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Corona Capital 2025, no México, está incrível

Após uns 20 line-ups fakes vazarem, eis o O-F-I-C-I-A-L do gigante mexicano Corona Capital 2025, que acontece de 14 a 16 de novembro na Cidade do México, e deve deixar escapar algumas atrações para o Brasil em novembro e dezembro…
Quem vocês gostariam de ver aqui?
Eu queria APENAS Lucy Dacus, Waxahatchee, Nilufer Yania, Vampire Weekend, Alabama Shakes, Mogwai, Weezer, James, TV on The Radio e Kaiserchiefs tocando o primeiro álbum.
Ok, QOTSA, Of Monsters and Men e Franz tb!
Tenho quase certeza que vou receber 4 non Blondes, Cut Copy e Aurora
junho 3, 2025 No Comments
O excelente Pohoda Festival, na Eslováquia

O Pohoda Festival acontece em Trenčín, na Eslováquia, cidade de 90 mil habitantes próxima da fronteira com a Tchéquia e a cerca de uma hora da capital Bratislava (que eu visitei usando o Bratislover, um passe de trem que comprei em Viena com viagens ilimitadas usando o sistema de transporte público em Bratislava e região, incluindo trens, bondes, trólebus e ônibus, por 24 horas).
Na edição 2025 do festival, que rola de 10 a 12 de julho, e que eu estava acompanhando embasbacado os anúncios separados, e que agora eles juntam nesse cartaz, tem Massive Attack, Iggy Pop, Kamasi Washington, Fontaines DC, Magdalena Bay, Queens of The Stone Age, The Kills, Morcheeba, JPEGMAFIA, Ashnikko, Geordie Greep e muitos nomes locais!
Com o perdão do trocadalho, o Pohoda tá phoda <3
junho 3, 2025 No Comments
Relembrando a cena de Curitiba dos anos 00

O show do Tindersticks, algumas semanas atrás, não foi especial apenas pela apresentação delicadamente matadora do quinteto britânico; como sempre, um bom show também é lugar para reencontrar boas almas…
Naquela noite, entre diversos abraços amigos, reencontrei Ivan Santos e Adriane Perin, que me presentearam com “Cena de Cenas – Do Rock de Inverno aos Índios Eletrônicos”, livro de Asaph Eleutério, resultado de sua dissertação de mestrado desenvolvida entre 2021 e 2023 na UNESPAR.
Enquanto conversava ali na entrada do auditório Simon Bolivar, e folheava o livro, me deparei com uma foto minha e o capítulo “Dois Marcelos, duas redes, uma cena”, que conta, entre outras coisas, como o Scream & Yell acompanhou a cena curitibana dos anos 00 com certa proximidade.

Automaticamente me transportei para o começo dos anos 2000. Meu primeiro contato com a cena de Curitiba foi com o Dary, que estava idealizando a Terminal Guadalupe. A gente se conheceu na Velvet, loja do André, e logo ficamos amigos. Ele foi me aplicando várias coisas novas da cidade, como a Poléxia, do Rodrigo Lemos (como ouvi o “Acústico” gravado no Teatro Paiol – inédito até hoje)!
Depois me aproximei do Ivan, e consequentente dos lançamentos de seu selo, o De Inverno Records. Em 2003, Ivan e Adriane me convidaram para ir ao festival Rock de Inverno, que celebraria sua 4ª edição. Parti para Curitiba ao lado do lendário Carlos Eduardo Miranda e do queridissimo Bruno Saito, com a Paola Wescher nos ciceroneando.
Havia muita coisa que eu queria ver no festival: OAEOZ, claro, e também Sonic Jr., Cores D Flores, Sofia (que eu iria viciar!), Bad Folks, Polexia (que eu já estava viciado), Laura’sProblem, Criaturas (o single “Homem Mosca” virou um hitzinho em casa, Jully et Joe, a grande La Carne, Gruvox, Blanched (eu tava ouvindo direito o EP deles na época), Íris e Loxoscelle.

O festival, no entanto, foi cancelado quando tinha acabado de começar, mas como já estávamos na cidade com tudo pago, decidimos aproveitar o hotel e desbravar Curitiba (bebendo todas) em três dias: foi antológico, um dos finais de semana mais especiais que passei com Miranda (que nos levava a uns restaurantes exóticos – eu dizia, “Velhinho, tu tá aqui pela Trama e o Bruno pela Folha, eu tô pelo Scream & Yell, não têm bordero pra gastar não – risos” e ele dizia apenas: “Não se preocupa” – e nos entretia com histórias surreais, que saudade).
Aproveitei também para pesquisar a cena da cidade, o que rendeu uma porção de matérias (muitas citadas neste livro do Eleutério), entre elas “O novo rock de Curitiba em dez discos“, que fiz para um especial com entrevistas e mais coisas para o Portal Terra quando eu era sub de Cultura lá. Bons tempos!
O livro do Eleutério é apenas a ponta do iceberg. O projeto ganhou uma versão online que amplifica o material e é imperdível. Acesse: cenadecenas.com

maio 14, 2025 No Comments
SY00: “Canção para OAEOZ“, OAEOZ (2007)

O Selo Scream & Yell nasceu meio por acaso (como o zine/site, aliás), e, por isso, a numeração do catálogo estava meio bagunçada até que decidi mapear tudo uns dois ou três anos atrás. Todos os lançamentos estão liberados para download gratuito no site, mas menos da metade está nas plataformas, e um ou outro até já tem lançamento em vinil.
Oficialmente, o primeiro lançamento foi “AoVivo@Asteroid“, da Walverdes, que liberamos em 2011, uma pedrada digna de abrir os trabalhos (que continua inédita em streaming, aliás).
Conto mais desse bootleg da Walverdes (uma banda que eu amo) mais pra frente, porque organizando o catálogo percebi que a gente já tinha disponibilizado umas coisas antes desse disco. Dessa forma, decidi começar uma nova contagem do selo, atualizada.
Assim, o marco zero do selo (ou SY00) passou a ser “Canção Para OAEOZ“, um compacto virtual que lançamos em 2007 em parceria com a De Inverno Records, de Curitiba, do Ivan Santos e da Adriane Perin.

Na época, o OAEOZ está festejando 10 anos de atividade, e tinha lançado o primeiro single de seu vindouro novo trabalho pelo Senhor F, do Fernando Rosa, desde sempre, uma inspiração.
E eles escolheram o Scream & Yell para divulgar o segundo single, uma parceria que já vinha de antes – e que eu vou tentar contar mais um pouco ainda hoje por aqui em outro post.
O compacto “Canção Para OAEOZ” traz como “lado b” uma versão para “Loucura”, música do Ídolos da Matinee, banda curitibana dos anos 80, e foi lançado no site em 15 de setembro de 2007.
No arquivo para download incluimos o primeiro single compacto, “Impossibilidades”, que trazia como lado b uma versão emocionante de “Città Piu Bella”, do Fellini.
Os dois singles ganharam lançamento em edição artesanal física em CD para divulgação, e as duas versões permanecem inéditas em streaming!
Alias, o grande Manoel Magalhães e seu Estúdio 8-bics vem fazendo um trabalho essencial de resgatar discos ausentes do streaming, e colocou quase toda a discografia do OAEOZ nas plataformas (vale a pena ir atrás: recomendo muito os álbuns “Ás Vezes Céu” e “Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada”).
Porém, esses dois singles permanecem online oficialmente apenas no Scream & Yell! Baixe e ouça aqui!

maio 13, 2025 No Comments
Duas vezes no podcast Dylanesco

Em 2024, participei duas vezes como convidado do podcast Dylanesco, do meu amigo Pedro Couto. Na primeira, falei rapidamente sobre a turnê de 1966, um marco na história de Dylan (ouça aqui). Já o segundo convite do Pedro surgiu com o pedido para eu listar os meus livros favoritos sobre o homem. Ouça esse programa aqui!

janeiro 1, 2025 No Comments
Um Dia Um Show Salvou a Minha Vida

Podcast com pessoas incríveis contando histórias de shows inesquecíveis | por Rodriigo Levino, direção de Alexandre Matias, gravado no Estúdio Aurora!
Episódio novo no ar! E hoje com uma conversa boa demais com nosso querido amigo Marcelo Costa, jornalista, crítico de música e de cultura pop, editor do Scream & Yell, um dos sites de música mais longevos e importantes da nossa história. Girando em torno de um show de Leonard Cohen, Marcelo lança a braba: o quão próximo um show pode chegar de uma experiência religiosa? E a partir daí engrena num fio de histórias de shows incriveis, no mainstream e no undergroud, que montam um quebra-cabeça do que foi a nossa música nos últimos trinta anos. Dá o play!

dezembro 25, 2024 No Comments
Os 40 maiores shows dos 40 anos de Rock in Rio

A convite de Braulio Lorentz, do G1, listei meus cinco shows favoritos para um enorme especial que eles publicaram no portal. Na minha lista, três shows em que eu estava no festival e dois que vi em vídeo.
Cobri o Rock in Rio 2001 para a revista Rock Press e fiz um resumo para o site. A sensação entre a edição de 2001, com os shows antológicos de R.E.M. e Neil Young, e a de 2013, que fui apenas para ver Bruce Springsteen, mas acabei acompanhando amigos nas noites de Bon Jovi e Iron Maiden, é de que a edição de 2001 lembrava muito a bagunça festeira de um festival europeu, enquanto a de 2013 já tinha sido coaptada por um universo de merchandising e de gente muito mais afim de ser vista do que ver shows, o que é bem o retrato que desenham do festival hoje.
Já as edições de 1985 e 1991 foram vistas com olhos de garoto do interior tentando entender tudo aquilo que estava acontecendo naquele grande evento de música. Dai que é impossível pensar no Rock in Rio e não se lembrar da apresentação matadora do Queen, ou mesmo do showzaço que o Prince fez em 1991. Dito isso, minha lista final ficou assim:
1º R.E.M. – 2001
2º Bruce Springsteen – 2013
3º Neil Young – 2001
4º Prince – 1991
5º Queen – 1985
O especial completo você confere aqui!
setembro 24, 2024 No Comments
Oasis não irá se reunir: Liam fará turnê solo tocando primeiro disco da banda

Diferente do que parte da mídia brasileira (notadamente Folha de São Paulo e Jovem Pan) andou repercutindo desde a manhã desta segunda-feira, o Oasis não irá se reunir… ainda. Liam Gallagher usou seu Instagram para avisar aos fãs que desfilará pelo mundo a partir da metade de 2024 tocando todas as canções do disco de estreia de sua ex-banda, o clássico “Definitely Maybe“. Mas, por enquanto, nada de Noel nos shows… (no máximo Bonehead, que já toca com Liam).
O erro da Folha de São Paulo e da Jovem Pan é popularmente conhecido no jornalismo como “barrigada”, que é quando quando um veículo divulga uma informação errada. Uma das barrigadas mais famosas do jornalismo brasileiro, você deve se lembrar, é a do “boimate”: em 1983, a revista Veja embarcou em uma história publicada, na vibe do primeiro de abril, pela revista inglesa New Science, abordando uma experiência inédita onde seria possível unir células vegetais do tomate com células animais de uma vaca. Foi para o impresso.
Desde que a internet se popularizou no país, no começo dos anos 2000, a busca por noticiar algo em primeiro mão vem causando diversas barrigas. Muitas vezes, redações enxutas precisam estar atentas na ronda dos sites internacionais para, ao verificar algum conteúdo interessante, traduzi-lo rapidamente para que ele seja publicado antes do portal concorrente.
A coisa é tão séria que cheguei a trabalhar em uma redação em que a chefe chegou ao cúmulo de montar um excel com as listas das notícias do dia, e a comparação de quando ela havia sido publicada em cada portal, visando pressionar a equipe e degolar cabeças. Sermões surgiam porque uma notícia havia sido publicada dois ou três minutos que o portal concorrente.
Essa pressa causa uma barrigada como essa da Folha, que logo corrigiu o título, ainda que o hyperlink mantenha o título original. Acontece nas melhores famílias, mas é importante, também assumir o erro e divulgar um novo título e, no caso da Folha, até um “erramos”, porque muita gente seguiu repercutindo a notícia da Folha como se o Oasis fosse realmente se reunir.
Ainda que os irmãos não estejam juntos nessa empreitada – quem sabe Noel não anima uma participação – que não leva o nome da banda, afinal é uma turnê solo de Liam Gallagher, essa tour promete muito, já que Liam mandou muito bem em suas últimas passagens pelo Brasil. Não será Oasis, mas será legal.
outubro 16, 2023 No Comments
Meus Bootlegs: Strokes

Se a minha memória não estiver relapsa, quem conseguiu esse bootleg do Strokes foi o Lucio Ribeiro, antes ainda da banda lançar o primeiro disco. São os dois primeiros singles mais uma mistureba de 14 faixas ao vivo, boa parte delas em sessions da BBC (junho 2001) e algumas (até hoje inéditas) do famoso bootleg “Arlene’s Grocery 2000” (como “Rhythm Song”, “A Minor 4-4” e “Sagganuts”). Esse bootleg foi um sucesso de vendas nas galerias em São Paulo em 2001/2002. Acho que ouvi mais ele do que o “Is This It”…
setembro 27, 2023 No Comments
Evento especial em 2024 marcará os 50 anos do encontro de Elis e Tom nos EUA

Os 50 anos do encontro de Elis Regina e Tom Jobim nos EUA serão comemorados em 2024 com um evento especial no Rio e em SP que terá, entre outras coisas, a reprodução do áudio do show que os dois fizeram ao vivo no Brasil logo depois de gravar “Elis & Tom”, antecipa o cineasta Roberto de Oliveira em entrevista à João Paulo Barreto, do Scream & Yell:
“Em 2024, no dia 17 de março, completa-se cinquenta anos desse encontro. Nós vamos fazer um evento no Rio e outro em São Paulo. Podemos viajar para outros locais, também. Será uma espécie de dia temático com muita música”, conta o diretor, responsável pelo documentário “Elis & Tom – Só Tinha de Ser com Você”, em cartaz nos cinemas.
“Vamos reproduzir a gravação ao vivo do show que os dois fizeram ao vivo no Brasil logo depois do encontro. Então, a gente vai poder ouvir “Águas de Março” com aplausos, com público e outras preciosidades. O show tem duas horas e esse evento vai ser em São Paulo, com previsão de acontecer no Ibirapuera. No Rio, será no Jardim Botânico, onde vamos criar espaços no meio da mata para as pessoas ficarem ouvindo em looping a esses shows. Vamos trazer uma sonorização espetacular”, promete Roberto.
O projeto também deverá render material a ser lançado no mercado: “Eu tenho muita coisa que não usamos no filme. Ainda tem possibilidade de se fazer um spin off disso aí para uma série em streaming com mais coisas do que está no filme. Prevemos, também, lançar, além de um livro, uma exposição imersiva”.
Leia a entrevista na integra no Scream & Yell!

setembro 25, 2023 No Comments

