{"id":4014,"date":"2011-02-26T18:46:34","date_gmt":"2011-02-26T21:46:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/02\/26\/opiniao-do-consumidor-wals\/"},"modified":"2015-08-26T19:30:23","modified_gmt":"2015-08-26T22:30:23","slug":"opiniao-do-consumidor-wals","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/02\/26\/opiniao-do-consumidor-wals\/","title":{"rendered":"A linha cl\u00e1ssica belga da W\u00e4ls"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5474816320\/sizes\/l\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/wals.jpg\" alt=\"wals.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>O trio de fource da excelente cervejaria W\u00e4ls (da regi\u00e3o da Pampulha, em Minas Gerais) t\u00eam apenas quatro anos de vida, mas s\u00e3o t\u00e3o especiais e deliciosas quantos as milenares cervejas alem\u00e3s ou belgas. A cervejaria, por sua vez, nasceu em 1999, e come\u00e7ou fabricando chopes Pilsen, Stout e English Pale Ale para a rede de fast-food do patriarca da fam\u00edlia, e s\u00f3 foi se aventurar nas belgas em 2007.<\/p>\n<p>A W\u00e4ls continua fabricando os chopes al\u00e9m de engarrafar uma vers\u00e3o P\u00edlsen Bohemia (tamb\u00e9m de receita belga), mas desde 2007 adentrou o territ\u00f3rio strong ale de cervejas, primeiro lan\u00e7ando a elogiada vers\u00e3o Dubbel (bastante tradicional), e nos dois anos seguintes surgindo com as sensacionais vers\u00f5es Trippel (2008) e Quadruppel (2009), a \u00faltima a mais forte da casa, e desde j\u00e1 uma das melhores cervejas brasileiras.<\/p>\n<p>A ideia pessoal era come\u00e7ar pela Dubbel (7,5%) e ent\u00e3o passar para a Tripel (9%), mas na hora de fazer a foto, me enrolei e quando vi j\u00e1 havia enchido o copo com a complexa, assustadora e sensacional Quadruppel, 11% de teor alco\u00f3lico embrenhado em meio a um aroma adocicado que lembra caramelo, ameixa e uvas passas e prepara o paladar para uma experi\u00eancia especial\u00edssima.<\/p>\n<p>A Quadruppel consegue conciliar com brilhantismo a imensa quantidade de \u00e1lcool (que aqui remete diretamente a melhor cacha\u00e7a mineira, como avisa a f\u00f3rmula) com um adocicado que lembra ameixa, caf\u00e9 (mas de forma bem leve), malte e caramelo, que permeiam a boca durante toda a passagem, deixando no final um ponto de amargor (caracter\u00edstico de cacha\u00e7a) que finaliza uma cerveja excepcional.<\/p>\n<p>Eis uma cerveja encorpada e forte, mas n\u00e3o agressiva. Seu principal diferencial surge na matura\u00e7\u00e3o, quando s\u00e3o inseridos chips de carvalho que, antes, foram deixados marinando em cacha\u00e7a mineira \u2013 e esse processo confere extrema personalidade ao conjunto. A cerveja continua sendo refermentada na garrafa. A validade desta que provei era outubro de 2013.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s se encantar com a Quadruppel, a vers\u00e3o Trippel parece ser a cerveja mais leve do mundo. N\u00e3o \u00e9 bem assim. S\u00e3o 9% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, que seguindo a tradi\u00e7\u00e3o belga, desaparecem no conjunto harmonioso. Aqui n\u00e3o h\u00e1 cacha\u00e7a para rebater o adocicado, apesar de o aroma destacar o \u00e1lcool em meio a notas de malte, coentro e casca de laranja (todos integrantes da formula\u00e7\u00e3o da Trippel), al\u00e9m de mel.<\/p>\n<p>Ao primeiro toque na l\u00edngua, o \u00e1lcool se faz marcante, mas desaparece logo em seguida dando lugar a um dul\u00e7or que permanecer\u00e1 durante toda a ingest\u00e3o. Esse adocicado \u00e9 embalado por frutado (lembrando algo de banana, mas bastante distante de uma Weiss, e algo de laranja) e um pouco de malte (que remete bastante a mel). No final, longo, o \u00e1lcool volta a marcar presen\u00e7a. Uma bela cerveja, menos complexa e interessante que a Quadruppel, mas ainda assim especial.<\/p>\n<p>Por fim, aquela que deveria ser a primeira: a Dubbel. Imagino que come\u00e7ando por ela, depois pela Trippel e terminando na Quadruppel, a empolga\u00e7\u00e3o seja maior. Mas quando se come\u00e7a pela melhor, o paladar cobra um pouco mais. Importante ressaltar, as tr\u00eas cervejas t\u00eam personalidade definida ao ponto de uma se diferenciar bastante da outra. A Dubbel \u00e9 a mais tradicional das tr\u00eas chegando a lembrar bastante as strong ales belgas (diferente da Quadruppel, cujo cacha\u00e7a a torna praticamente \u00fanica).<\/p>\n<p>No aroma, a Dubbel traz as caracter\u00edsticas notas de nozes, frutas secas, uvas passas, caramelo e caf\u00e9 (os dois \u00faltimos em menor quantidade), com um pouquinho de \u00e1lcool (s\u00e3o 7.5% de gradua\u00e7\u00e3o) muito bem inserido no conjunto (como uma boa belga). Na boca ela impressiona mais. O come\u00e7o valsa entre o adocicado e o amargo, numa complexidade deliciosa que remete a ameixa e malte, finalizando com um seco e levemente amargo (em teste cego, muitos diriam estar diante de uma belga original). Ainda que inferior as suas irm\u00e3s, uma cerveja excelente.<\/p>\n<p>W\u00e4ls Dubbel<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Dubbel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,00\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Trippel<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Trippel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,99\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Quadruppel<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Quadrupel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,22\/5<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trio de fource da excelente cervejaria W\u00e4ls (da regi\u00e3o da Pampulha, em Minas Gerais) t\u00eam apenas quatro anos de vida, mas s\u00e3o t\u00e3o especiais e deliciosas quantos as milenares cervejas alem\u00e3s ou belgas. 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