{"id":6473,"date":"2012-06-15T17:25:53","date_gmt":"2012-06-15T20:25:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/15\/lou-reed-em-luxemburgo\/"},"modified":"2017-06-15T10:50:43","modified_gmt":"2017-06-15T13:50:43","slug":"lou-reed-em-luxemburgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/15\/lou-reed-em-luxemburgo\/","title":{"rendered":"Lou Reed ao vivo em Luxemburgo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lou1.jpg\" alt=\"lou1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/em><\/p>\n<p>O Gr\u00e3o-Ducado do Luxemburgo \u00e9 um pequeno pa\u00eds espremido entre B\u00e9lgica, Fran\u00e7a e Alemanha, com uma das maiores rendas per capita do mundo e uma popula\u00e7\u00e3o de 500 mil pessoas, destes, segundo o taxista iugoslavo que falava portugu\u00eas melhor do que muito jogador de futebol brasileiro, 20% portugueses. Ou seja, tome cuidado se quiser reclamar \/ zoar o taxista achando que ele n\u00e3o vai te entender. Cometemos esse erro&#8230;<\/p>\n<p>O Rockhall, no entanto, n\u00e3o fica na cidade de Luxemburgo, mas umas tr\u00eas cidades antes, quase na fronteira com a Fran\u00e7a. O ticket do ingresso vale para o trem (uma maneira de o Estado apoiar o entretenimento), mas n\u00e3o para o t\u00e1xi, afinal a Avenida do Rock and Roll (o nome \u00e9 esse mesmo, ou melhor: Avenue du Rock&#8217;n&#8217;Roll) \u00e9 bem distante do centro de Alzette, a tal cidadezinha luxemburguesa quase francesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lou4.jpg\" alt=\"lou4.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s um grupo chatinho meio Kooks, e uma dupla n\u00e3o ensaiada de guitarra e violino, Lou Reed surge se arrastando para o palco. Impressiona como o homem est\u00e1 detonado, caminhando a passos lentos e pesados para o microfone. A banda \u00e9 toda nova, o que justifica a escolha de Luxemburgo para abrir a turn\u00ea: melhor queimar o filme e ensaiar ao vivo em cidadezinhas afastadas para chegar afiado em Londres e Paris.<\/p>\n<p>O programa vendido na banquinha de camisetas aponta oito m\u00fasicas do Velvet Underground, oito da carreira solo de Lou Reed e oito (!) do \u00e1lbum \u201cLulu\u201d, em parceria com o Metallica, mas Lou n\u00e3o o segue, e abre a noite com uma vers\u00e3o potente de &#8220;Brandenburg Gate&#8221;. O quinteto que o acompanha n\u00e3o tira o olho do maestro, e com a guitarra nas m\u00e3os Lou n\u00e3o decepciona (apesar da voz mostrar sinais de desgaste).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lou2.jpg\" alt=\"lou2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Surge ent\u00e3o o primeiro hino do Velvet, \u201cHeroin\u201d, em vers\u00e3o redentora, fiel ao arranjo original, com Lou declarando seu amor \u00e0 droga e dizendo que ela \u00e9 sua esposa. \u201cI&#8217;m Waiting For The Man\u201d vem com teclado \u00e0 frente, e os guitarristas se divertem (e erram adoidado). O arranjo \u00e9 rock and roll a la Jerry Lee Lewis, e a banda atual lembra a fase \u201cLive in Italy\u201d, da primeira metade dos anos 80 de Lou Reed, com muito improviso.<\/p>\n<p>Fica absolutamente claro neste come\u00e7o (de show e turn\u00ea) que Lou est\u00e1 usando este primeiro show como um ensaio de luxo. Parece, inclusive, que a banda est\u00e1 tocando junta pela primeira vez, o que faz com que Lou tenha que acentuar todos os finais, mostrar as notas que devem ser tocadas em determinando momento e, \u00e1pice c\u00f4mico, colocar o dedo na boca em sinal de sil\u00eancio para que um dos guitarristas pare de fazer o backing que est\u00e1 fazendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lou3.jpg\" alt=\"lou3.jpg\" \/><\/p>\n<p>Como um todo, o show \u00e9 desleixado, e os melhores momentos surgem, acredite, quando Lou pesca uma can\u00e7\u00e3o do \u201cLulu\u201d (ainda rolam \u201cThe View\u201d, \u201cMistress Dread\u201d e \u201cJunior Dad\u201d). Cl\u00e1ssicos como \u201cWhite Light\/White Heat\u201d (em que um dos guitarristas errou o backing) e \u201cWalk on the Wild Side\u201d surgem em vers\u00f5es que mais parecem jam sessions, mas \u201cStreet Hassle\u201d e \u201cCremation\u201d compensam.<\/p>\n<p>O set list tem 15 m\u00fasicas, mas percebendo a confus\u00e3o em que se meteu, Lou corta duas can\u00e7\u00f5es (\u201capenas\u201d \u201cSweet Jane\u201d e \u201cPale Blue Eyes\u201d) e adianta o final. Volta para o bis com uma do \u201cLulu\u201d, terminando a noite com \u201cSad Song\u201d, bastante inferior \u00e0 vers\u00e3o da turn\u00ea do \u00e1lbum \u201cBerlin\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/22\/lou-reed-em-malaga-2\/\">de quatro anos atr\u00e1s<\/a>. Os luxemburgueses podem ter a maior renda per capita do mundo, mas assistiram ao prov\u00e1vel pior show de Lou Reed desta turn\u00ea. E n\u00f3s tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/lou4.jpg\" alt=\"lou4.jpg\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e fotos por Marcelo Costa O Gr\u00e3o-Ducado do Luxemburgo \u00e9 um pequeno pa\u00eds espremido entre B\u00e9lgica, Fran\u00e7a e Alemanha, com uma das maiores rendas per capita do mundo e uma popula\u00e7\u00e3o de 500 mil pessoas, destes, segundo o taxista iugoslavo que falava portugu\u00eas melhor do que muito jogador de futebol brasileiro, 20% portugueses. 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