Posts from — abril 2026
Uma música por dia: Nunca Diga

DIA 5: “Uma música que deve ser tocada alta”
Todas.
Ok, a primeira que me veio a memória foi “Low Life”, do PIL. Depois pensei em “Miles Iz Ded”, do Afghan Whigs. E também em “Digital”, do Joy Division.
Acho que o vocal gritado une as três, e o bom da música alta é você também poder cantar alto (melhor lugar: uma pista de inferninho. Não a toa, eu adoro discotecar porque posso ouvir as músicas que amo no volume máximo).
Outras que poderiam entrar:
– “Man on The Moon”, Sugar
– “Black”, Jesus and Mary Chain
– “Nunca Diga”, Pato Fu (a minha música particular de verificar a equalização das caixas de som em casa)…
Vou escolher a do Pato Fu porque assim posso usar, também, o vídeo que fiz do Festival Magnéticos, no Sesc Pompeia, em 2017. Tive o prazer de fazer a curadoria desse festival, juntar Graforréia e Pato Fu na mesma noite (por isso John faz a brincadeira no começo do áudio do vídeo) em um dos locais de shows mais icônicos da capital paulista e pedir essa música. Que fim de semana incrível, aliás. Saudades.
“Nunca Diga” (1995)
de: Graforréia Xilarmônica
com: Pato Fu (1998/2017)
Querido, nunca diga que eu tenho mau gosto
E saiba que o belo da vida ainda está pra nascer
Querido, por favor, olhe bem em meu rosto
E Tente enxergar o que os outros não conseguem ver
Fui lhe mostrar um disco que eu comprei
De um cantor que eu sempre gostei
Mas você não me deu atenção
Oh não, não, não, não
Voltarei pra casa pelo mesmo caminho
Escutarei o meu disco sozinha
Dentro do meu quarto na escuridão
Querido, nunca diga que eu tenho mau gosto
Saiba que o belo da vida ainda está pra nascer
Fui lhe mostrar um disco que eu comprei
De um cantor que eu sempre gostei
Mas você não me deu atenção
Oh não, não, não (não!)
Voltarei pra casa pelo mesmo caminho
Escutarei o meu disco sozinha
Dentro do meu quarto na escuridão
Querido, por favor, olhe bem em meu rosto
Tente enxergar o que os outros não conseguem ver
Tente enxergar o que os outros não conseguem ver
abril 14, 2026 No Comments
Uma música por dia: American Idiot

DIA 4: “Uma música que te lembra alguém que você preferia esquecer”
Baita gatilho, hein. Não costumo colocar tanto peso assim sobre uma canção, mas bora cumprir a “tarefa”!
Muita gente criticou as falas de Wim Wenders no Festival de Berlim, mas, para mim, ele apenas manifestou um desejo de voltar para um tempo em que a arte – que sempre foi e sempre será política – era soberana, e que não precisavamos ficar defendendo direitos e manifestando opinião 24 horas por dia.
Wim sente falta de um tempo em que se falava de cinema num festival de cinema, em que a arte era mais importante que a lacração, algo cada vez mais complicado num mundo de red pills, genocidas e lunáticos promovendo caos e guerras.
Hoje precisamos defender a democracia diariamente, pois ela pode desaparecer em segundos. Assim como Wim, sinto falta de não precisar transformar cada momento numa exposição de declaração de principios. E gostaria de pensar menos no americano idiota que quer ferrar o mundo, pois ele lucra com isso. É terrível demais gastar tempo pensando nele…
Mas… você consegue ouvir o som da histeria?
*
“American Idiot”, Green Day (2004)
Don’t wanna be an American idiot
Don’t want a nation under the new mania
And can you hear the sound of hysteria?
The subliminal mindfuck America
Welcome to a new kind of tension
All across the alienation
Where everything isn’t meant to be okay
In television dreams of tomorrow
We’re not the ones who’re meant to follow
For that’s enough to argue
Well, maybe I’m the faggot, America
I’m not a part of a redneck agenda
Now everybody, do the propaganda
And sing along to the age of paranoia
Welcome to a new kind of tension
All across the alienation
Where everything isn’t meant to be okay
In television dreams of tomorrow
We’re not the ones who’re meant to follow
For that’s enough to argue
Don’t wanna be an American idiot
One nation controlled by the media
Information age of hysteria
It’s calling out to idiot America
Welcome to a new kind of tension
All across the alienation
Where everything isn’t meant to be okay
In television dreams of tomorrow
We’re not the ones who’re meant to follow
For that’s enough to argue
abril 13, 2026 No Comments
Uma música por dia: Sanfona

DIA 3: “Uma música que te lembre o verão”
Ok, por motivos óbvios, a primeira música em que pensei foi… “Summer”, do Buffalo Tom, e… “Uma Noite e Meia”, da Marina, mas não queria soar tão óbvio (até porque não são músicas que costumo ouvir em casa – “Summer” é hit de pista indie e “Uma Noite e Meia” de rádio).
Dai pensando, pensando, pensando, passei por Jadsa (“Mergulho”) e cheguei em… Paralamas. Primeiro foi “Santorini Blues”, meu dia de verão na ilha grega (derramei lágrimas ouvindo essa canção nos fones). Depois “Dos Margaritas” na versão em espanhol e, finalmente, “Sanfona”, afinal quem sabe algum dia numa rua da Bahia tudo tenha solução!
A conclusão então é que Paralamas me lembra verão! <3
“Sanfona”, Os Paralamas do Sucesso
– Música de Herbert Vianna e Bi Ribeiro
– Do disco “Bora-Bora” (1988)
Teu olhar agudo me espreita
Em algum canto do planeta
Quem sabe em Genebra
Isso tudo se conserta
Quem sabe em Singapura
Seja descoberta a cura
Quem sabe Paquistão
O antídoto do não
Quem sabe algum dia
Numa rua da Bahia
Tudo tenha solução
Tua antena é quem me chama
Em algum ponto dessa cama
Quem sabe desta vez
Eu sintonize o teu canal
Quem sabe teu veneno
Já não mais me faça mal
Quem dera eu transformasse
Solidão em carnaval
Quem sabe algum dia
Numa praça da Bahia
Nada mais esteja mal.
abril 12, 2026 No Comments
Uma música por dia: Four Winds

DIA 2: “Uma música com um número no título”
“Four Winds”, Bright Eyes
do álbum “Cassadaga” (2007)
Your class
your caste
your country
sect
your name
or your tribe
There’s people always dying, trying to keep ‘em alive
There’s bodies decomposing in containers tonight
In an abandoned building where
A squatter’s made a mural of a Mexican girl
With fifteen cans of spray paint and a chemical swirl
She’s standing in the ashes at the end of the world
Four winds blowing through her hair
But when great Satan’s gone
The whore of Babylon
She just can’t sustain
The pressure where it’s placed
She caves
The Bible’s blind,
the Torah’s deaf,
the Qu’ran is mute
If you burned them all together,
you’d get close to the truth still
They’re poring over Sanskrit under Ivy League moons
While shadows lengthen in the sun
Cast on a school of meditation built to soften the times
And hold us at the center while the spiral unwinds
It’s knocking over fences, crossing property lines
Four winds, cry until it comes
And it’s the sum of man
Slouching towards Bethlehem
A heart just can’t contain
All of that empty space
It breaks
It breaks
It breaks
Well, I went back by rented Cadillac and company jet
Like a newly orphaned refugee, retracing my steps
All the way to Cassadaga to commune with the dead
They said, “You’d better look alive”
And now it’s off to old Dakota where a genocide sleeps
In the black hills, the badlands, the calloused east
I buried my ballast, I made my peace
Heard four winds leveling the pines
But when great Satan’s gone
The whore of Babylon
She just can’t remain
With all that outer space
She breaks
She breaks
She caves
She caves
abril 11, 2026 No Comments
Uma música por dia: It’s All Over Now, Baby Blue

DIA 1: “Uma música com uma cor no título”
It’s All Over Now, Baby Blue (1965)
de: Bob Dylan
com: Echo and The Bunnymen (1985)
You must leave now, take what you need, you think will last
But whatever you wish to keep, you better grab it fast
Yonder stands your orphan with his gun
Crying like a fire in the sun
Look out the saints are comin’ through
And it’s all over now, Baby Blue
The highway is for gamblers, better use your sense
Take what you have gathered from coincidence
The empty-handed painter from your streets
Is drawing crazy patterns on your sheets
This sky, too, is folding under you
And it’s all over now, Baby Blue
All your seasick sailors, they are rowing home
All your reindeer armies, are all going home
The lover who just walked out your door
Has taken all his blankets from the floor
The carpet, too, is moving under you
And it’s all over now, Baby Blue
Leave your stepping stones behind, something calls for you
Forget the dead you’ve left, they will not follow you
The vagabond who’s rapping at your door
Is standing in the clothes that you once wore
Strike another match, go start anew
And it’s all over now, Baby Blue
Bob Dylan registrou “It’s All Over Now, Baby Blue” em seu absolutamente clássico álbum “Bringing It All Back Home“, de 1965, e em diversos álbuns ao vivo ao longo de sua carreira. A versão do Echo and The Bunnymen, registrada em uma sessão de uma rádio em Estocolmo em 1985, foi popularizada pelo famoso bootleg “On Strike or Songs The Lord Taught Us“, de 1986, depois oficializada no box quádruplo “Crystal Days” (2001). Atualmente pode ser encontrada nas plataformas no bootleg “It’s All Live Now” (2017), que é praticamente uma reedição de “On Strike”. Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti fizeram uma versão em português chamada “Negro Amor“, gravada por Gal Costa para o álbum “Caras e Bocas”, de 1977, e regravada pelos Engenheiros do Hawaii no álbum “¡Tchau Radar!”, de 1999,
abril 10, 2026 No Comments
Top 10 Março de 2026 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – MARÇO DE 2026
01) “Andar Na Pedra: A História dos Raimundos”, por Davi Caro (aqui)
02) “Make-up Is a Lie”, de Morrissey, por Marco Barbosa (aqui)
03) 12 shows do Lollapalooza Brasil 2026, por Bruno Capelas (aqui)
04) Entrevista: Gaía Passarelli, por Alexandre Lopes (aqui)
05) Entrevista: Sophia Chablau, por Alexandre Lopes (aqui)
06) Download: Tributo ao Raimundos, de Urbanaque (aqui)
07) Entrevista: Chris Ballew, por Heberton Barreira (aqui)
08) Melhores do Ano Scream & Yell 2025 (aqui)
09) Entrevista: Pennywise, por Guilherme Lage (aqui)
10) Entrevista: Geese, por Guilherme Lage (aqui)
VIA GOOGLE:
01) O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui)
02) As 30 músicas mais tocadas de Aldir Blanc (aqui)
03) Os 10 filmes de Wong Kar-Wai, por Marcelo Costa (aqui)
MAIS LIDAS POR TEMPO MÉDIO
01) Balaclava Fest 2025 celebra a cena indie, por Fabio Machado (aqui)
02) Entrevista: Mike Watt, por Leonardo Tissot (aqui)
03) Os 50 anos de “O Exorcista”, por Davi Caro (aqui)
O EDITOR RECOMENDA: MARÇO
01) Entrevista: Rick Blackman, por Bruno Lisboa (aqui)
02) Entrevista: Bianca Gismonti & Manuel de Oliveira, por Fabio Machado (aqui)
03) Entrevista: Bruno Pernadas, por Pedro Salgado (aqui)
TOP 10: Apenas textos de 2026
01) Melhores do Ano Scream & Yell 2025 (aqui)
02) Andar Na Pedra: A História dos Raimundos”, por Davi Caro (aqui)
03) APCA lista os 100 melhores discos de 2025 (aqui)
04) Cinema: “A Única Saída”, por Heloisa Lisboa (aqui)
05) Test e Mr. Bungle em SP, por Fabio Machado (aqui)
06) Make-up Is a Lie”, de Morrissey, por Marco Barbosa (aqui)
07) Faixa a faixa: “Interdimensional”, por Guilherme Arantes (aqui)
08) Entrevista: Teago Oliveira, por Programa de Indie (aqui)
09) 12 shows do Lollapalooza Brasil 2026, por Bruno Capelas (aqui)
10) Entrevista: Gaía Passarelli, por Alexandre Lopes (aqui)
TOP 10 – Sem textos publicados em 2026
01) O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui) 2016
02) Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui) 2009
03) Cinema: “Amores à Parte”, por Leandro Luz (aqui) 2025
04) Cinema: “O Agente Secreto”, por João Paulo Barreto (aqui) 2025
05) Cinema: “O Agente Secreto”, por Leandro Luz (aqui)
06) Melhores de 2024 Scream & Yell (aqui) 2025
07) Cinema: “Tipos de Gentileza”, por Marcelo Costa (aqui) 2024
08) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui) 2019
02) As 30 músicas mais tocadas de Aldir Blanc (aqui) 2020
03) Os 10 filmes de Wong Kar-Wai, por Marcelo Costa (aqui) 2022
TOP 10 GERAL 2026
01) Melhores do Ano Scream & Yell 2025 (aqui)
02) Andar Na Pedra: A História dos Raimundos”, por Davi Caro (aqui)
03) O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui)
04) APCA lista os 100 melhores discos de 2025 (aqui)
05)Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui)
06) Cinema: “A Única Saída”, por Heloisa Lisboa (aqui)
07) Cinema: “Amores à Parte”, por Leandro Luz (aqui)
08) Test e Mr. Bungle em SP, por Fabio Machado (aqui)
09) Make-up Is a Lie”, de Morrissey, por Marco Barbosa (aqui)
10) Faixa a faixa: “Interdimensional”, por Guilherme Arantes (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores
abril 2, 2026 No Comments

