Wry - Ao
Vivo
texto
e fotos por Andye Iore, do site Supers
http://www.odarainternet.com.br/supers/
A noite prometia ser uma das mais
empolgantes para o público indie. O anúncio da turnê
brasileira do Wry deixou os fãs da banda felizes por saberem que
os sorocabanos estavam bem em Londres e, para quem não conhecia,
havia uma curiosidade no ar. Afinal, como uma banda sai do interior de
São Paulo e consegue se estabelecer musicalmente na capital mundial
do rock?
Mas, nem tudo ocorreu bem. A van na
qual a banda estava indo para Curitiba quebrou na metade do caminho. Os
organizadores decidiram atrasar o show e a banda de abertura só
subiu ao palco às 0h50. Com seu folk alegre, o Bad Folks mostrou
que tem um futuro promissor. Os arranjos criativos, que incluem até
a participação de um flautista, variam entre o country até
o clássico rock’n’roll.
Apesar de não conseguir afinar
bem os instrumentos, a banda empolgou em algumas músicas de seu
show que durou cerca de 1 hora. Mais que eles planejavam. Para ganhar o
público, o Bad Folks mandou "She Don’t Use Jelly", do Flaming
Lips, e "Hotel Yorba", do White
Stripes. Eram 2h da madrugada e o Suite Number Five e o Wry ainda não
estavam no local do show, o que fez com que algumas pessoas deixassem o
local.
E S P E R A
Às 2h30, os campineiros do
Suite Number Five subiram ao palco correndo para um show curto. Foram 25
minutos de uma mistura de glam com indie rock 90’s. A banda passa um sex
appeal, mas ainda rende melhor em estúdio que no palco. Ainda...
Entre baladas lisérgicas e rocks viscerais, o show acabou com os
versos arrasadores de "I Wanna Be Your Dog", dos Stooges.
O show do Wry começou tarde,
por volta das 3h30. Quem ficou, presenciou a mesma empolgação
que a banda apresentava em seus shows antes de mudar para Londres em agosto
do ano passado. O vocalista e guitarrista Mario Bross está mais
dono do palco e dá ares de quem nasceu para ser rock star. O baixista
Chokito, por mais que tente ser discreto, atrai olhares, ora pela sua habilidade
no baixo, ora pela atrativa cabeleira dred. Já o baterista Renato
Bizar é um show à parte com sua agitação, caras
e bocas. O único que mantém um ar de descrição
é o guitarrista Lu Marcelo.
O show começou bem com uma
música nova. "Sabrina" é tão empolgante quanto as
melhores faixas de "Heart Experience". Mas, logo na segunda música,
problemas com o som fizeram o show parar por cinco minutos. Então,
Mário tirou as botas e as meias, disse que a banda estava acordada
há 36 horas, mas ia fazer um bom show pros curitibanos. Promessa
feita, promessa cumprida. Descalço e agitando como nunca, Bross
chegou até a se ajoelhar ao cantar os versos de "The New Radio Station".
A P A T I A
Por volta das 4 horas, a banda agitava
o palco com duas de suas melhores composições. "77:00" e
"Distancity" são exemplos claros de porque a banda conquistou fãs
na capital britânica, mesmo que o público curitibano insistisse
em sua famosa apatia. Poucos dançam e a frente do palco fica vazia,
como que revelando um medo de se aproximar das caixas de som. Em seguida,
a cover de "Red Eyes and Tears", do Black
Rebel Motorcycle Club, teve a participação de Flávio,
vocalista do Suite Number Five nos vocais.
Para pegar um fôlego, a banda
mandou "In the Breeze", cuja a letra quase profetiza o problema com o carro
naquela tarde. Com "Jesus Beggar", Mário pôde fazer seu teatrinho
novamente, como que rezando. Demonstrando cansaço, o Wry encerra
o show com a punk "Red Shoes". Ao final da música, Mário
se joga no chão, o microfone cai em cima e, em seguida, Renatão
promove uma "drum demolition", espalhando peças da bateria pelo
palco. No fundo do palco, escondidos do público, os músicos
ficaram "largados" no chão exaustos.
O Wry ao vivo tem um dos melhores
sets entre as bandas indies brasileiras. E esta é a grande arma
deles na Inglaterra. A banda já conquistou calorosos elogios da
imprensa alternativa de Londres. Em uma resenha de um show, um site inglês
mandou: "... aproveitem para ver esta banda enquanto ela não é
famosa!". E os brasileiros tem mais uma chance até agosto, quando
eles voltam para Londres para preparar o lançamento do terceiro
álbum por lá.
Datas da Tour
WRY - I Love&Hate You Brazil
Tour
sexta 12-julho Pub/Sorocaba - Goonite
Club (DJ Mario bross/wry)
sábado 13-julho Portuguesa/Curitiba
( Wry + The Suite Number Five + ESS)
sexta 19-julho A Obra/Belo Horizonte
(Wry + Thee Butchers' Orchesta)
sábado 20-julho Loud!/Rio
de Janeiro (Wry + The Butcher's Orchestra)
domingo 21-julho Centro Cultural
Evolução/Campinas (Wry + The Suite Number Five)
sexta 26-julho Underground Rock Bar/Florianópolis
(Wry + Suite Number Five + Dolls)
sábado 27-julho Sorocaba (Wry
+ MQN + The Suite Number Five)
sexta 2-agosto V8/São Roque
(Wry + The Suite Number Five)
sábado 3-agosto Orbital/São
Paulo (Wry + FuzzFaces + Surfin' Bastards)
domingo 4-agosto Limeira (Wry + Volume
+ Basic + The Suite Number Five)
sexta 9-agosto Gate's Pub/Brasília
(Wry + MQN + Bois de Gerião + Capotones)
sábado 10-agosto Café
Acústico/Goiânia (Wry + MQN + Violins and Old Books)
* Veja galeria de fotos do show em
Curitiba no site Supers
* Saiba como foi o show em Belo Horizonte
por Rodrigo James do Soundmagazine
* Leia entrevista
com Mario Bross

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