{"id":5006,"date":"2011-09-01T02:42:36","date_gmt":"2011-09-01T05:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/01\/tres-filmes-que-nao-pretendo-ver-de-novo\/"},"modified":"2011-09-01T02:53:56","modified_gmt":"2011-09-01T05:53:56","slug":"tres-filmes-que-nao-pretendo-ver-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/01\/tres-filmes-que-nao-pretendo-ver-de-novo\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes que n\u00e3o pretendo ver de novo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/arvore.jpg\" alt=\"arvore.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cA \u00c1rvore da Vida\u201d (\u201cThe Tree of Life\u201d, 2011)<\/strong><br \/>\nAvalia\u00e7\u00e3o dos cr\u00edticos do Guia da Folha: Amir Labaki deu 1 estrela e atacou: \u201cMajestosa presepada\u201d. Pedro Butcher deu 3 estrelas e cravou: \u201cBelo e ambicioso\u201d. As opini\u00f5es de Suzana Amaral e Marina Person tamb\u00e9m s\u00e3o totalmente contr\u00e1rias e a \u00fanica certeza que fica \u00e9: preciso ver para ter a minha pr\u00f3pria opini\u00e3o. Eu vi e&#8230; odiei. Amigos elogiam a beleza do filme, algo que n\u00e3o me comoveu \u2013 e olha que sou ass\u00edduo espectador da National Geografic (s\u00e9rio, me desculpe, mas \u201cSoy Cuba\u201d \u00e9 muito mais bonito, e mais cinema, com menos recursos \u2013 47 anos antes). Outros falam em religiosidade (e ando, cada vez mais, caminhando para o ate\u00edsmo, gra\u00e7as a Deus). Fazia tempo que eu n\u00e3o via um filme t\u00e3o chato. Por\u00e9m, entendo o Festival de Cannes. A Palma de Ouro \u00e9 uma carta de inten\u00e7\u00f5es e o pr\u00eamio precisa representar algo. Desta forma, a vit\u00f3ria de \u201cA \u00c0rvore da Vida\u201d ampara jovens cineastas mostrando-lhes que \u00e9 poss\u00edvel fazer cinema sem se vender para Hollywood \u2013 e ainda assim ter sucesso e respeito. Se tivesse no j\u00fari, eu tamb\u00e9m teria votado em Terrence Mallick (a concorr\u00eancia n\u00e3o ajudava \u2013 que fase, amigo). Mas continuaria achando o filme um grande embuste. Eternamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/planeta.jpg\" alt=\"planeta.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cPlaneta dos Macacos: A Origem\u201d <\/strong>(\u201cRise of the Planet of the Apes\u201d)<br \/>\nChristopher Nolan \u00e9 o culpado por toda essa onda de refilmagens que tomou Hollywood nos \u00faltimos anos. Ap\u00f3s o brilhante \u201cBatman Begins\u201d (2005), uma torneira (que goteja ouro) foi aberta e a Ind\u00fastria \u2013 de olho em modismos \u2013 n\u00e3o perdeu tempo. \u201cPlaneta dos Macacos: A Origem\u201d \u00e9 a nova investida e a receita continua dando certo: em quatro semanas em cartaz nos EUA, o filme j\u00e1 faturou 150 milh\u00f5es de d\u00f3lares (contra 93 milh\u00f5es de or\u00e7amento), mas o resultado deixou a desejar. Ok, a parte de efeitos visuais \u00e9 estupenda: os chimpanz\u00e9s, orangotangos e gorilas criados via computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica parecem absolutamente reais (e, barbada, j\u00e1 devem ter garantido o Oscar da categoria ao filme). Por\u00e9m, a hist\u00f3ria moralista e piegas n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura dos efeitos seguindo a risca a cartilha de estere\u00f3tipos: h\u00e1 um cientista bom que busca uma cura para o c\u00e2ncer e o Mal de Alzheimer; e h\u00e1 um cientista mal que ir\u00e1 arruinar tudo por pensar unicamente no dinheiro. Por mais que existam paralelos reais (aids e ebola surgiram de estudos cient\u00edficos), \u201cPlaneta dos Macacos: A Origem\u201d trope\u00e7a feio no moralismo de botequim de esquina. Logo tu, Hollywood, quer criticar a gan\u00e2ncia? Bocejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/felicidade.jpg\" alt=\"felicidade.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cOnde Est\u00e1 a Felicidade\u201d <\/strong>(2011)<br \/>\nTerceira parceria de Bruna Lombardi com o marid\u00e3o Carlos Alberto Riccelli (ela atua e escreve o roteiro, ele dirige), \u201cOnde Est\u00e1 a Felicidade\u201d \u00e9 bem intencionado, mas trope\u00e7a em erros bobos: 1) o filme \u00e9 uma com\u00e9dia (que quer ser rom\u00e2ntica beirando o pastel\u00e3o), mas faltam piadas na hist\u00f3ria. A trama segue serpenteando pra l\u00e1 e pra c\u00e1, mas pouco se ri. 2) Bruna alonga demais a primeira parte, que deveria servir de ponto de partida para a mudan\u00e7a espiritual de seu personagem. Ela tem um programa de TV, foi demitida e descobriu que o marido a estava traindo virtualmente. N\u00e3o precisava gastar mais de meia hora nisso. 3) Ao inv\u00e9s de causar empatia no espectador, o roteiro faz dos personagens malandros ot\u00e1rios, que, claro, s\u00e3o pegos no final. Apesar da cena magn\u00edfica da chegada dos peregrinos em Santiago de Compostela, local em que se passa a segunda parte da hist\u00f3ria, a op\u00e7\u00e3o n\u00e3o funciona porque falta profundidade aos personagens. 4) N\u00e3o \u00e9 porque um anunciante investiu uma grana no filme, que voc\u00ea vai colocar a perder toda a parte final da hist\u00f3ria para satisfaz\u00ea-lo \u2013 como eles fizeram fechando o filme no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piau\u00ed (cujo governo patrocinou a pel\u00edcula). Quem sabe o pr\u00f3ximo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA \u00c1rvore da Vida\u201d (\u201cThe Tree of Life\u201d, 2011) Avalia\u00e7\u00e3o dos cr\u00edticos do Guia da Folha: Amir Labaki deu 1 estrela e atacou: \u201cMajestosa presepada\u201d. 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