
Entrevista - Radiola Santa Rosa
por
André Azenha
Foto: Divulgação
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05/11/2006
Criado na Jamaica originalmente pra ser o lado B dos compactos de reggae, o dub servia para preencher o espaço que faltava nas gravações, já que pouquíssimos artistas da terra de Bob Marley tinham condições de gravar discos completos. Com a ausência de casas noturnas, as baladas eram substituídas pelo Sound System, sistema de festas em que carros, caminhões, em negociação com os comerciantes locais, tocavam músicas para as pessoas dançarem, músicas essas que eram as versões dub. Fazendo rimas em cima dessas bases, havia um sujeito chamado de DJ, e que depois em Nova York foi ganhar a alcunha de MC. Conclusão: o rap nasceu também na Jamaica e não na terra do Tio Sam. No Brasil, mais especificamente no Maranhão, o Sound System é chamado de Radiola.
Corta. Ano de 2005. Uma dupla de Guarujá lança Disqueria, trabalho de hip hop feito num estúdio caseiro, a partir de samplers de vinis de R$ 1, cujas várias influências (desde cinema até Beastie Boys e Tropicália) ultrapassaram as fronteiras do estilo. Com a boa repercussão, que rendeu elogios em cadernos culturais de grandes diários paulistanos, participações em programas de TV e alguns shows, Caio Dubfones e DJ Beto, não satisfeitos, resolveram expandir o som do Radiola Santa Rosa, e colocaram na praça Duberia (nome que é grande sacada e se encaixa perfeitamente no conceito pretendido pelos dois), segundo CD, que não é bem um "segundo" álbum, já que é formado por uma coleção de versões dub da obra anterior e que paga tributo a Mad Professor, Augustus Pablo, Mutantes e que deixaria mestre Lee Perry feliz da vida com o aprendizado em solo brasileiro.
São doze remixes (O CD ainda vem com o clipe da música Zoro), sendo que algumas faixas não ganharam nova roupagem. "Nem todas ficaram nos mesmos timbres e nos mesmos conceitos. Muitas músicas inclusive foram remixadas, não são as bases originais", argumenta o rapper, que aproveita para alertar os fã puristas de hip hop: "Não podemos querer procurar agradar todo mundo. Temos que ser felizes com nós mesmos. Eu sendo feliz, eu vou irradiar uma energia muito melhor pra que as pessoas também se contaminem com isso". Além da evolução na maneira de gravar, ao vivo, o Radiola agora conta com novos elementos, como o uso de teremim (imortalizado por Rita Lee, na época dos Mutantes), berimbau e uma possível percussão, que acentuam a parcela MPBística nas apresentações e há o acompanhamento do dubmaster André. "Uma das minhas maiores influências é a MPB, e o que eu acho mais legal na música dos anos 70 do Gil e do Caetano, é o fato de que eles usavam influências do mundo inteiro, que eles gostavam, mas com um filtro brasileiro e conseguiam fazer um som amplo. E é isso que desejamos. Não queremos ser considerados um grupo de hip hop purista", afirma Dubfones.
Em entrevista ao S&Y, Caio e Beto comentaram a aquisição de novos equipamentos para os shows, tudo conseguido com dinheiro das apresentações e venda de CDs, da aparição no programa Banda Antes da MTV, quando definiram o Radiola como a "cabeça do Caetano com o corpo do Beastie Boys", e Caio, que diz sofrer para compor, aproveitou para criar algumas polêmicas. Questionado sobre o conflito Caetano versus Fagner, teceu: "Talvez eles tenham vontade de namorar", disse que o mundo já foi mais violento do que está atualmente e aproveitou para desancar o presidente norte-americano e a Nike. "Hoje eu posso chegar e falar que o Bush é um filho da puta... A Nike em 1992 pagou U$ 2 milhões pro Jordan, enquanto os funcionários na Tailândia ganham uma miséria. Isso é catástrofe pra mim". Vociferou. Abaixo o bate-papo completo que seguiu a base de uma deliciosa salada de frutas em uma praça cheia de árvores, ao melhor estilo Radiola de ser.
Por quê um segundo CD de remixes?
Caio - Na verdade não é um segundo disco oficial, é um lado B do primeiro. Não sabemos quando vamos lançar o segundo. Ele é uma extensão das idéias do que seria o primeiro. Quando lançamos a estréia, você sabe bem a história, foi num estúdio improvisado, sem nenhum tratamento acústico, e por causa do primeiro, conseguimos uma gravadora que abriu caminho para um estúdio profissional onde pudéssemos começar a trabalhar. Então achamos justo poder fazer o Duberia, fazer uma versão dub do primeiro CD.
Beto - Essa idéia não é de agora. Só que não tínhamos o recurso pra poder fazer, fomos trabalhando. Conseguimos o recurso e resolvemos fazer.
Caio - Chegamos a cogitar fazer um álbum duplo, mas era inviável pela falta de verba.Um o disco seria o original, outro um disco "2" com as versões. Uma das coisas legais do Duberia, é que existem vários grupos que misturam dub com hip hop. Tem o Mamelo Sound Systen, o Eco Sound System, que tem muito a ver com raggamuffin e tal... Porém não conheço no Brasil - talvez tenha, mas não conheço - um disco de dub feito em cima de um trabalho de hip hop. Tem um do Marcelinho da Lua que é música eletrônica, mas nunca vi versões dub feitas em cima de músicas de hip hop. Esse foi o motor inicial pra que pudéssemos trabalhar, com toda a influência desses grupos que fazem essa mistura, porém dentro dos seus discos, dos shows ao vivo. Mamelo é um híbrido de dub com hip hop, mas as obras deles não são versões de dub, são hip hop com engenharia de dub. O conceito do dub não foi muito bem assimilado no Brasil ainda.
Beto - O lance mesmo era desmistificar o dub feito na Jamaica mesmo. Não pegar só o reggae e tal, mas fazer em cima de hip hop como o Mad Professor fez...
Qual o motivo de nem todas as músicas do "Disqueria" terem ganhado nova roupagem?
Caio - Nem todas ficaram nos mesmos timbres e nos mesmos conceitos. Muitas músicas inclusive foram remixadas, não são as bases originais. Colocamos versões remixes de dub, então tem poucos vocais, e o baixo e a bateria predominam com alguns efeitos. Uma coisa curiosa do dub - nasceu na Jamaica, todo mundo sabe, mas ele nasceu originalmente pra ser o lado B dos compactos de reggae, porque na Jamaica a galera não tinha dinheiro pra fazer disco com dez, doze músicas, poucos conseguiam isso. Então no lado A vinham as versões originais do reggae, e no outro lado vinham as versões instrumentais. Na Jamaica não tinha balada, mas sim um sistema de festas que se chamavam Sound System, que eram carros, caminhões ou trio elétricos, o que você quiser chamar, negociavam com os comerciantes locais, e tocavam músicas para as pessoas dançarem, e essas músicas geralmente eram os lados Bs, as versões dub. E tinha no Sound System, um sujeito que fazia rimas em cima dessas bases, que na Jamaica era chamado de DJ, e depois em Nova York ganhou o nome de MC. Então o rap não nasceu nos Estados Unidos, nasceu na Jamaica. Como o primeiro disco do Radiola é um trabalho de hip hop, para o segundo não sabemos o que vai ser. Queremos fazer algo diferente. No Brasil, o Sound System é chamado de Radiola no Maranhão, então foi o link perfeito pro Radiola fazer um disco de dub.
E não há o risco de vocês perderem os puristas do hip hop que gostaram do primeiro disco, com essas novas experiências sonoras?
Beto - Até esse Duberia acho que só tem a acrescentar, ao menos é o que o pessoal tem falado. Quem quiser curtir e entender, vai acompanhar, já quem não quiser...
Caio - Existe algo legal sobre música. Não podemos querer procurar agradar todo mundo. Temos que ser felizes com nós mesmos. Eu sendo feliz, eu vou irradiar uma energia muito melhor pra que as pessoas também se contaminem com isso. Se eu fizer coisas para as pessoas curtirem, eu vou fazer parte de um sistema comercial, onde eu vou descobrir a tua necessidade atual, toco essa tua necessidade, e amanhã essa necessidade morreu e amanhã eu já to fazendo outra coisa pra suprir essa necessidade.
Beto - Agora o pessoal pode nem entender o que está sendo feito, mas vai saber daqui quinze anos, como aconteceu comigo, com bandas dos anos 60. A obra tinha poder, era verdadeira. Não é algo pra ficar se preocupando.
Caio - Não ligo pra isso...
Nos shows vocês vêm usando outros instrumentos como o teremim, berimbau e percussão que deve rolar. Como surgiu a idéia de buscar esses instrumentos e quais sons foram pesquisados além do dub?
Caio - A percussão por enquanto não é nada certo, começamos a ensaiar com percussionista. Hoje, o grande desafio que o Radiola tem é desenvolver uma sonoridade ampla que englobe todos os seguimentos que gostamos, dentro de um ritmo que nós possamos fazer. Então há um filtro. Uma das minhas maiores influências é a MPB, e o que eu acho mais legal na música dos anos 70 do Gil e do Caetano, é o fato de que eles usavam influências do mundo inteiro, que eles gostavam, mas com um filtro brasileiro e conseguiam fazer um som amplo. E é isso que desejamos. Não queremos ser considerados um grupo de hip hop purista, pela nossa necessidade de busca sonora e por uma própria ideologia contra-cultural dentro da arte, buscamos realizar uma coisa própria que tenha a ver com nosso estilo de vida, e que não seja tão fácil de catalogar.
Você fala em fazer um som amplo que não seja fácil de catalogar, mas quando você disse recentemente (no programa Banda Antes, da MTV) que o som do Radiola é a cabeça do Caetano com o corpo dos Beastie Boys, não acabou limitando a idéia do que é o som que vocês fazem pra quem não conhece?
Caio - Na verdade a MTV pediu pra isso. Por mim eu gostaria de colocar um ponto de interrogação. Mas também, temos um disco oficial lançado, que é de hip hop, e não podemos negar que amamos o hip hop, e o que não queremos é parar por aí. Não quero fazer o segundo disco igual ao primeiro, o terceiro igual ao segundo... E nem seguir uma linha.
Beto - Soa estranho dizer que o som é isso ou aquilo e o nosso único trabalho é de hip hop, só agora fizemos um de dub.
Caio - Eu posso dizer uma coisa em relação à "cabeça do Caetano no corpo do Beastie Boys". Beastie Boys foi uma banda que experimentou todo o tipo de música possível, tocaram com banda, com DJ, instrumental, hardcore, uma gama alta. O Caetano também. Então acho que vem a calhar essa definição, já que queremos uma musicalidade ampla nesses dois sentidos, tanto dos Beastie Boys como o Caetano, e vários outros heróis que eu tenho musicalmente e o Beto também. Eu tenho escutado muito Mars Volta. O disco novo deles é uma das coisas mais impressionantes que eu escutei recentemente, é visceral, amplo, não dá pra catalogar. Tem gente que diz: parece Led Zeppellin, Pink Floyd, Frank Zappa, mas ao mesmo tempo não tem nada a ver, apesar da influência. É isso, uma coisa que as pessoas consigam ver qual a influência, porém enxerguem particularidade. É uma linha de raciocínio.
Já que o nome do Caetano foi citado, o que vocês acham dessas aparições de tempos em tempos que ele aparece pra desancar alguém? Dessa vez a vítima foi o Fagner... O último disco dele vem sendo bastante elogiado...
Caio - Eu to curioso pra ouvir esse trabalho novo dele. Parei de escutar Caetano. Tenho
quase todos dele até os anos oitenta. Até o Cinema Transcendental, não... Até o Outras Palavras, eu escutei legal. Depois não acompanhei muito. Particularmente acho que está aquém do Caetano tropicalista ou do Caetano que voltou de Londres. E sei lá, acho o Fagner também muito bom. O Fagner dos anos setenta é um dos maiores compositores, de uma expressividade, de uma verdade, de um romantismo, acho que é uma briga de cachorro grande e estou aqui só pra assistir. Como eu gostaria que os dois um dia acordassem e pensassem: podíamos voltar a ser jovens. Talvez eles tenham vontade de namorar. (risos)
O que ambos criam atualmente pode ser considerado relevante?
Caio - Caras que têm obras como eles, em série, um cara que fez Transa, tem a genialidade guardada. O Caetano e o Fagner têm uma mágoa de amor, eles não se falam há tempos... Querem namorar. (risos)
Desde o "Disqueria", o Radiola vem ganhando notoriedade, chamando a atenção de veículos de comunicação e apareceram na MTV. O que mudou de um ano pra cá?
Caio - Pôxa, muita coisa. Pudemos comprar alguns equipamentos pra banda.
Tudo com dinheiro dos shows e venda de CDs?
Caio - Com certeza.
Beto - Tudo em relação ao que conseguimos com a música está sendo investido na banda.
Caio - Esse ano fizemos três vezes mais shows do que no ano passado. Ano passado, por ser o primeiro ano com CD, não conseguimos tocar uma vez em São Paulo e esse ano já tocamos algumas vezes, com bom público, boa estrutura. Esse ano está sendo muito legal. Dentro das possibilidades que temos e do que dispomos, já conseguimos algumas coisas. Claro que não é o bastante, queremos mais. Somos aquele cara folgado que pede um pão e quando for ver acaba na tua casa (risos),
O "Duberia" foi feito pela Marine com distribuição da Tratore. Já aconteceu algum interesse de uma gravadora maior?
Caio - Diretamente não...
Como rolou o contato pra tocar no Banda Antes?
Caio - Eles chamaram.
Beto - Levamos material, saiu uma resenha, com o clipe pronto passou na MTV. Já tinham recebido material nosso.
Caio - E gravamos no Multishow também. Aliás, o João Marcelo Boscoli é um cara muito gente fina, antenado. Nesse um ano conhecemos algumas pessoas que fazem música, arte, vimos shows legais, conhecemos bandas legais, pudemos fazer as coisas que gostamos, escutar música e tocar, além claro de fazer poesia pras moças bonitas. (risos)
Beto - O número de shows aumentou bastante. Só em julho fizemos a mesma quantidade do ano passado. As pessoas cantam as músicas.
Caio - Gostaríamos de tocar mais.
E novas composições? Quando o público vai poder conferir sons inéditos?
Caio - Quando eu parar de sofrer. Sofro muito pra compor.
Por quê sofre muito?
Caio - Eu acho que música mexe muito com a emoção. Ultimamente eu sinto muita falta da minha ex-namorada. Mas isso nem me faz sofrer muito. O que me faz sofrer é que eu gostaria de fazer música pra ela pra dizer o quanto gosto dela e não consigo. Música é um processo de muito sofrimento. Você busca tua própria superação, é um trabalho diário, você quer ser assessorado por pessoas boas, competentes e nem sempre isso é possível e você acaba tendo que fazer uma porção de coisa. Mas já fiz algumas músicas e o Beto outras, às vezes fazemos juntos.
E ao vivo vocês são acompanhados pelo André (bateria do Schizophrenia,
banda metal santista)
Caio - Tínhamos a necessidade de botar alguns efeitos ao vivo, pela nossa influência do dub e da música psicodélica em geral, como Pink Floyd. E aí ele entrou na banda, compramos alguns equipamentos melhores pra ele usar e está rolando. É bacana essa coisa do dubmaster no palco, nos ajuda bastante.
E o cinema ainda tem espaço na obra da dupla?
Caio - Claro. Ultimamente tenho visto muito filme de surf...
Surf?...
Caio - Pô, filmes de surf têm as trilhas sonoras mais legais. E surf é um malabarismo interessante.
Pode pintar surf music no som do Radiola também?
Caio - Pode ser, quem sabe... Pode rolar de tudo.
Querem deixar algum recado?
Caio - Pra que todos os homens e mulheres desse mundo vivam em paz. Estamos cansados de guerra.
A violência está cada vez mais próxima...
Caio - A violência faz parte de uma indústria do medo, uma ilusão pra te manipular. O mundo é violento, mas em pequenas partes do planeta. Parece até loucura o que vou dizer. Você pega por exemplo, nem vou falar o nome, o "PPP" (alusão ao PCC). Ninguém sabe o que é, é um inimigo desconhecido que arrumaram um nome pra que você tenha medo, contrate segurança, faça um sistema de seguro. E as pessoas ficam com medo, e é capaz delas morrerem atravessando o trânsito do que com uma bala na cabeça. A mídia ganha muito dinheiro com esse sangue. O mundo já foi muito mais violento do que é hoje. É só lembrarmos em duzentos anos mataram um milhão de índios, no Japão, trezentos, quatrocentos anos atrás teve uma guerra em que morreram quinhentas mil pessoas, hoje o mundo está bem tranqüilo. O problema é que todas essas adjacências, todas essas guerras e toda essa violência; tem a ver com estilo de vida baseado no consumo e na mentira do seu próprio eu. As pessoas têm dificuldades em assumir suas próprias fraquezas e virtudes. Futuramente vamos ser pessoas que vão viver num consumo farto, sem uma educação moral ou algo pra se apegar num crescimento espiritual. Aí sim vamos começar uma guerra. Hoje é só o começo dessa guerra. Mas hoje as pessoas simplesmente te deixam com medo, a televisão, os jornais, as revistas, fazem de tudo pra que você não fique agora numa praça vazia como estamos. Você vê o perigo de alguma bomba ou um tiro por aqui? Ladrão tem desde que o mundo é mundo... É claro que eu não quero apagar a verdade, existem situações que são verdadeiras catástrofes como o caso de uma menina matar o pai e a mãe, a guerra do tráfico, o crime organizado. Mas em relação a assassinato, dor, sofrimento, roubo, o mundo já foi bem pior. É só lembrar da colonização, quantos índios os portugueses mataram, e mataram não por causa de um tênis "da hora", mataram porque eram simplesmente índios. Quanto de ouro, Portugal não roubou do Brasil? Quanto a Espanha não cresceu em cima dos incas, dos maias, dos astecas, civilizações elevadas, e mataram todos! Se você olhar por essa ótica, o mundo está perigoso pra cacete, mas já foi bem pior. Hoje eu posso chegar e falar que o Bush é um filho da puta... A Nike em 1992 pagou U$ 2 milhões pro Jordan, enquanto os funcionários na Tailândia ganham uma miséria. Isso é catástrofe pra mim. Hoje eu tenho como falar isso e continuo vivo. Na época da ditadura se falasse algo parecido eu não vivia mais. Os artistas têm a chance de falar pra massa da juventude, que vive entre a Malhação e a bolacha Passatempo, o que é a verdadeira felicidade de viver. Mas nem os artistas são felizes. E a verdadeira razão de fazer música é falar que podemos ser felizes, não só precisamos querer. Querer até uma formiga quer, o Dalai Lama fala isso, ninguém quer sofrer, mas poucos querem pagar o real preço pela felicidade, que é o alto-conhecimento.
Leia também:
Entrevista Radiola Santa Rosa,
2005, por André Azenha
Site Oficial do Radiola
Santa Rosa
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