{"id":4716,"date":"2011-07-24T20:00:57","date_gmt":"2011-07-24T23:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/24\/tres-filmes-a-10-mil-metros-de-altura\/"},"modified":"2011-07-24T20:00:57","modified_gmt":"2011-07-24T23:00:57","slug":"tres-filmes-a-10-mil-metros-de-altura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/24\/tres-filmes-a-10-mil-metros-de-altura\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes a 10 mil metros de altura"},"content":{"rendered":"<p>Viajar 12 horas dentro de um avi\u00e3o permite \u2013 dependendo da companhia a\u00e9rea \u2013 uma sele\u00e7\u00e3o de filmes que muito provavelmente voc\u00ea n\u00e3o veria em casa (muito menos no cinema). Afinal, j\u00e1 que voc\u00ea est\u00e1 ali, vale arriscar um daqueles filmes que voc\u00ea nunca tinha pensado em ver ou ent\u00e3o dormir&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/passelivre.jpg\" alt=\"passelivre.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cPasse Livre\u201d (\u201cHall Pass\u201d, 2011)<\/strong><br \/>\nDesde que estouraram com \u201cDebi &amp; L\u00f3ide\u201d em 1994, os irm\u00e3os Farrely constru\u00edram uma carreira invej\u00e1vel de filmes idiotas. A dire\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os funcionou perfeitamente em \u201cQuem Vai Ficar Com Mary?\u201d (1998) e \u201cO Amor \u00e9 Cego\u201d (2001), quase acertou em \u201cAmor em Jogo\u201d (adapta\u00e7\u00e3o norte-americana de 2005 do livro \u201cFebre de Bola\u201d, de Nick Hornby) e trope\u00e7ou em \u201cLigado em Voc\u00ea\u201d (2003) e \u201cAntes S\u00f3 do que Mal Casado\u201d (2007). Este \u201cPasse Livre\u201d traz Owen Wilson (velho parceiro dos irm\u00e3os) e Jason Sudeikis como dois maridos que recebem um passe livre de suas esposas para sair por ai por uma semana atr\u00e1s de mulheres, cerveja e bolo de maconha. \u00c9 o velho embate Liberdade x Moralismo: sozinhos, os maridos percebem o quanto seus casamentos s\u00e3o perfeitos, dispensam as gostosas na beira da cama e voltam como cachorrinhos para as esposas (que, \u201cabandonadas\u201d, s\u00e3o desejadas pelos craques do time dos solteiros). O roteiro diploma o moralismo besta e permite aos diretores criarem situa\u00e7\u00f5es idiotas para arrancar gargalhadas f\u00e1ceis do p\u00fablico. Funciona, mas decepciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/dilema.jpg\" alt=\"dilema.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cO Dilema\u201d (\u201cThe Dilemma\u201d, 2011)<\/strong><br \/>\nRon Howard j\u00e1 ganhou um Oscar de Melhor Diretor por \u201cUma Mente Brilhante\u201d (2001) e foi indicado ao pr\u00eamio novamente em 2008 pelo excelente \u201cFrost\/Nixon\u201d (al\u00e9m de ter no curr\u00edculo os sucessos \u201cO C\u00f3digo Da Vinci\u201d e \u201cAnjos e Dem\u00f4nios\u201d), mas este belo curr\u00edculo n\u00e3o salvou este \u201cO Dilema\u201d de ser uma grande porcaria. O nome do diretor atraiu um elenco de luxo: Ronny (Vince Vaughn) namora Beth (Jennifer Connelly) e \u00e9 s\u00f3cio de Nick (Kevin James), que \u00e9 casado com Geneva (Winona Ryder). Tudo vai muito bem at\u00e9 que Ronny flagra a mulher do amigo beijando outro cara. Surge o dilema do t\u00edtulo do filme: contar ou n\u00e3o ao amigo? E se decidir contar, como? Ron Howard tenta fazer com\u00e9dia, mas se enrola em sua pr\u00f3pria seriedade e \u00e9 prejudicado tamb\u00e9m pelo roteiro confuso de Allan Loeb, que desenha Ronny como um panaca que se esquece de sua pr\u00f3pria vida enquanto tenta resolver o problema do amigo (que aparentemente n\u00e3o quer ter seu problema resolvido). Os clich\u00eas do g\u00eanero marcam presen\u00e7a no filme, mas n\u00e3o funcionam frustrando mais do que fazendo rir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/oamor.jpg\" alt=\"oamor.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cAs Coisas Imposs\u00edveis do Amor\u201d (\u201cThe Other Woman\u201d, 2009)<\/strong><br \/>\nDon Roos tem uma carreira s\u00f3lida de roteirista de TV e j\u00e1 cravou alguns sucessos em Hollywood (\u201cMarley &amp; Eu\u201d como roteirista e o bom \u201cMais Que o Acaso\u201d, que ele escreveu e dirigiu em 2000). Este \u201cAs Coisas Imposs\u00edveis do Amor\u201d passou batido pelos cinemas em 2009, quando foi lan\u00e7ado como \u201cThe Other Woman\u201d, e voltou aos cinemas em 2011 (j\u00e1 com o t\u00edtulo \u201cLove and Other Impossible Pursuits\u201d) tentando aproveitar a fama de Natalie Portman p\u00f3s-sucesso de \u201cCisne Negro\u201d. Don Roos mostra cuidado exemplar com o roteiro, que constr\u00f3i a hist\u00f3ria mesclando passado e presente sem diferenciar as a\u00e7\u00f5es de tempo (o que chega a confundir o espectador no come\u00e7o da trama, mas se ajeita quando as pe\u00e7as come\u00e7am a se encaixar na trama). Natalie vive a personagem Emilia, uma jovem advogada de temperamento forte que sofre a perda de sua primeira filha, morta com tr\u00eas dias de vida. O diretor foca com perfei\u00e7\u00e3o o drama da personagem e o desmoronamento de sua rela\u00e7\u00e3o familiar, mas opta pela sa\u00edda mais confort\u00e1vel no final. N\u00e3o estraga o conjunto do filme, mas diminui seu brilho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viajar 12 horas dentro de um avi\u00e3o permite \u2013 dependendo da companhia a\u00e9rea \u2013 uma sele\u00e7\u00e3o de filmes que muito provavelmente voc\u00ea n\u00e3o veria em casa (muito menos no cinema). 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