{"id":4219,"date":"2011-04-16T17:10:11","date_gmt":"2011-04-16T20:10:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/16\/coachella-day-1\/"},"modified":"2023-04-17T11:28:48","modified_gmt":"2023-04-17T14:28:48","slug":"coachella-day-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/16\/coachella-day-1\/","title":{"rendered":"Coachella, Day 1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624561219\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella1.jpg\" alt=\"coachella1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>O sol realmente arde no deserto. Ap\u00f3s dez dias perambulando pelos Estados Unidos (Nova York e San Francisco com uma pequena parada em Las Vegas), apenas em Palm Springs foi poss\u00edvel tirar a bermuda da mochila e lamentar o esquecimento do protetor solar (obrigat\u00f3rio). A pequena cidade californiana ferve, e neste fim de semana respira a poeira do Coachella Festival, e a corrida atr\u00e1s das disputadas pulseiras (que esgotaram em seis dias) terminou bem, mas muita gente caiu na enfermaria com insola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624532147\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella2.jpg\" alt=\"coachella2.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na verdade, tudo deu muito certo no primeiro dia do festival. Na ida rolou um taxi, que dividimos com mais tr\u00eas norte-americanos. Na volta, ap\u00f3s uma extensa caminhada para sair do festival, conseguimos parar o taxi do David, um espanglish que n\u00e3o tirou o p\u00e9 do acelerador at\u00e9 nos deixar no hotel \u2013 e tamb\u00e9m n\u00e3o largou o celular (imagina). Entre ida e chegada, muitos shows bacanas, algumas decep\u00e7\u00f5es, comida e bebida boas e com pre\u00e7o ok (tem Newcastle Brown Ale!!!) e a certeza de que o Brasil precisa camelar muito pra fazer um festival assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5625129330\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella3.jpg\" alt=\"coachella3.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Do come\u00e7o. The Morning Benders mostraram m\u00fasicas novas (mais eletr\u00f4nicas) e empolgaram a galera da tenda Gobi, lotada. Ap\u00f3s cinco m\u00fasicas, a comitiva Scream &amp; Yell partiu para o Stage (dispensando os chat\u00f5es do Drums) para conferir o grande Cee Lo Green, que atrasou 20 minutos e s\u00f3 teve tempo de tocar quatro m\u00fasicas, sendo que uma era \u201cCrazy\u201d (do tempo do Gnarls Barkley) e a outra \u201cFuck You\u201d (al\u00e9m de uma vers\u00e3o bisonha de &#8220;Don&#8217;t Stop Believin&#8217;\u201d, do Journey). Mesmo assim, apesar da banda fraca, o melhor pocket show do festival. Na quinta can\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o cortou o som mostrando que nem mesmo um hitmaker cheio de Grammys pode desrespeitar as regras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624557023\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella4.jpg\" alt=\"coachella4.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>No palco Outdoor, os australianos do Tame Impala mostraram um som encorpado, que dever\u00e1 render o show do ano em S\u00e3o Francisco (com Yuck, na pr\u00f3xima segunda), caso a velha guarda hippie apare\u00e7a no Fillmore. Gostei muito mais do show do que do disco, e fiquei impressionado com a cara de moleques dos integrantes (principalmente do baixista: aquilo ali \u00e9 \u201ctrabalho infantil\u201d &#8211; risos), mas eles ainda precisam tomar bastante Toddynho para ser uma graaaaande banda ao vivo. Mesmo assim, bom show (e um futuro promissor pela frente).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624574621\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella5.jpg\" alt=\"coachella5.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Cold War Kids veio na sequencia e fez um show bonito ao entardecer do deserto. Nathan Willett continua cantando com uma paix\u00e3o rara, e se enfiar o p\u00e9 na jaca mais um pouco poder\u00e1 herdar a coroa de novo Greg Dulli do rock and roll. Eliminando os hits do come\u00e7o de carreira (uma pena &#8220;We Used to Vacation&#8221; ter ficado de fora do repert\u00f3rio), os californianos tocaram praticamente em casa com o p\u00fablico na m\u00e3o, que cantou (e filmou e fotografou) todas as m\u00fasicas. Todas. O final soul, j\u00e1 com a lua presente, foi bel\u00edssimo. Grande show.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624583999\/sizes\/z\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella6.jpg\" alt=\"coachella6.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Antes de Mr. Brandon Flowers come\u00e7ar, deu tempo de ver tr\u00eas can\u00e7\u00f5es do Interpol, uma delas \u201cEvil\u201d e outras duas terr\u00edveis do quarto disco. Interpol ao vivo hoje em dia \u00e9 assim: as m\u00fasicas dos dois primeiros discos s\u00e3o bem legais, funcionam, apesar da apatia da banda no palco. As do terceiro eles deveriam pagar para o p\u00fablico ouvir, e nas do quarto algu\u00e9m deveria subir no palco e dar uma sova nos quatro integrantes com sabonete enrolado numa camiseta do Joy Division. Eis uma banda que j\u00e1 passou da hora de acabar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624587061\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella7.jpg\" alt=\"coachella7.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 Brandon Flowers passou da hora de brincar de carreira solo, n\u00e9. Ele \u00e9 cool, carrega a galera na palma da m\u00e3o, mas o repert\u00f3rio de seu disco solo \u00e9 fraquinho, fraquinho. Depois, na pista do palco principal tentando ouvir o Black Keys, foi poss\u00edvel perceber que ele tocou algumas do Killers. S\u00f3 assim para salvar o show. J\u00e1 a dupla de Ohio deveria pedir 50% de aumento no cach\u00ea para a organiza\u00e7\u00e3o do Coachella. O tel\u00e3o s\u00f3 rolou no meio da quarta m\u00fasica e o som, baix\u00edssimo, frustou aquele que tinha tudo para ser o graaaaande show da noite (e um dos destaques do festival).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5625179448\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella8.jpg\" alt=\"coachella8.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o que tenha o Black Keys tenha pisado na bola, imagina. Com o repert\u00f3rio de hits que os caras tem, e a entrega rock and roll da dupla, prov\u00e1vel que fizessem um show bom at\u00e9 sem som, mas a expectativa deixou todo mundo na m\u00e3o. Uma pena, mas um show para ser revisto (de prefer\u00eancia, no Brasil). Para fugir do rock fake do Kings of Leon partimos para o palco Outdoor, onde os mexicanos do Caifanes tocavam exclusivamente para a comunidade spanglish local. Tudo bem, n\u00e3o valia mesmo perder tempo com o Roupa Nova da cidade do M\u00e9xico. J\u00e1 tenda da Robyn estava bombada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624590249\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella9.jpg\" alt=\"coachella9.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para fechar o primeiro dia, Flogging Molly, um grupo formado por irlandeses em Los Angeles ousando misturar punk rock como m\u00fasica tradicional celta (com direito a sanfona, banjo, violino e flauta). A rever\u00eancia ao Pogues \u00e9 clar\u00edssima, mas o peso e a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico s\u00e3o absurdas. Dave King, o inenarr\u00e1vel vocalista violonista, brindou com Guiness e soltou a locomotiva punk gerando uma invej\u00e1vel roda de pogo no meio do Coachella. Apesar do peso, todos os instrumentos s\u00e3o perfeitamente aud\u00edveis (com destaque para o banjo, marcante) no som do Flogging Molly. Um show de lavar a alma e encerrar com chave de ouro o primeiro dia do festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5624581185\/in\/photostream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/coachella10.jpg\" alt=\"coachella10.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong>: Coachella Day 2 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/17\/coachella-day-2\/\">aqui<\/a>) e Day 3 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/18\/coachella-day-3\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sol realmente arde no deserto. 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