{"id":6920,"date":"2012-09-08T13:19:01","date_gmt":"2012-09-08T16:19:01","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/09\/08\/festival-casarao-porto-velho-dia-3\/"},"modified":"2016-07-18T08:47:22","modified_gmt":"2016-07-18T11:47:22","slug":"festival-casarao-porto-velho-dia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/09\/08\/festival-casarao-porto-velho-dia-3\/","title":{"rendered":"Festival Casar\u00e3o, Porto Velho: Dia 3"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/pv.jpg\" alt=\"pv.jpg\" \/><\/p>\n<p>Pra come\u00e7o de conversa: o calor \u00e9 uma bobagem. No terceiro dia do Festival Casar\u00e3o, em Porto Velho, aproveitei o dia para conhecer a Public Hals, uma cervejaria local que fabrica seu pr\u00f3prio chopp (razo\u00e1vel) e continuar bebendo a tarde inteira. Vantagem: a cerveja tradicional brasileira, leve e refrescante, evapora com rapidez (do copo e do corpo) e a gente segue noite adentro. Se no dia anterior, o rock do per\u00edodo paleol\u00edtico era a t\u00f4nica, na sexta da independ\u00eancia foi a vez de boas influ\u00eancias de Los Hermanos serem captadas no ar.<\/p>\n<p>Os locais do Jam deram o start da noite com um rock de riffs \u00e1speros e batida funkeada que conectam o quarteto com o barulho dos anos 90. Nada de novo, mas um ponto de partida interessante se a banda souber trabalhar as refer\u00eancias. Na sequencia, e apesar do nome, o Sub Pop (boa surpresa da cidade de Vilhena) n\u00e3o deixa aparente influ\u00eancias de nenhuma banda do selo de Seattle, mas sim de Los Hermanos, seja no vocal de Derek Ito (pr\u00f3ximo ao tom de Amarante), seja nos bons pop sambas do quinteto, que na maioria dos arranjos \u00e9 conduzido pelo bom sax de Gustavo Closs. Pra ficar de olho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/pv1.jpg\" alt=\"pv1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Do Estado vizinho, Acre, surgiram Os Descordantes, um grupo com potencial para levantar a bandeira e seguir a trilha aberta pelo Los Porongas. Novamente uma vibe Los Hermanos pairou no ar, mas a for\u00e7a dos refr\u00e3os das can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias (como o \u00f3timo hit regional \u201cEnquanto Puder\u201d) e cover interessantes (de uma exagerada \u201cAs Rosas N\u00e3o Falam\u201d at\u00e9 uma fidel\u00edssima \u201cT\u00fa \u00c9s o MDC da Minha Vida\u201d) mostraram uma banda forte e segura de si. Grande show. Prejudicada pelo avan\u00e7ado da hora, a Versalle teve que fazer um show enxuto, de apenas cinco m\u00fasicas, mas aproveitou cada segundo em uma apresenta\u00e7\u00e3o empolgante.<\/p>\n<p>A alta madrugada seguia firme quando Duca Leindecker e Humberto Gessinger (de bata e chimarr\u00e3o) subiram ao palco para apresentarem o projeto Pouca Vogal, que une can\u00e7\u00f5es do Cidad\u00e3o Quem! (de Duca), dos Engenheiros do Hawaii (de Humberto) e algumas parcerias registradas pela dupla em 2008 e 2009, todas can\u00e7\u00f5es cantadas (e gritadas e choradas e desafinadas) em coro por uma plateia devota e absolutamente ensandecida. Era a terceira vez de Humberto Gessinger em Porto Velho, e impressiona como ele conseguiu criar uma nova persona exatamente igual a anterior (e tocando praticamente as mesmas can\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/descordantes.jpg\" alt=\"descordantes.jpg\" \/><\/p>\n<p>O apre\u00e7o do engenheiro-mor por arranjos duvidosos parece ter chegado ao \u00e1pice com o Pouca Vogal, e aqui e ali podem ser flagrados v\u00e1rios momentos em que Humberto e Duca piscam o para o sertanejo universit\u00e1rio, mas nem isso, nem os vocoders, nem a gritaria cantada encobrindo a voz de Humberto (que descansa a garganta enquanto o p\u00fablico se esgoela) conseguem derrubar um repert\u00f3rio de hits que tamb\u00e9m pesca p\u00e9rolas como \u201cPose\u201d, do \u00e1lbum \u201cGessinger, Licks e Maltz\u201d (1992) e \u201cBanco\u201d (boa faixa do fraco \u201cMinuano\u201d, de 1997, cuja gancho da letra \u2013 \u201cDeve haver alguma coisa que ainda te emocione\u201d \u2013 trouxe de coda \u201c(I Can&#8217;t Get No) Satisfaction\u201d, dos Stones.<\/p>\n<p>Os hits (dos Engenheiros), claro, estiveram quase todos presentes. De \u201cPiano Bar\u201d a \u201cPra Ser Sincero\u201d, de \u201cToda Forma de Poder\u201d a \u201cTerra de Gigantes\u201d, de \u201cSomos Quem Podemos Ser\u201d a \u201cRefr\u00e3o de Bolero\u201d, de \u201cEra um Garoto\u201d a \u201cInfinita Highway\u201d, e mesmo com a dupla tentando desarranjar as can\u00e7\u00f5es, \u00e9 quase certo que ao menos 1200 rondonienses acordaram completamente roucos e\/ou sem voz neste s\u00e1bado, e v\u00e3o guardar essa noite do Casar\u00e3o com carinho na mem\u00f3ria. O festival segue neste s\u00e1bado com shows de Wado, Transmissor e mais seis bandas ao ar livre (e gratuito) no Mercado Cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/pv2.jpg\" alt=\"pv2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Fotos por Marcelo Costa (exceto foto 3, por Douglas Di\u00f3genes)<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Cobertura completa do Festival Casar\u00e3o 2012, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/casarao2012\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas perguntas para Vinicius Lemos, do Festival Casar\u00e3o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/09\/03\/tres-perguntas-vinicius-lemos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Os destaques do Festival Casar\u00e3o 2010, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/06\/28\/festival-casarao-porto-velho\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pra come\u00e7o de conversa: o calor \u00e9 uma bobagem. 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