{"id":4426,"date":"2011-05-30T10:38:53","date_gmt":"2011-05-30T13:38:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/05\/30\/dois-shows-bonus-do-primavera-sound\/"},"modified":"2018-11-02T19:17:00","modified_gmt":"2018-11-02T22:17:00","slug":"dois-shows-bonus-do-primavera-sound","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/05\/30\/dois-shows-bonus-do-primavera-sound\/","title":{"rendered":"Dois shows bonus do Primavera Sound"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mercury5.jpg\" alt=\"mercury5.jpg\" \/><\/p>\n<p>Barcelona n\u00e3o para, e o Primavera Sound segue o ritmo da cidade. Ap\u00f3s tr\u00eas dias intensos e dezenas de shows no Parc Del F\u00f3rum, dois eventos marcavam o encerramento da edi\u00e7\u00e3o 2011 do festival: no Poble Espanyol, BMX Bandits e Mercury Rev. E para aqueles que ainda tinham pique, no Apolo, j\u00e1 na madrugada de domingo para segunda-feira, Simian Mobile Disco e Black Angels jogavam uma p\u00e1 de cal sobre a \u00f3tima edi\u00e7\u00e3o 2011 do Primavera Sound.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/bmx3.jpg\" alt=\"bmx3.jpg\" \/><\/p>\n<p>O Poble Espanyol \u00e9 um vilarejo recriado no alto de Montiju\u00efc que tenta contar \u2013 atrav\u00e9s de ruas e casas \u2013 a hist\u00f3ria de todas as regi\u00f5es da Espanha (em escala reduzida, claro). Fica alguns metros acima do Pavell\u00f3 Mies van der Rohe, e se (ao contr\u00e1rio da magnifica obra do arquiteto alem\u00e3o) ostenta um ar meio fake e cafona, por outro tem a vantagem de se transformar em um \u00f3timo anfiteatro para a realiza\u00e7\u00e3o de shows para at\u00e9 duas mil pessoas. O clima era de quermesse com direito a copos enormes de sangria e pipoca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/bmx1.jpg\" alt=\"bmx1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Duglas Stewart abriu os trabalhos com a BMX Bandits, veterana banda indie escocesa dos anos 80, que segue na ativa distribuindo melodias doces aos f\u00e3s de power pop. Stewart \u00e9 daqueles frontmans que dominam a arte de entreter o p\u00fablico. Ele gasta seu sotaque escoc\u00eas, diz que \u201cama o amor\u201d e apresenta uma can\u00e7\u00e3o da \u00e9poca em que \u201cCrazy Cat (a violinista ruivinha fofinha) ainda n\u00e3o tinha nascido\u201d. E ao apresentar a mo\u00e7a, se orgulha: \u201cEu roubei ela do Belle and Sebastian\u201d. Velhos hits e can\u00e7\u00f5es novas fizeram o p\u00fablico sorrir at\u00e9 o fim da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/bmx2.jpg\" alt=\"bmx2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Na seq\u00fc\u00eancia, o Mercury Rev subiu ao palco mais uma vez para apresentar a integra de seu \u00e1lbum mais famoso, \u201cDesert&#8217;s Songs\u201d. O roteiro era o mesmo do show apresentado no s\u00e1bado no anfiteatro do Parc Del F\u00f3rum, mas o clima era outro. Muitas coisas podem fazer um show em um dia ser ok e no outro, sensacional: o tes\u00e3o da banda, a empolga\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, o atmosfera do lugar. No Poble Espanyol, tudo parecia conspirar a favor, e o Mercury Rev n\u00e3o desperdi\u00e7ou a oportunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mercury3.jpg\" alt=\"mercury3.jpg\" \/><\/p>\n<p>Jonathan Donahue subiu ao palco, novamente, com uma garrafa de cerveja, que logo foi trocada por uma \u201cbotella\u201d de vinho (que seria bebida inteira durante toda a a noite). \u201cHoles\u201d surgiu linda, cintilante, abrindo caminho para as demais can\u00e7\u00f5es do desertor. \u201cTonite It Shows\u201d e \u201cEndlessly\u201d apareceram em vers\u00f5es encorpadas, com a bateria marcando forte o ritmo. At\u00e9 a instrumental \u201cI Collect Coins\u201d brilhou, mas a divisora de \u00e1guas, a can\u00e7\u00e3o que mostrou que este n\u00e3o era um show qualquer foi \u201cOpus 40\u201d, em vers\u00e3o estendida, inebriante, quase dez minutos de encantamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mercury4.jpg\" alt=\"mercury4.jpg\" \/><\/p>\n<p>Encarnando um maestro meio m\u00e1gico, meio bruxo, Donahue sorria, arremessava energia para a plateia e aplaudia a entrega da banda e a cumplicidade do p\u00fablico enquanto as luzes no palco flutuavam sobre a densa nuvem de gelo seco. &#8220;Delta Sun Bottleneck Stomp&#8221; fechou o show de forma dan\u00e7ante, mas a banda ainda voltaria para tocar \u201cDark is Rising\u201d, a m\u00fasica que resume o Mercury Rev a perfei\u00e7\u00e3o, com versos que dizem que \u201ctudo \u00e9 sonho\u201d (t\u00edtulo do \u00e1lbum p\u00f3s \u201cDesert&#8217;s Song\u201d) para concluir \u201cnos sonhos eu sou forte\u201d. N\u00e3o s\u00f3 nos sonhos, Jonathan. No palco tamb\u00e9m. Impec\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mercury2.jpg\" alt=\"mercury2.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00a0Primavera Sound, agora sim: at\u00e9 2012.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Os destaques dia a dia do Primavera Sound 2010 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2010\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Os destaques dia a dia do Primavera Sound 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2011\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barcelona n\u00e3o para, e o Primavera Sound segue o ritmo da cidade. Ap\u00f3s tr\u00eas dias intensos e dezenas de shows no Parc Del F\u00f3rum, dois eventos marcavam o encerramento da edi\u00e7\u00e3o 2011 do festival: no Poble Espanyol, BMX Bandits e Mercury Rev. 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