{"id":4180,"date":"2011-04-11T02:14:57","date_gmt":"2011-04-11T05:14:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/11\/sabado-brooklyn-e-sebadoh\/"},"modified":"2011-04-11T02:39:28","modified_gmt":"2011-04-11T05:39:28","slug":"sabado-brooklyn-e-sebadoh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/11\/sabado-brooklyn-e-sebadoh\/","title":{"rendered":"S\u00e1bado, Brooklyn e Sebadoh"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5606294282\/in\/stream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/newyork13.jpg\" alt=\"newyork13.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>E o sol saiu, finalmente. Dia claro, lindo, decidimos continuar no tour tur\u00edstico e esticar at\u00e9 South Ferry, para dar um passeio pelo Hudson e ver aquela mina que segura uma tocha nas m\u00e3os. Por\u00e9m, n\u00e3o rolou. As visitas \u00e0 Est\u00e1tua da Liberdade precisam ser agendadas antes e a pr\u00f3xima data livre \u00e9 s\u00f3 em agosto. Nada de l\u00e1grimas, afinal \u00e9 s\u00f3 uma mina com uma tocha na m\u00e3o. O tour continuou pela \u00e1rea que, um dia, abrigou o World Trade Center e seguiu por Wall Street, de cabo a rabo.<\/p>\n<p>Ok, pontos tur\u00edsticos recheados de liga\u00e7\u00f5es (juro que fiquei procurando um pr\u00e9dio em Wall Street que se parecesse com o edif\u00edcio n\u00e1vio de &#8220;The Crimson Permanent Assurance&#8221;, da abertura de \u201cO Sentido da Vida\u201d, do Monty Python), mas dispens\u00e1veis (h\u00e1 um guia bacana chamado \u201cNova York: Not For Turists\u201d, procure). O dia come\u00e7ou mesmo ap\u00f3s uma caminhada pela bel\u00edssima Brooklyn Bridge (com direito a noivos e tudo mais) e, finalmente, uma visita ao distrito de mesmo nome, que apadrinha uma cervejaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5606295096\/in\/stream\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/newyork22.jpg\" alt=\"newyork22.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 qualquer cervejaria. A Brooklyn Brewery levanta o estandarte das cervejarias indies que lutam contra o imp\u00e9rio american lager da Ambev\/Inbev. Como? Fazendo uma cerveja extremamente personal, saborosa e viciante. A f\u00e1brica fica no bairro de Williamsburgh, no Brooklyn, e abre suas portas para a visita do p\u00fablico \u00e0s sextas, s\u00e1bados e domingos, sendo que os dois \u00faltimos contam com um tour pela casa. H\u00e1, ainda, um boliche que merece uma visita.<\/p>\n<p>O tour \u00e9 concorrid\u00edssimo e extremamente low profile. A fila se forma a partir das 13h na rua da cervejaria e os interessados entram no bar improvisado da casa com direito a experimentar oito cervejas diretas do barril. Cada copo de cerveja de 500 ml custa 4 d\u00f3lares, mas por 20 dolares voc\u00ea tem direito a seis cervejas. Se bater uma fome, as pizzarias da regi\u00e3o fazem entregas no local. Ou seja, \u00e9 melhor ir devagar. A pergunta que n\u00e3o quer se calar \u00e9: como?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5605711889\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/newyotk3.jpg\" alt=\"newyotk3.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Das oito cervejas dispon\u00edveis em torneira (as edi\u00e7\u00f5es especiais e sazonais Local 1, Local 2 e Black Ops podiam ser compradas engarrafadas) optei por experimentar as que n\u00e3o conhecia, abrindo o dia com a mais forte da tarde, a excepcional Blast, uma pale ale leve, cheirosa e com a marca da Brooklyn (um toque de melado que marca todas as cervejas da casa), Na seq\u00fc\u00eancia, arrisquei uma Pennent Ale, maltada e enfraquecida pela for\u00e7a da anterior. Pra fechar a sess\u00e3o uma Weisen encorpada e deliciosa. Apropriad\u00edssima.<\/p>\n<p>E o tour, questiona o leitor. Bem, o tour da Brooklyn \u00e9 improvisado numa sala ao lado do boteco improvisado da casa (e esses improvisos d\u00e3o o tom de despretens\u00e3o da cervejaria). Um dos caras que serviam o chopp no outro lado \u00e9 quem comanda o bate papo contando hist\u00f3rias impag\u00e1veis da cervejaria. Como, por exemplo, a da cria\u00e7\u00e3o do logo, assinado pelo mesmo cara que fez o logo \u201cI Love Nova York\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5606296926\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/newyotk4.jpg\" alt=\"newyotk4.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Consta que os donos da cervejaria queriam um logo que a aproximasse da cidade, e procuraram o cara que fez o \u201cI Love Nova York\u201d oferecendo 20 mil d\u00f3lares pelo trabalho. O rapaz, esperto, aceitou o trabalho, mas n\u00e3o a grana. Pediu seu pagamento em um estoque vitalicio de Brooklyn na sua casa. G\u00eanio. S\u00e3o quase meia hora em de bons causos cervejeiros que fazem quem j\u00e1 gostava da cerveja admirar ainda mais a cervejaria. N\u00e3o tem como sair dali sem uma camiseta.<\/p>\n<p>Alias, cabe aqui uma dica important\u00edssima. Metros antes da cervejaria h\u00e1 uma loja de discos excelente, a Sound Fix, comandada pelo James, que oferece CDs e vinis, novos e usados a bons pre\u00e7os. Tente passar na loja antes de ir pra cervejaria. Imagine-se b\u00eabado e feliz com um monte de CDs fodas e raros na sua frente. Acontece. Ali\u00e1s, aconteceu comigo e com o Renato, que deixamos uma boa grana no lugar (mas valeu a pena: peguei tr\u00eas CDs duplos e um triplo fodas).<\/p>\n<param value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pH8eqJVEv4k\" name=\"movie\"><\/param>\n<param value=\"true\" name=\"allowFullScreen\"><\/param>\n<param value=\"always\" name=\"allowscriptaccess\"><\/param>\n<p align=\"center\"><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pH8eqJVEv4k\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\" width=\"450\" height=\"300\"><\/embed><\/p>\n<p>Da Brooklyn Brewery, b\u00eabados, partimos para o Bowery Ballroom, conferir o Sebadoh ao vivo. O bar do local carrega um clim\u00e3o barra pesada, mas as cervejas s\u00e3o boas (experimente a Sierra Nevada Pale Ale, \u00f3tima) e o local do show (que anteriormente abrigava um teatro de vaudeville) \u00e9 perfeito para abrigar uma banda indie que tem f\u00e3s fieis, mas nunca virou mega a ponto do show n\u00e3o caber num lugar assim (falta um local com essa estrutura e tamanho em S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>De cara chama a aten\u00e7\u00e3o a qualidade do som do lugar. Assim que Lou Barlow ataca os primeiros acordes \u00e9 poss\u00edvel ouvir com clareza absurda todos os detalhes. O show comemora o relan\u00e7amento dos \u00e1lbuns \u201cBakesale\u201d (1994) e \u201cHarmacy\u201d (1996) e o repert\u00f3rio n\u00e3o economiza. De \u201cToo Pure\u201d a \u201cOcean\u201d, de \u201cOn Fire\u201d e \u201cSkull\u201d a \u201cMagnet&#8217;s Coil\u201d e \u201cRebund\u201d. Loewenstein se alterna com Barlow no baixo\/guitarra enquanto Bob D\u2019Amico mant\u00e9m a batida acelerada em um show com a adrenalina fervendo no ponto m\u00e1ximo. Foda.<\/p>\n<param value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2Z9r6Crq2l8\" name=\"movie\"><\/param>\n<param value=\"true\" name=\"allowFullScreen\"><\/param>\n<param value=\"always\" name=\"allowscriptaccess\"><\/param>\n<p align=\"center\"><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2Z9r6Crq2l8\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\" width=\"450\" height=\"300\"><\/embed><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E o sol saiu, finalmente. Dia claro, lindo, decidimos continuar no tour tur\u00edstico e esticar at\u00e9 South Ferry, para dar um passeio pelo Hudson e ver aquela mina que segura uma tocha nas m\u00e3os. Por\u00e9m, n\u00e3o rolou. 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