{"id":6261,"date":"2012-05-20T16:15:31","date_gmt":"2012-05-20T19:15:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/20\/opiniao-do-consumidor-tres-lobos-2\/"},"modified":"2017-04-17T15:03:57","modified_gmt":"2017-04-17T18:03:57","slug":"opiniao-do-consumidor-tres-lobos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/20\/opiniao-do-consumidor-tres-lobos-2\/","title":{"rendered":"B\u00e9lgica: tr\u00eas cervejas da Rochefort"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/rochefort1.jpg\" alt=\"rochefort1.jpg\" \/><\/p>\n<p>No s\u00e9culo 19, a cidadezinha de Rochefort, na prov\u00edncia belga de Namur, era um resort. Hoje, com aproximadamente 12 mil habitantes, Rochefort \u00e9 a casa da Abadia de Notre-Dame de Saint-R\u00e9my, fundada no s\u00e9culo 13 por monges Cistercienses da Estrita Observ\u00e2ncia, famosos por sua vida espiritual e tamb\u00e9m por seus doces e por sua cerveja, que come\u00e7ou a ser produzida em 1595. H\u00e1 cerca de 20 monges residentes no mosteiro, que guardam o processo de fabrica\u00e7\u00e3o de cerveja a sete chaves. Com raz\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>A Rochefort 6 \u00e9 a de tampa vermelha e \u201capenas\u201d 7,5% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. A cacetada de \u00e1lcool marca presen\u00e7a no conjunto, mas n\u00e3o inibe os sentidos. O aroma \u00e9 levemente picante e caramelado (com algo ainda de castanha). No paladar, o \u00e1lcool se apresenta incrivelmente de forma t\u00edmida (o que pode derrubar muito bebedor metido a corajoso) com l\u00fapulo e malte caramelado formando um conjunto interessante, mas n\u00e3o t\u00e3o complexo. A 6, na verdade, serve mais como degrau para as vers\u00f5es 8 e 10. Ainda assim, uma bela cerveja.<\/p>\n<p>A da tampinha verde \u00e9 a Rochefort 8, uma vers\u00e3o turbinada da 6: no aroma, o mesmo picante e o mesmo caramelado, mas mais intenso: o \u00e1lcool (que aqui chegam a 9,2%) marca presen\u00e7a envolto numa nuvem de mela\u00e7o, chocolate, nozes, ma\u00e7a e frutas c\u00edtricas. O paladar segue a risca a complexidade de notas que o aroma explora com o \u00e1lcool tocando delicadamente o c\u00e9u da boca e marcando o gole at\u00e9 o fim. Daquelas cervejas que v\u00e3o al\u00e9m&#8230; uma verdadeira experi\u00eancia alco\u00f3lica. Simplesmente perfeita (e mais balanceada que a outras duas irm\u00e3s).<\/p>\n<p>A terceira Rochefort \u00e9 a 10 (tampa azul), com 11,3% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. Isso mesmo: 11,3%, mas n\u00e3o se preocupe: o \u00e1lcool n\u00e3o atrapalha o conjunto. Ele est\u00e1 ali, intenso no aroma, mas s\u00e3o facilmente percept\u00edveis notas de caramelo, chocolate, ameixa, madeira e um picante que remete a pimenta do reino. No paladar, o primeiro toque deixa uma marca licorosa e um rastro de \u00e1lcool que gruda no c\u00e9u da boca e marca at\u00e9 o fim da garganta. Depois a gente acostuma, e tudo desce de forma suave, adocicada. Uma bel\u00edssima cerveja que, infelizmente, n\u00e3o se recomenda beber tr\u00eas seguidas (risos), mas deleitar-se com uma por vez.<\/p>\n<p>Trazidas ao Brasil pela Casa da Cerveja, as Rochefort s\u00e3o&#8230; car\u00edssimas. No entanto, ela anda aparecendo, ao menos em S\u00e3o Paulo, em v\u00e1rios emp\u00f3rios por pre\u00e7os entre R$ 8 e R$ 11. Seus pre\u00e7os normais, no entanto, transitam entre R$ 17 e R$ 25 a garrafa de 330 ml, e uma das vantagens dessa belga \u00e9 que ela pode ser armazenada por at\u00e9 cinco anos (a validade desse trio acima era 27\/07\/2016!), mantendo a qualidade. A \u00e1gua para as cervejas \u00e9 extra\u00edda de um po\u00e7o situado no interior dos muros do mosteiro e os monges capricham na receita. \u00c9 outro n\u00edvel de cerveja, ou como diz um hastag que circula por ai, #cervejadeverdade.<\/p>\n<p>Trappistes Rochefort 6<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dubbel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,94\/5<\/p>\n<p>Trappistes Rochefort 8<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dark Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 4.77\/5<\/p>\n<p>Trappistes Rochefort 10<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dark Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11,3%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,67\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/rochefort2.jpg\" alt=\"rochefort2.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1000 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/top-100-cervejas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre v\u00e1rias outras cervejas\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/bebidinhas\/\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No s\u00e9culo 19, a cidadezinha de Rochefort, na prov\u00edncia belga de Namur, era um resort. 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