{"id":4172,"date":"2011-04-09T03:41:38","date_gmt":"2011-04-09T06:41:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/09\/aprendendo-com-aimee-mann\/"},"modified":"2011-10-18T01:22:41","modified_gmt":"2011-10-18T04:22:41","slug":"aprendendo-com-aimee-mann","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/09\/aprendendo-com-aimee-mann\/","title":{"rendered":"Aprendendo com Aimee Mann"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5602489334\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/aimee2.jpg\" alt=\"aimee2.jpg\" \/><\/a><br \/>\n<em>Fotos: Marcelo Costa<\/em><\/p>\n<p>Dois anos atr\u00e1s, na B\u00e9lgica, eu e Lili descemos em Bruxelas para pegar um trem para Leuven, cidade que abriga o badalado festival Rock Werchter. Um casal amigo nos aguardava na esta\u00e7\u00e3o de trem, mas quem diz que chegamos: pegamos o trem errado para Louvain e fomos parar em Otigani, quase Holanda. O cobrador, belga, apenas tentava explicar &#8211; em um ingl\u00eas t\u00e3o bom quanto o meu: \u201cLeuven and Louvain: same name, but different\u201d.<\/p>\n<p>Lembrei dessa hist\u00f3ria porque eu e Renato levamos um baile do trem de New Jersey antes do show de Aimee Mann em Metuchen, uma cidadezinha de 13 mil habitantes a 50 minutos de Nova York. Procuramos no Google Maps a melhor forma de chegar ao Forum Theatre, local do show, e descobrimos que a melhor maneira era pegar o trem da Northeast Corridor em dire\u00e7\u00e3o a Trentron, e descer em Metuchen. Mas n\u00e3o descemos&#8230;<\/p>\n<p>Pegamos um trem que pulava dezenas das cidadezinhas da regi\u00e3o (Metuchen inclusa) e terminava  em Trenton. Descemos no ponto final e s\u00f3 ent\u00e3o caiu a ficha. Est\u00e1vamos em cima da hora, mas n\u00e3o havia muito o que fazer al\u00e9m de esperar o pr\u00f3ximo trem e voltar para Metuchen torcendo para n\u00e3o perder muito do show. O pr\u00f3ximo trem veio, descemos na cidadezinha e pegamos a \u00fanica grande avenida da cidade em dire\u00e7\u00e3o ao f\u00f3rum. Quantos minutos perdemos: \u201cUns 20\u201d, respondeu o caixa.<\/p>\n<p>20 minutos = a tr\u00eas m\u00fasicas, segundo o set list. Quando entramos no simp\u00e1tico, meio decadente e aconchegante Forum Theather, Aimee come\u00e7ava a explicar a letra de &#8220;Going Through the Motions&#8221; (do \u00f3timo \u201cThe Forgotten Arm\u201d, 2005). A can\u00e7\u00e3o veio acompanhada de piano e baixo, al\u00e9m do viol\u00e3o e um chimbau de bateria para marcar o tempo (os dois \u00faltimos tocados por Aimee). Totalmente low profile, Aimee desfilou suas can\u00e7\u00f5es desoladoras entre piadas e muitos aplausos.<\/p>\n<p>\u201cOdeio quando vou a um show e o artista diz que vai tocar uma m\u00fasica nova&#8230; mas \u00e9 isso que vou fazer agora\u201d, desculpa-se ela no meio da apresenta\u00e7\u00e3o (sendo aplaudida efusivamente pelos presentes) e apresenta \u201cCharmer\u201d, boa faixa que deve estar em seu pr\u00f3ximo \u00e1lbum. \u201cTodays The Day\u201d e \u201cGuys Like Me\u201d (duas do belissimo \u201cLost in Space\u201d, de 2002) surgem em vers\u00f5es respeit\u00e1veis (apesar da economia do formato), mas o show ganha corpo quando Aimee anuncia que far\u00e1 um set de can\u00e7\u00f5es da trilha do filme \u201cMagnolia\u201d, de Paul Thomas Anderson.<\/p>\n<p>\u201cNothing Is Good Enough\u201d e \u201cSave Me\u201d surgem belas, tocantes, mas menores que a vers\u00e3o em disco, talvez pela sonoridade sem personalidade da bateria eletr\u00f4nica (imposs\u00edvel que Aimee n\u00e3o tenha um baterista e um guitarrista,  este \u00faltimo fez muita falta em \u201cFreeway\u201d e na parte final de \u201cSave Me\u201d). \u201cOne\u201d, cover de Harry Nilsson do tempo em que Aimee cantava no Til Tuesday, encerra a noite de forma vigorosa.<\/p>\n<p>O p\u00fablico aplaude efusivamente, e ela volta para o bis se surpreendendo: \u201cQue bonitinho, voc\u00eas est\u00e3o todos de p\u00e9\u201d. Toca mais tr\u00eas m\u00fasicas e, no meio de uma delas, ouve algu\u00e9m gritar: \u201cVoc\u00ea \u00e9 especial\u201d. Ela agradece e emenda: \u201cEu sei\u201d, para risos gerais do teatro. O show, no entanto, n\u00e3o foi especial. O repert\u00f3rio foi bom, ela canta e conduz bem o viol\u00e3o (e o chimbau), mas a forma\u00e7\u00e3o diminuta da banda n\u00e3o esteve a altura de suas can\u00e7\u00f5es. Valeu a pena (o aprendizado das linhas de trem incluso), mas ficou um gostinho de que podia ser melhor.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5602489294\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/aimee.jpg\" alt=\"aimee.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotos: Marcelo Costa Dois anos atr\u00e1s, na B\u00e9lgica, eu e Lili descemos em Bruxelas para pegar um trem para Leuven, cidade que abriga o badalado festival Rock Werchter. Um casal amigo nos aguardava na esta\u00e7\u00e3o de trem, mas quem diz que chegamos: pegamos o trem errado para Louvain e fomos parar em Otigani, quase Holanda. 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