{"id":4446,"date":"2011-06-05T11:37:00","date_gmt":"2011-06-05T14:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/05\/amsterda-uma-cidade-magica\/"},"modified":"2011-06-19T19:05:30","modified_gmt":"2011-06-19T22:05:30","slug":"amsterda-uma-cidade-magica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/05\/amsterda-uma-cidade-magica\/","title":{"rendered":"Amsterdam, uma cidade m\u00e1gica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams2.jpg\" alt=\"ams2.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil falar de Amsterdam. A maior cidade dos Pa\u00edses Baixos (com cerca de dois milh\u00f5es de habitantes na \u00e1rea metropolitana) \u00e9 cercada de pr\u00e9-conceitos que na enorme maioria das vezes relega a segundo plano a beleza e a personalidade de uma cidade viva, empolgante e apaixonante. Amsterdam j\u00e1 integra a minha lista de locais m\u00e1gicos junto a Praga, Santorini, Paris e Veneza, cidades de personalidade t\u00e3o particular que parecem \u00fanicas e especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams1.jpg\" alt=\"ams1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Amsterdam localiza-se entre os rios Amstel e Schinkel e a cidade \u00e9 formada por dezenas de p\u00f4lders (terras tomadas do mar e drenadas por diques e canais). N\u00e3o a toa, 20% do total da \u00e1rea urbana \u00e9 \u00e1gua. No total s\u00e3o 165 canais que fatiam a regi\u00e3o central em pedacinhos (com 1281 pontes) conferindo um charme totalmente especial para a cidade, que ainda utiliza o tram como forma de transporte (uma vers\u00e3o moderna dos bondinhos), mas \u00e9 dominada realmente pelas bicicletas, milhares delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams3.jpg\" alt=\"ams3.jpg\" \/><\/p>\n<p> Caminhar no hor\u00e1rio do rush em Amsterdam \u00e9 uma aventura. Os trams cortam as avenidas e passam a cent\u00edmetros dos pedestres. As milhares de bicicletas, por sua vez, constituem um cen\u00e1rio de contempla\u00e7\u00e3o. Turistas e transeuntes se perdem no vai e vem intenso de bicicletas cortando cal\u00e7adas, ruas e parques. Como principal meio de transporte da cidade, as bicicletas s\u00e3o quase que um retrato de cada pessoa ou fam\u00edlia. Ali\u00e1s, existem v\u00e1rias com caixotes para transportar crian\u00e7as. Um charme.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams4.jpg\" alt=\"ams4.jpg\" \/><\/p>\n<p> A cidade ainda tem grandes museus dos quais se destacam o Rijksmuseum e o Van Gogh. O primeiro est\u00e1 em reforma desde 2005 e, por isso, 95% de seu acervo n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para visita\u00e7\u00e3o. Apenas 400 quadros disputados cent\u00edmetro a cent\u00edmetro pelos turistas est\u00e3o dispon\u00edveis, entre eles v\u00e1rios Rembrant, muitos Frans Hals e alguns Vermeer (\u201cA Leiteira\u201d, grande estrela da cole\u00e7\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o competida aqui no ver\u00e3o quanto a Monalisa no Louvre). \u00c9 preciso paci\u00eancia para desfrutar o passeio, mas vale a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams9.jpg\" alt=\"ams9.jpg\" \/><\/p>\n<p> J\u00e1 o Museu Van Gogh exibe a maior cole\u00e7\u00e3o de obras do artista em todo o mundo, e \u00e9 obrigat\u00f3rio mesmo n\u00e3o tendo algumas de suas obras marcantes (\u201cA Noite Estrelada\u201d, por exemplo, est\u00e1 no MoMA, em Nova York). O pr\u00e9dio, desenhado pelo arquiteto holand\u00eas Gerrit Rietveld, \u00e9 bastante funcional e espa\u00e7oso permitindo um bom aproveitamento das obras que s\u00e3o apresentadas em ordem cronol\u00f3gica. E s\u00e3o v\u00e1rias imperd\u00edveis com destaque para \u201cO Quarto em Arles\u201d e \u201cA Casa de Vincent em Arles\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams10.jpg\" alt=\"ams10.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ou seja, Amsterdam \u00e9 muito mais que o Red Light District e os coffeeshops. Eles est\u00e3o ali, s\u00edmbolos de uma cidade livre (ou que tenta lidar de alguma forma com a sensa\u00e7\u00e3o de liberdade), mas muita gente tenta (na maioria das vezes inconscientemente) reduzir Amsterdam ao com\u00e9rcio de sexo e drogas. A prostitui\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 considerada profiss\u00e3o legalizada em toda a Holanda, que garante assist\u00eancia m\u00e9dica, direitos trabalhistas e fiscaliza\u00e7\u00e3o de  condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e0s damas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams6.jpg\" alt=\"ams6.jpg\" \/><\/p>\n<p>O Bairro da Luz Vermelha existe desde o s\u00e9culo 13, \u00e9poca em que marinheiros chegavam cansados de longos meses no mar, e encontravam um descanso nos bra\u00e7os das mo\u00e7as da regi\u00e3o. Hoje em dia, as ruas Gordijnensteeg e Korte Stormsteeg s\u00e3o as mais agitadas do bairro, e n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 frequentadas por pessoas interessadas nas garotas, mas sim por curiosos em geral (o que \u00e9 meio surreal). O servi\u00e7o, segundo consultou esse jornalista (a gente tinha que perguntar, n\u00e9) saia 50 euros por 15 minutos de trabalho, e v\u00e1rias delas eram muito bonitas \u2013 ao menos nas ruas principais, em que o aluguel de um quarto (como nesse an\u00fancio <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5783601637\/in\/set-72157626848396468\" target=\"_blank\">aqui<\/a>) \u00e9 mais caro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams7.jpg\" alt=\"ams7.jpg\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 os cofeeshops est\u00e3o distribu\u00eddos por v\u00e1rias regi\u00f5es do centro e mesmo em alguns bairros residenciais. Existem alguns mais famosos com filiais pela cidade e outros menores. Poucos vendem cerveja, quase nenhum aceita cigarro e muitos deles deixam o visitante fumar a marijuana comprada em outro local. A maconha \u00e9 liberada nos locais autorizados (olha o <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5783729743\/in\/set-72157626848396468\" target=\"_blank\">card\u00e1pio<\/a>), ou seja, nada de fumar na rua. Al\u00e9m dela, outros produtos alucin\u00f3genos s\u00e3o oferecidos pela cidade como o famoso space cake (bolo de maconha, esse <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5784277656\/in\/set-72157626848396468\" target=\"_blank\">aqui<\/a>) e cogumelos em diversas vers\u00f5es (as descri\u00e7\u00f5es s\u00e3o hil\u00e1rias. Veja <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5784233100\/sizes\/o\/in\/set-72157626848396468\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams5.jpg\" alt=\"ams5.jpg\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m da possibilidade de fumar em um cofeeshop, o cidad\u00e3o holand\u00eas pode ter uma muda de \u00e1rvore de marijuana em casa ou mesmo comprar a erva nos caf\u00e9s e consumir no lar. Por\u00e9m, o governo busca inibir o turismo de drogas na cidade tentando aprovar uma lei que defende a proibi\u00e7\u00e3o da venda de maconha para turistas. A id\u00e9ia do projeto \u00e9 que quem mora em Amsterdam (seja holand\u00eas ou n\u00e3o) tenha uma carteirinha de identifica\u00e7\u00e3o que permita comprar e fumar marijuana na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams11.jpg\" alt=\"ams11.jpg\" \/><\/p>\n<p> Independente do resultado do projeto, o retrato que fica \u00e9 o de uma cidade dois ou tr\u00eas passos \u00e0 frente das demais. L\u00fadica, com seus belos canais naveg\u00e1veis e suas ruas antigas dominadas por bicicletas. Bela, com seus imensos parques e seus museus imperd\u00edveis. Calma, com seu transito lento e a sensa\u00e7\u00e3o de que, aqui, as pessoas prestam um pouco mais de aten\u00e7\u00e3o a si mesmas. \u00c9 muito dif\u00edcil falar de Amsterdam. Nem todas as palavras conseguem transpor com tanta clareza o encantamento de uma cidade\tm\u00e1gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ams12.jpg\" alt=\"ams12.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Todas as fotos por Marcelo Costa. Mais no <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/sets\/72157626848396468\/\" target=\"_blank\">\u00e1lbum da viagem aqui<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Di\u00e1rios da Europa: 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2011\/\">aqui<\/a>), 2010 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/turismo\/europa-2010\/\">aqui<\/a>), 2009 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/turismo\/europa-2009\/\">aqui<\/a>) e 2008 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/turismo\/europa-2008\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Um domingo de descanso no para\u00edso, Santorini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/06\/07\/domingo-descanso-no-paraiso\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Perambulando pelas ruazinhas encantadoras de Praga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/05\/25\/perambulando-nas-ruazinhas-de-praga\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; A beleza de Veneza e a siesta de Treviso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/24\/a-beleza-de-veneza-e-a-siesta-de-treviso\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Parri, Parri&#8221; ou um olhar b\u00eabado sobre a Torre Eifel (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/30\/parri-parri\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito dif\u00edcil falar de Amsterdam. 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