{"id":704,"date":"2008-07-20T07:08:30","date_gmt":"2008-07-20T10:08:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/20\/fib-2008-sabado\/"},"modified":"2016-07-18T08:29:38","modified_gmt":"2016-07-18T11:29:38","slug":"fib-2008-sabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/20\/fib-2008-sabado\/","title":{"rendered":"FIB 2008, S\u00e1bado"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2685081508\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/raconteursfib.jpg\" style=\"width: 450px; height: 338px\" width=\"450\" height=\"338\" \/><\/a><br \/>\nTexto e fotos: Marcelo Costa<\/p>\n<p>O dia em Benic\u00e0ssim come\u00e7a depois das 14h. \u00c9 quando a comunidade branquela do mundo (eu incluso) e alguns poucos morenos acorda e abarrota as praias do balne\u00e1rio procurando um lugar para&#8230; dormir (e as meninas, fazer topless). Perdi o trem das 14h30 de Castellon para Benic\u00e0ssim (assim, cheguei at\u00e9 a entrar no vag\u00e3o, mas estava na d\u00favida se era aquele mesmo ou se eu estava pegando um trem para o sentido contr\u00e1rio. Era aquele) e tive que encarar a viagem de \u00f4nibus, que geralmente derruba o fregu\u00eas de sono. Me desencontrei do pessoal do Alto Falante, encostei em um bar na orla, estiquei as pernas na cadeira e&#8230; tr\u00eas Amstel de um litro (cerveja de Sevilha)\u00a0e eu j\u00e1 estava pronto para o ritual: capotar na praia.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1682.jpg\" alt=\"europa2008-1682.jpg\" \/><\/p>\n<p>Arranjei um lugar &#8220;limpinho&#8221;, fiz da mochila e dos chinelos meu travesseiro, coloquei o rel\u00f3gio para despertar \u00e0s 18h e sonhei com anjos. Acordei \u00e0s 18h20 e s\u00f3 n\u00e3o perdi o The Ting Tings\u00a0pois o show atrasou. Quando coloquei o p\u00e9 direito na tenda, Katie White e Jules De Martino entraram no palco. Era um dos primeiros shows do dia, 18h40, solz\u00e3o no alto, e\u00a0o local estava abarrotado (repetindo a loucura do T In The Park). O duo novamente fez uma boa apresenta\u00e7\u00e3o, com algumas criancas na plateia e clima de festa adolescente. &#8220;That&#8217;s Not My Name&#8221; (que bateu no n\u00famero 1 da parada brit\u00e2nica), &#8220;Shut Up And Let Me Go&#8221; e &#8220;Great DJ&#8221; incendiaram a tenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1687.jpg\" alt=\"europa2008-1687.jpg\" \/><\/p>\n<p>Primeira grande comida de bola da viagem: finado o show do Ting Tings, eu, Renata e Carol procuramos um lugar pra armar o boteco e esperar o pr\u00f3ximo show. Enquanto isso, para uma tenda com 1\/4 de sua lota\u00e7\u00e3o (ou seja, vazia), Jon Spencer levava ao FIB seu projeto paralelo de rockabilly Heavy Trash. Eu bebendo cerveja na grama e Jon Spencer &#8211; sem barba e de terninho &#8211; mandando ver no barulho na tenda FiberFib. Das coisas que acontece quando o line-up tem mais de 110 nomes confirmados. Pena. Mas vi meia hora de Jos\u00e9 Gonz\u00e1lez (aquele show bonito que a gente j\u00e1 conhece) e\u00a0tr\u00eas m\u00fasicas do Brian Jonestown Massacre (eu esperava mais do Anton; acho que o \u00f3timo document\u00e1rio &#8220;Dig!&#8221; superestimou a banda).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1698.jpg\" alt=\"europa2008-1698.jpg\" \/><\/p>\n<p>De volta a tenda FiberFib, novamente com pouca gente, estirei-me no ch\u00e3o a dez passos da grade e vi a performance do American Music Club inteirinha jogado. O vocalista e guitarrista Mark Eitzel (foto abaixo) tira um faca cravada no peito a cada novo n\u00famero trazendo as can\u00e7\u00f5es l\u00e1 do fundo do \u00e2mago, onde voc\u00ea n\u00e3o acredita que algu\u00e9m consiga buscar emo\u00e7\u00e3o.\u00a0Eitzel \u00e9 daqueles caras que poderia ficar rico vendendo honestidade em frasquinhos de 5ml, e o reconhecimento veio no pedido de bis, o primeiro que vi neste festival, mas que o pequeno p\u00fablico fez quest\u00e3o de pedir, e ganhou\u00a0como presente\u00a0a pungente e arrepiante\u00a0&#8220;All My Love&#8221;, em vers\u00e3o comovente,\u00a0de congelar a espinha. Puta show.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2685082120\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/americanmusicclubfib.jpg\" style=\"width: 450px; height: 338px\" width=\"450\" height=\"338\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0Por falta do que ver, tive que encarar um show inteiro do My Morning Jacket. O Thiago, do <a href=\"http:\/\/programaaltofalante.uol.com.br\/\" target=\"_blank\">Alto Falante<\/a>, definiu bem: &#8220;Eles s\u00e3o at\u00e9 legais em disco, mas em show abusam do rock burr\u00e3o&#8221;. Tem at\u00e9 guitarra Flying V. Era isso ou ver Tricky. Fiquei matando tempo at\u00e9 \u00e0 meia noite, quando Alison VV Mosshart e Jamie Hince entraram no palco do Main Stage. Assumo: se eu n\u00e3o fosse casado (e ela tamb\u00e9m), eu pediria a Alison em casamento. F\u00e1cil. Ao contr\u00e1rio de Paula Toller, Alison \u00e9 daquelas mulheres que solos de guitarra podem conquista-la. Ok, n\u00e3o s\u00e3o os solos do Kid Abelha, mas sim do The Kills, uma usina de barulho movida a bateria eletr\u00f4nica e guitarradas. O show, no entanto, foi inferior ao do Campari Rock 2005, e terminou de forma abrupta como um coito interrompido. Alison gosta de partir cora\u00e7\u00f5es e ir embora sem dizer adeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2684267621\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/thekillsfib.jpg\" style=\"width: 450px; height: 338px\" width=\"450\" height=\"338\" \/><\/a><\/p>\n<p>Depois de troca-los por Grinderman, na B\u00e9lgica, e por The Pogues, na Esc\u00f3cia, finalmente me vi frente a frente com o Raconteurs. Jack White conseguiu montar uma banda de garagem com todos os clich\u00eas do g\u00eanero (para o bem e para o mal). Tem longos improvisos e jams que na maioria dos momentos enchem o saco, mas quando a banda engata a quinta marcha, sai debaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1764.jpg\" alt=\"europa2008-1764.jpg\" \/><\/p>\n<p>Nenhuma m\u00fasica surge tal qual foi gravada em \u00e1lbum. Eles recriam tudo, e em v\u00e1rias passagens se superam, caso da vers\u00e3o arrasa-quarteir\u00e3o de &#8220;Steady, As She Goes&#8221;, mas n\u00e3o \u00e9 &#8220;o&#8221; show. S\u00e3o simplesmente quatro bons m\u00fasicos declarando paix\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o pelo barulho. &#8220;Many Shades of Black&#8221;, com Brendan Benson comandando, foi um dos grandes momentos, mas muita coisa boa do primeiro disco ficou de fora em\u00a0favorecimento de faixas medianas do segundo. E vamos combinar: Jack White e Michael Jackson podem sair de m\u00e3os dadas no quesito brancura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1773.jpg\" alt=\"europa2008-1773.jpg\" \/><\/p>\n<p>A noite ainda teve Gnarls Barkley (que abriu o show com a festejada cover dos Violent Femmes, &#8220;Gone Daddy Gone&#8221;) tocando seu \u00e1lbum de reggae dos anos 2000 (com direito a cover do Radiohead, &#8220;Reckoner&#8221;, do &#8220;In Rainbows&#8221;) e sandu\u00edche de bacon com chouri\u00e7o (aprovado) acompanhado de duas Jake and Coke. Quando cheguei no hotel, o rel\u00f3gio marcava quase sete da manh\u00e3, e eu precisava descansar, afinal\u00a0este domingo\u00a0\u00e9 o grande dia do FIB 2008: na agenda Leonard Cohen e Morrissey. Segunda, correria: \u00e0s 9h embarco de trem para Barcelona. Chego \u00e0s 11h42 e saio correndo do vag\u00e3o para comprar uma passagem de trem para o aeroporto (11h55), onde preciso estar at\u00e9 12h35, hor\u00e1rio final do check in do voo para Mal\u00e1ga, na Andaluzia, onde tenho encontro marcado com Lou Reed \u00e0s 21h. Torce por mim. Vai ser correria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1793.jpg\" alt=\"europa2008-1793.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Saiba como foram todos os dias do FIB <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2008\">2008<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2011\" target=\"_blank\">2011<\/a><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e fotos: Marcelo Costa O dia em Benic\u00e0ssim come\u00e7a depois das 14h. \u00c9 quando a comunidade branquela do mundo (eu incluso) e alguns poucos morenos acorda e abarrota as praias do balne\u00e1rio procurando um lugar para&#8230; dormir (e as meninas, fazer topless). 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