{"id":6749,"date":"2012-08-07T23:32:10","date_gmt":"2012-08-08T02:32:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/08\/07\/tres-cervejas-gulmen-77-valentins\/"},"modified":"2014-03-09T13:07:03","modified_gmt":"2014-03-09T16:07:03","slug":"tres-cervejas-gulmen-77-valentins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/08\/07\/tres-cervejas-gulmen-77-valentins\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas cervejas: G\u00fclmen, 77, Valentins"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/gulmen.jpg\" alt=\"gulmen.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00a0A cervejaria G\u00fclmen \u00e9 de uma cidadezinha de 50 mil habitantes chamada Viedma, \u00e0s margens do Rio Negro, na Argentina, cerca de 11 horas distante de Buenos Aires. Eles fabricam artesanalmente seis estilos de cerveja (a Barley Wine da casa \u00e9 muito bem cotada) e este exemplar da G\u00fclmen Dorada Patagonica chegou a minhas m\u00e3os como um presente do amigo Nevilton, que em algum de seus roteiros de shows (quem conhece a banda sabe que eles tocam muito e em todo o lugar) a viu na prateleira e me trouxe de presente.<\/p>\n<p>A G\u00fclmen Dorada Patagonica \u00e9 uma bel\u00edssima surpresa. Da fam\u00edlia das Pale Ale, a Dorada mistura l\u00fapulos colhidos na regi\u00e3o patag\u00f4nica do El Bols\u00f3n com os famosos S\u00e4az da Rep\u00fablica Tcheca. N\u00e3o \u00e0 toa, o aroma \u00e9 caprichadamente lupulado, mas traz sugest\u00e3o de trigo, guaran\u00e1 e mela\u00e7o. O paladar refor\u00e7a o que o aroma adianta: bastante l\u00fapulo, mas com um amargor comportado, que deixa um rastro interessante de caramelo. Bem gostosa, o que faz planejar uma busca pelas demais cervejas da G\u00fclmen.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/valentins.jpg\" alt=\"valentins.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00a0A Parkbrauerei (Cervejaria Park) surgiu em Pirmasens, uma cidadezinha alem\u00e3 de pouco mais de 40 mil habitantes, em 1888, e sua especialidade, desde sempre, foi a cerveja dos namorados, a Valentins Hefeweissbier. Isso continuou mesmo ap\u00f3s a Parkbrauerei fundir-se com a Bellheimer (que nasceu em 1865) mais de um s\u00e9culo depois, em 1995, criando um poderoso conglomerado cervejeiro que, hoje, conta com mais de 50 r\u00f3tulos no card\u00e1pio (de Bellheimer a Frankenthaler, de Germania a Goldhand e muitas outras).<\/p>\n<p>As famosas cervejas de trigo alem\u00e3s s\u00e3o t\u00edpicas da Bav\u00e1ria, no sul do pa\u00eds, por isso surpreende esta bela representante do estilo sair do sudoeste, quase na fronteira com a Fran\u00e7a. Tudo aquilo que faz brilharem os olhos dos apaixonados por cervejas de trigo est\u00e1 aqui: o aroma traz notas de banana, trigo e cravo. O paladar n\u00e3o complica e cumpre o que o aroma prop\u00f5e em uma cerveja bem gostosa, mas inferior \u00e0s campe\u00e3s do estilo \u2013 leia-se Weihenstephaner. Ainda assim, \u00e9 uma substituta de respeito e o bom pre\u00e7o (R$ 7 a latinha de 500 ml) ajuda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/77.jpg\" alt=\"77.jpg\" \/><\/p>\n<p>A BrewDog \u00e9 uma cervejaria escocesa que tem apenas seis anos de vida,  mas j\u00e1 garantiu um lugar no lado esquerdo do peito cervejeiro devido a  r\u00f3tulos disputados (e car\u00edssimos) como a Paradox (uma stout de 10% de  gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica envelhecida em velhos barris de u\u00edsque escoc\u00eas), a  Tokyo (uma Imperial Stout de&#8230; 18,2%), a Tactical Nuclear Penguin (32%  de \u00e1lcool), a Sink The Bismarck, uma IPA Quadrupel de 41%, e, a ex\u00f3tica  The End of History, cerveja de 55% de \u00e1lcool embalada em esquilos de  pel\u00facia (?). Isso fora as tradicionais. S\u00e3o muitas&#8230;<\/p>\n<p>Desta forma, aproveitando uma promo\u00e7\u00e3o no meu emp\u00f3rio predileto,  trouxe duas latinhas da Brew Dog 77 Lager pra casa. Pra amigos, a  apresentei (ap\u00f3s a primeira latinha) como o que as cervejas brasileiras  de balc\u00e3o deveriam ser, se fossem cervejas de verdade (das \u201cnossas\u201d, a  que mais aproxima aqui \u00e9 a Serra Malte). O aroma da 77 traz o l\u00fapulo em  primeiro plano, mas o malte marca presen\u00e7a. O paladar segue a risca a  tradi\u00e7\u00e3o: o malte carameliza at\u00e9 onde deve caramelizar e o l\u00fapulo amarga  at\u00e9 onde tem que amargar. Linha cl\u00e1ssica caprichada.<\/p>\n<p>G\u00fclmen Dorada Patagonica<br \/>\n&#8211; Produto: Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Argentina<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,3%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,35\/5<\/p>\n<p>Valentins Hefeweissbier<br \/>\n&#8211; Produto: Weiss<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Alemanha<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,01\/5<\/p>\n<p>Brew Dog 77 Lager<br \/>\n&#8211; Produto: German Pilsner<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Esc\u00f3cia<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,9%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,47\/5<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/top-100-cervejas\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A cervejaria G\u00fclmen \u00e9 de uma cidadezinha de 50 mil habitantes chamada Viedma, \u00e0s margens do Rio Negro, na Argentina, cerca de 11 horas distante de Buenos Aires. 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