{"id":823,"date":"2008-08-24T20:30:32","date_gmt":"2008-08-24T23:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/08\/24\/uma-tarde-na-liberdade\/"},"modified":"2018-01-31T14:27:29","modified_gmt":"2018-01-31T17:27:29","slug":"uma-tarde-na-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/08\/24\/uma-tarde-na-liberdade\/","title":{"rendered":"Uma tarde na Liberdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" style=\"width: 450px; height: 570px;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/liberdade_wikipedia.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"570\" \/><\/p>\n<p>Como que nos preparamos para conhecer outros lugares do mundo se nem conhecemos bem a cidade e o pa\u00eds em que nascemos? Toda vez que volto para casa ap\u00f3s uma viagem me questiono isso. Como admiro igrejas de outros lugares e n\u00e3o entro na Catedral da minha cidade? Como procuro conhecer os pontos hist\u00f3ricos de Buenos Aires, Santiago, Londres e Paris e deixo passar batido a dura poesia concreta de S\u00e3o Paulo?<\/p>\n<p>Pensando nisso, assim que voltei pra casa ap\u00f3s minha temporada europ\u00e9ia j\u00e1 comecei a planejar passeios imagin\u00e1rios que precisava realizar, desde tentar passar uma tarde gostosa no bairro da Liberdade at\u00e9 fazer o percurso Mariana\/Ouro Preto de Maria Fuma\u00e7a. Este \u00faltimo pode acontecer em setembro. J\u00e1 o primeiro fizemos neste domingo passando pela Catedral da S\u00e9, desbravando um pouco da culin\u00e1ria oriental, entrando num supermercado e bebendo suco pob\u00e1.<\/p>\n<p>Segundo infos da Wikipedia, o bairro da Liberdade \u00e9 um distrito da regi\u00e3o central da cidade de S\u00e3o Paulo. \u00c9 o maior reduto da comunidade japonesa na cidade, a qual, por sua vez, congrega a maior col\u00f4nia japonesa do mundo, fora do Jap\u00e3o. Uma multid\u00e3o de pessoas circula pela rua Galv\u00e3o Bueno, a via principal, dominada por lumin\u00e1rias tipicamente orientais e por estabelecimentos\u00a0 onde as placas s\u00e3o escritas em caracteres orientais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" style=\"width: 450px; height: 592px;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/poba_lili.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"592\" \/><\/p>\n<p>Meu plano inicial era levar Lili para experimentar o indescrit\u00edvel suco pob\u00e1 de frutas tropicais na Padaria Itiriki Bakery (Rua dos Estudantes, n\u00ba 24), que j\u00e1 foi premiada pela excelente qualidade de seus p\u00e3es artesanais. O sabor de frutas tropicias, no entanto, est\u00e1 em falta (&#8220;Deve chegar em uns tr\u00eas meses&#8221;, informou a balconista) ent\u00e3o decidi encarar o de Inhame com Leite, cujo gosto me informaram ser de baunilha.<\/p>\n<p>Lili, decididamente, n\u00e3o gostou. Ap\u00f3s experimentar o suco, agarrou sua coca-cola e n\u00e3o largou e nem quis experimentar mais. A caracter\u00edstica principal do suco tob\u00e1 s\u00e3o as bolinhas (tipo sagu, mas beeem grandes) que ficam no fundo do copo, e que sobem junto com o l\u00edquido adocicado pelo grosso canudo. Assim, o de frutas tropicais \u00e9 melhor, mas nenhum deles \u00e9 delicioso com todas as letras. \u00c9&#8230; estranho, mas interessante. Numa compara\u00e7\u00e3o, prefiro o mate com leite.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o lanchinho na Itiriki Bakery voltamos para a Galv\u00e3o Bueno, descemos \u00e0 rua e entramos em um supermercado. Em meio ao milh\u00e3o de ofertas tentadoras e estranhas nas prateleiras (quase todas com uma etiqueta traduzindo o conte\u00fado descrito em japon\u00eas), Lili comprou dois pacotes de balas (um de leite e outro de a\u00e7\u00facar mascavo com mel) enquanto eu abracei uma garrafinha pequena de saqu\u00ea.<\/p>\n<p>O desafio, no entanto, viria a seguir, e perdoem-nos os f\u00e3s e apreciadores, mas nem eu, nem Lili, gostamos de comida japonesa. A gente j\u00e1 sabia disso, mas precis\u00e1vamos confirmar. N\u00f3s decididamente tentamos, viu. Entramos no Caf\u00e9 Restaurante Banri para um almo\u00e7o e pedimos um por\u00e7\u00e3o de guioza, um banri yi pequeno de sushi com 13 unidades (tr\u00eas niguiri, seis sashimi e tr\u00eas uramaki) e um mini temaki (com um de atum e dois de salm\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/2793535971\/sizes\/l\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" style=\"width: 450px; height: 300px;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/temaki_lili.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Primeira boa not\u00edcia: consegui comer com os hashis. N\u00e3o manuseei como um mestre, mas acho que dava para tirar uma nota cinco e passar de ano.\u00a0O guioza estava ok, mas o\u00a0que eu e Lili comemos na casa do Rodrigo e da Dani meses atr\u00e1s dava de dez nessa. Esse pastelzinho (no nosso caso, de carne) cozido a vapor \u00e9 uma boa entrada. Para acompanhar, uma Sapporo (4,9%), cerveja japonesa meio aguada cujo r\u00f3tulo diz &#8220;Japan\u2019s Oldest Brand&#8221;, mas que \u00e9 feita no Canad\u00e1.<\/p>\n<p>At\u00e9 gostei dos sashimis (fatias finas de peixes ou de frutos do mar crus) de salm\u00e3o, mas n\u00e3o dos de atum.\u00a0 O mesmo vale para os niguiri (bolinho de arroz em forma alongada coberto por uma fatia de peixe cru ou ainda polvo e camar\u00f5es) e temaki (cone com alga por fora recheado com arroz, peixe, legumes ou cogumelos) de salm\u00e3o. Os uramaki (arroz sobre folha de alga, tiras de peixe ou outros ingredientes, enrolado de forma com que o arroz fique na parte externa) tamb\u00e9m desceram ok.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o voc\u00ea diz: &#8220;se a comida desceu ok, ent\u00e3o tudo bem&#8221;. Mais ou menos. A comida\u00a0\u00e9 ok, mas n\u00e3o \u00e9 um prato que eu tenha prazer em comer. O peixe cru n\u00e3o desce realmente bem (essa \u00e9 a verdade), pelo gosto (de tempero de shoyo) e por sua tend\u00eancia pastosa. A temperatura fria da maioria dos pratos tamb\u00e9m n\u00e3o me agrada. E mesmo tendo aprovado camar\u00e3o frito em Macei\u00f3 ap\u00f3s muito tempo, e adorar fil\u00e9 de pescada, das \u00e1guas salgadas continuo gostando mesmo \u00e9 de sereia. (hehe)<\/p>\n<p>Mesmo assim foi um avan\u00e7o, vamos admitir. Da \u00faltima vez que eu havia ido jantar na Liberdade, com a namorada e um casal de amigos,\u00a0em um restaurante da badalada\u00a0rua Thomaz Gonzaga, pedi um fil\u00e9-mignon enquanto eles comiam comida japonesa. Hoje entrei no clima, e\u00a0a\u00a0tarde gostosa no bairro da\u00a0Liberdade terminou com\u00a0o bom picol\u00e9 coreano Melona. Tem de v\u00e1rios sabores (banana, morango, abacaxi), mas eu fui no tradicional <em>Melon Flavored Ice Bar<\/em>, ou seja, Mel\u00e3o. \u00c9 um sorvete cremoso formato barra (tipo espetinho de queijo) que faz sucesso no bairro. Curti.<\/p>\n<p><strong>Padaria Itiriki Bakery<\/strong><br \/>\nRua dos Estudantes, 24, Liberdade<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia do suco de pob\u00e1: R$ 7,90<\/p>\n<p><strong>Banri Caf\u00e9 Restaurante<\/strong><br \/>\nRua Galv\u00e3o Bueno, 160, Liberdade<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia do almo\u00e7o (duas pessoas): R$ 40,00<br \/>\nSorvete Melona: R$ 3,50<\/p>\n<p><strong>Supermercado Narukai<\/strong><br \/>\nRua Galv\u00e3o Bueno, 34, Liberdade<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia do pacote de balas: R$ 4,20<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia do saqu\u00ea 150ml: 4,00<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/2794377734\/sizes\/l\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" style=\"width: 450px; height: 300px;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/guioza_lili.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito das fotos: Wikipedia (primeira) e Lili Callegari (as demais)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como que nos preparamos para conhecer outros lugares do mundo se nem conhecemos bem a cidade e o pa\u00eds em que nascemos? 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