{"id":4681,"date":"2011-07-17T12:53:48","date_gmt":"2011-07-17T15:53:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/17\/fib-2011-dia-3\/"},"modified":"2016-07-18T08:30:02","modified_gmt":"2016-07-18T11:30:02","slug":"fib-2011-dia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/17\/fib-2011-dia-3\/","title":{"rendered":"FIB 2011, Dia 3"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945605434\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib012.jpg\" alt=\"fib012.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Via de regra, festivais de m\u00fasica n\u00e3o s\u00e3o palco para grandes shows. O set list \u00e9 mais curto que o de uma apresenta\u00e7\u00e3o normal, nem todo o p\u00fablico est\u00e1 ali para ver aquela banda (o que desestimula o artista) e a intimidade de um show pequeno aproxima o grupo do p\u00fablico \u2013 algo imposs\u00edvel em um festival com 50 mil pessoas.  Mas existem algumas exce\u00e7\u00f5es (Arcade Fire no Coachella 2011, por exemplo), e o Primal Scream fez valer a pena ter vindo ao Festival de Benicassim 2011 com uma apresenta\u00e7\u00e3o irrepreens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5944968965\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib051.jpg\" alt=\"fib051.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> O terceiro dia do FIB era, definitivamente, o de melhor line-up. A profus\u00e3o de bons nomes fez com que v\u00e1rios shows se chocassem deixando a d\u00favida: ver um show inteiro de uma banda ou conferir metade desta e metade daquela. A segunda op\u00e7\u00e3o venceu. Por\u00e9m, o cansa\u00e7o dos dois dias anteriores vitimou o Tame Impala (que tocava \u00e0s 20h \u2013 chegamos \u00e0s 22h30). Mesmo com o som baixo, o Bombay Bicycle Club fez um belo show de responsa (que me lembrou muito Yo La Tengo) para um \u00f3timo p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945543050\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib032.jpg\" alt=\"fib032.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> No palco principal, o Mumford and Sons comemorava seus milh\u00f5es de c\u00f3pias vendidas com o p\u00fablico cantando tudo. Quando eles aceleram seu folk coxinha, o bicho pega, mas boa parte do show se perde em t\u00e9dio. Ap\u00f3s seis m\u00fasicas desisti (bocejando) e fui conferir Zach Condon fazer poesia sonora com o Beirut. Pelo tempo, s\u00f3 dava para ver cinco m\u00fasicas e o rapaz caprichou: abriu com \u201cNantes\u201d, seguiu com \u201cThe Concubine\u201d e \u201cThe Shrew\u201d, encantou com \u201cElephant Gun\u201d e s\u00f3 ent\u00e3o tocou uma nova, \u201cVagabond\u201d. Deu vontade de ver o show inteiro, mas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945559852\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib042.jpg\" alt=\"fib042.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Segundo o El Peri\u00f3dico Mediterr\u00e1neo, o Arctic Monkeys foi o primeiro show deste ano a unir espanh\u00f3is e ingleses no festival, um m\u00e9rito e tanto. Com a pista do palco principal abarrotada (com muita mais gente do que no show do Strokes, por exemplo), o clima condizia com o de um grupo que vive talvez o seu melhor momento na carreira. No gargarejo, meninas aparentando uns 15 anos seguravam cartazes: \u201cMatthew Helders &gt; God\u201d e \u201cAlex Turner, will you marry me\u201d. Histeria total.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945014595\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib06.jpg\" alt=\"fib06.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> A nova \u201cLibrary Pictures\u201d abriu a noite e parecia uma das antigas: todo mundo cantou! A massacrante \u201cBrianstorm\u201d veio na sequencia trazendo \u201cThis House Is A Circus\u201d e parecia que Alex Turner e compania estavam prestes a fazer um show avassalador, mas o pique foi caindo no meio da apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 um tanto pelo sil\u00eancio entre as m\u00fasicas, estilo Strokes, e tamb\u00e9m pela variedade do repert\u00f3rio, retrato perfeito de uma banda em busca de seu pr\u00f3prio som.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945580512\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib07.jpg\" alt=\"fib07.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> \u201cShe&#8217;s Thunderstorms\u201d surgiu bonita abrindo um bloco com as \u00f3timas \u201cTeddy Picker\u201d e \u201cCrying Lightning\u201d. A empolgante \u201cBrick by Brick\u201d n\u00e3o empolgou, mas a dobradinha \u201cThe View From The Afternoon\u201d e \u201cI Bet You Look Good On The Dancefloor\u201d foi cantada (e pulada e gritada) em coro. O bis trouxe \u201cSuck It and See\u201d, o hit \u201cFluorescent Adolescent\u201d e a clim\u00e1tica \u201c505\u201d fechando um bom show \u2013 que podia ter sido melhor. Ainda deu para conferir tr\u00eas m\u00fasicas do Big Audio Dynamite, que repetiu a festa do Coachella, mas o melhor show da noite (e do tr\u00eas primeiros dias do festival) ainda estava por vir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945584340\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib08.jpg\" alt=\"fib08.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Uma das melhores not\u00edcias do ano: Bobby Gillespie desistiu de tocar com o volume de todos os instrumentos no \u00faltimo (a falta de Kevin Shields na nova forma\u00e7\u00e3o deve ter ajudado) e o Primal Scream ao vivo, tocando o hist\u00f3rico \u201cScreamadelica\u201d, \u00e9 um dos shows obrigat\u00f3rios de 2011. A palavra que resume a apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 festa: todo mundo suingando, cantando e pulando com um enorme sorriso no rosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945054977\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib09.jpg\" alt=\"fib09.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> O grupo entrou no palco \u00e0s 3h da madrugada de um s\u00e1bado quente e fez um daqueles shows que d\u00e1 vontade de assistir novamente e novamente e novamente. Come\u00e7a com o hino \u201cMovin&#8217; Up\u201d e as grandes can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum se atropelaram em vers\u00f5es arrebatadoras (como os 15 minutos psicod\u00e9licos de &#8220;Higher Than the Sun&#8221;). Gillespie ainda incluiu \u201cCountry Girl\u201d, \u201cJailbird\u201d e \u201cRocks\u201d na parte final terminando o show de forma apote\u00f3tica. Daqueles shows para dar significado ao fato de caminhar de l\u00e1 pra c\u00e1 entre palcos de um grande festival. Obrigado,  Bobby Gillespie.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5945032725\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/fib10.jpg\" alt=\"fib10.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Domingo, \u00faltimo dia do FIB 2011. O line-up poderia ser taxado de fraquinho, mas o que dizer de Portishead (\u00e0s 23h)  e Arcade Fire (\u00e0s 1h15) em sequencia? Ainda tem The Go! Team e Noah &amp; The Whale. Bora descansar que a noitada promete.<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0&#8211; Fotos: Marcelo Costa <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta<\/a><br \/>\n&#8211; Destaques dos quatro dias do FIB 2011, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2011\">aqui<\/a>)<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via de regra, festivais de m\u00fasica n\u00e3o s\u00e3o palco para grandes shows. O set list \u00e9 mais curto que o de uma apresenta\u00e7\u00e3o normal, nem todo o p\u00fablico est\u00e1 ali para ver aquela banda (o que desestimula o artista) e a intimidade de um show pequeno aproxima o grupo do p\u00fablico \u2013 algo imposs\u00edvel em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[45],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4681"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4681"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13810,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4681\/revisions\/13810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}