{"id":700,"date":"2008-07-19T06:46:15","date_gmt":"2008-07-19T09:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/19\/fib-2008-viernes\/"},"modified":"2016-07-18T08:29:30","modified_gmt":"2016-07-18T11:29:30","slug":"fib-2008-viernes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/19\/fib-2008-viernes\/","title":{"rendered":"FIB 2008, Viernes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\" align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2681440849\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/pete_doherty.jpg\" style=\"width: 450px; height: 338px\" height=\"338\" width=\"450\" \/><\/a><br \/>\nTexto e fotos: Marcelo Costa<\/p>\n<p>Almocei cerveja na sexta-feira, segundo dia do Festival Internacional de Benic\u00e0ssim. Fui encontrar o pessoal do Alto Falante, que est\u00e1 em um hotel de frente para o mar &#8211; e para as europeias de topless &#8211; na pr\u00f3pria Benic\u00e0ssim (invejaaaaa), e quando cheguei eles tinham acabado de almo\u00e7ar. Fomos para um bar ao lado que vendia cerveja (Heineken) a 1 euro. Chamei pelo gar\u00e7om duas vezes, para pedir uma tortilla de jamon (omelete de presunto), e ele n\u00e3o veio, ent\u00e3o tive que me contentar com a cerveja como almo\u00e7o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1811.jpg\" alt=\"europa2008-1811.jpg\" \/><\/p>\n<p>A primeira coisa que fiz ao entrar no FIB foi ir direto comer um taco numa barraquinha de comida mexicana. Facada: 10 euros, mas valeu, estava bem bom. E estou eu l\u00e1, no meio do prato, quando cola uma menina ao lado: &#8220;Voc\u00ea fala ingl\u00eas ou espanhol?&#8221;. E eu: &#8220;Nem um nem outro, mas diga&#8221;. Ela: &#8220;Cara, estou com muita fome, voc\u00ea pode me dar um pouco da sua comida?&#8221;. O nome dela era Roxanne, era francesa e depois de duas garfadas &#8211; cujo sabor deu para perceber em seus olhos &#8211; se despediu: &#8220;Como se diz <em>bon appetite<\/em> em portugu\u00eas?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-023.jpg\" alt=\"europa2008-023.jpg\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 tinha acontecido algo assim no primeiro dia, antes mesmo de eu pegar a pulseira do festival. Do lado de fora, uma barraca vendia copos de cerveja de 1 litro por 6 euros. Com o sol a pino, decidi encarar. Uma inglesa colou em mim no balc\u00e3o e desembestou a falar. E eu: &#8220;Calma, calma, devagar&#8221;. E ela: &#8220;Voc\u00ea \u00e9 alem\u00e3o? Fala ingl\u00eas?&#8221;. E eu: &#8220;Mais ou menos&#8221;. E ela: &#8220;Legal, voc\u00ea me entende. Me empresta 2 euros para eu comprar um kebab?&#8221;. O atendente, espanhol, comentou: &#8220;Voc\u00ea devia ter dito que n\u00e3o sabia falar ingl\u00eas&#8221;. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1633.jpg\" alt=\"europa2008-1633.jpg\" \/><\/p>\n<p>Roxanne, a francesa,\u00a0estava ali para ver Pete Doherty. Os port\u00f5es para o palco principal foram abertos quinze minutos antes do show, e assim que cheguei perto a vi colada na grade. \u00c9 interessante observar o fasc\u00ednio que esse moleque provoca em seu p\u00fablico. Ele preferiu trocar uma das bandas brit\u00e2nicas mais fodas do anos\u00a000 pelo v\u00edcio em drogas. Depois, deixou uma das modelos mais cool do mundo ir embora. Mas ele continua, chap\u00e9u enfiado na cabe\u00e7a, batida na guitarra marca Mick Jones e pose blas\u00e9. Para a infelicidade dos detratores, Pete Doherty est\u00e1 bem vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1641.jpg\" alt=\"europa2008-1641.jpg\" \/><\/p>\n<p>O show \u00e9 correto no jeito Pete Doherty de ser: ele emenda uma can\u00e7\u00e3o na outra atrav\u00e9s de riffs clashianos pregui\u00e7osos que parecem que v\u00e3o se desmanchar no ar, mas de repente embalam e revelam uma grande can\u00e7\u00e3o. Ao vivo, as m\u00fasicas do fraqu\u00edssimo primeiro \u00e1lbum crescem e empolgam e as poucas can\u00e7\u00f5es boas do segundo \u00e1lbum,\u00a0&#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221;, ficam de fora, com exce\u00e7\u00e3o da \u00f3tima\u00a0&#8220;Delivery&#8221;. O show n\u00e3o dura nem 40 minutos, mas\u00a0a banda\u00a0sai ovacionada ap\u00f3s uma vers\u00e3o incendi\u00e1ria de &#8220;Fuck Forever&#8221;, num daqueles momentos pra n\u00e3o se esquecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1655.jpg\" alt=\"europa2008-1655.jpg\" \/><\/p>\n<p>O New York Dolls vem na sequ\u00eancia abrindo, de cara, com &#8220;Looking For a Kiss&#8221; para incendiar a galera. O show, no entanto, \u00e9 calcado muito mais no repert\u00f3rio do \u00e1lbum de 2006, &#8220;One Day It Will Please Us to Remember Even This&#8221;, do que na dobradinha cl\u00e1ssica &#8220;New York Dolls&#8221;\/&#8221;Too Much Too Soon&#8221; (1973 e 1974, respectivamente). E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 David Johansen que est\u00e1 igualzinho ao Mick Jagger: a pr\u00f3pria banda escarra Rolling Stones por todos os poros. Bom show, e s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2681443703\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/my_bloody.jpg\" style=\"width: 450px; height: 338px\" height=\"338\" width=\"450\" \/><\/a><\/p>\n<p>Enquanto o Hot Chip abria a noite na tenda FiberFib, o p\u00fablico come\u00e7ava a dolorosa separa\u00e7\u00e3o: uma parcela para o Vodafone Club que iria receber o Spiritualized e outra (maior) para o Escen\u00e1rio Verde, dito palco principal, que iria abrigar as loucuras guitarreiras de Kevin Shields e seu My Bloody Valentine. Apesar do jornal valenciano El Mundo definir o show do My Bloody como &#8220;os setenta minutos mais intensos dos 14 anos do FIB&#8221; (leia <a href=\"http:\/\/www.elmundo.es\/elmundo\/2008\/07\/19\/valencia\/1216453657.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>), s\u00f3 consegui ver o n\u00famero final, &#8220;Soon&#8221;, fodido, e um casal tapando os ouvidos criando uma cena\u00a0divertid\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1678.jpg\" alt=\"europa2008-1678.jpg\" \/><\/p>\n<p>S\u00f3 vi o n\u00famero final pois, enquanto Kevin Shields tocava seus cl\u00e1ssicos do inferno, eu estava ajoelhado frente a Jason Pierce, que estava convertendo novas almas com seu Spiritualized. A espinha central do show s\u00e3o as can\u00e7\u00f5es do sensacional \u201cSongs In Accident and Emergency\u201d (traduzindo: &#8220;Can\u00e7\u00f5es de UTI&#8221;) que formam um n\u00facleo de fazer o corpo levitar: &#8220;Soul On Fire&#8221;, &#8220;Sweet Talk&#8221; e\u00a0&#8220;Sitting On Fire&#8221; s\u00e3o de chorar. Mas \u00e9 com a vers\u00e3o arrepiante da cl\u00e1ssica &#8220;Come Together&#8221; que Pierce faz um estrago violento no cora\u00e7\u00e3o dos presentes. Daqueles momentos que voc\u00ea pensa: &#8220;Eu nunca mais vou ser o mesmo depois disso!&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1672.jpg\" alt=\"europa2008-1672.jpg\" \/><\/p>\n<p>O show foi curto, quarenta minutos, mas serviu para me deixar completamente descoordenado. Sai da tenda Vodafone em estado de transe e embora a noite ainda prometesse com R\u00f3is\u00edn Murphy e Mika, o \u00fanico destino ap\u00f3s um show do Spiritualized \u00e9 o c\u00e9u, que para mim p\u00f4de ser transferido para um banho de tr\u00eas horas na banheira do hotel, tentando entender o que tinha acontecido. Assim, melhor n\u00e3o falar mais nada. Mesmo porque n\u00e3o tenho mais palavras. Foi foda. Basta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2682258664\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/spiritualized.jpg\" style=\"width: 450px; height: 338px\" height=\"338\" width=\"450\" \/><\/a><\/p>\n<p>O terceiro dia do FIB promete: tem o Ting Tings, Jos\u00e9 Gonz\u00e1lez, The Brian Jonestown Massacre, American Music Club, My Morning Jacket, The Kills, Tricky, Raconteurs e Gnarls Barkley \u00e0s 3 da manh\u00e3. Vou ali pegar uma praia, beber alguns litros de cerveja e tentar comer uma paella, mas eu volto. Eu acho&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1719.jpg\" alt=\"europa2008-1719.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Saiba como foram todos os dias do FIB <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2008\">2008<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2011\" target=\"_blank\">2011<\/a><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\"><strong><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e fotos: Marcelo Costa Almocei cerveja na sexta-feira, segundo dia do Festival Internacional de Benic\u00e0ssim. 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