{"id":5758,"date":"2012-01-20T00:12:54","date_gmt":"2012-01-20T03:12:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/01\/20\/tres-filmes-darin-damon-e-clooney\/"},"modified":"2012-01-20T07:03:44","modified_gmt":"2012-01-20T10:03:44","slug":"tres-filmes-darin-damon-e-clooney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/01\/20\/tres-filmes-darin-damon-e-clooney\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Filmes: Darin, Damon e Clooney"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/chino1.jpg\" alt=\"chino1.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cUm Conto Chines\u201d (\u201cUn Cuento Chino\u201d, 2011)<\/strong><br \/>\nA com\u00e9dia de costume \u00e9 um g\u00eanero que nunca sai de moda. Talvez por lidar com pessoas comuns que, colocadas em um ambiente diferente, causam uma s\u00e9rie de desencontros hil\u00e1rios. Desta forma, \u201cUm Conto Chines\u201d n\u00e3o traz nenhuma novidade. Assim que o espectador senta na cadeira no cinema, j\u00e1 sabe tudo que ir\u00e1 acontecer: Roberto (Ricardo Dar\u00edn novamente excelente) \u00e9 um cara de meia idade que toca a loja de ferragens do falecido pai (a m\u00e3e morreu no parto). Ele \u00e9 o mal-humorado t\u00edpico, sem paci\u00eancia para pessoas em geral (e babacas em particular), fechado no mundinho met\u00f3dico que criou para si mesmo. Surge em cena Jun (Ignacio Huang), um chin\u00eas que tomou um cano de um taxista argentino e est\u00e1 perdido em Buenos Aires sem falar uma palavra em espanhol. Ele tem no bra\u00e7o o endere\u00e7o de um tio, e s\u00f3. O encontro destes dois personagens t\u00e3o reais quanto particulares permite ao diretor e roteirista Sebasti\u00e1n Borensztein olhar com delicadeza a rela\u00e7\u00e3o humana, e se segue a risca o manual do estilo (Roberto ir\u00e1 amolecer durante a trama como margarina no sol) incomodando em certas passagens por soar extremamente \u00f3bvio, tem a seu favor o esperto manuseio da narrativa: n\u00e3o h\u00e1 legendas para os trechos falados em chin\u00eas, o que faz de boa parte p\u00fablico c\u00famplice de Roberto. Nada de novo, mas ainda assim interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/zoo.jpg\" alt=\"zoo.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cCompramos um Zool\u00f3gico\u201d (\u201cWe Bought a Zoo\u201d, 2011)<\/strong><br \/>\nSeis anos atr\u00e1s, \u201cTudo Acontece em Elizabetown\u201d parecia enterrar a carreira cinematogr\u00e1fica de Cameron Crowe. N\u00e3o que o filme fosse ruim (pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 v\u00e1rias belas passagens), mas peca por ser exagerado, como se o diretor quisesse expurgar v\u00e1rios dem\u00f4nios pessoais em um \u00fanico filme. \u201cPearl Jam \u2013 Twenty\u201d, seu retorno, serviu para mostrar que document\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 sua praia, mas eis que \u201cCompramos um Zool\u00f3gico\u201d, baseado em uma hist\u00f3ria real, recoloca a carreira do diretor nos eixos. N\u00e3o bate \u201cJerry Maguire\u201d nem \u201cQuase Famosos\u201d, mas mostra que Crowe n\u00e3o perdeu seus tiques sonhadores, e consegue fazer bom cinema partindo do foco dos derrotados. Em \u201cCompramos um Zool\u00f3gico\u201d, o derrotado nem \u00e9 t\u00e3o derrotado assim: Benjamin Mee (Matt Damon, apenas correto) \u00e9 um rep\u00f3rter de aventuras que coleciona grandes reportagens, mas est\u00e1 no limbo ap\u00f3s a morte da mulher, tendo que dar conta dos dois filhos, a fof\u00edssima Rosie (Maggie Elizabeth Jones) e o desajustado Dylan (Colin Ford). Para afastar as lembran\u00e7as da esposa (e m\u00e3e), a fam\u00edlia decide se mudar e acaba comprando um&#8230; zool\u00f3gico. Meio irreal, mas aconteceu (embora seja imposs\u00edvel que a tratadora de animais fosse algu\u00e9m como Scarlett Johansson) e gerou uma bonita hist\u00f3ria de reden\u00e7\u00e3o, t\u00edpica de Cameron Crowe. Para ir ao cinema, sonhar, e, depois, visitar o zool\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/250idles.jpg\" alt=\"250idles.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cTudo Pelo Poder\u201d (\u201cThe Ides of March\u201d, 2011)<\/strong><br \/>\nMais alguns anos e George Clooney ir\u00e1 mandar em Hollywood. Grande ator, boa pra\u00e7a e diretor eficiente, Clooney conquista cada vez mais espa\u00e7o na ind\u00fastria, seja atuando (como em \u201cOs Descendentes\u201d, que lhe rendeu o Globo de Ouro e pode cavar uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar \u2013 o qual ele venceu com o \u00f3timo \u201cSyriana\u201d, em 2006) ou dirigindo. Poucos diretores podem se orgulhar de ter no curr\u00edculo tr\u00eas grandes filmes como Clooney: \u201cConfiss\u00f5es de Uma Mente Perigosa\u201d (2002), \u201cBoa Noite, Boa Sorte\u201d (2005) e, agora, \u201cTudo Pelo Poder\u201d (h\u00e1 ainda \u201cJogo Sujo\u201d, de 2008, que saiu direto em DVD no Brasil), filme que investiga os bastidores de uma elei\u00e7\u00e3o norte-americana com tanta destreza que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o deixar a sala de cinema revoltado. Os closes em excesso (que chegam a incomodar em alguns momentos) n\u00e3o conseguem atrapalhar um roteiro eficaz que consegue distrair o espectador diante das reviravoltas da trama, e muito menos a boa atua\u00e7\u00e3o de um elenco estelar: Ryan Gosling, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood e Marisa Tomei brilham, cada um a seu modo, em um filme que parece validar aquela velha m\u00e1xima de que todo mundo \u00e9 corrupt\u00edvel: se n\u00e3o por dinheiro, ent\u00e3o por poder (e at\u00e9 por utopia). Os fins justificam os meios? \u00c1s vezes sim, como mostra Clooney neste filma\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;O Segredo dos Seus Olhos&#8221; dir\u00e1 muito sobre voc\u00ea, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/22\/cinema-o-segredo-dos-seus-olhos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cElizabethtown\u201d, um recorte de v\u00e1rias id\u00e9ias, por Mac (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/elizabetown.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Boa Noite &amp; Boa Sorte&#8221; merece ser visto com aten\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/boanoiteboasorte.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUm Conto Chines\u201d (\u201cUn Cuento Chino\u201d, 2011) A com\u00e9dia de costume \u00e9 um g\u00eanero que nunca sai de moda. Talvez por lidar com pessoas comuns que, colocadas em um ambiente diferente, causam uma s\u00e9rie de desencontros hil\u00e1rios. Desta forma, \u201cUm Conto Chines\u201d n\u00e3o traz nenhuma novidade. 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