{"id":684,"date":"2008-07-13T07:06:27","date_gmt":"2008-07-13T10:06:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/13\/t-in-the-park-saturday-2\/"},"modified":"2016-07-18T08:34:08","modified_gmt":"2016-07-18T11:34:08","slug":"t-in-the-park-saturday-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/13\/t-in-the-park-saturday-2\/","title":{"rendered":"T In The Park 2008, Saturday"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/tintheparh11.jpg\" alt=\"tintheparh11.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Texto e fotos: Marcelo Costa<\/p>\n<p>O T In The Park, maior e mais badalado festival da Esc\u00f3cia come\u00e7ou na sexta-feira, com Verve, Stereophonics, Feeder, Futureheads, Wombats e Chemical Brothers, mas devido ao alto pre\u00e7o dos ingressos (em libras), compramos os tickets apenas do fim de semana. E d\u00e1-lhe gastos em pounds: o \u00f4nibus ida-e-volta de Glasgow para o festival (1h30 de viagem) custa 22 libras (mais de R$ 70), a programa\u00e7\u00e3o com o hor\u00e1rio de cada show sai por 8 libras (quase R$ 30) e o festival ainda destaca milhares de oportunidades para voc\u00ea gastar o seu rico e suado dinheirinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1211.jpg\" alt=\"europa2008-1211.jpg\" \/><\/p>\n<p>O T In The Park at\u00e9 parece um shopping center tamanho o n\u00famero de lojas. Tem de tudo: as comidas mais variadas (e servidas de forma tosca, claro), energ\u00e9ticos especiais apenas para maiores de 18 anos, massagem, cabelereiro, lojas de roupas e\u2026 roda gigante, bungee jump, trem fantasma e carrinho de bate-bate. Ou seja, o festival n\u00e3o \u00e9 um shopping, mas sim um circo. Boa parte do p\u00fablico marca presen\u00e7a n\u00e3o por causa desta ou daquela banda, e sim pelo fato de que o lance \u00e9 estar aqui, independente das atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1217.jpg\" alt=\"europa2008-1217.jpg\" \/><\/p>\n<p>Quanto as atra\u00e7\u00f5es, elas s\u00e3o divididas em oito palcos, sendo tr\u00eas tendas de m\u00fasica eletr\u00f4nica, uma tenda para bandas novas, dois palcos maiores (Main Stage e NME Radio 1 Stage) e duas outras tendas bacanas. O certo seria escolher uma ou duas tendas pr\u00f3ximas, ficar se revezando entre elas e esquecer o mundo, mas quem diz que a gente consegue. Haja perna, pois as caminhadas s\u00e3o beeeem longas, mas costumam valer a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1218.jpg\" alt=\"europa2008-1218.jpg\" \/><\/p>\n<p>Cada um fez sua programa\u00e7\u00e3o pessoal, e sa\u00edmos na batalha. Come\u00e7amos com os belgas do dEUS, que tinham fechado o Werchter, na semana passada, e aqui praticamente abriam a tenda NME Radio 1. Bom show, ao menos as quatro m\u00fasicas que vimos. Passamos pelo Main Stage para olhar a Kate Nash. O microfone estava dentro de uma arma\u00e7\u00e3o em forma de ostra, e apesar da Kate ser toda fofinha, o show n\u00e3o embalou. Duas m\u00fasicas depois e j\u00e1 est\u00e1vamos no palco das bandas novas, o Futures Stage, vendo os ingleses do The Metros. Eles t\u00eam muuuito o que caminhar ainda, mas valeram as tr\u00eas m\u00fasicas que vimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1224.jpg\" alt=\"europa2008-1224.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00a0O festival realmente come\u00e7ou, com cerveja voando pro alto e a galera cantando junto, quanto o The Subways entrou no NME Radio 1. Fazia um tempo que a banda n\u00e3o pisava na Esc\u00f3cia, e a saudade foi compensada com uma apresenta\u00e7\u00e3o vibrante, que at\u00e9 compensa a falta de qualidade da banda em est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/sons1.jpg\" height=\"600\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>O primeiro grande show do dia aconteceu na tenda King Tut\u2019s Wah Wah. Jogando em casa, os escoceses do Sons and Daughters, respons\u00e1veis por um dos grandes discos de 2008 (\u201dThis Gift\u201d), s\u00f3 tinham 40 minutos (dos quais usaram 36 apenas), mas mandaram bem focando nas can\u00e7\u00f5es mais antigas (\u201dJohnny Cash\u201d, \u201cRama Lama\u201d, \u201cDance Me In\u201d) e no poderoso single \u201cGilt Complex\u201d. Adele, com um longo camis\u00e3o com Leonard Cohen de estampa sobre um micro shortinho, derreteu cora\u00e7\u00f5es. E Scott Paterson segura tudo na guitarra. Showz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1226.jpg\" alt=\"europa2008-1226.jpg\" \/><\/p>\n<p>Na sequencia, um pouquinho da honestidade rocker do Hold Steady, da pieguice pop do Kooks (ovacionados no Main Stage) e o \u00fanico momento de d\u00favida do dia: Raconteurs ou Pogues? Bem, imaginei que o Raconteurs tem 105% de chance de tocar no Brasil, se n\u00e3o for neste ano, que seja no ano que vem, enquanto o Pogues, never. Sem contar que ainda tinha o acr\u00e9scimo de que cruzo o Raconteurs no Benicassim, na pr\u00f3xima semana, e de que o Pogues estaria tocando \u201cem casa\u201d. Ganhou Shane MacGowan, o Wander Wildner do Reino Unido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/park2.jpg\" height=\"338\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>A escolha n\u00e3o poderia ter sido mais acertada (e n\u00e3o s\u00f3 pelo fato do show do Raconteurs, segundo a Juliana, ter sido meia boca). Quinze minutos antes do show come\u00e7ar, a tenda j\u00e1 estava superlotada com o p\u00fablico entoando as can\u00e7\u00f5es do grupo como se estiv\u00e9ssemos todos em um est\u00e1dio de futebol. A seguran\u00e7a foi refor\u00e7ada de cinco para quinze pessoas na frente do palco, que distribu\u00edam \u00e1gua para as primeiras filas tanto como cuidavam dos desmaiados e dos mais afoitos, que tentavam pular a grade. A banda come\u00e7ou atacando um n\u00famero instrumental, e assim que Shane pisou no palco, dezenas de celulares foram ao alto para registrar o momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/pogues1.jpg\" height=\"330\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Shane MacGowan \u00e9 como um deus b\u00eabado para este povo. Ele se enrola com o microfone, caminha cambaleante pelo palco, briga com o backing, e canta como se estivesse em um pub rodeado por cervejas. O p\u00fablico vai junto, e \u201cDirty Old Town\u201d, um dos cl\u00e1ssicos da banda, rende um dos momentos mais belos que a m\u00fasica pode proporcionar, com pessoas chorando, cantando abra\u00e7adas, balan\u00e7ando bandeiras e se emocionando. Lindo de se ver. Shane estourou o hor\u00e1rio em vinte minutos, mas ele pode, pois ele \u00e9 um deus b\u00eabado e desdentado que esse povo ama. Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1246.jpg\" alt=\"europa2008-1246.jpg\" \/><\/p>\n<p>E acabou o festival? N\u00e3o. Ainda tinha Interpol, Kaiser Chiefs, Ian Brown e Rage Against The Machine, todos no mesmo hor\u00e1rio. Meu plano era ver tr\u00eas m\u00fasicas do Interpol (s\u00f3 para confirmar o que eu j\u00e1 sabia) e ir ver outro deus tocar can\u00e7\u00f5es de sua ex-banda, uma tal de Stone Roses, e cabular Kaiser Chiefs e Rage.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/interpol.jpg\" height=\"338\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Vi as tr\u00eas m\u00fasicas do Interpol (sim, \u00e9 aquilo mesmo: as m\u00fasicas do dois primeiros discos s\u00e3o foda, as do \u00faltimo s\u00e3o lixo) e parti pra tenda Kings pra ver Ian Brown. Quem disse que consegui entrar? Apesar de sua carreira solo ser frouxa, o homem \u00e9 idolatrado, e o show vale pois ele toca v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es do disco que mudou o rock brit\u00e2nico nos anos 90, mas depois de ter batido a cara na porta, decidi voltar ao Interpol (no caminho conferi tr\u00eas m\u00fasicas do RATM), que fechou a noite com hits e mandou todo mundo feliz pra casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1254.jpg\" alt=\"europa2008-1254.jpg\" \/><\/p>\n<p>Uma coisa interessante, e que voc\u00ea j\u00e1 sabia, mas custa nada falar: todos os shows que vi na Europa at\u00e9 agora, e que j\u00e1 tinha visto no Brasil, foram melhores aqui. At\u00e9 o Kings of Leon! Esse do Interpol foi a prova dos nove: dava para se ouvir as duas guitarras, o baixo, bateria e voz perfeitamente, como se estiv\u00e9ssemos ouvindo um CD. Foda. Bem, uma hora e tanto depois j\u00e1 est\u00e1vamos de volta ao hostel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/europa2008-1255.jpg\" alt=\"europa2008-1255.jpg\" \/><\/p>\n<p>Estou de malas prontas para embarcar para Barcelona nesta segunda, mas antes tem o \u00faltimo dia do T In The Park. Minha agenda pessoal: Brian Jonestown Massacre, The Ting Tings, British Sea Power, Vampire Weekend, Echo and The Bunnymen, Amy Winehouse, Hot Chip e R.E.M.; Se a Amy der cano, vou me ajoelhar na frente do palco do National, novamente. Assim que der, volto pra contar. Me aguarda!<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Saiba como foi o domingo do T In The Park 2008 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/14\/t-in-the-park-sunday\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e fotos: Marcelo Costa O T In The Park, maior e mais badalado festival da Esc\u00f3cia come\u00e7ou na sexta-feira, com Verve, Stereophonics, Feeder, Futureheads, Wombats e Chemical Brothers, mas devido ao alto pre\u00e7o dos ingressos (em libras), compramos os tickets apenas do fim de semana. 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