Category — Música
André Midani e New order

Na edição revista e atualizada do livro “André Midani – Do Vinil ao Download”, há um capítulo extra sobre… New Order!
A história, resumida (vale ir atrás do livro), é que ele ouve “Blue Monday” e decide licenciar a banda para o Brasil. Quincy Jones faz a ponte com o pessoal da Factory, que dá um endereço pra ele no meio da roça em Manchester. Ele vai até lá, dá com a cara no meio do nada, espera e percebe que armaram uma pegadinha. Mas não desiste: começa a perguntar na cidade onde é o escritório da Factory.
Chega lá e rola isso ae (clique na imagem para ler em alta) 😀
Ps. Se você tem a coletânea “Substance” do New Order, agradeça ao André Midani! Se você viu os shows do New Order no Brasil em 1988, também.
Ps3 O New Order faz dois shows no Brasil em novembro…
agosto 31, 2026 No Comments
Um clássico dos sebos de São Paulo

Um clássico dos sebos de São Paulo (é a terceira vez que a vejo em três sebos diferentes em uma semana) que nunca foi lançado no Brasil, mas chegou aqui (de balde) via importação, “Eponymous” foi a primeira coletânea do R.E.M., lançada em 1988. Foi o último lançamento autorizado pela gravadora I.R.S. Records — com a qual a banda mantinha contrato desde 1982 —, ocorrendo logo após terem assinado com a Warner Bros. Records.
“Eponymous” inclui algumas versões alternativas de músicas, incluindo a faixa “Romance”, um outtake das sessões de “Murmur” que foi parar na trilha sonora do filme “Made in Heaven” (o Brasil chamado de “Paixão Eterna”, de 1987), e que não havia aparecido anteriormente em nenhum disco do R.E.M.
O álbum traz o título alternativo “File Under Grain”, uma referência à fotografia da capa. “Document” (1987), trazia a inscrição “File Under Fire”, e “Reckoning” apresentava as palavras “File Under Water”.
No verso da capa do LP há uma fotografia de Michael Stipe com a frase “They Airbrushed My Face” acima de sua cabeça. A imagem é o retrato de formatura de Stipe, tirado quando ele estudava na Collinsville High School, em Collinsville, Illinois. A foto aparece no anuário da turma de 1978 da escola. Os desenhos feitos à mão na capa frontal são de autoria de Stipe. Ele pediu a Tom Laune, engenheiro de som do Ardent Studios em Memphis (local em que o Big Star, banda amada pelos integrantes do R.E.M., também gravou), que os fotocopiasse e ampliasse.
1) “Radio Free Europe” (original Hib-Tone single) (1981)
2) “Gardening at Night” (different vocal mix)
3) “Talk About the Passion” (from Murmur, 1983)
4) “So. Central Rain” (from Reckoning, 1984)
5) “(Don’t Go Back To) Rockville” (from Reckoning, 1984)
6) “Cant Get There from Here” (from Fables of the Reconstruction, 1985
7) “Driver 8” (from Fables of the Reconstruction, 1985)
8) “Romance” (from soundtrack album to the 1987 film Made in Heaven)
9) “Fall on Me” (from Lifes Rich Pageant, 1986)
10) “The One I Love” (from Document, 1987)
11) “Finest Worksong” (mutual drum horn mix) (from “Finest Worksong” single) – 3:50
12) “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)” (from Document, 1987)
agosto 27, 2026 No Comments
A trilha sonora de “Mais Estranho que a Ficção”

“Music, Fashion, Film”, o discaço (do Hole) que a Charlie xcx lançou na última semana de julho, enfim perdeu o posto de álbum mais ouvido aqui em casa nos últimos tempos da última semana. E perdeu para a trilha sonora de um filme de 20 anos atrás que eu achei por R$ 5 num sebo aqui perto de casa 🙂
A trilha do ótimo “Stranger than Fiction” (“Mais Estranho que a Ficção“) é produzida por Brian Reitzell, que segurou as baquetas do Redd Kross nos anos 80 e 90 (e também assina as trilhas dos filmes de Sofia Coppola, entre eles “Maria Antoniette”, “As Virgens Suicidas” e… “Lost in Translation” – pensou em Jesus and Mary Chain, né), ao lado de Britt Daniel, do Spoon.
O Spoon foi uma banda que descobri tardiamente, mais ou menos na época do filme (sem conectar com ele), com “Gimme Fiction”, que tinha saído pela Merge, o selo dos Superchunk. Esses disco me fez ir atrás dos quatro anteriores e celebrar tanto “Ga Ga Ga Ga Ga” (2007) quanto o show matador que eles fizeram na Vila dos Galpões, dentro do festival Planeta Terra 2008.
A banda estava subindo de patamar no cenário pop, e a experiência não foi muito boa. Nos discos seguintes, cada vez mais desinspirados, eles foram abandonando o indie rock arisco em busca de um som mais funkeado, e a guitarra nervosa de Britt perdeu toda sua força. Os vi ao vivo mais cinco vezes depois disso… mas a banda ficou chata. Triste.
Mas aqui, nessa trilha sonora, Britt reuniu o melhor do Spoon: o CD abre com uma inédita matadora, “The Book I Write” (que não está em streaming), e tem mais três da banda no set (no filme, elas aparecem em versões instrumentais): “The Way We Get By” e “Vittorio E.”, do álbum “Kill the Moonlight” (2002), além de “My Mathematical Mind”, do “Gimme Fiction” (2005).
A trilha ainda traz delicinhas como “Going Missing”, do Maximo Park (que, sozinha, vale mais que o disco novo do Strokes inteiro) e “Whole Wide World”, de Wreckless Eric, e resgata as irresistíveis “Mind Your Own Business” das pós-punk feministas inglesas do Delta 5, e, também, uma demo de “That’s Entertainment”, do The Jam. E tem Vangelis e M83. Uma trilha maluca… como o filme. Vale ver… e ouvir.
Ps. Charlie, eu logo volto pra você.
agosto 13, 2026 No Comments
Entrevista: Pitadas do Sal
agosto 11, 2026 No Comments
Eis a divisão por dias do Balaclava Fest 2026

Eis o line-up especialíssimo da edição 2026 do Balaclava Fest, que irá acontecer em 26 e 27 de setembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo.
Ingressos à venda, com desconto especial e limitado para quem comprar o Combo dos 2 dias.
🎟️ ingresse.com/balaclavafest2026
Sábado (26/09):
Blonde Redhead
Dry Cleaning
Pedro The Lion
Bar Italia
Liv.e
Wishy
Sharp Pins
Ludovic
Domingo (27/09):
DIIV
Beach Fossils
Wednesday
High Vis
Sudan Archives
Winona Riders
Adorável Clichê
Budang
Ps. Na terça seguinte, 29 de setembro, tem Chapterhouse (UK) e terraplana no Cine Joia em São Paulo

maio 26, 2026 No Comments
Cinco festivais que ainda quero ir
O Carlos Soares, companheiro de festivais pelo mundo, vez em quando insiste, mas reforço que nunca irei ao Festival de Glastonbury, afinal “ya no tengo fuerzas para correr la maratón”. Mas há festivais que, um dia, ainda quero visitar. Um Top 5 rápido?
1) Roskilde Festival, Dinamarca
Acho incrível que rodei boa parte da Europa (atrás de shows e festivais) e nunca estive na Dinamarca. O Roskilde é um sonho pessoal…
2) Fuji Rock e Rockin’on Sonic, Japão
Viajar, para mim, sempre foi o que eu estava fazendo quando não estava vendo shows. Dai que toda vez que penso no Oriente, penso no Fuji Rock. O Sonic, festival da revista de música Rockin’on, tem me feito sonhar também…
3) Rock en Seine, Paris
Nunca é preciso desculpas para ir a Paris, mas que tal um festival com line-up caprichado (sempre) a beira do Rio Sena, com queijo brie e champagne nas barracas? Quero.
4) Iceland Airwaves, Reykjavík
O mais longe que fui por uma banda foi… Oslo. Lá vi o Manic Street Preachers e, de quebra, o My Bloody Valentine no Norwegian Wood Festival (conto aqui). O fato do Manics ter me atraido até lá fez com que eu vencesse o pavor dos altos preços escandinávos e retornasse ao país no ano seguinte para ver Neutral Milk Hotel, Sharon Van Etten e mais um punhado de bandas incríveis no Oya (relembre) e, de quebra, esbarrasse com Chrissie Hynde, Television e Neil Young no Stockholm Music & Arts (leia aqui). Mas ainda quero ir a Reykjavík e quero ir no Iceland Airwaves. Bora, “Estação Islândia” <3
5) Paredes de Coura, Portugal
A ideia dessa listinha surgiu porque eu não queria só falar que o Paredes de Coura é um festival incrível que eu sonho em ir, mas que ele está no nível de desejo de festivais em Paris, Tokyo e Reykjavík. Mea culpa: rodei quase toda a Europa, mas… nunca estive em Portugal. É um pecado imenso, que só aumenta se pensar que, de 15 anos pra cá, a música portuguesa cavou um espaço no meu coração. Dai que tanto o Primavera Porto quanto o North Festival são destinos de desejo, mas o Paredes de Coura é sempre um festival que me faz sorrir quando vejo o line-up…

maio 20, 2026 No Comments
Uma (ou duas) música(s) por dia: Idlewild

DIA 30: “Uma música que te lembra você mesmo”
Para encerrar esse desafio de 30 músicas em 30 dias (com alguns pequenos intervalos, afinal, meu Instagram, minhas regras), a primeira canção que pensei é uma música que amo de Roddy Woomble, vocalista do Idlewild, canção que dá título ao seu primeiro disco solo, “My Secret is My Silence”.
Mas, para pregar uma peça em mim mesmo, decidi escolher “American English”, do Idlewild.
Não sei se você conhece o Idlewild, um grupo escocês que soava – nos primeiros discos – como um Smiths passado pelo furacão grunge, algo que conquistou um séquito de fãs cult no início da carreira, mas que me pegou realmente com “The Remote Part” (2002), terceiro disco da carreira da banda, e sinal de maturidade e bom gosto musical dos caras.
“American English”, o single do disco, é uma metalinguagem sobre a própria música, refletindo sobre as conexões pessoais que os ouvintes fazem com canções escritas por pessoas que elas acham que conhecem, quando, na verdade, são completos estranhos (um tema, inclusive, que tenho revisitado bastante nas conversas sobre o livro do Scream & Yell, essa relação meio absurda de fã e artista).
Dai que nada como terminar um desafio que pede “uma música que te lembra você mesmo” cantando “The good songs weren’t written for you /
They’ll never be about you”.
Ainda assim, vou postar na sequencia outra contando uma historinha e fazendo algumas conexões…
“American English”, Idlewild
canção presente no disco “The Remote Part” (2002)
Songs when they’re true are all dedicated to you
And this invisible world I choose to live in
And if you believe that then now I understand
Why words mean so much to you:
They’ll never be about you
And maybe you’re young without youth
Or maybe you’re old without knowing anything’s true
I think you’re young without youth
Then you contract the American Dream
You never look up once
You’ve contracted American Dreams
I require you to stop and look up
Sing a song about myself
Keep singing a song about myself
Not some invisible world
[Verse 2]
Constantly searching to find something new
But what will you find when you think that nothing’s true?
Maybe it’s that nothing is new
So you let me hear songs that were written all about you
The good songs weren’t written for you
They’ll never be about you
Then you contract the American Dream
You never look up once
You’ve contracted American Dreams
I require you to stop and look up
Sing a song about myself
Keep singing a song about myself
Not some invisible world
And I won’t tell you what this means
‘Cause you already know
And I won’t tell you what this means
‘Cause you already know
And you came along and found the weak spot
(Sing a song about myself)
That you always wanted
(Keep singing a song about myself)
Let yourself be everything that you’ve always wanted
(Not some invisible world)
It doesn’t have to be so decided
(Sing a song about myself)
But you’ve always wanted
(Keep singing a song about myself)
No need for explanations
**
Desde a primeira vez que ouvi “My Secret is My Silence” (2006) que ela me remete a trilha sonora de “Gangues de Nova York” (2002), de Martin Scorsese, ao maravilhoso “The Seeger Sessions” (2006), de Bruce Springsteen, e a lendária caixa de discos “Anthology of American Folk Music” (lançada originalmente em 1952 com gravações de 1920 e 1930), numa época em que eu estava muito fissurado nas raízes dessa canção folk antiga europeia, que foi para a América junto com os primeiros povos germânicos que ocuparam o “novo mundo”.
E está tudo em “My Secret is My Silence”: a chuva, o vento, a melancolia de uma ilha europeia afundada em um inverno (aparentemente) interminável. Talvez seja isso que me conecta com Roddy Woomble, a aparente infinitude da melancolia.
Ao falar sobre “Sadness”, canção que abre o primeiro disco do Porno For Pyros, Perry Farrel dizia que a felicidade era boa apenas por uma hora (você também lembrou Vinicius?), e ainda que seja óbvio que o inverno (europeu) tem fim e que a melancolia, como num passe de mágica, possa desaparecer, o “estar melancólico” parece eterno, tal qual o inverno, tal qual essa canção em que “your sadness tastes like whisky and my body breathes the same”.
Coisas que essa canção me lembra: num hostel em Glasgow, certa vez, puxei conversa com um jovem inglês – com cara de nerd e não mais que 20 anos – no quarto. Ele ia ao mesmo festival que eu (T In The Park), pois era “big fan” do R.E.M., mas tinha planos para os outros dias: “Vou fazer um tour de golfe pelas highlands”! Nunca me esquecerei disso (essa também é uma canção sobre as highlands, verdadeiras e metafóricas – semanas atrás, @lili_callegari veio com um papo que queria conhecer – e pintar – as highlands, o que me fez mergulhar nesse turbilhão todo novamente).
Também conecto “I’m sick of living in these buildings / That were built in blood and rain” com o “vem morar comigo nesse apartamento / estamos uns sobre os outros / e temos satisfação”, de Wado em “Pavão Macaco”
E ainda de “And my silence is in vain” com “I’m just one of many gave a love in vain” de “Forgiven”, do Echo
“My Secret is My Silence”, Roddy Womble
do álbum solo “My Secret is My Silence”, de 2006
If you never leave the highlands
Like you’re drowning under rain
And your sadness tastes like whiskey
And my body breathes the same
And i’ll drain my wisdom empty
Just to feel that space again
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
My secret is my silence
And my silence is in vain
I’m sick of living in these buildings
That were built in blood and rain
But from the warm side of the window
The views always look the same
But your face it held the stories
Full of dreams it can’t contain
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
My secret is my silence
And my silence is in vain
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Roddy Woomble
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
Any my secret is my silence
And my silence is in vain
And you held on to a country
From the kailyard to the grave
And you spoke in quickly written verses
Hidden in your gaelic name
To approach land without a harbour
To find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
By a nicotine flame
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
Any my secret is my silence
And my silence is in vain
maio 10, 2026 No Comments
Uma música por dia: Minha Fama de Mau

DIA 29: “Uma música que lembra a sua infância”
A primeira coisa que me veio a cabeça foram as histórias do Barbapapa, lançadas em compacto no Brasil na década de 70. Eventualmente havia música nas histórias, mas não me lembro de nenhuma (embora a voz dos personagens pareça clara em minha memória).
Música, música mesmo, uma das lembranças afetivas é “Minha Fama de Mau”, dueto de Erasmo Carlos com Rita Lee, presente no álbum “Erasmo Convida” , de 1980. A Rita Lee que permanece na minha memória, mesmo após eu vê-la algumas vezes ao vivo na década seguinte, é a desse dueto, brincando e se divertindo com Erasmo no final dessa versão. Amo! <3
maio 8, 2026 No Comments
Uma (ou duas) música(s) por dia: Cole e Dulli

DIA 28: “Uma música – ou duas – de um artista que você ama a voz”
Amo a voz de Lloyd Cole desde os tempos do Commotions, e amo também suas covers.
Na minha LastFM, “The Young Idealists”, de sua carreira solo (uma canção que começa com a frase “Eu sei que disse que era a favor de uma resolução pacífica” e, pouco depois, fala em “sinergia”, essa palavra odiada), é a música que mais ouvi dele.
Logo depois vem as versões de “Chelsea Hotel No. 2” (olha o Cohen novamente na área), seguida de “Si Tu Dois Partir” (uma canção de Dylan de 1965 chamada “If You Gotta Go, Go” que ele nunca registrou em seus álbuns oficiais, mas foi resgatada nas “The Bootleg Series Volumes 1–3”, de 1991 – a versão em francês foi lançada pelo Fairport Convention em 1968, e essa do Lloyd apareceu primeiro na deliciosa coletânea “Pop Romantique”, de 1999, que ainda traz Luna, The Apples In Stereo, Air e Magnetic Fields, todos gravando “French Pop Classics”) e de sua cover para “I Just Don’t Know What to Do with Myself”. Só na quinta posição aparece “Perfect Skin”.
“People Ain’t No Good” é uma canção – de partir o coração – que Nick Cave compôs e lançou na obra prima “The Boatman’s Call”, de 1997. Lloyd Cole a registrou no álbum “Music in a Foreign Language”, de 2003, mas aqui ela aparece também numa bela versão ao vivo.
“People Ain’t No Good”
Nick Cave & The Bad Seeds
People just ain’t no good
I think that’s well understood
You can see it everywhere you look
People just ain’t no good
We were married under cherry trees
Under blossom we made our vows
All the blossoms come sailing down
Through the streets and through the playgrounds
The sun would stream on the sheets
Awoken by the morning bird
We’d buy the Sunday newspapers
And never read a single word
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
Seasons came, seasons went
The winter stripped the blossoms bare
A different tree now lines the streets
Shaking its fists in the air
The winter slammed us like a fist
The windows rattlin’ in the gales
To which she drew the curtains
Made out of her wedding veils
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good at all
To our love, send a dozen white lilies
To our love, send a coffin of wood
To our love, let all the pink-eyed pigeons coo
That people, they just ain’t no good
To our love, send back all the letters
To our love, a valentine of blood
To our love, let all the jilted lovers cry
That people, they just ain’t no good
It ain’t that in their hearts they’re bad
They can comfort you, some even try
They nurse you when you’re ill of health
They bury you when you go and die
It ain’t that in their hearts they’re bad
They’d stick by you if they could
Ah, but that’s just bullshit, baby
People just ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good at all
Ps. Lloyd Cole não era a minha primeira opção nessa “tarefa”, mas ele merece muito estar aqui. Porém, vou quebrar o protocolo e postar, na sequencia, outra música de um outro artista que eu amo a voz..
Na verdade, a voz de Greg Dulli deveria ser a “parte 1”, pois foi a primeira que pensei, mas Lloyd Cole também é uma escolha especial.
Porém, meu blog, meu “desafio de música em 30 dias”, minhas regras.
Então bora de Afghan Whigs também, outra banda de covers fodas. “Miss World”, por exemplo, é uma canção do Hole, de Courtney Love, presente em “Live Through This”.
Greg Dulli e seus comparsas subvertem o arranjo numa versão dolorida, jazzy, de arrepiar, que saiu como b-side do single “Somethin’ Hot”, e depois apareceu na reedição dupla em vinil do álbum “1965” lançada em 2013..
Um clássico.
***
“Miss World”, do Hole, com Afghan Whigs
I’m Miss World
Somebody kill me
Kill me pills
No one cares, my friend
My friend
I’m Miss World
Watch me break
And watch me burn
Nobody’s listening, my friends
Yeah
I made my bed, I’ll lie in it
I made my bed, I’ll die in it
I made my bed, I’ll lie in it
I made my bed, I’ll die…
Kill girls watch
When I eat ether
Suck me under
Maybe forever, my friend
Yeah
My friends
Yeah
I made my bed, I’ll lie in it
I made my bed, I’ll die in it
I made my bed, I’ll lie in it
Made my bed, I’ll die in it
maio 7, 2026 No Comments
Uma música por dia: Hallelujah

DIA 27: “Uma música que machuca o seu coração”
Vixi, são tantas.
Que tal uma playlist?
– “Atmosphere”, Joy Division
– “L’Avventura”, Legião Urbana
– “Forgiven”, Echo and The Bunnymen
– “Por Favor, Mente”, Tom Bloch
– “Broken Heart”, Spiritualized
– “Dizem”, OAEOZ
– “Lady Stardust (Demo)”, David Bowie
– “O Teatro dos Vampiros (Acústico MTV)”, Legião Urbana
– “No Surprises”, Radiohead
– “Tudo Vai Ficar Bem” / “Agridoce”, Pato Fu
– “Canción para mi Muerte”, Sui Generis
– “Um jeito especial de dar errado”, Lestics
– “Los dinosaurios”, Charly García
Mas para cumprir essa “tarefa” vou com uma canção que até já ganhou um filme! Quantas canções você conhece que receberam a honraria de ter uma cinebiografia?
“Hallelujah”, de Leonard Cohen, permanece até hoje sendo um mistério que o próprio autor nunca conseguiu decifrar: “Se eu soubesse de onde vêm as músicas, eu iria lá com mais frequência”, diz ele em “Hallelujah: Leonard Cohen, a Journey, a Song”, de Dan Geller e Dayna Goldfine (2022).
Na ótima biografia escrita por Sylvie Simmons, “I’m Your Man”, ela conta: “‘Hallelujah’ levou quatro anos para ser composta. Quando Larry ‘Ratso’ Sloman o entrevistou em 1984, Leonard mostrou uma pilha de cadernos, ‘livro atrás de livro cheios de versos para a canção que ele na época chamava de ‘The Other Hallelujah’”.
Leonard guardou 80 versos e descartou outros tantos. Mesmo após a edição final, Leonard tinha dois finais diferentes para ‘Hallelujah’”.
O fracasso do álbum, que a gravadora não quis lançar nos EUA, e acabou saindo tempos depois por um selo microscópico, fez com que Leonard Cohen experimentasse versos diferentes (e ainda mais densos) nos shows posteriores, criando uma segunda versão.
Quando o tributo “I’m Your Fan” (com Pixies, R.E.M., Nick Cave e muitos outros cantando canções de Cohen) começou a ser produzido, John Cale (Velvet Underground) pediu versos diferentes à Cohen para criar sua própria versão, que anos depois alcançaria Jeff Buckley, que colocaria essa terceira versão da música no Olimpo pop.
Escolho ela lembrando esse video que fiz de Cohen em 2008: não consegui filmar e enxugar as lágrimas ao mesmo tempo…
maio 6, 2026 No Comments


