{"id":4255,"date":"2011-04-19T13:04:02","date_gmt":"2011-04-19T16:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/19\/em-los-angeles-paul-mccartney\/"},"modified":"2014-09-15T11:35:18","modified_gmt":"2014-09-15T14:35:18","slug":"em-los-angeles-paul-mccartney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/19\/em-los-angeles-paul-mccartney\/","title":{"rendered":"Em Los Angeles, Paul McCartney"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5635075146\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/losangelles1.jpg\" alt=\"losangelles1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Chegamos a Los Angeles. A primeira impress\u00e3o foi estranha, uma cidade de pr\u00e9dios baixos, meio detonada e que parece ter vivido dias melhores. O nosso hotel fica em West Hollywood, paralelo ao trecho da Sunset Boulevard conhecido como Sunset Strip. Caminhamos bastante por ali ontem apenas observando a cidade, tentando entender a Calif\u00f3rnia, que, como disse um nova-iorquino durante o show do Rush no Garden, eles mesmos n\u00e3o entendem.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma linha circular de \u00f4nibus chamada Metr\u00f4. Vi v\u00e1rios por aqui contrastando a informa\u00e7\u00e3o de que o transporte na cidade \u00e9 exclusivo de carro. Mesmo assim, decidimos andar alguns quil\u00f4metros da Sunset Strip observando pontos hist\u00f3ricos (os lend\u00e1rios Whiskey a Go-Go, Viper Room e The House of Blues, o Ch\u00e2teau Marmont, \u201ccasa\u201d de Leonardo Di Caprio e Jude Law na cidade \u2013 e tamb\u00e9m do personagem do filme \u201cUm Lugar Qualquer\u201d, de Sofia Coppola) at\u00e9 a Amoeba Music.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5634486165\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/losangeles3.jpg\" alt=\"losangeles3.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Se voc\u00ea ficou impressionado com a foto da  matriz de S\u00e3o Francisco (<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5618659946\/sizes\/l\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\">essa<\/a>), saiba que a de Los Angeles \u00e9 ainda maior (ou praticamente igual). Um universo finito de CDs que necessita de dias e dias e dias de muita aten\u00e7\u00e3o para ser vasculhado. E dinheiro tamb\u00e9m. Tempo n\u00e3o \u00e9 problema, mas \u201cmoney, que \u00e9 good n\u00f3is n\u00e3o have\u201d, ent\u00e3o pensamos em uma passada r\u00e1pida s\u00f3 procurando itens rar\u00edssimos que s\u00f3 poderiam ser encontrados aqui. Quando vimos, as duas cestinhas de supermercado estavam lotadas de itens.<\/p>\n<p>E foi ent\u00e3o que aconteceu. Eu ali, querendo sair do lugar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel (desistindo de comprar um toca-discos por 50 doletas e um box da cole\u00e7\u00e3o completa do Miles Davis &#8211; bem mais caro, mas encontrando os EPs \u201cEldorado\u201d, de Neil Young, e \u201cAvalanche\u201d, do Echo and The Bunnymen, dois sonhos de consumo), e o Renato toca no meu ombro, n\u00e3o fala nada, s\u00f3 aponta: Sir Paul McCartney est\u00e1 no ambiente com tr\u00eas crian\u00e7as (netos ou filhos da namorada, tamb\u00e9m presente, n\u00e3o sei ao certo).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5634491139\/in\/photostream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/losangeles2.jpg\" alt=\"losangeles2.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ele passa por n\u00f3s agitado tentado conter o impeto infantil da molecada, que quer mexer em tudo. Eles sobem em um palco, no qual Paul tocou em 2007 num pocket show dentro da loja &#8211; v\u00eddeo abaixo, e os meninos come\u00e7am a brincar com um toca-discos. Paul observa o pequeno p\u00fablico que o fita, embasbacado, e brinca com os garotos: \u201cOlha, voc\u00eas j\u00e1 tem p\u00fablico\u201d. Ele desce do palco, e algumas pessoas o cumprimentam enquanto ele caminha pela loja, para em uma caixa, conversa rapidamente com o atendente, e some na cal\u00e7ada da Sunset Boulevard.<\/p>\n<p>Nas ruas de Los Angeles, em v\u00e1rios lugares existem m\u00e1quinas que vendem mapas com o local da casa de v\u00e1rios artistas. Sazonalmente h\u00e1 um update que inclui a casa do astro do momento, ou uma mudan\u00e7a de endere\u00e7o de alguma estrela de Hollywood, algo meio assustador (embora muitos artistas vivam dessa idolatria) e desolador (qual a gra\u00e7a em observar a casa de outra pessoa, desde que ela n\u00e3o seja uma obra de arte arquitet\u00f4nica?), s\u00edmbolo de uma era em que o que outro faz parece muito mais importante que o que n\u00f3s fazemos.<\/p>\n<param value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pxmwjfNbeRA\" name=\"movie\"><\/param>\n<param value=\"true\" name=\"allowFullScreen\"><\/param>\n<param value=\"always\" name=\"allowscriptaccess\"><\/param>\n<p align=\"center\"><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pxmwjfNbeRA\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\" height=\"300\" width=\"450\"><\/embed><\/p>\n<p>No entanto, c\u00e1 estamos n\u00f3s com Paul McCartney. Ele caminha ao meu lado, e um rapaz que vem na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria estica a m\u00e3o e diz \u201cHi, Paul\u201d. Ele aperta a m\u00e3o (cumprimentar desconhecidos deve ser algo surreal\u00edssimo que voc\u00ea aprende a lidar com o tempo e com a fama) e segue loja a dentro mostrando coisas aos meninos. Minha c\u00e2mera est\u00e1 na mochila, no locker da loja, e Renato est\u00e1 t\u00e3o catat\u00f4nico que n\u00e3o consegue sequer unir o ato de levantar a m\u00e1quina e apertar o bot\u00e3o. D\u00e1 vontade de dizer um \u201cSee in Rio, Paul\u201d, mas a voz n\u00e3o sai. No caixa, um atendente comenta: &#8220;Essa \u00e9 uma das coisas legais de trabalhar na Amoeba&#8221;. N\u00e3o tem como n\u00e3o concordar.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, refeitos do choque, escolhemos um pub ao lado do hotel para beber uns tragos antes de dormir. H\u00e1 tr\u00eas ou quatro pubs num raio de 200 metros, e escolhemos o Barney&#8217;s Beanery porque est\u00e1 passando um jogo de beisebol nos tel\u00f5es (hoje vamos ao est\u00e1dio ver um jogo do Dodgers). Mais de 200 cervejas no card\u00e1pio. Pe\u00e7o uma Monty Python Holy Grail (que estava em falta hoje). 60 das cervejas da casa s\u00e3o nacionais, e apostei em uma \u00f3tima White Ale do Alaska! O bar est\u00e1 lotado de locais, e n\u00e3o parece de forma alguma um ponto tur\u00edstico. Tem t\u00e3o cara de pub que esperamos, a qualquer momento, algu\u00e9m quebrar a cadeira na cabe\u00e7a de outra pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/barneysbeanery.com\/food_drink\/menu\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/losangeles4.jpg\" alt=\"losangeles4.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>No hotel, depois, descobrimos que o Barney&#8217;s Beanery era um dos locais prediletos de Marilyn Monroe e que o pessoal do Doors bebeu muito aqui (pela barriga do Jim Morrison no fim da carreira, muito n\u00e3o \u00e9 a toa). Tarantino escreveu trechos do roteiro de \u201cPulp Fiction\u201d nas mesas do Barney&#8217;s, que entre fregueses ic\u00f4nicos ainda podem ser citados Janis Joplin, Clark Gable, WC Fields, Mae West, Jack Nicholson, Bruce Springsteen, Demi Moore e Adam Sandler. Caros, isso \u00e9 Los Angeles. Como ficar imune?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegamos a Los Angeles. A primeira impress\u00e3o foi estranha, uma cidade de pr\u00e9dios baixos, meio detonada e que parece ter vivido dias melhores. O nosso hotel fica em West Hollywood, paralelo ao trecho da Sunset Boulevard conhecido como Sunset Strip. 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