Category — Cinema
Dicas Scream & Yell: The Commitments
Para quem acompanha o Scream & Yell, essa é uma dica óbvia, pois já escrevi sobre esse filme de Alan Parker diversas vezes (inclusive aqui), mas nunca vou me cansar de indica-la porque, para mim, ele é o filme número 1 para quem quer “entender / saber / descobrir / ter ideia” do que é ter uma banda. Simples assim. Estão ali o vocalista que se acha o cara mais fodão do mundo por estar à frente do grupo, o músico problema que quer seguir seus instintos, as vocalistas sedutoras, o empresário marqueteiro e muito mais. Diversão garantida. E que trilha sonora espetacular!
agosto 8, 2017 No Comments
Dicas Scream & Yell: Beautiful Girls
O Afghan Whigs é uma das bandas prediletas aqui em casa. Essa trilha sonora, produzida em conjunto por Greg Dulli (vocalista do Afghan Whigs) com o diretor Ted Demme, é uma pérola, tal qual o filme, que acompanha um grupo de losers perdidos numa cidadezinha canadense. Belo filme, bela trilha.
agosto 1, 2017 No Comments
No júri do Festival In Edit Brasil

Neste ano integro o júri de um dos meus festivais favoritos, o In-Edit Brasil. Confira a programação completa do festival em www.in-edit-brasil.com
junho 8, 2017 No Comments
Uma aula de Krzysztof Kie?lowski…
no dia mundial do café 🙂
abril 14, 2017 No Comments
A brisa marinha e Manchester à Beira Mar
Escrevendo sobre “Manchester-by-the-Sea”, me lembrei de Stéphane Mallarmé… 100 anos os separam e…
“A carne é triste, sim, e eu li todos os livros.
Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres, e
bêbados de se entregar à espuma e aos céus imensos!
Nada, nem os jardins dentro do olhar suspensos,
impede o coração de submergir no mar
Ó noites! nem a luz deserta a iluminar
este papel vazio com seu branco anseio,
nem a jovem mulher que preme o filho ao seio.
Eu partirei! O barco balança seu mastro, em frente
Ergue a âncora em prol de uma natureza errante.
Um Tédio, desolado por cruéis silêncios,
Ainda crê no derradeiro adeus dos lenços, a despedida!
E é possível que os mastros, convidados por tempestades,
rompam-se ao vento sobre os pobres náufragos,
perdidos, sem mastros, sem rastros, nem ilhas, nem cidades.
Mas, ó meu coração, ouve a canção que vem do mar!”
fevereiro 20, 2017 No Comments
As referências de filmes n’Os Simpsons
fevereiro 12, 2017 No Comments
Três momentos musicais do Oscar 2017
“Greatest Love of All”, de “Toni Erdmann”
“Sweet Child O’ Mine”, de “Capitão Fantástico”
fevereiro 8, 2017 No Comments
Something’s Gotten Hold of My Heart
Single de Gene Pitney em 1967, “Something’s Gotten Hold of My Heart” foi número 1 no Reino Unido em 1989 numa versão de Marc Almond com o próprio Gene Pitney.
Porém, minha versão favorita dessa canção está num dos meus discos favoritos de Nick Cave, o brilhante “Kicking Against the Pricks”, poderoso disco de covers de 1986…
Essa canção embala a cena que abre o post e integra o brilhante “O Lagosta” (2015), filme indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original na cerimônia deste ano.
Ps. O filme (um dos meus preferidos dessa temporada do Oscar) ainda traz Colin Farrel balbuciando “Where The Wild Roses Grow”…
janeiro 30, 2017 No Comments
Quando Woody Allen foi censurado no Brasil
“Bananas”, o segundo filme com Woody Allen atuando, dirigindo e assinando o roteiro, estreou nos EUA em abril de 1971, mas só foi liberado no Brasil (por militares e igreja) em agosto de 1975, com uma cena/piada cortada: a dos cigarros Novo Testamento. Assista:
janeiro 13, 2017 No Comments
O discurso de Meryl Streep no Globo de Ouro

Ao receber o Globo de Ouro honorário Cecil B. de Mille, que reconhece o conjunto da obra e é entregue junto com o Globo de Ouro pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, Meryl Streep fez um discurso emocionado, politizado e importante, o discurso mais importante da noite. Leia.
“Muito obrigada, muito obrigada. Sentem-se, por favor. Obrigada. Amo vocês. Vocês vão ter que me desculpar. Perdi a voz gritando e me lamentando no fim de semana. E perdi a cabeça em algum momento neste ano. Então terei que ler.
Obrigada à Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood. Para seguir linha do que disse Hugh Laurie, nós, todos os presentes, pertencemos a um segmento vilipendiado da população. Pensem nisso: Hollywood. Estrangeiros. E a imprensa. Mas quem somos nós? O que é Hollywood? É um grupo de gente que vem de todas as partes. Eu nasci, cresci e me eduquei nas escolas públicas de Nova Jersey. Viola [Davis] nasceu numa cabana da Carolina do Sul e cresceu em Central Falls, Long Island. Sarah Paulson nasceu na Flórida e foi criada por sua mãe solteira no Brooklyn. Sarah Jessica Parker era uma de sete ou oito filhos em Ohio. Amy Adams nasceu na Itália, e Natalie Portman, em Jerusalém. Onde estão suas certidões de nascimento? E a linda Ruth Negga nasceu na Etiópia, cresceu em Londres. Não, na Irlanda, me parece. Está aqui indicada por fazer o papel de uma garota de um povoado da Virgínia. Ryan Gosling, como todas as pessoas mais amáveis, é canadense. E Dev Patel nasceu no Quênia, cresceu em Londres e está aqui por fazer o papel de um indiano que vive na Tasmânia…
De modo que Hollywood está cheia de estrangeiros e forasteiros, e se querem expulsar todos nós vão ficar sem nada para ver além de futebol americano e artes marciais mistas, que NÃO são artes… Me deram três segundos para dizer isto… O único trabalho de um ator é entrar na vida de pessoas que são diferentes de nós e deixar você sentir como é isso. E houve neste ano muitas atuações poderosas que conseguiram justamente isso. Um trabalho assombroso e feito com compaixão.
Mas houve uma atuação neste ano que me impactou, que mexeu com o meu coração. Não por ter sido boa, não tinha nada de boa, mas era eficaz e funcionou. Fez a plateia a que se destinava rir e mostrar os dentes. Foi aquele momento em que a pessoa que pedia para se sentar na cadeira mais respeitável do nosso país imitou um repórter deficiente. Alguém a quem ele superava em termos de privilégio, poder e capacidade de se defender. Isso me partiu o coração. Ainda não consigo tirar aquilo da cabeça, porque não era um filme. Era a vida real.
E esse instinto de humilhar, quando modelado por alguém na plataforma pública, por alguém poderoso, se filtra na vida de todo mundo, porque de certa forma dá permissão para que outras pessoas façam o mesmo. Desrespeito atrai desrespeito. A violência incita a mais violência. Quando os poderosos usam sua posição para abusar de outros, todos perdemos…
Isto me leva à imprensa. Precisamos que a imprensa com princípios exija responsabilidade do poder, que o chame às falas por cada atrocidade que cometer. Por isso, os fundadores do nosso país protegeram a imprensa e suas liberdades na Constituição. Assim, só quero pedir à rica Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood e a todos que pertencemos a esta comunidade que se unam a mim no apoio ao comitê para a proteção dos jornalistas. Porque vamos precisar deles daqui por diante. E eles vão precisar de nos para salvaguardar a verdade.
Só mais uma coisa. Certa vez, eu estava parada num set de filmagem me queixando de alguma coisa, horas extras, algo assim. Tommy Lee Jones me disse: “Não é um privilégio, Meryl, simplesmente ser ator?”. Sim, é mesmo. E precisamos recordar uns aos outros sobre o privilégio e a responsabilidade do ato da empatia. Devemos estar orgulhosos do trabalho que Hollywood homenageia nesta noite.
Como minha querida amiga, a recém-falecida Princesa Leia, me disse certa vez: “Pegue seu coração partido e o transforme em arte”. Obrigada.”
janeiro 9, 2017 No Comments

