{"id":7300,"date":"2012-11-19T12:32:21","date_gmt":"2012-11-19T15:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/11\/19\/007-frankenweenie-e-aqui-e-o-meu-lugar\/"},"modified":"2012-11-19T12:42:11","modified_gmt":"2012-11-19T15:42:11","slug":"007-frankenweenie-e-aqui-e-o-meu-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/11\/19\/007-frankenweenie-e-aqui-e-o-meu-lugar\/","title":{"rendered":"007, Frankenweenie e Aqui \u00e9 o Meu Lugar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/007.jpg\" alt=\"007.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201c007 &#8211; Opera\u00e7\u00e3o Skyfall\u201d (Skyfall, 2012)<\/strong><br \/>\nSaudado pela cr\u00edtica estrangeira com tiros de escopeta e adjetivos elogiosos, a 23\u00aa encarna\u00e7\u00e3o de James Bond n\u00e3o \u00e9 essa coca-cola toda que est\u00e3o tentando vender, mas tem l\u00e1 seus muitos m\u00e9ritos. Terceiro e melhor \u201cepis\u00f3dio\u201d da s\u00e9rie com Daniel Craig no papel de 007 (relembrando, os anteriores foram o \u00f3timo \u201cCasino Royale\u201d, de 2006, e o ok \u201cQuantum of Solace\u201d, de 2008), \u201cSkyfall\u201d \u00e9 aquilo tudo que o f\u00e3 da s\u00e9rie idolatra: persegui\u00e7\u00f5es sensacionais de tirar o f\u00f4lego, beldades de deixar homens e mulheres apaixonados e o cinismo inabal\u00e1vel do personagem. O ponto alto de \u201cSkyfall\u201d, por\u00e9m, \u00e9 seu vil\u00e3o, n\u00e3o um maluquete qualquer que deseja \u201cconquistar o mundo\u201d (ufa, ainda bem), mas sim um ex-agente motivado por vingan\u00e7a, que ganha um colorido digno de indica\u00e7\u00e3o de Oscar na interpreta\u00e7\u00e3o hil\u00e1ria de Javier Bardem (a cena de introdu\u00e7\u00e3o do personagem \u00e9, f\u00e1cil, Top 3 do ano). Mesmo com toda adrenalina e divers\u00e3o (e com Adele), \u201cSkyfall\u201d continua sendo excessivamente entretenimento para ser esquecido assim que se sai da sala de proje\u00e7\u00e3o, como uma Montanha Russa em um parque de divers\u00f5es. Neste ponto, a saga Bourne entrega mais (do cap\u00edtulo \u201cQuando a c\u00f3pia supera o original\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/frank.jpg\" alt=\"frank.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cFrankenweenie\u201d (2012)<\/strong><br \/>\nNova investida de Tim Burton no formato de anima\u00e7\u00e3o em stop-motion, \u201cFrankenweenie\u201d \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor em forma de cinema. Primeiramente ao cinema b preto e branco dos anos 30 e 40 (cita\u00e7\u00f5es de \u201cFrankenstein\u201d, \u201cDr\u00e1cula\u201d, \u201cLobisomem\u201d, \u201cGodzilla\u201d e \u201cM\u00famia\u201d \u2013 entre outros \u2013 se acumulam durante a proje\u00e7\u00e3o); depois ao pr\u00f3prio universo Burton: \u201cFrankenweenie\u201d, cuja ideia original surgiu do curta-metragem hom\u00f4nimo \u2013 e com pessoas reais \u2013 que o cineasta realizou em 1984, tamb\u00e9m soa como uma releitura de \u201cEdward M\u00e3os-de-Tesoura\u201d (1990) \u2013 e a participa\u00e7\u00e3o de Winona Ryder refor\u00e7a a premissa.  Um universo de personagens infantilmente sinistros volta \u00e0 ativa em \u201cFrankenweenie\u201d, provocando a nostalgia que invade o espectador e o faz buscar, em suas mem\u00f3rias, seu primeiro bichinho de estima\u00e7\u00e3o e seu prov\u00e1vel primeiro contato com a perda e a morte \u2013 assim como seu primeiro filme de terror. Burton questiona institui\u00e7\u00f5es como Escola, Fam\u00edlia e Estado (o discurso do professor de ci\u00eancias \u00e9 corrosivo) num filme (bonito, mas excessivamente) reverente, sonhador e leve, que n\u00e3o tenta podar o sonho infantil \u2013 o final feliz atesta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lugar.jpg\" alt=\"lugar.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cAqui \u00e9 o Meu Lugar\u201d (\u201cThis Must Be The Place&#8221;, 2012)<\/strong><br \/>\nPaolo Sorrentino integra a nova safra de cineastas italianos e surpreende nesta sua boa estreia em l\u00edngua inglesa. Com titulo retirado de uma can\u00e7\u00e3o do Talking Heads (David Byrne, inclusive, participa de um momento chave da trama), \u201cAqui \u00e9 o Meu Lugar\u201d tem como personagem principal Sean Penn, em excelente atua\u00e7\u00e3o, como um roqueiro norte-americano, g\u00f3tico e decadente, que sofre com fantasmas de suicidas, o envelhecimento e o custo do abuso do uso de drogas. Ele vive num exilio volunt\u00e1rio em Dublin, na Irlanda, casado com uma bombeira (Frances McDormand), e sua fala \u00e9 arrastada e fr\u00e1gil \u2013 assim como sua postura, que s\u00f3 se acomoda perante o espectador com cerca de meia hora de filme \u2013, embora as palavras sejam, geralmente, diretas. A MTV planeja um comeback, mas ele decide ir ao encontro do pai \u2013 e, bingo, de si mesmo \u2013 numa road trip pelos Estados Unidos que acaba se transformando numa ca\u00e7a a um nazista. Sorrentino trata a passagem da adolesc\u00eancia (adultesc\u00eancia) para a maturidade com didatismo visual, o que corrobora uma vis\u00e3o moralista: o que \u00e9 estranho e diferente \u00e9 imaturo. Uma pena: \u201cAqui \u00e9 o Meu Lugar\u201d \u00e9 um bom filme at\u00e9 o minuto final, quando escorrega e p\u00f5e quase tudo a perder. Ainda assim, tem seus m\u00e9ritos (como a boa trilha).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c007 &#8211; Opera\u00e7\u00e3o Skyfall\u201d (Skyfall, 2012) Saudado pela cr\u00edtica estrangeira com tiros de escopeta e adjetivos elogiosos, a 23\u00aa encarna\u00e7\u00e3o de James Bond n\u00e3o \u00e9 essa coca-cola toda que est\u00e3o tentando vender, mas tem l\u00e1 seus muitos m\u00e9ritos. 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