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Category — Música

25 discos que mais ouvi em 2016

dezembro 13, 2016   No Comments

O piloto da série 11%

dezembro 13, 2016   No Comments

Iggy Pop – Surfin’ Bird

Um vídeo publicado por BiggyPop (@biggypop) em

dezembro 3, 2016   No Comments

Selo Scream & Yell: Brasil Tambien Es Latino

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Com o intuito de promover a integração latino-americana pela música, próximo lançamento do Scream & Yell, o álbum “Brasil También Es Latino” reúne 12 artistas de oito países diferentes para recriar canções brasileiras. Da eletrônica à surf music, do psicodelia ao groove caribenho: a variedade de estilos e de nacionalidades é essencial ao disco, não só pela proposta artística, mas principalmente para reforçar a proposta da integração latino-americana pela música.

“Culturalmente, o Brasil vive isolado de seus pares latino-americanos, e isso se dá menos pelo idioma do que pela desinformação e pela preguiça de olhar além do próprio umbigo”, diz Leonardo Vinhas, produtor executivo e curador do álbum. “O contrário não acontece: há muito interesse nos países hispanablantes pelo que fazemos aqui, seja no cinema, na literatura ou na música”, completa.

Prova disso é o repertório. Diferentes períodos da música brasileiras foram contemplados, desde um samba dos anos 40 (“Marambaia”) até um tema recente de Rodrigo Amarante (“O Cometa”), passando por clássicos setentistas (Jorge Ben, Mutantes, Novos Baianos), pérolas obscuras (alguém conhece a banda folk Rubinho e Mauro Assumpção?), e, claro, pelo Sepultura, a banda de rock do país que mais sucesso obteve no exterior.

Para recriar esses temas, foi escalado um time que compreende nomes de destaque no cenário eletrônico (os mexicanos Sotomayor, a dupla colombiana Ságan), veteranos do rock underground (os argentinos Valle de Muñecas, os uruguaios Buenos Muchachos), nomes famosos no cenário independente (os peruanos Kanaku y El Tigre e o equatoriano Mateo Kingman), entre outros. Vale destacar, entre eles, a estreia do uruguaio Nicolás Molina, que passará a se dividir entre o trabalho com sua já consagrada banda Molina y Los Cósmicos e um projeto solista com seu nome.

O álbum é uma nova visão artística da proposta de integração latino-americana pela música, já iniciado em outros projetos do produtor e dos sites parceiros. Em 2015, Vinhas produziu “Somos Todos Latinos“, com 16 artistas independentes brasileiros cobrindo o cancioneiro dos países vizinhos. No mesmo ano, lançou “Caleidoscópio“, um tributo aos Paralamas do Sucesso que contava com 21 artistas de 12 países. Ambos foram lançados pelo selo Scream & Yell.

O novo disco está sendo disponibilizado para download gratuito a partir de 7 de dezembro em duas frentes simultâneas: os sites Scream & Yell (Brasil) e Zona de Obras (Espanha). “O apoio dos dois é fundamental para o alcance do projeto. O S&Y já lançou oito discos por seu próprio selo, a ZdeO é a maior plataforma de conteúdo para música da Espanha. Ambos estão comprometidos com a mesma causa integratória do disco”, diz Vinhas.

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Brasil También Es Latino
Lista de canções

1) “A Montanha” – Nicolás Molina (Uruguai)
Original: Rubinho e Mauro Assumpção

2) “O Cometa” – Ságan feat. Kanaku y El Tigre (Colômbia / Peru)
Original: Rodrigo Amarante

3) “Baby” – La Pequeña Revancha (Venezuela)
Original: Mutantes

4) “Rosa Menina Rosa” – Sotomayor (México)
Original: Jorge Ben

5) “Eu Só Quero Um Xodó” – Rialengo (Costa Rica)
Original: Dominguinhos / Gilberto Gil

6) “Preta Pretinha” – François Peglau (Peru)
Original: Novos Baianos

7) “Jorge da Capadócia” – Mateo Kingman (Equador)
Original: Jorge Ben

8) “Refuse/Resist” – Lefunders (Argentina)
Original: Sepultura

9) “Será” – Valle de Muñecas (Argentina)
Original: Legião Urbana

10) “Inferno” – Buenos Muchachos (Uruguai)
Original: Nação Zumbi

11) “Só Vendo que Beleza (Marambaia)” – Andrés Correa (Colômbia)
Original: Henricão e Rubinho Campos

dezembro 1, 2016   No Comments

Primavera Sound anuncia line-up 2017


De 31 de maio a 04 de junho em Barcelona, Espanha
Informações: https://www.primaverasound.com/

novembro 30, 2016   No Comments

Trecho da biografia dos Engenheiros do Hawaii

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A pedido do Scream & Yell, o jornalista Alexandre Lucchese, autor da primeira biografia do Engenheiros do Hawaii, “Infinita Highway: Uma Carona com os Engenheiros”, lançada em outubro deste ano pela editora Belas Letras, liberou um trecho do livro para leitura. Confira ainda a entrevista que Lucchese concedeu à Janaina Azevedo e publicada no Scream & Yell. Abaixo, um trecho exclusivo da biografia.

***

Humberto Gessinger, Marcelo Pitz e Carlos Maltz caminhavam pelos labirínticos corredores da Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, quase chegando ao que pensavam ser finalmente a saída daquele emaranhado de paredes e grades. Sem jamais terem ali entrado, eram guiados por um membro da instituição, ao qual seguiam enquanto jogavam conversa fora.

– E então, o que achou do show? – perguntou o guia a Gessinger.

– Foi bacana. O pessoal foi legal. Um cara até me disse que tinha uma banda, pediu se eu tinha umas cordas velhas de guitarra, aí passei para…

Antes de terminar de ouvir a frase, o guia saiu correndo na direção oposta à que estavam seguindo. Atônitos com a súbita mudança de orientação, os Engenheiros do Hawaii tentaram ir atrás de seu cicerone, mas viram que ele já andava longe, passando por grades que eles não saberiam transpor. Sem saber como ir adiante, ficaram em uma espécie de purgatório entre a liberdade e as celas.

Então guitarrista do grupo, Gessinger jamais havia feito outro uso para as cordas de seu instrumento além de atarraxá-las firmemente na sua Giannini para tocar as bases e solos das músicas que fazia. Do outro lado da grade, no entanto, havia quem pudesse transformar uma simples corda de aço em um artefato mortal – ainda mais se já tivessem em sua ficha criminal casos de enforcamento. Só depois dos oficiais da penitenciária terem retirado as cordas do meio dos presidiários é que o grupo conseguiu sair do prédio.

Não há uma data precisa, mas o show dos Engenheiros na Penitenciária de Charqueadas ocorreu no último trimestre em 1985, quando a banda já era “bastante conhecida”, como conceituou o repórter Cunha Jr, em uma matéria sobre o evento para a programação local da TV Cultura. No vídeo, é possível ver Gessinger solando sua guitarra por alguns segundos, seguido de cenas de presidiários cantando sambas e boleros, além de alguns internos aproveitando o microfone de televisão para questionar porque seguiam ainda na prisão, já que supostamente já teriam cumprido suas penas.

Além da apresentação dos Engenheiros do Hawaii, havia também grupos que se desenvolveram na própria penitenciária tocando no mesmo dia. Os roqueiros de classe média da capital foram parar ali por incentivo do então produtor do grupo, Ricardo Martinez, amigo de infância de Carlos Maltz. Martinez tinha pessoas próximas envolvidas na organização do festival, e empolgou os rapazes para incrementar a programação como convidados de fora.

– Lá dentro o clima foi supernormal, mas era louco porque entrar lá com uma banda chamada Engenheiros do Hawaii valia mais pelo gesto do que pelo som. Não havia conexão, era uma coisa que estava começando no Brasil, e aquelas pessoas tinham anos de diferença. Não era como Johnny Cash ou B.B. King tocando numa penitenciária americana, fazendo um som que era tradicional para os detentos – contextualiza Gessinger.

engenheiros

Veja também:
– Alexandre Lucchese: “Os guris não deviam ser fáceis de trabalhar” (aqui)
– Download: Scream & Yell lança tributo aos Engenheiros (aqui)
– Ao vivo: Humberto Gessinger segue em frente dignamente (aqui)
– Gessinger: “Não há planos para nenhuma volta dos EngHaw” (aqui)

novembro 29, 2016   No Comments

Os 20 discos de 2016 para a APCA

Nesta segunda-feira, os jurados de música da APCA (Alexandre Matias, José Norberto Flesch e este que vos escreve) anunciaram os 20 melhores discos de 2016. Quarta à noite rola reunião da APCA e anuncio dos vencedores em sete categorias na sequencia. Além dos 20 discos abaixo (8 deles liberados gratuitamente para download gratuito), confira os pré-indicados nas categorias Revelação, Artista do Ano e Melhor Show de 2016 aqui.

BaianaSystem – Duas Cidades (ouça no site oficial)
Céu – Tropix (ouça no Youtube)
DeFalla – Monstro (ouça no Youtube)
Douglas Germano – Golpe de Vista (Download Gratuito)
Ed Motta – Perpetual Gateways (ouça no Youtube)
Hurtmold e Paulo Santos – Curado (ouça no Youtube)
Iara Rennó – Arco e Flecha (Download Gratuito)
João Donato – Donato Elétrico (ouça no Youtube)
Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz – A Saga da Travessia (ouça no Youtube)
Macaco Bong – Macaco Bong (Download Gratuito)
Mahmundi – Mahmundi (ouça no Youtube)
Metá Metá – MM3 (Download Gratuito)
O Terno – Melhor Que Parece (Download Gratuito)
Rael – Coisas do Meu Imaginário (ouça no Youtube)
Sabotage – Sabotage (ouça no Youtube)
Serena Assumpção – Ascensão (ouça no Youtube)
Tatá Aeroplano – Step Psicodélico (Download Gratuito)
The Baggios – Brutown (download Gratuito)
Vitor Araújo – Levaguiã Terê (ouça online)
Wado – Ivete (Download Gratuito)

novembro 28, 2016   No Comments

O vencedor do IamSP 2016

Ontem tivemos a premiação do “IAMSP: A rua é o palco”, prêmio do qual foi um dos curadores e foi uma chamada para projetos que reconhecem e divulgam trabalhos de artistas de rua na capital paulista prevendo um conexão com Amsterdã, que realiza um projeto semelhante. Foi uma jornada com muitos projetos ótimos inscritos, finalistas maravilhosos e agora temos o vencedor: Aonde o Mura Mora, projeto que registra em vídeo músicos de rua da cidade de São Paulo, e que ganhou uma viagem para conhecer e apresentar seu trabalho na Holanda, através da Nuffic Neso Brazil. Parabéns a todos os finalistas, Garoa, Bike Arte, Entrelinhas Urbanas e StreetMusicMap.

novembro 23, 2016   No Comments

Em São Luís, debatendo o jornalismo


Coloca na agenda 🙂 Mais infos aqui

novembro 20, 2016   No Comments

Falando sobre Leonard Cohen

Quatro respostas para Thiago Pereira, do jornal mineiro O Tempo. Leia a reportagem “A Última Valsa de Leonard Cohen” aqui

Em linhas gerais, o lugar do Cohen na música popular , sua importância.
Leonard Cohen é o principal nome a fazer a travessia da literatura para a música, da palavra escrita para a melodia. Existe uma centena de letristas incomparáveis, contistas pop de primeira grandeza, um deles inclusive Nobel de Literatura, mas Cohen é de outra estirpe porque ele é influenciado por Federico Garcia Lorca, não por um músico. A música foi um acidente (socialista) na vida dele, e ele provou durante 50 anos que poesia e música podem, sim, caminhar juntas.

Será que podemos pensar em Cohen como um “artista” dos “artistas”? Um cara que não tem um relevo popular tão grande, mas que os músicos tem extremo respeito?
Creio que sim, ainda que um Palais de Bercy, em Paris, sold out, com 15 mil pessoas em pé cantando suas canções por três horas possa contradizer o termo popular. Acho que Cohen era popular, mas não popularesco. É diferente de um Alex Chilton, por exemplo, que muitos músicos amavam, mas realmente pouca gente conhecia. Cohen tinha um público, mas sua música não era, realmente, das mais fáceis. É preciso um pouco de coragem pra mergulhar em seu universo, algo que gente como Michael Stipe, Bono, Nick Cave, Ian McCulloch e outros tiveram.

Cohen poeta: no contexto da música pop, ele entra num pódio, top 3? Pq?
Uou. É uma pergunta difícil porque Leonard era um dos maiores poetas musicais, ainda que a música tenha sempre ocupado um lugar de paisagem sonora em sua obra, um fim de tarde às vezes ensolarado, às vezes crepuscular, às vezes sombrio. A música era a maneira que Cohen transmitia sua poesia, era o meio, não o começo e nem o fim. Lou Reed, Bob Dylan, Morrissey e Ian Curtis talvez tenham tido mais êxito em unir música e texto, por serem músicos. Mas Cohen com toda certeza integra esse Top 5.

04- Sua experiência de ver ele ao vivo, quase no poente da vida.
Absolutamente incrível. Foram duas vezes, uma em 2008 e outra em 2009. Leonard Cohen era bastante afeito às ironias da vida, e talvez a maior delas tenha sido o fato dele ter sido roubado por seu agente, ficado sem um tostão, e precisado voltar a fazer turnês para saldar as dívidas. Um disco como “Live in London”, de 2008, não existiria sem esse episódio trágico financeiro, e é o disco que dá start a esse trecho final de sua vida musical. É um disco de alguém que sabe que precisa atrair a atenção do público. Ele fez da melhor maneira: usou suas próprias canções. Essa última fase e esses últimas turnês o flagram no auge, aceitando o destino como que dizendo: “Ok, eu tenho que fazer shows e discos então? Vamos nos divertir”. Ele se divertiu. E todos nós também. Foram duas experiências inesquecíveis.

 

novembro 14, 2016   No Comments