Category — Música
Uma música por dia: It’s All Over Now, Baby Blue

DIA 1: “Uma música com uma cor no título”
It’s All Over Now, Baby Blue (1965)
de: Bob Dylan
com: Echo and The Bunnymen (1985)
You must leave now, take what you need, you think will last
But whatever you wish to keep, you better grab it fast
Yonder stands your orphan with his gun
Crying like a fire in the sun
Look out the saints are comin’ through
And it’s all over now, Baby Blue
The highway is for gamblers, better use your sense
Take what you have gathered from coincidence
The empty-handed painter from your streets
Is drawing crazy patterns on your sheets
This sky, too, is folding under you
And it’s all over now, Baby Blue
All your seasick sailors, they are rowing home
All your reindeer armies, are all going home
The lover who just walked out your door
Has taken all his blankets from the floor
The carpet, too, is moving under you
And it’s all over now, Baby Blue
Leave your stepping stones behind, something calls for you
Forget the dead you’ve left, they will not follow you
The vagabond who’s rapping at your door
Is standing in the clothes that you once wore
Strike another match, go start anew
And it’s all over now, Baby Blue
Bob Dylan registrou “It’s All Over Now, Baby Blue” em seu absolutamente clássico álbum “Bringing It All Back Home“, de 1965, e em diversos álbuns ao vivo ao longo de sua carreira. A versão do Echo and The Bunnymen, registrada em uma sessão de uma rádio em Estocolmo em 1985, foi popularizada pelo famoso bootleg “On Strike or Songs The Lord Taught Us“, de 1986, depois oficializada no box quádruplo “Crystal Days” (2001). Atualmente pode ser encontrada nas plataformas no bootleg “It’s All Live Now” (2017), que é praticamente uma reedição de “On Strike”. Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti fizeram uma versão em português chamada “Negro Amor“, gravada por Gal Costa para o álbum “Caras e Bocas”, de 1977, e regravada pelos Engenheiros do Hawaii no álbum “¡Tchau Radar!”, de 1999,
abril 10, 2026 No Comments
Bootleg: “Hit The North Atlantic”, Sugarcubes

“Hit The North Atlantic”, bootleg lançado pela mítica KTS, selo italiano que despejou um acervo histórico de álbuns piratas no mercado mundial em CDs na primeira metade dos anos 90, flagra o Sugarcubes em abril de 1992 em Toronto, no Canadá, divulgando o então recém-lançado terceiro disco, “Stick Around for Joy” (que havia saído dois meses antes).
No set list de 16 canções, os hinos do primeiro disco (“Birthday” e “Deus”), os hits do segundo (“Regina” e “Tidal Have”) e sete faixas do “disco novo” além da cover de “Motorcycle Mama”, do canadense Neil Young.
Qualidade foda!
março 12, 2026 No Comments
Moonspell volta a São Paulo em 2026

Os tugas da Moonspell retornam à América Latina para uma turnê especial que celebra os 30 anos do lendário disco de estreia Wolfheart. Será show único no Brasil, dia 22 de Março, no Carioca Club, em São Paulo/SP. A realização é da Overload. A abertura ficará por conta de outra banda portuguesa, a Sinistro!
Ingressos: clubedoingresso.com/evento/moonspell-sp.
dezembro 18, 2025 No Comments
Primavera Sound volta à SP em 2026

O Primavera Sound São Paulo irá voltar em 2026 pelas mãos da produtora Bonus Track, responsável pelo Doce Maravilha, no Rio, e outras grandes turnês (Madonna e Lady Ga Ga). O festival catalão realizou duas edições no país em 2022 e 2023 (relembre aqui). A marca espanhola confirmou também que retorna à Argentina!
A edição brasileira irá rolar dias 05 e 06 de dezembro de 2026 no Autódromo de Interlagos. Já a versão dos hermanos acontece dias 28 e 29 de novembro em Buenos Aires!
Ps. a edição de Barcelona já tem seu line-up definido para 2026… veja aqui!

outubro 17, 2025 No Comments
Capa do novo álbum do Dry Cleaning!

Produzido por Cate Le Bon, “Secret Love” será lançado em 9 de janeiro de 2026! O primeiro single (com mais de 6 minutos!), “Hit My Head All Day”, já está nas plataformas e tem visualizer no Youtube!
Tracklist
A1. Hit My Head All Day
A2. Cruise Ship Designer
A3. My Soul / Half Pint
A4. Secret Love (Concealed in a Drawing of a Boy)
A5. Let Me Grow and You’ll See the Fruit
B6. Blood
B7. Evil Evil Idiot
B8. Rocks
B9. The Cute Things
B10. I Need You
B11. Joy
setembro 29, 2025 No Comments
A arte de Natália Xavier

Chamar a atenção para um artista é sempre um grande desafio. E depois que as midias físicas se tornaram objeto de nicho, ficou ainda mais difícil, pois quando existia CD (em grande escala), ele apresentava o trabalho: havia o release contextualizando a obra, mas a capa, o encarte (com a ficha técnica, algo precioso) e as músicas davam o recado.
Quando a produção de CD virou artigo de luxo, muita gente começou a buscar maneiras de chamar a atenção: e da-lhe camisetas e copos, velas aromáticas, seda para enrolar cigarro, iPod (oi Maria Rita) e uma infinidade de outros badulaques.
Hoje, copos (e algumas camisetas) coloco diretamente na estante de doação que temos em casa, tenho certeza que alguém fará um uso melhor do que eu, que nem tenho espaço para tantos livros e tantos discos e tantas camisetas (e, agora, os brinquedos do filho).
Não me entenda mal, por favor, mas só vou vestir a camiseta de um artista se eu realmente gostar muito dele.
Tô dizendo tudo isso porque essa semana chegou um pacotinho incrível da @nataliaxavier___ aqui em casa, divulgação em parceria com a @buildupmedia, assessoria que respeito demais.

Trata-se de um postal que marca o lançamento de quatro singles da Natália (“Seiva”, o primeiro, já está nas plataformas), um livretinho de 8 páginas com as letras e a ficha técnica dos singles ( <3 ), uma cartinha e um “oráculo poético” em 10 cards que chamou a atenção do Martín, o que por sua vez chamou a minha atenção: se você consegue a atenção de uma criança de seis anos, algo tem.
Detalhe: não é o primeiro material caprichado que recebo da Natália: em 2022, ela me enviou um pequeno livro apresentando seu disco “Eu Também Sou Teus Rios”. Fiz um vídeo que está na galeria para tentar dar uma pequena ideia de sua beleza.
Claro que não é algo para todo mundo fazer ou uma fórmula: além de cantora e compositora, Natália Xavier é artista visual e poeta, ou seja, línguagens que ela desenvolve nesse material que me enviou. A questão é achar a sua maneira de apresentar um trabalho (o Pato Fu mandava um queijo mineiro na época da lendária “Pato Fu Demo”).
O da Natália estende sua obra.
Obrigado, Natália.
Obrigado Build Up Media.

agosto 20, 2025 No Comments
Bruce Springsteen: “Born To Run”, 1975/2025

Em 1973, Bruce havia lançado dois álbuns (um em janeiro, outro em setembro), e só obtivera elogios da crítica. O fracasso comercial dos dois discos fez com que Bruce decidisse dedicar um tempo maior àquele que seria seu terceiro álbum. A longa espera (14 meses – seis deles gastos apenas na lapidação da faixa título) fez com que seu produtor até então, Mike Appel, abandonasse o barco. Para o lugar, Jon Landau, jornalista da Rolling Stone, foi chamado, e levou Bruce para um estúdio melhor, o Record Plant. Se seus dois primeiros álbuns são exemplos de um artista caminhando no deserto em busca de sua musicalidade – com influências devotas e explicitas de Bob Dylan, Van Morrison e The Band –, “Born To Run” é Bruce alcançando a Terra Prometida. Sob uma base de gaita e piano, “Thunder Road” abre o álbum com o interlocutor observando sua Mary dançando uma canção de Roy Orbison, e a convida para fugir com ele: “Está é uma cidade cheia de perdedores e eu estou pulando fora daqui para vencer”, diz a letra de uma das melhores canções de abertura de um álbum na história. O single “Tenth Avenue Freeze-Out”, a explosão de “Night” e a grandiosidade dos arranjos de “Backstreets” e “She’s the One” são exemplos práticos do avanço de Bruce em relação aos álbuns anteriores (principalmente na produção), mas é com “Born To Run”, a poderosa faixa título (ainda produzida por Mike Appel no mesmo estúdio tosco dos dois primeiros álbuns), que ele alcança seu melhor resultado como cronista de uma juventude perdida em meio ao sonho americano. Ouro puro. Outro clássico inconteste: “Jungleland”.
agosto 19, 2025 No Comments
PELVs lança “Peninsula” em vinil duplo

A banda carioca PELVs volta aos palcos após 10 anos com show de abertura do Teenage Fanclub, no @CircoVoador!
O reencontro com o público acontece em clima de celebração: a PELVs prepara o relançamento de seu terceiro e mais aclamado disco, “Peninsula”, em vinil duplo comemorativo, com nova mixagem, três faixas bônus e arte adaptada – uma edição especial assinada pelo selo independente Midsummer Madness.
SERVIÇO:
Teenage Fanclub & Pelvs (Ingressos)
Dia: 3 de setembro (quarta-feira), às 20h
Local: Circo Voador (R. dos Arcos, s/n – Lapa, Rio de Janeiro)

julho 28, 2025 No Comments
SY02: AoVivo@Asteroid”, Walverdes

No começo de 2011, o pessoal do Asteroid Bar, em Sorocaba, me escreveu sugerindo uma parceria: eles estavam gravando as bandas que se apresentavam na casa, e pretendiam disponibilizar alguns shows para download gratuito (devidamente mixados e com qualidade de áudio excelente) tanto no site deles quanto em sites parceiros.
Nessa toada, um dos grupos mais barulhentos desta pobre terra esquecida, a Walverdes ainda não tinha um álbum ao vivo que pudesse dar conta do caos que Gustavo Mini (guitarrista/vocalista), Marcos Rübenich (baixo) e Patrick Magalhães (baixo) fazem sobre um palco. Não tinham…
“AoVivo@Asteroid” não foi planejado. “Jon Hassuike, que já produziu discos do Wry em Londres, avisou na passagem de som que iria gravar e simplesmente gravou! Depois mixou e nos enviou!”, conta Mini.
O repertório é um quase um resumo da carreira da Walverdes, com canções de todos os álbuns oficiais.
As versões rápidas de “Câncer” e “1996” saíram diretamente do EP “90º (2000). Do clássico “Anticontrole” (2002) saíram “Viajando na AM”, “Novos Adultos” e “Refrões ao Lado / Classe Média Baixa Records”. De “Playback” (2005), “Saturno”, e de “Breakdance” (2010), “Diagonal”.
Duas faixas chamam a atenção: a raríssima “Kikito aos Medas”, lançada na coletânea “Segunda Sem Ley”, da Excelente Discos (1995) e a versão de “Sweet Leaf”, do Black Sabbath, aqui rebatizada de “Sweet Leaf (Demasiada Sequela Style)”.
“É a primeira vez que gravamos ‘Sweet Leaf’ com o reggae que a gente enxerta no meio”, avisa Mini.
Como um fã da Walverdes, é um orgulho para o Scream & Yell ter esse disco, até hoje inédito nas plataformas digitais, disponível no catálogo do Selo Scream & Yell. Baixe o disco aqui!
julho 23, 2025 No Comments
Nova casa de shows em SP: Suhai Music Hall

Em setembro, São Paulo ganha uma nova arena de shows: a Suhai Music Hall estará instalada dentro do Shopping SP Market, na zona sul da capital, com capacidade para mais de 9 mil pessoas com acesso direto pela Av. das Nações Unidas e ao lado da estação Jurubatuba da CPTM (Linha 9 – Esmeralda).
A gestão será da Star Parks e a direção artística da casa é de Sueli Almeida!

Alguns números da infraestrutura:
– Para o público
Capacidade para mais de 9 mil pessoas;
13 bares com cozinhas completas;
Ambiente 100% climatizado;
Quiet Room para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista);
Posto médico, fraldário e fumódromo.
– Área Premium e Camarotes
Mezaninos com visão privilegiada do palco;
Camarotes com capacidades entre 8 a 54 pessoas;
Área VIP para 300 pessoas, com bares exclusivos.
– Tecnologia de ponta
400 m² de estrutura de LED distribuídos em fachadas, bares, foyer, camarins e palco;
Palco com 500 m², área de cena livre com 268 m² e altura de 9,4 m;
House mix com 30 m² em frente ao palco;
Isolamento térmico e acústico.
– Bastidores completos
Mais de 3.000 m² de infraestrutura de apoio;
5 camarins (incluindo um principal com 90 m²);
Lounge Experience para meet and greet com 130 m²;
Cozinha central, sala de produção e de imprensa;
Área de apoio com copa, vestiários, almoxarifado, sala de manutenção e mais.

junho 17, 2025 No Comments

