{"id":4640,"date":"2011-07-12T00:38:26","date_gmt":"2011-07-12T03:38:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/12\/tres-filmes-o-vizinho-a-esposa-e-o-casamento\/"},"modified":"2011-07-12T10:04:13","modified_gmt":"2011-07-12T13:04:13","slug":"tres-filmes-o-vizinho-a-esposa-e-o-casamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/12\/tres-filmes-o-vizinho-a-esposa-e-o-casamento\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: o vizinho, a esposa, o casamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/homem.jpg\" alt=\"homem.jpg\" \/><\/p>\n<p> <strong>\u201cO Homem ao Lado\u201d, de Mariano Cohn e Gast\u00f3n Duprat <\/strong>(2009)<br \/>\nLeonardo (Rafael Spreguelburd) \u00e9 um designer (almofadinha) que vive com a esposa e a filha na \u00fanica casa constru\u00edda na Am\u00e9rica pelo famoso arquiteto Le Corbusier. Tudo segue nos conformes at\u00e9 que o vizinho, Victor (Daniel Ar\u00e1oz), decide abrir uma janela em frente a sua (a cena de abertura \u00e9 genial). O grande filme argentino dos \u00faltimos dois anos parte de uma premissa simples para mostrar o quanto um fato corriqueiro pode afetar o trabalho, o relacionamento, a vida de uma pessoa. Leonardo tenta negociar com o vizinho uma maneira dele n\u00e3o fazer a janela, e (o divertid\u00edssimo) Victor come\u00e7a a ocupar um espa\u00e7o na vida do designer levando-o quase ao colapso. Em alguns momentos, \u201cO Homem ao Lado\u201d lembra bastante a tem\u00e1tica de \u201cO Invasor\u201d, mas soa ainda mais palp\u00e1vel (todos temos vizinhos, mas nem todos somos donos de empreiteiras) que o excelente filme de Beto Brant. Premiado em Cannes pela fotografia (que assim como a cor usada no filme n\u00e3o me agradou), \u201cO Homem ao Lado\u201d merece ser visto pela forte (e hil\u00e1ria) atua\u00e7\u00e3o de Daniel Ar\u00e1oz e pela boa sacada de realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/casamento.jpg\" alt=\"casamento.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cO Casamento do Meu Ex\u201d, de Galt Niederhoffer<\/strong> (2010)<br \/>\n\u201cThe Romantics\u201d (o t\u00edtulo gringo \u00e9 melhor) segue uma velha linhagem de filmes inspirados nas d\u00favidas que surgem com um casamento. Aqui as coisas seguem o padr\u00e3o de \u201cO Casamento do Meu Melhor Amigo\u201d, em que o personagem de Julia Roberts descobre-se apaixonada por Dermot Mulroney quando este ir\u00e1 se casar com Cameron Diaz. \u201cThe Romantics\u201d tenta fugir da f\u00f3rmula colocando um homem entre duas amigas (as rom\u00e2nticas do t\u00edtulo gringo) e at\u00e9 consegue algum charme nos sorrisos sem jeito de Katie Holmes (sedutores desde o tempo em que ela fazia Dawsons Creek) e na forte presen\u00e7a de Anna Paquin, mas derrapa ao tentar construir um cen\u00e1rio de tens\u00e3o amorosa que soa extremamente superficial. A hist\u00f3ria: Laura (Katie) namorou Tom (Josh Duhamel) por quatro anos, eles terminaram at\u00e9 que ele decidiu casar-se com a melhor amiga da Laura, Lila (Anna), enquanto ainda saia com ela. O casamento \u00e9 um pretexto para velhos amigos marcarem presen\u00e7a, mas o roteiro n\u00e3o aprofunda a rela\u00e7\u00e3o de amizade, desperdi\u00e7a bons atores e parece t\u00e3o superficial quanto uma novela da Globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/potiche.jpg\" alt=\"potiche.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cPotiche\u201d, de Fran\u00e7ois Ozon<\/strong> (2011)<br \/>\nUm dos mais badalados cineastas franceses surgidos na virada do s\u00e9culo passado, Fran\u00e7ois Ozon ainda \u00e9 mais fama do que arte. O tenso \u201cSwimming Pool\u201d, de 2003, foi um grande acerto (e rendeu semanas de sonhos proibidos com Ludivine Sagnier), mas Christophe Honor\u00e9 aparece quil\u00f4metros \u00e0 sua frente (principalmente por \u201cA Bela Junie\u201d, \u201cEm Paris\u201d e \u201cCan\u00e7\u00f5es de Amor\u201d). Isso porque Ozon parece apreciar a superficialidade, caso de \u201cOito Mulheres\u201d (2002), que at\u00e9 divertia o espectador na sala do cinema, mas acabava soando esquec\u00edvel. \u201cPotiche\u201d sofre do mesmo mal. H\u00e1 referencias demais e pouca profundidade. E olha que Ozon foi buscar inspira\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, no feminismo e no humanismo, temas caros aos franceses, mas o filme apenas acena fugazmente aos temas (verdadeiras esposas trof\u00e9u). \u201cPotiche\u201d at\u00e9 funciona no quesito com\u00e9dia (embora at\u00e9 nisso tropece no final, quando o roteiro tenta abra\u00e7ar o mundo), com Catherine Deneuve brilhando em cena escudada por G\u00e9rard Depardieu (reeditando o affair do excelente \u201cO \u00daltimo Metr\u00f4\u201d, de Truffaut) e Fabrice Luchini, mas poderia ser algo muito melhor. Acabou ficando bonitinho, mas sem nenhuma alma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Homem ao Lado\u201d, de Mariano Cohn e Gast\u00f3n Duprat (2009) Leonardo (Rafael Spreguelburd) \u00e9 um designer (almofadinha) que vive com a esposa e a filha na \u00fanica casa constru\u00edda na Am\u00e9rica pelo famoso arquiteto Le Corbusier. 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