{"id":6450,"date":"2012-06-15T02:59:08","date_gmt":"2012-06-15T05:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/15\/batendo-perna-em-paris\/"},"modified":"2012-07-16T21:10:22","modified_gmt":"2012-07-17T00:10:22","slug":"batendo-perna-em-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/15\/batendo-perna-em-paris\/","title":{"rendered":"Batendo perna em Paris"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris11.jpg\" alt=\"paris11.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Texto e fotos: Marcelo Costa<\/em><\/p>\n<p>Segunda-feira, p\u00f3s Primavera Sound, todo mundo morto, hora de descansar, certo? Humm, n\u00e3o. Chegamos a Paris por volta das 11h, e fomos recebidos por seis andares de degraus escorregadios e gastos \u2013 sem elevador. No terceiro andar, um acesso de riso nos tomou, e as malas triplicaram de peso. Com muito esfor\u00e7o conseguimos chegar ao apartamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris9.jpg\" alt=\"paris9.jpg\" \/><\/p>\n<p>A primeira impress\u00e3o \u00e9 de m\u00e9dio pra ruim, mas vamos nos ajeitando (e aceitando). A mulher respons\u00e1vel por nos receber n\u00e3o fala nada de ingl\u00eas, e travamos um di\u00e1logo que mais parece uma luta de esgrima. Quando ela est\u00e1 saindo, vitoriosa, lembramos de pedir a senha do wi-fi. Ela sorri, e anota num papel. Duas horas depois descobrimos que ela havia nos dado a senha da portaria do nosso pr\u00e9dio. Lost in Translation.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris8.jpg\" alt=\"paris8.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 hora do almo\u00e7o, e opto por retornar a um restaurante em que comi com Lili, e que a encantou por sua sopa de cebola. Fica do lado do Forum Des Halles, e, claro, todo mundo fica animado quando comento que h\u00e1 uma FNAC de tr\u00eas andares no local. Passamos ainda na lojinha Parall\u00e9les (47, Rue Saint Honor\u00e9), um para\u00edso com vinis, boxes raros, quadrinhos e memorabilia. Rob Fleming recomendaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris7.jpg\" alt=\"paris7.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ent\u00e3o come\u00e7a a maratona. Estamos ao lado do Louvre, lembro, e caminhamos at\u00e9 a Pir\u00e2mide. Paulo Terron olha para o Arco do Triunfo, e comenta: \u201cUma vez caminhei daqui at\u00e9 l\u00e1\u201d. J\u00e1 que deu a ideia, vamos os tr\u00eas, com Renato Moikano (que estava caminhando pela primeira vez na Champs Elysees) \u00e0 frente. No caminho, passamos em uma FNAC e na mega loja da Virgin. Resisto e n\u00e3o compro nada nas duas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris61.jpg\" alt=\"paris61.jpg\" \/><\/p>\n<p>Debaixo do Arco, comento: \u201cJ\u00e1 que viemos at\u00e9 aqui, vamos at\u00e9 a Torre Eiffel\u201d. E assim parte o trio. O clima est\u00e1 meio cinzento, nublado, e venta. Mas n\u00e3o nos abalamos. Paramos no Trocadero, e pergunto pro Renato: \u201cTu vai querer subir?\u201d.  E ele: \u201c\u00c9 claro\u201d. A fila do elevador est\u00e1 imensa, ent\u00e3o comento da subida via escada, cuja fila \u00e9 menor. Segundo a previs\u00e3o no letreiro, os quase 700 degraus s\u00e3o vencidos em 25 minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris51.jpg\" alt=\"paris51.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ali pelo n\u00famero 300, eles, os degraus, est\u00e3o quase nos vencendo. Rimos, sem poder rir (temos que guardar o ar para o f\u00f4lego que resta), mas aos poucos vamos ultrapassando as marcas (inclusive o degrau 666) e, quando percebemos, j\u00e1 estamos sendo atacados pelo vento cortante que atinge o ponto mais alto da Torre. O dia est\u00e1 se pondo, e a vis\u00e3o compensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/degrau666.jpg\" alt=\"degrau666.jpg\" \/><\/p>\n<p>Algu\u00e9m se lembra dos seis andares que teremos de enfrentar quando voltar para o ap (que j\u00e1 est\u00e1 arrumado, com wi-fi funcionando, TV francesa dispon\u00edvel, e camas aguardando o sono dos justos), e rimos. Depois da Torre, os seis andares do ap ser\u00e3o fichinha, mas se encontrasse uma l\u00e2mpada m\u00e1gica naquele momento, um dos tr\u00eas pedidos seria certo: um elevador. Os outros dois poderiam ser queijo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris10.jpg\" alt=\"paris10.jpg\" \/><\/p>\n<p>Acordamos perto do meio-dia na ter\u00e7a-feira, e nenhuma boulangerie nem restaurante quer nos vender o card\u00e1pio de caf\u00e9 da manh\u00e3. Dispensamos um caf\u00e9 que parecia o do filme \u201cAntes do Por-do-Sol\u201d, mas que, na verdade, n\u00e3o era frequentado por Celine e Jesse, mas sim por Jim Morrison, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus \u2013 e at\u00e9 virou filme), e somos dispensados de mais dois. No fim, opto por uma fatia de queijo com am\u00eandoas, e descubro um caf\u00e9 amig\u00e1vel na pra\u00e7a seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris41.jpg\" alt=\"paris41.jpg\" \/><\/p>\n<p>A ideia era passarmos na Shakespeare and Co, a charmosa livraria focada em l\u00edngua inglesa, e depois visitarmos a Igreja de Notre Dame, mas percebo o Pantheon numa ladeira, e arrasto os dois amigos para o local. Dali seguimos em dire\u00e7\u00e3o a Rue Dante, que desde o come\u00e7o do Boulevard St Germain \u00e9 lotada de lojas de quadrinhos e toyart, um para\u00edso para f\u00e3s e nerds. Todo mundo compra algo. Ainda descobrimos outra loja de CDs e vinis sensacional: a Crocodisc, na 40, rue des Ecoles.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris31.jpg\" alt=\"paris31.jpg\" \/><\/p>\n<p>Na Shakespeare and Co, um cartaz anuncia que Jennifer Egan, minha paix\u00e3o atual, ir\u00e1 ler trechos de seu novo livro \u00e0s 19h da quinta-feira, exatamente quando tivermos partido para Cork. Tento n\u00e3o pensar no assunto (na \u00faltima vez que estive na livraria, Jonathan Safran Foer lia trechos de \u201cEating Animals\u201d) e partimos para Notre Dame. A fila est\u00e1 grande, mas r\u00e1pida. Quando deixamos a igreja, as visitas ao topo est\u00e3o encerradas. Fica para a pr\u00f3xima vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/paris2.jpg\" alt=\"paris2.jpg\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e fotos: Marcelo Costa Segunda-feira, p\u00f3s Primavera Sound, todo mundo morto, hora de descansar, certo? Humm, n\u00e3o. Chegamos a Paris por volta das 11h, e fomos recebidos por seis andares de degraus escorregadios e gastos \u2013 sem elevador. No terceiro andar, um acesso de riso nos tomou, e as malas triplicaram de peso. 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