira e conversou com Bob enquanto os funcionários varriam em volta das mesas. Era do passado que Bob queria falar – velhos amigos dos velhos bares, pessoas que ele não via fazia trinta anos, e antigas lembranças, como a da noite em que ele correu até a casa do irlandês na 6th Avenue, entusiasmado com uma música que escrevera.

“Deus, deviam ser 2 e meia ou 3 horas da madrugada”, diz Makem. “Foi até lá para me mostrar a letra de uma longa balada sobre um assassinato que tinha escrito para a melodia de alguma música que ouvira Liam [Clancy] e eu cantarmos. Havia uns vinte versos nela, ele cantou a música toda. Eu pensei, Deus, que coisa interessante esse cara está fazendo”. Poucas semanas depois da inesperada visita de Bob ao Irish Pavilion, na primavera de 1992, Tommy Makem recebeu uma carta da gravadora de Bob, a Sony Music. Ele estava sendo convidado a se apresentar em um show comemorativo dos 30 anos da carreira de Bob (embora, na verdade, ele viesse gravando há 31). Bob não tinha dito nada quando eles se encontraram, mas isso era típico dele; nunca fora muito falante. Makem não tinha certeza, a princípio, de que tipo de show se tratava. Pelo jeito contido com que Bob perambulava sozinho pela cidade, vestido como um vagabundo, podia-se pensar que seus dias de grande astro tinham acabado, e que uma comemoração de sua carreira seria realizada em um teatro modesto em um lugar qualquer com alguns velhos amigos. “Foi extremamente glamoroso, um evento muito maior do que eu imaginara”, diz Makem. “Foi gigantesco.” O palco do Show de Comemoração do 30º Aniversário de Bob, como foi chamado, foi o Madison Square Garden, o enorme complexo esportivo em Manhattan. Quando foi anunciado que Bob se apresentaria juntamente com alguns dos nomes mais famosos da música, 18 mil lugares foram vendidos em uma hora. E olha que os promotores do evento estavam cobrando entre 50 e 150 dólares por pessoa, preços recordes. Quando chegou ao Riliga Royal Hotel, onde os músicos estavam hospedados, Makem descobriu que a lista de convidados incluía não apenas antigos cantores folk como também superastros como Eric Clapton e George Harrison, amigos de Bob.

Especial Bob Dylan com Café

julho 16, 2018   No Comments

Discos do dia: Divine Comedy

Discos do dia: “A Short Album About Love” (1996) e “A Secret History” (1999), do Divine Comedy

A música de Neil Hannon entrou na minha vida em 1996 através deste texto apaixonado de Ana Maria Bahiana no Estadão. No século passado não era tão fácil encontrar música feita fora do Brasil se ela não fosse comercializada aqui, e depois do texto sai a caça dos álbuns de Neil, sem tanto sucesso, mas foi numa passada na Galeria do Rock em 1997 que dei a sorte de ser introduzido ao mundo de Hannon com “A Short Album About Love”, seu quinto álbum e até hoje meu favorito (sou apaixonado por “Everbody Knows (Except You)”. Depois fui encontrando os demais álbuns, incluindo “Liberation” (1993) e “Casanova” (1996), e a belíssima coleta “A Secret History”, que mapeia a primeira fase da carreira dele (e traz “Your Daddy’s Car” e, a minha favorita, “Lucy”) – são seis discos na primeira fase, no século passado, e cinco neste século, o mais recente, “Foreverland”, de 2016. Como descreveu Ana mais de 20 anos atrás, “Neil é o cultor pop erudito, mais interessado na vertente obscura que passa por Syd Barret, Tim Buckley, Jacques Breu e Scott Walker (e os Beatles de “Penny Lane”, “For No One” e “Strawberry Fields”) do que nas guitarradas” 💛

 

julho 16, 2018   No Comments

Disco do dia: The Cure

Disco do Dia: “Acoustic Hits” (2001), The Cure.

Bem, meu disco favorito da turma de Robert Smith é “Disintegration” (1989), mas num Top 3 da discografia deles ainda entrariam “The Top” (1984) e “The Head on The Door” (1985) com “Kiss Me” tentando forçar uma vaga (uma das canções que mais gosto deles, “Catch”, é desse álbum). Ainda assim, já faz um tempo que quando quero ouvir algo do Cure opto ou pelo box quádruplo “Join The Dots” (2004, e suspeito que o cassete da coleta “Standing on a Beach”, de 1986, com um lado b repleto de b sides raros e sensacionais tenha influencia nisso) ou por este delicado CD acústico, que surgiu como bônus em algumas edições do álbum “Greatest Hits”, em 2001. Gosto tanto do clima de leveza e de desconstração desse show acústico. Robert nunca cantou tão bem e tão a vontade como aqui, e os arranjos são delicados (o teclado emulando sanfona em “Just Like a Heaven” é de chorar e remete a “Catch”) e empolgantes num daqueles shows que emocionam em sua simplicidade.

julho 11, 2018   No Comments

Line-ups: 9 festivais de 2018 e 1 de 2019

Brasil Summerfest, New York City, EUA
De 29 de julho a 12 de agosto de 2018
Infos: http://brasilsummerfest.com/

Oya Festival, Oslo, Noruega
De 07 a 11 de agosto de 2018
Infos: https://oyafestivalen.no/en/
Experiência Scream & Yell: Eles sabem fazer um bom festival

Way Out West Festival, Gotemburgo, Suécia
De 09 a 11 de agosto de 2018
Infos: https://www.wayoutwest.se/

Locomotiva Festival, Piracicaba, São Paulo
Dias 18 e 19 de agosto de 2018
Infos: http://locomotivafestival.com/

Reading & Leeds Festival, Reino Unido
De 24 a 26 de agosto de 2018
Infos: https://www.readingandleedsfestival.com/

Riot Festival, Chicago, EUA
De 14 a 16 de setembro de 2018
Infos: https://riotfest.org/

Pop Montreal, Montreal, Canadá
De 26 a 30 de setembro de 2018
Infos: https://popmontreal.com/

Austin City Limits Music Festival, Austin, EUA
De 05 a 07 e de 12 a 14 de outubro de 2018
Infos: https://www.aclfestival.com/

Mandela 100 Global Citizen Fest, Johannesburg, África do Sul
02 de dezembro de 2018
Infos: https://www.globalcitizen.org/en/festival/south-africa/

Cayamo Festival Cruise 2019, da Jamaica ao México
De 10 a 17 de fevereiro de 2018
Infos: http://www.cayamo.com/

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

julho 10, 2018   No Comments

Disco do Dia: Língua Franca

O disco do dia de hoje é “Língua Franca”, grande álbum projeto que une os brasileiros Emicida e Rael com os portugueses Capicua e Valete (no Screan & Yell, que desde 2010, batalha por uma maior colaboração musical entre tugas e brasileiros, há entrevista no Scream & Yell com Ana Matos e Rael falando sobre o projeto)…

 

julho 10, 2018   No Comments

Dylan com café, dia 69: Bangladesh

Bob Dylan com café, dia 69: No dia 01 de agosto de 1971, Bob subia em um palco pela terceira vez em cinco anos, mais precisamente desde o acidente de julho de 1966, para um concerto beneficente organizado por George Harrison no Madison Square Garden, em Nova York. Antes disso, Dylan tinha se apresentado apenas junto com a The Band no Carnegie Hall num tributo em homenagem a Woody Guthrie em janeiro de 68, e no Festival da Ilha de Wight em agosto de 69, por uma quantia enorme de dinheiro (50 mil dólares) conseguida por seu então empresário, Albert Grossman (este show está presente no volume 10 das Bootleg Series). “Depois de uma série de desastres naturais e uma sangrenta guerra civil, o recém-criado estado de Bangladesh estava enfrentando um desastre humanitário em 1971”, conta Howard Sounes em “Dylan, a Biografia”, lançada em 2002 no Brasil. “O músico Ravi Shankar levou a situação do povo de Bangladesh à atenção de George Harrison na esperança de que ele pudesse fazer alguma coisa para ajudar. Depois do sucesso de um disco (“All Things Must Pass”) e de um single no primeiro lugar das paradas, o ex-beatle organizou dois shows beneficentes monumentais no Madison Square Garden, um de tarde, outra na noite de 01 de agosto de 1971 (com cerca de 20 mil pessoas em cada sessão). Os shows seriam gravados para um álbum ao vivo e um filme, e os lucros iriam para a UNICEF”, explica Sounes.

Após uma primeira parte da apresentação (com participação de Eric Clapton, Ravi Shankar e Billy Preston), assim que terminou de tocar sua “Here Comes The Sun”, George olhou para o set list preso no corpo de sua guitarra e o próximo número trazia apenas a palavra “Bob” seguida de uma interrogação: “Eu olhei ao redor e Bob parecia tão nervoso, mas ele veio”. E então Harrison anunciou seu convidado especial: “‘Gostaria de chamar um amigo de todos nós, o senhor Bob Dylan’. Bob entrou em cena usando brim, com um violão Martin pendurado no ombro e uma armação de gaita em torno do pescoço. Ele estava muito parecido com o cantor folk dos velhos tempos, e foi recebido com entusiasmo, acompanhado na guitarra por Harrison, no baixo por Leon Russel e no pandeiro por Ringo Starr”, completa o biógrafo. Neste dia, Bob tocou “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”, “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry”, e poderosas versões de “Blowin’ in the Wind” e “Just Like a Woman” além de “Mr. Tambourine Man”, todas lançadas no lado cinco do vinil triplo que se seguiu (a versão em CD trouxe de brinde ainda “Love Minus Zero/No Limit”, com intro de “If Not For You” – que chegou a ser testada na passagem de som), e que fez um imenso sucesso, conquistando ainda um Grammy de Melhor Álbum do Ano em 1973. “Bob adorou a emoção de se apresentar após um longo período de inatividade”, pontua Howard Sounes, mas demoraria ainda mais três anos para que ele voltasse às turnês. Curiosidade: uma das fotos do show, de Bob conversando com George, foi usada em uma coletânea de Dylan lançada no mesmo ano (cortando Harrison da foto).

Especial Bob Dylan com Café

julho 9, 2018   No Comments