{"id":2464,"date":"2010-01-06T07:52:12","date_gmt":"2010-01-06T10:52:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/01\/06\/hitchcock-antonioni-allen-e-almodovar\/"},"modified":"2010-01-06T13:56:16","modified_gmt":"2010-01-06T16:56:16","slug":"hitchcock-antonioni-allen-e-almodovar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/01\/06\/hitchcock-antonioni-allen-e-almodovar\/","title":{"rendered":"Hitchcock, Antonioni, Allen e Almod\u00f3var"},"content":{"rendered":"<p>Atualizando a lista de \u00faltimos filmes vistos e revistos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/janela.jpg\" alt=\"Janela Indiscreta\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cJanela Indiscreta\u201d, Alfred Hitchcock<\/strong> (1954)<\/p>\n<p>Com a perna engessada, um fot\u00f3grafo \u00e9 obrigado a ficar em casa e, para passar o tempo, observa a vida de seus vizinhos pela janela quando v\u00ea algo suspeito em um dos apartamentos. O argumento pode parecer tolo, mas esse Big Brother de suspense rendeu um filma\u00e7o recheado de frases antol\u00f3gicas e passagens cl\u00e1ssicas, e lida de forma sensacional com a rela\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio espectador com o cinema (e como ele se torna c\u00famplice dos personagens). James Stewart e Grace Kelly (looongo suspiro) est\u00e3o brilhantes ancorados, ainda, por Thelma Ritter, a empregada com a frase certa na hora certa. Cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/noite.jpg\" alt=\"A Noite\" \/><\/p>\n<p><\/strong><strong>\u201cA Noite\u201d, Michelangelo Antonioni<\/strong> (1961)<\/p>\n<p>Segundo filme da c\u00e9lebre &#8220;trilogia da incomunicabilidade&#8221;, formada ainda por \u201cA Aventura\u201d e \u201cO Eclipse\u201d, \u201cA Noite (\u201cLa Notte\u201d) \u00e9 um retrato exemplar da fal\u00eancia do amor, uma obra-prima de ang\u00fastia, tristeza velada e dor que ganha for\u00e7a em uma frase de Valentina (personagem de Monica Vicci) quase ao final do filme: \u201cVoc\u00eas acabaram comigo esta noite\u201d. Ela n\u00e3o est\u00e1 falando apenas por si, mas tamb\u00e9m por n\u00f3s. Foi meu quarto Antonioni, e j\u00e1 pulou para o segundo lugar \u00e0 frente de \u201cAs Amigas\u201d e \u201cProfiss\u00e3o Rep\u00f3rter\u201d, que preciso rever, e s\u00f3 atr\u00e1s de \u201cBlow Up\u201d.<\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/tiros.jpg\" alt=\"tiros.jpg\" \/><\/p>\n<p><\/strong><strong>\u201cTiros na Broadway\u201d, Woody Allen<\/strong> (1994)<\/p>\n<p>\u201cTiros na Broadway\u201d (\u201cBullets Over Broadway\u201d) \u00e9 um dos filmes mais perfeitos e bem acabados de Woody Allen, e olha que a concorr\u00eancia \u00e9 grande. Por\u00e9m, s\u00e3o poucos os filmes do diretor em que o roteiro (assinado em conjunto por Allen e Douglas McGrath), a fotografia (magn\u00edfica de Carlo DiPalma) e a trilha funcionam de forma t\u00e3o perfeita casadas, ainda, de forma brilhante com as atua\u00e7\u00f5es de John Cusack, Dianne Wiest (que levou o Oscar por sua atua\u00e7\u00e3o) e Chazz Palminteri. \u00c9 daqueles para se ver, rever e ver de novo, e ainda ficar maravilhado com as piadas, com o ritmo, com o retrato que Woody Allen tra\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 do teatro, mas tamb\u00e9m da vida.<\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/abracos.jpg\" alt=\"Abra\u00e7os Partidos\" \/><\/p>\n<p><\/strong><strong>\u201cAbra\u00e7os Partidos\u201d, Pedro Almod\u00f3var<\/strong> (2009)<br \/>\n\u00a0<br \/>\nNa virada dos 90 para os 00, Alm\u00f3dovar fez tr\u00eas filmes grandiosos: \u201cCarne Tr\u00eamula\u201d (1997), \u201cTudo Sobre Minha M\u00e3e\u201d (1999) e, o melhor de todos, \u201cFale com Ela\u201d (2002). \u201cM\u00e1 Educa\u00e7\u00e3o\u201c (2004) e \u201cVolver\u201d (2006), seus filmes seguintes, n\u00e3o frustram completamente o espectador, mas vieram menores, imperfeitos. \u201cAbra\u00e7os Partidos\u201d (\u201cLos Abrazos Rotos\u201d) fecha essa trilogia da falta de intensidade. Se quiser, Alm\u00f3dovar faz um filme desses pintando as unhas do p\u00e9. H\u00e1 bons momentos (a maioria na primeira metade), mas parece que diretor e p\u00fablico se cansam ap\u00f3s 40 minutos.<\/p>\n<p>Ps. Penelope Cruz vers\u00e3o Audrey Hepburn \u00e9 de fazer o cora\u00e7\u00e3o parar&#8230;<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;M\u00e1 Educa\u00e7\u00e3o&#8221;, de Pedro Almod\u00f3var, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/maeducacao.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;As Amigas&#8221;, de Michelangelo Antonioni, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/10\/26\/35-doses-de-rum-fados-e-as-amigas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Um Alan Parker e dois Woody Allen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/12\/10\/um-alan-parker-e-dois-woody-allen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Uma an\u00e1lise de &#8220;A Noite&#8221;, por Nuno Manna (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/14\/esse-voce-precisa-ver-a-noite\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualizando a lista de \u00faltimos filmes vistos e revistos&#8230; \u201cJanela Indiscreta\u201d, Alfred Hitchcock (1954) Com a perna engessada, um fot\u00f3grafo \u00e9 obrigado a ficar em casa e, para passar o tempo, observa a vida de seus vizinhos pela janela quando v\u00ea algo suspeito em um dos apartamentos. 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