{"id":4550,"date":"2011-06-26T23:56:58","date_gmt":"2011-06-27T02:56:58","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/26\/tres-filmes-hiroshima-nova-york-los-angeles\/"},"modified":"2011-06-27T00:29:27","modified_gmt":"2011-06-27T03:29:27","slug":"tres-filmes-hiroshima-nova-york-los-angeles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/26\/tres-filmes-hiroshima-nova-york-los-angeles\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Filmes: Hiroshima, Nova York, Los Angeles"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/hiroshima.jpg\" alt=\"hiroshima.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cHiroshima, Meu Amor\u201d, Alain Resnais<\/strong> (1959)<br \/>\nO diretor franc\u00eas Alain Resnais j\u00e1 tinha mais de 20 document\u00e1rios no curr\u00edculo quando foi escalado para fazer um curta sobre a bomba at\u00f4mica. O holocausto j\u00e1 havia sido tema de um curta seu (\u201cNouit et Brouillard\u201d, de 1955), e Resnais n\u00e3o queria repetir a tem\u00e1tica. Auxiliado pela escritora Marguerite Duras, que assinou o roteiro, Resnais decidiu filmar seu primeiro longa-metragem, uma obra prima estil\u00edstica que se tornou o precursor da Nouvelle Vague, foi indicado ao Oscar na categoria Roteiro e saiu com o pr\u00eamio da cr\u00edtica em Cannes. Tendo uma Hiroshima devastada como pano de fundo (14 anos depois da bomba at\u00f4mica), Resnais conta a saga de um casal que acabou de se conhecer, se apaixonou, e tem que se separar. Ela (a estreante no cinema Emmanuelle Riva) \u00e9 uma atriz francesa. Ele (Eiji Okada) \u00e9 um arquiteto japon\u00eas. O romance \u00e9 imposs\u00edvel (ambos s\u00e3o casados e ela precisa voltar para Paris), e o amor&#8230; esquec\u00edvel. Ser\u00e1? Resnais debate tempo, mem\u00f3ria e esquecimento de forma absolutamente esplendorosa auxiliado pela fotografia sublime de Sacha Vierny. \u201cReparou como notamos as coisas que desejamos notar?\u201d, diz um personagem em certo momento da trama. Pense nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/dog.jpg\" alt=\"dog.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cUm Dia de C\u00e3o\u201d, Sidney Lumet<\/strong> (1975)<br \/>\nNa \u00e9poca, come\u00e7o dos anos 70, Al Pacino estava em alta ap\u00f3s atua\u00e7\u00f5es consagradoras que lhe renderam indica\u00e7\u00f5es ao Oscar \u2013 \u201cO Poderoso Chef\u00e3o: I e II\u201d (1972 e 1974) e \u201cSerpico\u201d (1974) \u2013 e poucos atores no mundo colocariam a carreira a prova vivendo um personagem gay em uma grande produ\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o estamos falando de um ator qualquer. Al Pacino deu alma \u00e0 Sonny, um homem que entra com dois amigos em um banco no Brooklyn, Nova York, para fazer um assalto motivado pelo desejo de arranjar grana para que o namorado fizesse uma opera\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de sexo e passa as pr\u00f3ximas 12 horas negociando com a pol\u00edcia uma maneira de deixar o banco sem matar nenhum dos oito ref\u00e9ns que est\u00e3o com ele. \u201cDog Day Afternoon\u201d \u00e9 um drama policial que em v\u00e1rios momentos resvala na com\u00e9dia (imposs\u00edvel descrever algumas cenas desconcertantes e sensacionais do filme) e deu a Al Pacino sua quarta indica\u00e7\u00e3o ao Oscar seguida (entre as seis indica\u00e7\u00f5es que o filme arrebatou, tendo levado apenas Melhor Roteiro num ano que \u201cUm Estranho no Ninho\u201d, com Jack Nicholson, ganhou quase tudo na premia\u00e7\u00e3o). Ainda assim, absolutamente cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/13floor.jpg\" alt=\"13floor.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201c13\u00ba Andar\u201d, Josef Rusnak<\/strong> (1999)<br \/>\nDois meses ap\u00f3s o primeiro \u201cMatrix\u201d estrear ganhando milh\u00f5es de d\u00f3lares chegava aos cinemas outro interessante filme de fic\u00e7\u00e3o cientifica que jogava poeira no ventilador da realidade. Josef Rusnak n\u00e3o teve a mesma sorte nas bilheterias que os irm\u00e3os Wachowski, mas merecia. Inspirado no livro \u201cSimulacron-3\u201d (1964), de Daniel F. Galouye, e na segunda parte do filme televisivo \u201cWelt am Draht\u201d (1973), de Rainer Fassbinder, \u201cThe Thirteenth Floor\u201d \u00e9 focado em Douglas Hall (Craig Bierko), um jovem talento de inform\u00e1tica que trabalha com Hannon Fuller (Armin Mueller-Stahl) em um projeto que recria realidades simuladas. O ponto de partida \u00e9 simples: uma cidade \u00e9 recriada em um computador (no caso, a Los Angeles de 1937 \u2013 a hist\u00f3ria se passa em 1990) nos m\u00ednimos detalhes. As pessoas da realidade simulada s\u00e3o abastecidas com informa\u00e7\u00f5es e sentimentos e, como num jogo, Hannon e Douglas transportam-se para a realidade virtual interagindo (at\u00e9 sexualmente) com os personagens como se tudo fosse real. A grande quest\u00e3o: ser\u00e1 que tudo \u00e9 realidade simulada? N\u00e3o? Quem garante? Um belo filme para ver e pensar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cHiroshima, Meu Amor\u201d, Alain Resnais (1959) O diretor franc\u00eas Alain Resnais j\u00e1 tinha mais de 20 document\u00e1rios no curr\u00edculo quando foi escalado para fazer um curta sobre a bomba at\u00f4mica. O holocausto j\u00e1 havia sido tema de um curta seu (\u201cNouit et Brouillard\u201d, de 1955), e Resnais n\u00e3o queria repetir a tem\u00e1tica. 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