{"id":2242,"date":"2009-10-26T20:28:18","date_gmt":"2009-10-26T23:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/10\/26\/35-doses-de-rum-fados-e-as-amigas\/"},"modified":"2009-10-30T08:16:53","modified_gmt":"2009-10-30T11:16:53","slug":"35-doses-de-rum-fados-e-as-amigas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2009\/10\/26\/35-doses-de-rum-fados-e-as-amigas\/","title":{"rendered":"&#8220;35 Doses de Rum&#8221;, &#8220;Fados&#8221; e &#8220;As Amigas&#8221;"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/doses.jpg\" alt=\"\u201c35 Doses de Rum\u201d, de Claire Daines\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;35 Doses de Rum&#8221;, de Claire Denis<\/strong> (2008)<\/p>\n<p>Ricardo Calil, que respeito muito em se tratando de cinema, classificou &#8220;35 Doses de Rum&#8221; (\u201c35 Rhums\u201d), da francesa Claire Denis, como uma obra-prima (mais <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/ricardocalil\/2009\/10\/23\/35-doses-de-rum-primera-obra-prima-da-mostra\/\">aqui<\/a>). Ex-assistente de Wim Wenders, Claire tem uma filmografia elogiad\u00edssima onde quer que se coloque os olhos para ler sobre a diretora, mas o filme n\u00e3o me pegou. Sim, \u00e9 grande cinema, mas n\u00e3o consegui absorver a hist\u00f3ria a ponto de sair chapado da sala. Talvez porque ainda n\u00e3o seja pai. Talvez porque alguns recortes da vida real, embora filmados de forma bela, n\u00e3o me impressionem. \u00c9 um filme bom, e s\u00f3. Por\u00e9m, para te confundir, aviso que adorei &#8220;Julie &amp; Julia&#8221;. Da\u00ed voc\u00ea consegue ver quem est\u00e1 mais pr\u00f3ximo da realidade&#8230; (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/fados1.jpg\" alt=\"\u201cFados\u201d, de Carlos Saura\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Fados&#8221;, de Carlos Saura<\/strong> (2009)<\/p>\n<p>Expectativa \u00e9 uma merda, n\u00e3o tem jeito. Algu\u00e9m escreveu que &#8220;Fados&#8221; era um document\u00e1rio, e com as credenciais de Carlos Saura assinando a dire\u00e7\u00e3o achei que tinha a noite ganha. Engano. A op\u00e7\u00e3o estrutural pela qual Saura procura documentar a vertente musical portuguesa \u00e9 simpl\u00f3ria: ele junta dezenas de apresenta\u00e7\u00f5es dos mais variados estilos de fado em 1h25 de rolo de filme que transforma o longa em um extenso videoclipe. N\u00e3o h\u00e1 nada que guie o espectador, que n\u00e3o saber\u00e1 dizer nem o nome da capital de Portugal ao fim da sess\u00e3o. Para cada bom momento surge um equivalente de vergonha alheia. Chico Buarque se destaca com &#8220;Fado Tropical&#8221; cantada com cenas da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos ao fundo. Por\u00e9m, tamb\u00e9m tem Toni Garrido&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/amigas1.jpg\" alt=\"\u201cAs Amigas\u201d, Michelangelo Antonioni\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;As Amigas&#8221;, Michelangelo Antonioni<\/strong> (1955)<\/p>\n<p>Vencedor do Le\u00e3o de Prata em Veneza em 1955, &#8220;As Amigas&#8221; (&#8220;Le amiche&#8221;) abre uma seq\u00fc\u00eancia de grandes obras de Antonioni, a saber: &#8220;O Grito&#8221;, 1957, &#8220;A Aventura&#8221;, 1960, &#8220;A Noite&#8221;, 1961 e &#8220;O Eclipse&#8221;, 1962. O foco aqui s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es de um grupo de mulheres que tenta se encaixar na sociedade, cada uma ao seu modo. A fotografia de Gianni Di Venanzo (&#8220;Oito e Meio&#8221;) \u00e9 bel\u00edssima, e a cena da praia um bonito momento, mas a tem\u00e1tica do filme (e com isso, o pr\u00f3prio longa) perdeu um pouco da for\u00e7a que deve ter tido na \u00e9poca ao buscar compreender as mulheres \u2013 e o suic\u00eddio, n\u00e3o s\u00f3 por amor, mas tamb\u00e9m pela sensa\u00e7\u00e3o de vazio. Foi meu terceiro Antonioni depois de &#8220;Profiss\u00e3o: Rep\u00f3rter&#8221; e o sensacional &#8220;Blow-Up&#8221;. Na fila, &#8220;O Grito&#8221; e &#8220;A Noite&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;35 Doses de Rum&#8221;, de Claire Denis (2008) Ricardo Calil, que respeito muito em se tratando de cinema, classificou &#8220;35 Doses de Rum&#8221; (\u201c35 Rhums\u201d), da francesa Claire Denis, como uma obra-prima (mais aqui). 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