{"id":2838,"date":"2010-05-21T06:41:28","date_gmt":"2010-05-21T09:41:28","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/05\/21\/bratislava-pequena-grande-cidade\/"},"modified":"2010-05-21T06:44:57","modified_gmt":"2010-05-21T09:44:57","slug":"bratislava-pequena-grande-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/05\/21\/bratislava-pequena-grande-cidade\/","title":{"rendered":"Bratislava, pequena grande cidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4625210012\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/europa2010-384.jpg\" alt=\"europa2010-384.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ou \u201clittle big city\u201d, frase estampada em \u00f4nibus e cartazes por toda a capital da Eslov\u00e1quia, resume bem o esp\u00edrito dessa cidadezinha de interior (com quase 500 mil habitantes) que se transformou na capital de um pa\u00eds com a separa\u00e7\u00e3o da Tchecoslov\u00e1quia, em 1993. Ou Bratislover, como vende a campanha de turismo, que \u00e9 irresist\u00edvel: por apenas 14 euros voc\u00ea tem direito a trem ida e volta\u00a0 Viena\/Bratislava \u2013 Bratislava\/Viena e livre acesso a trams e onib\u00fas na capital eslovaca. Imperd\u00edvel.<\/p>\n<p>A Eslov\u00e1quia tem uma hist\u00f3ria sofrida. Seu territ\u00f3rio foi populado pelos celtas, romanos, germanos e eslavos. Os h\u00fangaros anexaram o pa\u00eds em 907. Em 1500 passaram para o dom\u00ednio dos otomanos e no come\u00e7o do s\u00e9culo XX viveram sobre a sombra do imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro.. Entre 1939 e 1945\u00a0 caiu sobre o dom\u00ednio da Alemanha nazista (junto a Rep\u00fablica Tcheca) e, depois, em 1968 foi invadida pela R\u00fassia, tornando-se uma na\u00e7\u00e3o independente apenas em 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/4625382164\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/bratislava-024.jpg\" alt=\"bratislava-024.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Tcheca pode ter efeito pol\u00edtico e econ\u00f4mico, mas o povo parece ainda respirar sobre a uni\u00e3o dos pa\u00edses. Em um pub pedi uma cerveja da Rep\u00fablica Tcheca, que o gar\u00e7om me avisou ser \u201cnacional\u201d. Os pr\u00e9dios comunistas, imponentes e todos iguais, cortam o c\u00e9u do outro lado do Dan\u00fabio, mas a hist\u00f3ria da Eslov\u00e1quia e de Bratislava respira em um bel\u00edssimo centro hist\u00f3rico, que nos lembrou algo entre Ouro Preto e Bruges (e, talvez, Tiradentes).<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias igrejinhas umas pr\u00f3ximas \u00e0s outras, com um q de barroco. E alguns pr\u00e9dios hist\u00f3ricos que datam dos s\u00e9culos 11 e 12. Num deles, a torre Michalsk\u00e1 Br\u00e1na (Port\u00e3o de S\u00e3o Michel), que tem uma bela vista panor\u00e2mica de todo o centro hist\u00f3rico e funciona tamb\u00e9m como museu, tr\u00eas senhoras tomam conta do acervo. Pe\u00e7o a uma delas para me ensinar a falar obrigado em eslovaco. Ela tenta: \u201cD&#8217;akujem\u201d. Me enrolo, mas acho que passo no teste.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4624109733\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/europa2010-298.jpg\" alt=\"europa2010-298.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Olhamos a vista, admiramos a paisagem, e quando deixamos o pr\u00e9dio, a mesma senhora nos chama. Ela fala em bom eslovaco. Gestualiza e, em seguida, fala pausadamente, como se o eslovaco fosse mais f\u00e1cil de se entender silaba a silaba. Pesco umas tr\u00eas palavras no mon\u00f3logo, e deixamos o lugar sorrindo sem entender patavina. Olho para o ticket de entrada do museu, e a ficha cai: \u201cele tamb\u00e9m d\u00e1 direito a entrar no museu da farm\u00e1cia ali naquela curva\u201d, dizia ela, voz, m\u00e3os e simpatia.<\/p>\n<p>Passamos um bom tempo caminhando a esmo, encantados pela cidade. Subimos at\u00e9 o castelo, que fica no alto de um morro, e exige bem das pernas, mas a vista \u00e9 magnifica. Pena n\u00e3o termos chego um dia depois, pois no dia seguinte come\u00e7a no local o Slovack Food Festival, que ir\u00e1 durar todo o fim de semana. Tentados, sa\u00edmos \u00e0 procura do prato local: bryndzone halusky, um nhoque (com mais batata que trigo) com queijo acompanhado de cubinhos de bacon. Aprovado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4625210538\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/europa2010-389.jpg\" alt=\"europa2010-389.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Batendo perna nas ruas da cidade, nunca vi tantos pares de olhos azuis quanto aqui. E as meninas s\u00e3o bonitas, nariz meio pontudo (mas diferente das italianas), reto e charmoso, rosto angelical. S\u00e3o quase 19h e o dia ainda est\u00e1 claro (sinal de que os dias de ver\u00e3o est\u00e3o realmente chegando). A temperatura fica em torno dos 14 graus, mas o problema \u00e9 o vento forte e cortante (ser\u00e1 culpa do Dan\u00fabio?, questiona Lili). Voltamos para Viena felizes ap\u00f3s um dia perfeito.<\/p>\n<p>\u00c9 nossa \u00faltima noite em Viena, e estamos cansados. Como estamos fazendo esse tour pr\u00e9-ver\u00e3o, as ruas est\u00e3o mais vazias de turistas, e apenas os velhinhos e os orientais dividem as \u00e1reas \u201cfamosas\u201d conosco. Faltou muita coisa para se ver em Viena, o que j\u00e1 garante que iremos (e queremos) voltar (tendo revisto \u201cAntes do Amanhecer\u201d) um dia al\u00e9m de partir para outros cantos da \u00c1ustria (Salzburgo e Innsbruck na lista).<\/p>\n<p>Nossa pr\u00f3xima parada \u00e9 (novamente) Budapeste (talvez Gy\u00f6r, talvez).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4625202178\/sizes\/l\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/europa2010-318.jpg\" alt=\"europa2010-318.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Fotos da viagem:<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou \u201clittle big city\u201d, frase estampada em \u00f4nibus e cartazes por toda a capital da Eslov\u00e1quia, resume bem o esp\u00edrito dessa cidadezinha de interior (com quase 500 mil habitantes) que se transformou na capital de um pa\u00eds com a separa\u00e7\u00e3o da Tchecoslov\u00e1quia, em 1993. 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