{"id":7704,"date":"2013-01-25T10:33:27","date_gmt":"2013-01-25T13:33:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/01\/25\/tres-filmes-que-eu-tinha-receio-de-ver\/"},"modified":"2013-01-26T09:57:56","modified_gmt":"2013-01-26T12:57:56","slug":"tres-filmes-que-eu-tinha-receio-de-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/01\/25\/tres-filmes-que-eu-tinha-receio-de-ver\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes que eu tinha receio de ver"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/jude_rachel.jpg\" alt=\"jude_rachel.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201c360\u201d (360, 2011)<\/strong><br \/>\nMinha expectativa em rela\u00e7\u00e3o ao novo filme de Fernando Meirelles n\u00e3o era das melhores. V\u00e1rios amigos e conhecidos de redes sociais haviam criticado duramente o filme, mas eis que \u201c360\u201d surge como uma bela surpresa. A assinatura principal, no entanto, \u00e9 do roteirista Peter Morgan (\u201cA Rainha\u201d e \u201cFrost\/Nixon\u201d), que costurou v\u00e1rias hist\u00f3rias que poderiam ter o subt\u00edtulo de \u201cO Mundo \u00e9 um Ovo\u201d. \u201c360\u201d come\u00e7a em Viena, com uma jovem garota eslovaca (Lucia Siposov\u00e1) posando para um cafet\u00e3o sob o olhar reprovador de sua jovem irm\u00e3 (Gabriela Marcinkova). O primeiro cliente de Blanka \u00e9 Michael (Jude Law), um empres\u00e1rio brit\u00e2nico casado com uma diretora de galeria de arte, Rose (Rachel Weisz), que tem um caso com o fot\u00f3grafo brasileiro Rui (Juliano Cazarr\u00e9), que namora Laura (Maria Flor), que descobre a trai\u00e7\u00e3o e foge para o Brasil encontrando pelo caminho o pai alco\u00f3latra de uma garota que desapareceu (Anthony Hopkins) e um rec\u00e9m liberto ex-criminoso por abuso sexual (Ben Foster). A trama n\u00e3o para por ai, e Peter Morgan pula de uma hist\u00f3ria para outra com leveza, abandonando personagens e focando apenas no acaso. A vida, como sabemos, segue. Eis um filme que n\u00e3o soa pretensioso &#8211; apesar de ser. Recomendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/cloud.jpg\" alt=\"cloud.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cA Viagem\u201d (Cloud Atlas, 2012)<\/strong><br \/>\nUm dos filmes indies mais caros de todos os tempos tornou-se um dos grandes fracassos da temporada (custou 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares e arrecadou 27 milh\u00f5es) muito pela dificuldade do trio de diretores, os irm\u00e3os Andy e Lana Wachowski (\u201cMatrix\u201d) e o alem\u00e3o Tom Tykwer (\u201cCorra, Lola, Corra\u201d) em adaptar a contento o complicado romance \u201cCloud Atlas\u201d, de David Mitchell (lan\u00e7ado em 2004). E era realmente dif\u00edcil. \u201cCloud Atlas\u201d compila seis hist\u00f3rias paralelas em per\u00edodos diferentes de tempo \u2013 que come\u00e7am em um navio no Pacifico em 1850 e seguem at\u00e9 um per\u00edodo futurista p\u00f3s-apocal\u00edptico.  A reencarna\u00e7\u00e3o une cada um dos personagens, e, por isso, v\u00e1rios atores tiveram que se dividir em diversos papeis. Tom Hanks, por exemplo, \u00e9 um senhor no mundo futurista, um gerente de hotel no per\u00edodo pr\u00e9-Segunda Guerra Mundial, um m\u00e9dico leviano no final do s\u00e9culo 19, um p\u00e9ssimo escritor em 2012 (numa das cenas impactantes do filme \u2013 principalmente se voc\u00ea for um cr\u00edtico \u2013 risos) e por ai vai. O texto ut\u00f3pico e sonhador aliado a critica forte ao capitalismo comovem em v\u00e1rios bons momentos, mas maquiagens terr\u00edveis, um dem\u00f4nio verde rid\u00edculo e trechos piegas fazem de \u201cCloud Atlas\u201d uma montanha russa de altos e baixos. N\u00e3o desista. \u00c9 ruim, mas \u00e9 bom (e tem Halle Berry!)<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/jogos.jpg\" alt=\"jogos.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cJogos Vorazes\u201d (The Hunger Games, 2012)<\/strong><br \/>\nDos tr\u00eas filmes deste post \u00e9 bem prov\u00e1vel que este tenha sido o que tenha me causado mais receio em ver. Ali\u00e1s, muitos amigos deixaram passar, e perderam uma boa hist\u00f3ria que desperdi\u00e7a passagens (e personagens) com bobagens futuristas (tal qual como \u201cCloud Atlas\u201d, embora at\u00e9 este tenha bons momentos neste quesito), mas cujo saldo final \u00e9 positivo. Inspirado no primeiro livro da trilogia lan\u00e7ada pela escritora norte-americana Suzanne Collins a partir de 2008 (ou seja, v\u00eam mais adapta\u00e7\u00f5es pela frente), \u201cJogos Vorazes\u201d flagra uma na\u00e7\u00e3o p\u00f3s-apocal\u00edptica chamada Panem constitu\u00edda por 12 distritos que s\u00e3o governados por uma Capital, que para mostrar seu poder, realiza anualmente um \u201cjogo\u201d onde s\u00e3o escolhidos um menino e uma menina de cada distrito, e estes 24 jovens entre 12 e 18 anos precisam lutar pela sobreviv\u00eancia \u2013 e matar seus advers\u00e1rios.  A adapta\u00e7\u00e3o correta de Gary Ross valoriza a cr\u00edtica de Suzanne Collins (que assina o roteiro junto com o diretor e Billy Ray) ao mundo Big Brother que vivemos. Em uma das grandes cenas do filme, o canal que transmite os jogos (semelhante a um BBB) manipula imagens (e os pr\u00f3prios personagens do jogo) para conseguir mais audi\u00eancia. Jennifer Lawrence est\u00e1 ok e a trilha sonora, com m\u00fasicas in\u00e9ditas de Decemberists e Arcade Fire, merece aten\u00e7\u00e3o em um filme correto (e piegas) para ver e pensar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c360\u201d (360, 2011) Minha expectativa em rela\u00e7\u00e3o ao novo filme de Fernando Meirelles n\u00e3o era das melhores. V\u00e1rios amigos e conhecidos de redes sociais haviam criticado duramente o filme, mas eis que \u201c360\u201d surge como uma bela surpresa. 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