{"id":3721,"date":"2010-12-25T17:39:44","date_gmt":"2010-12-25T20:39:44","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/12\/25\/discoteca-basica-da-bizz\/"},"modified":"2010-12-25T17:57:47","modified_gmt":"2010-12-25T20:57:47","slug":"discoteca-basica-da-bizz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/12\/25\/discoteca-basica-da-bizz\/","title":{"rendered":"Discoteca B\u00e1sica da Bizz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/rateyourmusic.com\/lists\/list_view?list_id=133037&amp;show=50&amp;start=0\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/discoteca_basica.jpg\" alt=\"discoteca_basica.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em noites de lua cheia de anos bissextos sempre aparece algu\u00e9m declarando amor ao Scream &amp; Yell, dizendo que quando descobriu o site sua vida mudou. Alguns chegam a dizer que decidiram fazer jornalismo ap\u00f3s devor\u00e1-lo durante noites em claro (n\u00e3o tenho como ressarci-los por t\u00ea-los colocado nessa profiss\u00e3o, mas espero que voc\u00eas se divirtam \u2013 risos). Acontece com uma freq\u00fc\u00eancia que faz minha alma sorrir.<\/p>\n<p>J\u00e1 eu devo boa parte da minha paix\u00e3o por jornalismo cultural (por boa parte leia-se 90%) e de minha educa\u00e7\u00e3o musical a Revista Bizz. J\u00e1 contei isso em algum lugar deste blog (prov\u00e1vel que na vers\u00e3o 1.0), mas tive v\u00e1rias cole\u00e7\u00f5es da revista (tr\u00eas ou quatro). Eu tentava me livrar dela, e quando dava por mim l\u00e1 estava eu no sebo recomprando tudo (numa dessas perdi, por duas vezes, a edi\u00e7\u00e3o zero com Mick Jagger na capa).<\/p>\n<p>Chegou uma hora em que aceitei: a revista iria me acompanhar para o resto da vida. Comprei o CD-Rom, mas a cole\u00e7\u00e3o com todas as edi\u00e7\u00f5es em tinta e papel sobrevive em uma estante no quarto. \u00c9 esta \u00faltima que consulto quando alguma informa\u00e7\u00e3o surge na mem\u00f3ria. Engra\u00e7ado. Esque\u00e7o nome de pessoas (por mais que eu me esforce), mas sei de cor em que p\u00e1gina de tal edi\u00e7\u00e3o li algo sobre tal assunto.<\/p>\n<p>Ontem, 24 de dezembro, quando o amigo Mauricio \u00c2ngelo (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/mgangelo\" target=\"_blank\">@mgangelo<\/a>) tuitou um link com todos os textos da Discoteca B\u00e1sica publicados na revista, abri um sorriso. Por alguns minutos me perdi em lembran\u00e7as boas. De Ana Maria Bahiana falando do Clash (\u201cTr\u00eas anos depois do ver\u00e3o punk, o establishiment pop ainda lambia suas feridas\u201d) e Jos\u00e9 Augusto Lemos falando de Miles Davis (\u201cH\u00e1 pelo menos oito discos de Miles que n\u00e3o podem ficar fora de nenhuma Discoteca B\u00e1sica\u201d).<\/p>\n<p>De Celso Pucci falando de Joy Division (eles \u201cjogavam a \u00faltima p\u00e1 de terra sobre o romantismo do rock\u2019), Fernando Naporano de Arnaldo Baptista (\u201cArnaldo pagou muito caro por toda essa paix\u00e3o levada \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias\u201d) e Alex Antunes de Roxy Music (\u201cOs 60 foram anos de esperan\u00e7a, os 70, de confus\u00e3o\u201d). De Andr\u00e9 Barcinski sobre Black Sabbath (\u201cO grupo permanece como um dos mais subestimados de todos os tempos\u201d).<\/p>\n<p>E Andr\u00e9 Forastieri (em um dos textos cl\u00e1ssicos da hist\u00f3ria da revista) sobre Ramones: \u201c\u00c9 duro ser um garoto de doze anos afundado at\u00e9 o queixo no lodoso t\u00e9dio urbano. Todo mundo d\u00e1 palpite na sua vida. O status em casa e na rua, a voz e at\u00e9 o corpo ainda s\u00e3o de crian\u00e7a \u2013 mas os instintos s\u00e3o de homem, e as garotas, todas ficando peitudas, n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed com voc\u00ea. Escrotas. Piranhas\u201d.<\/p>\n<p>No link que se segue voc\u00ea tem acesso aos 215 textos dissecados pela se\u00e7\u00e3o. O primeiro, da Bizz 01, de agosto de 1985, come\u00e7a com uma cita\u00e7\u00e3o. Imagine que o Brasil est\u00e1 saindo aos trancos de uma ditadura, que o Rock in Rio (sete meses antes) e o emergente rock nacional sinalizam a possibilidade de uma revista de rock. N\u00e3o havia internet, Google e nem Wikip\u00e9dia. Apenas cadernos de cultura dos jornais. Era preciso come\u00e7ar praticamente do zero. E come\u00e7ou&#8230; assim:<\/p>\n<p>&#8220;Cada d\u00e9cada produz um ou dois momentos autenticamente memor\u00e1veis. Em regra, apenas uma guerra ou uma trag\u00e9dia apavorante conseguem penetrar as preocupa\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es de pessoas ao mesmo tempo e ocasionar uma \u00fanica e bem orquestrada emo\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, em junho de 1967, tal emo\u00e7\u00e3o brotou sem ter sido causada por nenhuma morte, mas pela simples audi\u00e7\u00e3o de um disco.&#8221;&#8230;<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/rateyourmusic.com\/lists\/list_view?list_id=133037&amp;show=50&amp;start=0\" target=\"_blank\"><strong>Discoteca B\u00e1sica da Revista Bizz <\/strong><\/a><\/p>\n<p>Ps. Feliz natal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em noites de lua cheia de anos bissextos sempre aparece algu\u00e9m declarando amor ao Scream &amp; Yell, dizendo que quando descobriu o site sua vida mudou. 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