{"id":3059,"date":"2010-06-16T00:30:09","date_gmt":"2010-06-16T03:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/06\/16\/paul-mccartney-na-ilha-de-wight\/"},"modified":"2010-11-18T14:07:22","modified_gmt":"2010-11-18T17:07:22","slug":"paul-mccartney-na-ilha-de-wight","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/06\/16\/paul-mccartney-na-ilha-de-wight\/","title":{"rendered":"Paul McCartney na Ilha de Wight"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699484487\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle1.jpg\" alt=\"isle1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> \u201cQual show voc\u00ea gostou mais?\u201d, pergunta uma senhora que aparenta ter uns 50 anos, e que bate cart\u00e3o no Festival da Ilha de Wight desde 2006. \u201cPink\u201d, responde uma garota que n\u00e3o deve passar dos 18 anos. \u201cA Pink foi realmente surpreendente\u201d, completa a senhora. No banco ao lado do double decker bus que leva o p\u00fablico de volta pra casa, um casal de idade comenta: \u201cJay-Z foi legal, mas a Pink e o Macca foram demais. Quem ser\u00e1 que eles v\u00e3o trazer para o ano que vem?\u201d. Senhores e senhoras, esse \u00e9 o Festival da Ilha de Wight.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699980114\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle2.jpg\" alt=\"isle2.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> As tr\u00eas primeiras edi\u00e7\u00f5es do Festival da Ilha de Wight aconteceram no final dos anos 70 (mais precisamente 1968, 1969 e 1970), sendo que a \u00faltima reuniu 600 mil pessoas (que foram ver Doors, Who, Leonard Cohen e Jimi Hendrix, entre outros). Ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de sil\u00eancio, a ilha na costa sul da Inglaterra voltou a sediar o festival de m\u00fasica em 2002, e desde ent\u00e3o anualmente a Ilha de Wight vira palco de grandes shows no m\u00eas de junho &#8211; ao lado de eventos como caminhadas de terceira idade e competi\u00e7\u00f5es de regatas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4696115500\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle3.jpg\" alt=\"isle3.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> No caso do festival de m\u00fasica, a organiza\u00e7\u00e3o impressiona. S\u00e3o dezenas e dezenas de barraquinhas que servem uma variedade extensa de comida (indiana, japonesa, mexicana, tailandesa, italiana, vegetariana, hamb\u00farguer de carne de avestruz e muito mais), cerveja, vinho, roupas, ch\u00e1, chocolate quente, doces, sorvetes, badulaques e tudo o mais, sem contar o parque de divers\u00f5es que \u00e9 montado no meio do evento para alegria dos aventureiros (uma bola de bungee jump era particularmente assustadora) e dos saudosistas (tinha at\u00e9 carrinho bate-bate).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699983666\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle4.jpg\" alt=\"isle4.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Algu\u00e9m pode perguntar: e a m\u00fasica? A m\u00fasica est\u00e1 l\u00e1, bem representada, mas um festival de ver\u00e3o no velho mundo \u00e9 muito mais do que m\u00fasica, pois os europeus (no geral, e os ingleses em particular) piram com os \u00fanicos dois meses e pouco de sol que eles v\u00e3o ter no ano, ent\u00e3o o tempo bom \u00e9 motivo para festejar. N\u00e3o a toa, a maioria das 50 mil pessoas que congestionaram os ferries na travessia de Southampton para a Ilha de Wight o fez para acampar no festival, uma coisa t\u00e3o inglesa quanto o carnaval para os brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699440749\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle5.jpg\" alt=\"isle5.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> O p\u00fablico n\u00e3o poderia ser mais diversificado. Pais com filhos, moleques e meninas de 10 anos curtindo os shows em turma (e mandando SMS para os pais avisando que estava tudo bem), hippies velhos que j\u00e1 viram centenas de outros festivais, vov\u00f3s (uma senhorinha em particular chamou a aten\u00e7\u00e3o: ela estava com a camisa do festival de 2007, tinha v\u00e1rios bottons dos Stones na bolsinha e comia um bolo de chocolate enquanto um dos shows n\u00e3o come\u00e7ava) e uma multid\u00e3o de gente fantasiada, que deixa o ambiente meio nonsense, mas tamb\u00e9m divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4695478471\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle6.jpg\" alt=\"isle6.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> O festival acontece em um parque nos arredores de Newport, principal cidade da ilha, e parece ser feito especialmente para quem lota os campings, e pode dar uma boa caminhada para ver seu artista preferido na hora que quiser e depois voltar pra \u201ccasinha\u201d. Os shows come\u00e7am \u00e0s 11h da manh\u00e3 e seguem at\u00e9 meia noite numa extensa maratona. S\u00e3o dois grandes palcos (o menor deles numa tenda), um palco ac\u00fastico e algumas tendas eletr\u00f4nicas (que funcionam na madrugada para os corajosos, que s\u00e3o muitos).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4696107914\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle7.jpg\" alt=\"isle7.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> A programa\u00e7\u00e3o 2010 come\u00e7ou na sexta com shows de Florence + The Machine, Doves, Calvin Harris e Jay-Z (queridinho da liga de festivais europeus), entre outros, mas chegamos apenas no s\u00e1bado, exatamente quando Ezra Koening subia ao palco com seu Vampire Weekend para seu j\u00e1 tradicional grande show. A apresenta\u00e7\u00e3o funciona melhor em um lugar pequeno (com todo mundo dan\u00e7ando abra\u00e7ado como no Werchter e no T In The Park em 2008), mas a banda cresceu e convence tamb\u00e9m em um grande palco. \u201cHorchata\u201d foi cool, mas \u201cCousins\u201d, \u201cWalcout\u201d, \u201cA-Punk\u201d, \u201cOxford Comma\u201d e \u201cCape Cod Kwassa Kwassa\u201d foram celebrativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4695483575\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle8.jpg\" alt=\"isle8.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> O Blondie, na seq\u00fc\u00eancia, mostrou boas can\u00e7\u00f5es recentes e alguns cl\u00e1ssicos antigos.  A musa Debbie Harry est\u00e1 bem diferente do show do Personal Fest, em 2004 (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/personaltim.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>), parecendo mais um rob\u00f4 est\u00e1tico no palco do que a deusa de toda uma gera\u00e7\u00e3o. Um simples movimento de cabe\u00e7a puxa outras parte do corpo (ser\u00e1 culpa das cirurgias pl\u00e1sticas?), e a cena toda \u00e9 bem estranha. A voz faltou em \u201cCall Me\u201d, mas as vers\u00f5es de \u201cOne Way Or Another\u201d e \u201cHeart of Glass\u201d (que eles n\u00e3o tocaram em Buenos Aires) honraram o mito. Ela deixou o palco recomendando: \u201cN\u00e3o fa\u00e7am nada que eu n\u00e3o faria\u201d. Sei&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4695485013\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle9.jpg\" alt=\"isle9.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na posi\u00e7\u00e3o de headliners, o Strokes fechou a segunda noite com um show quil\u00f4metros \u00e0 frente da apresenta\u00e7\u00e3o mediana que fez em S\u00e3o Paulo, no Tim Festival, anos atr\u00e1s (relembre <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/crf_tim.htm\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). A banda evoluiu muito, e Julian Casablancas (b\u00eabado ou drogado, procure v\u00eddeos no Youtube e decida) toda hora repetia o quanto era bom estar de volta. O problema \u00e9 que o show foi curto (a primeira parte acabou com 13 m\u00fasicas e eles fecharam a noite com 17) e n\u00e3o trouxe nada de novo. Os caras ficam parados dois anos e voltam fazendo o mesmo show de dois anos atr\u00e1s (no meio das grava\u00e7\u00f5es do disco novo). Frustrante, mas ainda assim um grande show. Agora s\u00f3 falta aprender a usar as luzes do palco a favor&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699397561\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle10.jpg\" alt=\"isle10.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Para o domingo, a grande atra\u00e7\u00e3o era Sir Paul McCartney, mas o dia come\u00e7ou com Suzanne Vega no palco ac\u00fastico fazendo um show normal, com banda. Ela tinha se apresentado no palco principal ao meio dia (ser\u00e1 que algu\u00e9m acordou para v\u00ea-la?), e a organiza\u00e7\u00e3o sabiamente a colocou tamb\u00e9m neste palco num hor\u00e1rio decente (19h). A primeira coisa que ela fez foi agradecer a presen\u00e7a do p\u00fablico: \u201cObrigado por voc\u00eas estarem aqui e n\u00e3o no palco principal vendo a Pink\u201d, espetou. O show come\u00e7ou com \u201cMarlene on The Wall\u201d, do primeiro \u00e1lbum da cantora, e misturou can\u00e7\u00f5es velhas e novas em uma apresenta\u00e7\u00e3o delicada e bonita.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699442081\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle11.jpg\" alt=\"isle11.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Deixamos Suzanne Vega sete m\u00fasicas depois (e antes do final) para tentar encontrar um bom lugar para ver Paul McCartney no palco principal, o que nos deu oportunidade de presenciar ainda tr\u00eas m\u00fasicas da Pink (uma delas, a cover de \u201cRoxanne\u201d, do Police) e perceber o quanto ela \u00e9 querida na Inglaterra, com todo mundo cantando\/berrando junto suas can\u00e7\u00f5es. No bis, a cantora voltou fazendo malabarismos em uma corda sobre o imenso p\u00fablico. De impressionar (tente acha-la <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4700067066\/sizes\/o\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). A m\u00fasica n\u00e3o diz muita coisa, mas a mo\u00e7a tem um pique no palco de causar inveja. O show terminou com roj\u00f5es e cortina de fuma\u00e7a. Bonito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4700102752\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle12.jpg\" alt=\"isle12.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Para fechar a terceira noite, e o festival, Sir Paul McCartney. O show come\u00e7ou morno (com \u201cVenus And Mars\/Rock Show\u201d e \u201cJet\u201d), mas nada como uma can\u00e7\u00e3o dos Beatles para colocar as coisas no lugar, fun\u00e7\u00e3o cumprida por  \u201cAll My Loving\u201d (com direito ao famoso baixo Hofner). \u201cLetting Go\u201d foi dedicada a John Lennon, e \u201cLet Me Roll It\u201d serviu para Paul mostrar seus dotes de guitarrista, citar \u201cPurple Haze\u201d no solo, e contar uma hist\u00f3ria ao final. \u201cO disco \u201cSargeant Peppers\u201d foi lan\u00e7ado numa sexta-feira em Londres. No domingo, Jimi tocou a m\u00fasica em um show em Londres. Foi sensacional. Jimi, essa m\u00fasica que toquei foi pra voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4700103748\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle13.jpg\" alt=\"isle13.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Logo mais, Paul assumiu a guitarra de novo, e explicou: \u201cEssa eu toco guitarra porque fui eu quem gravei a guitarra nessa can\u00e7\u00e3o\u201d. E surge \u201cBlackbird\u201d, linda. \u201cDance Tonight\u201d, uma das can\u00e7\u00f5es recentes, faz bonito na noite, mas o grande momento, logo ap\u00f3s a alma se arrepiar com \u201cEleanor Rigby\u201d foi&#8230; \u201cSomething\u201d, uma can\u00e7\u00e3o beatle que n\u00e3o \u00e9 dele. Paul surge no palco com um ukelele, e diz: \u201cGeorge adorava tocar esse instrumento\u201d, e sozinho come\u00e7a a m\u00fasica, com o palco todo apagado, de forma ac\u00fastica. Quando a banda entra na segunda parte da can\u00e7\u00e3o, o palco se acende e o tel\u00e3o revela dezenas de fotos de George Harrison, para del\u00edrio do p\u00fablico. Emocionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4700097258\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle14.jpg\" alt=\"isle14.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> O trecho final \u00e9 simplesmente arrasador. Come\u00e7a com uma grande vers\u00e3o de \u201cBand on The Run\u201d, e segue com \u201cOb-La-Di, Ob-La-Da\u201d, \u201cBack in the U.S.S.R.\u201d, \u201cPaperback Writer\u201d e \u201cLet It Be\u201d, todas em vers\u00f5es perfeitas. Em \u201cLive and Let Die\u201d, canh\u00f5es de fogo aquecem o palco, mas nem precisava, tamanha a excel\u00eancia da can\u00e7\u00e3o. \u201cHey Jude\u201d fecha o show com 50 mil pessoas fazendo o coro do final por quase 10 minutos. A banda volta para o bis, e n\u00e3o economiza: primeiro vem \u201cDay Tripper\u201d, depois \u201cGet Back\u201d e \u201cYesterday\u201d. Quando o riff de guitarra anuncia \u201cHelter Skelter\u201d, o c\u00e9u parece que vai desmoronar. \u201cSgt. Pepper&#8217;s Lonely Hearts Club Band (reprise) \/ The End\u201d encerram uma noite inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699490915\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle15.jpg\" alt=\"isle15.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p> Acabou? Quase. Os alto falantes anunciam o fim do festival (embora o grupo brit\u00e2nico James ainda estivesse tocando na segunda tenda) despejando em alto e bom som a cl\u00e1ssica vers\u00e3o de Jimi Hendrix para &#8220;All Along the Watchtower&#8221;, gravada na Ilha de Wight em 31 de agosto de 1970 (dezoito dias antes da morte do guitarrista). Ao mesmo tempo, o c\u00e9u vira um colorido de fogos e roj\u00f5es que duram os quase seis minutos da can\u00e7\u00e3o num fechamento simb\u00f3lico comovente. O Festival da Ilha de Wight celebra o fim da edi\u00e7\u00e3o 2010 com muito estilo. Que venha 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4699497265\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/isle16.jpg\" alt=\"isle16.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Mais fotos da viagem:<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Set list dos Strokes<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">1. New York City Cops<br \/>\n2. The Modern Age<br \/>\n3. Hard To Explain<br \/>\n4. Reptilia<br \/>\n5. What Ever Happened?<br \/>\n6. You Only Live Once<br \/>\n7. Soma<br \/>\n8. Vision of Division<br \/>\n9. I Can&#8217;t Win<br \/>\n10. Is This It<br \/>\n11. Someday<br \/>\n12. Red Light<br \/>\n13. Last Nite<br \/>\n14. Encore:<br \/>\n14. Juicebox<br \/>\n15. Under Control<br \/>\n16. Heart In A Cage<br \/>\n17. Take It Or Leave It\n<\/p>\n<p align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Set List de Paul McCartney<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">1. Venus And Mars\/Rock Show<br \/>\n2. Jet<br \/>\n3. All My Loving<br \/>\n4. Letting Go<br \/>\n5. Let Me Roll It \/ Purple Haze<br \/>\n6. The Long and Winding Road<br \/>\n7. Nineteen Hundred And Eighty Five<br \/>\n8. I&#8217;m Looking Through You<br \/>\n9. Blackbird<br \/>\n10. Here Today<br \/>\n11. Dance Tonight<br \/>\n12. Mrs Vandebilt<br \/>\n13. Eleanor Rigby<br \/>\n14. Something<br \/>\n15. Sing the Changes<br \/>\n16. Band on the Run<br \/>\n17. Ob-La-Di, Ob-La-Da<br \/>\n18. Back in the U.S.S.R.<br \/>\n19. Paperback Writer<br \/>\n20. Let It Be<br \/>\n21. Live and Let Die<br \/>\n22. Hey Jude<br \/>\n23. Encore:<br \/>\n23. Day Tripper<br \/>\n24. Get Back<br \/>\n25. Yesterday<br \/>\n26. Helter Skelter<br \/>\n27. Sgt. Pepper&#8217;s Lonely Hearts Club Band \/ The End<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQual show voc\u00ea gostou mais?\u201d, pergunta uma senhora que aparenta ter uns 50 anos, e que bate cart\u00e3o no Festival da Ilha de Wight desde 2006. \u201cPink\u201d, responde uma garota que n\u00e3o deve passar dos 18 anos. \u201cA Pink foi realmente surpreendente\u201d, completa a senhora. 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