{"id":4054,"date":"2011-03-07T14:07:40","date_gmt":"2011-03-07T17:07:40","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/03\/07\/tres-filmes-127-hours-true-grit-e-winter%e2%80%99s-bone\/"},"modified":"2011-03-07T15:28:09","modified_gmt":"2011-03-07T18:28:09","slug":"tres-filmes-127-hours-true-grit-e-winter%e2%80%99s-bone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/03\/07\/tres-filmes-127-hours-true-grit-e-winter%e2%80%99s-bone\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: 127 Hours, True Grit, Winter&#8217;s Bone"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/127horas.jpg\" alt=\"127horas.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201c127 Horas\u201d<\/strong> (\u201c127 Hours\u201d, 2010)<br \/>\nSe a hist\u00f3ria ver\u00eddica do alpinista Aron Ralston tivesse ca\u00eddo nas m\u00e3os de 90% dos outros diretores, bem prov\u00e1vel que estar\u00edamos diante de um filme de auto-ajuda buscando valorizar a vida, pieguice pura. Mas, como escreveram certa vez, se o dem\u00f4nio quiser, todo Keith Richards ir\u00e1 encontrar o seu Mick Jagger. E assim, nas m\u00e3os do Danny Boyle e com a presen\u00e7a magn\u00e9tica de James Franco, \u201c127 Horas\u201d se transforma em um poderoso thriller que resiste aos ataques de pirotecnia do diretor (closes de dentro da garrafa de \u00e1gua, de raio x do bra\u00e7o sendo atravessado pela faca). Ali\u00e1s, os momentos mais brilhantes do filme s\u00e3o todos m\u00e9ritos de Boyle: a garrafa de Gatorade esquecida, a chegada di\u00e1ria do sol e a ilus\u00e3o da chuva. \u00c9 preciso ter est\u00f4mago forte para n\u00e3o tirar o olhar da tela, mas a certeza que fica \u00e9 de que Boyle (que assina o roteiro com Simon Beaufoy) acertou novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/foto.jpg\" alt=\"foto.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cBravura Ind\u00f4mita\u201d<\/strong> (\u201cTrue Grit\u201d, 2010)<br \/>\nAp\u00f3s o fiasco do \u00f3timo \u201cUm Homem S\u00e9rio\u201d (2009) nas bilheterias (custou US$ 10 milh\u00f5es, arrecadou \u2018apenas\u2019 R$ 27 milh\u00f5es enquanto o ok \u201cQueime Antes de Ler\u201d, de 2008, somou US$ 164 milh\u00f5es de bilheteria), os irm\u00e3os Coen resgatam um faroeste cl\u00e1ssico e, vejam s\u00f3, batem seu recorde pr\u00f3prio de arrecada\u00e7\u00e3o: US$ 170 milh\u00f5es. Dinheiro n\u00e3o quer dizer muita coisa pra voc\u00ea, que ama cinema (a t\u00edtulo de curiosidade, o maravilhoso \u201cO Homem Que N\u00e3o Estava L\u00e1\u201d, de 2001, n\u00e3o chegou nem a US$ 19 milh\u00f5es), mas este remake de um faroeste cl\u00e1ssico dos anos 60 at\u00e9 pode ter l\u00e1 seus m\u00e9ritos (atua\u00e7\u00f5es brilhantes de Jeff Bridges, Matt Damon e de Hailee Steinfeld mais uma fotografia bel\u00edssima), mas \u00e9 um filme menor dos irm\u00e3os Coen. A ironia da dupla surge aqui e ali em rompantes brilhantes, por\u00e9m a impress\u00e3o \u00e9 que a rever\u00eancia ao g\u00eanero matou a irrever\u00eancia dos irm\u00e3os. Ainda assim, uma boa divers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/inverno.jpg\" title=\"inverno.jpg\" alt=\"inverno.jpg\" height=\"250\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cO Inverno da Alma\u201d<\/strong> (\u201cWinter\u2019s Bone\u201d, 2010)<br \/>\nUm dos bons filmes da (fraca) temporada passada, \u201cO Inverno da Alma\u201d pega a f\u00f3rmula cl\u00e1ssica de se contar uma hist\u00f3ria no cinema, e n\u00e3o inventa. Para a f\u00f3rmula dar certo \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o aos detalhes que comp\u00f5e o todo, e a diretora Debra Granik (que assina o bom roteiro a quatro m\u00e3os com Anne Rosellini) est\u00e1 bem assessorada num filme de fotografia delicada e grandes atua\u00e7\u00f5es do elenco, com destaque para os oscarizaveis John Hawkes e Jennifer Lawrence. Esque\u00e7a a musa que fez o tapete vermelho do Oscar entrar em transe. Jennifer sofre na pele de Ree Dolly, uma jovem condenada pela vida, respons\u00e1vel por cuidar de dois irm\u00e3os menores, uma m\u00e3e louca e um pai traficante em uma terra de ningu\u00e9m, as montanhas Ozarks, no estado americano do Missouri (ambiente do romance de Daniel Woodrell, que deu origem ao filme). Para quem acha a vida bela, \u00e9 bom lembrar do inverno.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Quem Quer Ser Um Milion\u00e1rio&#8221;, um Danny Boyle definitivo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/22\/quem-quer-ser-um-milionario\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; O humor transforma &#8216;Um Homem S\u00e9rio&#8221; em  grande filme (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/24\/cinema-um-homem-serio-irmaos-coen\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c127 Horas\u201d (\u201c127 Hours\u201d, 2010) Se a hist\u00f3ria ver\u00eddica do alpinista Aron Ralston tivesse ca\u00eddo nas m\u00e3os de 90% dos outros diretores, bem prov\u00e1vel que estar\u00edamos diante de um filme de auto-ajuda buscando valorizar a vida, pieguice pura. 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