{"id":5583,"date":"2011-12-11T22:57:42","date_gmt":"2011-12-12T01:57:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/12\/11\/opiniao-do-consumidor-leffe\/"},"modified":"2013-07-27T10:54:24","modified_gmt":"2013-07-27T13:54:24","slug":"opiniao-do-consumidor-leffe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/12\/11\/opiniao-do-consumidor-leffe\/","title":{"rendered":"Da B\u00e9lgica, quatro cervejas Leffe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/6173879654\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/leffe1.jpg\" alt=\"leffe1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0A Abadia de Notre-Dame foi fundada em 1152 \u00e0 beira do rio Meuse, na prov\u00edncia de Namur, no sul da B\u00e9lgica. Nessa \u00e9poca, os monges fabricavam cerveja porque ela ajudava a impedir que epidemias tif\u00f3ides e outras se espalhassem atrav\u00e9s da \u00e1gua contaminada, j\u00e1 que a esteriliza\u00e7\u00e3o durante sua fabrica\u00e7\u00e3o impedia a contamina\u00e7\u00e3o. Em 1200, os monges decidiram mudar o nome do mosteiro para Abadia de Leffe.<\/p>\n<p>Cerveja, cerveja mesmo, s\u00f3 foi aparecer na Abadia em 1240 (segundo os registros hist\u00f3ricos), mas a Abadia sofreu v\u00e1rias intemp\u00e9ries atrav\u00e9s dos anos: uma enchente em 1460, um inc\u00eandio em 1466, tropas a danificaram em 1735 e durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, em 1794, os monges tiveram que abandon\u00e1-la. A fabrica\u00e7\u00e3o de cerveja continuou em uma escala menor at\u00e9 1809, quando foi interrompida completamente.<\/p>\n<p>Os monges s\u00f3 retornaram para a Abadia em 1902, e em 1937 a Abadia de Leffe foi declarada patrim\u00f4nio hist\u00f3rico (\u00e9 poss\u00edvel visita-la. Veja <a href=\"http:\/\/www.abbaye-de-leffe.be\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). Em 1952, os monges firmaram aquele que \u00e9 conhecido como um dos primeiros contratos de royalties entre um mosteiro e uma cervejaria comercial, aumentando o alcance das cervejas Leffe, que passaram a integrar posteriormente o cast da toda poderosa InBev.<\/p>\n<p>A receita tradicional \u00e9 a mesma desde 1240, dizem, e \u00e9 dif\u00edcil discordar, j\u00e1 que estamos diante de uma cerveja bastante particular e especial. Atualmente s\u00e3o nove os r\u00f3tulos produzidos\/distribu\u00eddos pela Abadia (contando as sazonais) e tr\u00eas deles est\u00e3o sendo trazidos ao Brasil pela AmBev: dois, Blond e Brune, desde 2009, e o terceira, a paulada Radieuse, a partir de 2011.<\/p>\n<p>A Leffe Blond \u00e9 o carro-chefe da Abadia, avisa o site oficial. O aroma j\u00e1 prenuncia o que vem pela frente: malte, cravo, especiarias, frutado, floral e adocicado conquistam o olfato. O paladar segue o aroma: o c\u00edtrico lembra casca de laranja, as especiarias tocam o c\u00e9u da boca levemente, o malte arranja um espa\u00e7inho pra chamar de seu, o l\u00fapulo est\u00e1 ali, levemente amargo, mas o final \u00e9 impressionantemente doce e suave. Uma pequena obra-prima, personal e delicada. Mas cuidado: s\u00e3o 6,6% de \u00e1lcool impercept\u00edveis.<\/p>\n<p>A Leffe Brown segue o padr\u00e3o de qualidade da vers\u00e3o loira. A diferen\u00e7a, \u00f3bvia, \u00e9 que o malte torrado valoriza as notas de caf\u00e9 e chocolate eliminando as especiarias. O aroma parece o da Blond sem o cravo, o floral e o frutado. No paladar ela sugere mais do\u00e7ura que sua irm\u00e3 loira, embora o amargor, ainda que leve, marque mais presen\u00e7a. O malte surge em primeiro plano, caramelado, dan\u00e7ando com o \u00e1lcool, impercept\u00edvel, que evita um dul\u00e7or excessivo. O final adocicado abre apenas uma breve fresta para o l\u00fapulo.<\/p>\n<p>Com 8,2% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica e recomenda\u00e7\u00e3o de beb\u00ea-la na compania de carnes de sabor forte (como vitela e pato) e pratos condimentados e\/ou apimentados, a Leffe Radiuse traz em sua composi\u00e7\u00e3o cravo e semente de coriandro (especiaria da \u00c1sia e norte da \u00c1frica). O aroma irresist\u00edvel at\u00e9 lembra um pouco a vers\u00e3o Blond (uma mistura arrebatadora de c\u00edtrico com especiarias), mas a coisa pega no paladar, mais alco\u00f3lico, melado e&#8230; saboroso. Malte e l\u00fapulo aparecem mais junto ao cravo, marcante, que sugere uma picancia que fica at\u00e9 o final, levemente amargo. Para ocasi\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>Ainda mais forte que a Radiuse, a Leffe Tripel \u00e9 apresentada no site oficial como \u201crobusta\u201d, o que sem d\u00favida a resume bem. Sua fermenta\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a a gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 7%, que sobe para 8,5% quando refermentada na garrafa. O aroma \u00e9 forte e lembra algo de biscoito (h\u00e1 fermento e milho entre os ingredientes) assim como um frutado intenso e algo de picante e maltado. O paladar \u00e9 espesso, c\u00edtrico e maltado com um amargor leve, que toca o c\u00e9u da boca \u2013 e fica at\u00e9 o final. Ainda h\u00e1 algo de coentro, \u00e1lcool, abacaxi e defumado nesta boa cerveja, que, no conjunto, fica devendo para as outras da casa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas quatro representantes acima, a Abadia de Leffe tem em seu cat\u00e1logo a Leffe Ruby (de framboesa) e a Leffe 9\u00ba (um strong ale poderosa) al\u00e9m das sazoanais Leffe Vieille Cuv\u00e9e (8,2% caprichados e mais bem inseridos que na Tripel), Leffe de Printemps (6,6% para o ver\u00e3o) e a natalina Leffe Bi\u00e8re de No\u00ebl (6,6% carregado de especiarias).<\/p>\n<p>Das nove cervejas deste post, as tr\u00eas primeiras (Blond, Brown e Radiuse) s\u00e3o facilmente encontradas a pre\u00e7os excelentes (entre R$ 4,50 e R$ 7) em supermercados, emp\u00f3rios e cervejarias por importa\u00e7\u00e3o da InBev (vale dar uma olhada no <a href=\"http:\/\/emporio.submarino.com.br\/home\/index.site\" target=\"_blank\">Emp\u00f3rio da Cerveja Submarino<\/a>). As demais vale agendar uma visita a Bruxelas e beber por l\u00e1.<param value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rGAAwfOuoFA\" name=\"movie\"><\/param><param value=\"true\" name=\"allowFullScreen\"><\/param><param value=\"always\" name=\"allowscriptaccess\"><\/param><p align=\"center\"><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rGAAwfOuoFA\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\" height=\"300\" width=\"450\"><\/embed><\/p>\n<p>Leffe Blond<br \/>\n&#8211; Produto: Blond Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,75\/5<\/p>\n<p>Leffe Brown<br \/>\n&#8211; Produto: Dubbel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,75\/5<\/p>\n<p>Leffe Radiuse<br \/>\n&#8211; Produto: Dark Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,81\/5<\/p>\n<p>Leffe Tripel<br \/>\n&#8211; Produto: Tripel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,60\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/6173883412\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/leffe2.jpg\" alt=\"leffe2.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Cinco pubs de cervejarias nos EUA, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/26\/cinco-pubs-de-cervejarias-nos-eua\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/top-100-cervejas\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><object id=\"c84b6a58-884b-ac91-9bdb-c8bc4aa9b49f\" type=\"application\/gas-events-bb\" style=\"position: absolute; left: 0px; top: 0px\" height=\"0\" width=\"0\"><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A Abadia de Notre-Dame foi fundada em 1152 \u00e0 beira do rio Meuse, na prov\u00edncia de Namur, no sul da B\u00e9lgica. Nessa \u00e9poca, os monges fabricavam cerveja porque ela ajudava a impedir que epidemias tif\u00f3ides e outras se espalhassem atrav\u00e9s da \u00e1gua contaminada, j\u00e1 que a esteriliza\u00e7\u00e3o durante sua fabrica\u00e7\u00e3o impedia a contamina\u00e7\u00e3o. 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