{"id":4609,"date":"2011-07-05T09:10:32","date_gmt":"2011-07-05T12:10:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/05\/notas-sobre-fahrenheit-451-de-truffaut\/"},"modified":"2011-07-09T11:54:05","modified_gmt":"2011-07-09T14:54:05","slug":"notas-sobre-fahrenheit-451-de-truffaut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/07\/05\/notas-sobre-fahrenheit-451-de-truffaut\/","title":{"rendered":"Notas sobre Fahrenheit 451, de Truffaut"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/truffaut.jpg\" alt=\"truffaut.jpg\" \/><\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/Tateando\" target=\"_blank\">Tatiana Lima<\/a> me cobrou uma posi\u00e7\u00e3o melhor de \u201cFahrenheit 451\u201d na minha lista de filmes de Truffaut (ele est\u00e1 l\u00e1 nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es \u00e0 frente apenas do fraco filme de \u00e9poca \u201cA Hist\u00f3ria de Ad\u00e8le H.\u201d), mas n\u00e3o acho a produ\u00e7\u00e3o t\u00e3o bem resolvida. A mensagem totalmente derivada do livro de Ray Bradbury \u00e9 forte, mas a fic\u00e7\u00e3o cientifica (Truffaut em outro filme de g\u00eanero) do cineasta n\u00e3o seduz.<\/p>\n<p>\u201cFahrenheit 451\u201d \u00e9 lento, pesado (as cenas de a\u00e7\u00e3o s\u00e3o tediosas) e sofre de hipervaloriza\u00e7\u00e3o da mensagem, o que de certa forma explica sua trajet\u00f3ria cult (e todos os ensaios cient\u00edficos). Bom para se discutir em sala de aula. Tedioso numa sala de cinema. No entanto, gostei desse ensaio da professora Terezinha Elisabeth da Silva sobre o filme embora tenha d\u00favidas se o filme \u00e9 mais conhecido do que o livro (como ela diz no segundo par\u00e1grafo).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0\u201cMontag e a mem\u00f3ria perdida: notas sobre Fahrenheit 451 de Fran\u00e7ois Truffaut\u201d<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Fran\u00e7ois Truffaut registrou em seu di\u00e1rio que, em Fahrenheit 451, havia tantas refer\u00eancias liter\u00e1rias quanto nos filmes que Godard havia dirigido at\u00e9 aquele momento (Escobar,1995). Na fala de Truffaut h\u00e1 uma leve provoca\u00e7\u00e3o a Godard, tamb\u00e9m grande amante dos livros, seu parceiro em v\u00e1rias realiza\u00e7\u00f5es e com quem, ao lado de outros cineastas, como Chabrol e Rohmer, participou da Nouvelle Vague francesa.<\/em><\/p>\n<p><em>Fahrenheit 451, dirigido por Truffaut em 1966, \u00e9, de longe, muito mais conhecido que o livro de Ray Bradbury, publicado em 1953, em que o filme se baseou. Na maioria das vezes, quando se fala de Fahrenheit, o livro de Bradbury sequer \u00e9 mencionado, o que evidencia a pot\u00eancia que a imagem cinematogr\u00e1fica tem de se imprimir na mem\u00f3ria coletiva das massas. <\/em><\/p>\n<p><em>Embora seja conhecido e citado, o filme n\u00e3o chegou a ser lan\u00e7ado em v\u00eddeo no Brasil. Considerado pela cr\u00edtica especializada um dos piores, sen\u00e3o o pior, entre os filmes de Truffaut, Fahrenheit n\u00e3o \u00e9, certamente, uma obra-prima do cinema. \u00c9 um trabalho cr\u00edtico e marcante, onde o que fala mais alto \u00e9 o amor declarado e dedicado por Truffaut aos livros e \u00e0 leitura (continua <a href=\"http:\/\/portaldeperiodicos.eci.ufmg.br\/index.php\/pci\/article\/viewFile\/376\/194\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)&#8221;.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Tatiana Lima me cobrou uma posi\u00e7\u00e3o melhor de \u201cFahrenheit 451\u201d na minha lista de filmes de Truffaut (ele est\u00e1 l\u00e1 nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es \u00e0 frente apenas do fraco filme de \u00e9poca \u201cA Hist\u00f3ria de Ad\u00e8le H.\u201d), mas n\u00e3o acho a produ\u00e7\u00e3o t\u00e3o bem resolvida. 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