{"id":7259,"date":"2012-11-07T10:25:39","date_gmt":"2012-11-07T13:25:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/11\/07\/top-5-do-festival-lab-2012\/"},"modified":"2012-11-10T10:05:36","modified_gmt":"2012-11-10T13:05:36","slug":"top-5-do-festival-lab-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/11\/07\/top-5-do-festival-lab-2012\/","title":{"rendered":"Top 5 do Festival LAB 2012"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lab0.jpg\" alt=\"lab0.jpg\" \/><br \/>\n<em>Fotos por\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/\" target=\"_blank\">Liliane Callegari<\/a><\/p>\n<p>Macei\u00f3, no \u00faltimo fim de semana de outubro, rendeu muita praia, sol, camar\u00e3o e cerveja, e uma sequencia rara de shows de alto n\u00edvel em um mesmo evento. Em sua quarta edi\u00e7\u00e3o, o Festival LAB dividiu-se em tr\u00eas datas buscando exibir ao p\u00fablico alagoano apostas e novas refer\u00eancias da m\u00fasica brasileira e latino-americana destacando um line-up cuidadoso e muito bem selecionado. Entre os nomes, gente como Momo, Franny Glass, ru\u00eddo\/mm, Holger e Mellotrons al\u00e9m do Top 5 pessoal abaixo apenas do \u00faltimo fim de semana (que contou com uma noite em parceria com o Coletivo Popfuzz).\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lab1.jpg\" alt=\"lab1.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>01) Jair Naves<\/strong><br \/>\nJair Naves sempre foi um cara que se entrega no palco de uma maneira sem volta. Isso desde os tempos do Ludovic, quando cada show parecia ser o \u00faltimo. Em Macei\u00f3, sozinho com seu viol\u00e3o no palco do Teatro de Arena, um espa\u00e7o min\u00fasculo, aconchegante e perfeito \u2013 anexo ao imponente Teatro Deodoro \u2013, Jair Naves se emocionou chegando as l\u00e1grimas, fez gente chorar e mostrou um repert\u00f3rio que, al\u00e9m de incluir can\u00e7\u00f5es do EP \u201cAraguari\u201d e do rec\u00e9m-lan\u00e7ado (e bastante elogiado) \u201cE voc\u00ea se sente numa cela escura, planejando a sua fuga, cavando o ch\u00e3o com as pr\u00f3prias unhas\u201d, ainda trouxe vers\u00f5es improvisadas de uma can\u00e7\u00e3o do Bright Eyes e de &#8220;Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)&#8221;, famosa na voz de Doris Day. Um show para guardar na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lab3.jpg\" alt=\"lab3.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>02) Coutto Orchestra de Cabe\u00e7a<\/strong><br \/>\n\u00c0 primeira vista, prostrados no palco, esse combo que vem do Sergipe lembra o M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa. Um pouco pela forma\u00e7\u00e3o extensa (neste caso, um sexteto que se multiplica no palco) e outro tanto pela metaleira (trombone e trompete, muito bem usados). Mas, felizmente (M\u00f3veis \u00e9 muito legal, mas n\u00e3o precisa de c\u00f3pias), os sergipanos apostam num instrumental que une beats com sertanismo, que eles mesmos apelidaram de eletrofanfarra (que ser\u00e1 o nome do \u00e1lbum que eles lan\u00e7am no come\u00e7o de 2013), e que convida \u00e0 dan\u00e7a mesmo quem nunca os tinha ouvido \u2013 um m\u00e9rito e tanto. No LAB n\u00e3o foi diferente. O p\u00fablico do festival caiu no forr\u00f3, gesticulou o tango s\u00f3 faltando a rosa nos l\u00e1bios, valsou, cumbiou, bailou, pulou e aplaudiu muito um grupo que merece animar muitas cidades Brasil (e, principalmente, mundo) afora. Fique de olho neles. Vale a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lab2.jpg\" alt=\"lab2.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>03) Tratak<\/strong><br \/>\nAli pelo finalzinho de seu show de estreia (abrindo para Jair Naves), Matheus Barsotti resumiu a apresenta\u00e7\u00e3o (e o pr\u00f3prio \u00e1lbum \u201cAgora Eu Sou Sil\u00eancio\u201d) como uma terapia pessoal. O show em Macei\u00f3 marcava o lan\u00e7amento de seu \u00e1lbum de estreia (ap\u00f3s anos de servi\u00e7os prestados como baterista de bandas como Margot, Alfajor, Labirinto e Stella-Viva), e, enquanto contava hist\u00f3rias nos intervalos das can\u00e7\u00f5es, fazia o p\u00fablico rir, mas assim que come\u00e7ava a dedilhar o viol\u00e3o (eventualmente acompanhado por Heitor Dantas), levava os presentes para seu mundo pessoal, uma casa pintada com tintas depressivas e delicadamente sombrias. O resultado foi uma daqueles raros momentos em que o desnudamento art\u00edstico n\u00e3o s\u00f3 comove como se transforma em admira\u00e7\u00e3o. Um belo show.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lab4.jpg\" alt=\"lab4.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>04) Gato Zarolho<\/strong><br \/>\nJogando em casa, o Gato Zarolho deu uma pausa na produ\u00e7\u00e3o do segundo disco para ser recebido com louva\u00e7\u00e3o no Festival LAB. As m\u00fasicas do primeiro \u00e1lbum, \u201cOlho Nu Fitando \u00c1tomo\u201d (2010), foram cantadas em coro pela plateia, e Marcelo Marques, vocalista e violonista, aproveitou para mostrar v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es do vindouro segundo \u00e1lbum. A sonoridade \u00e9, perdoe a simplifica\u00e7\u00e3o grosseira, MPB de faculdade: bem escrita, bem tocada (e cada vez mais musicalmente ampla) e com um q de <em>intelligentsia<\/em> que anda fazendo falta n\u00e3o s\u00f3 no mainstream nacional como tamb\u00e9m no cen\u00e1rio independente. Em homenagem aos Guarani-Kaiow\u00e1s, o grupo sacou do ba\u00fa uma composi\u00e7\u00e3o grandiosa de Caetano para fechar a noite: \u201cUm \u00cdndio\u201d. Extremamente oportuno.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/lab5.jpg\" alt=\"lab5.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>05) Lise + Barulhista<\/strong><br \/>\nAinda no caminho para o festival, Daniel Nunes (o \u201cLise\u201d, e tamb\u00e9m baterista da elogiada Constantina) falava sobre seu desapego com o formato can\u00e7\u00e3o propondo-se a compor trilhas-sonoras.  Ao vivo, neste encontro com Davidson Soares (o \u201cBarulhista\u201d), o som que saia dos dois laptops, teclados e eventualmente da bateria (alternada pelos dois m\u00fasicos) era algo em constante desenvolvimento, e poderia ser descrito como trilha sonora para provocar e ampliar os horizontes musicais de um p\u00fablico cada vez mais apegado a banalismos. Perfeitamente adequados ao LAB (e a seu p\u00fablico), Lise + Barulhista fizeram um show contemplativo, mesmo com as porradas de Daniel nos pratos da bateria, e serviram como uma excelente introdu\u00e7\u00e3o para uma noite de m\u00fasica variada de alta qualidade.<\/p>\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Download: baixe o CD do Festival LAB 2012 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/10\/30\/download-festival-lab-2012\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Download: baixe \u201cAgora Eu Sou o Sil\u00eancio\u201d, do Tratak (<a href=\"http:\/\/tratak.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Download: baixe o CD do Jair Naves (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jairnaves1\/app_204974879526524\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ou\u00e7a o EP &#8220;Aratu Milonga&#8221;, do Coutto Orchestra de Cabe\u00e7a (<a href=\"http:\/\/soundcloud.com\/couttoorchestradecabeca\/sets\/aratu-milonga\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Download: baixe os CDs do Lise (<a href=\"http:\/\/www.projetolise.com\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>) e do Barulhista (<a href=\"http:\/\/www.barulhista.com\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotos por\u00a0Liliane Callegari Macei\u00f3, no \u00faltimo fim de semana de outubro, rendeu muita praia, sol, camar\u00e3o e cerveja, e uma sequencia rara de shows de alto n\u00edvel em um mesmo evento. Em sua quarta edi\u00e7\u00e3o, o Festival LAB dividiu-se em tr\u00eas datas buscando exibir ao p\u00fablico alagoano apostas e novas refer\u00eancias da m\u00fasica brasileira e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7259"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7259\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}